Estudiantes: Rojo volta a La Plata querendo repetir feito da era ‘soldado de Sabella’

Defensor estava no Racing, onde nem o sobrenome podia usar pela rivalidade de Avellaneda. Em 2009, Schiavi também reforçou o clube na reta final da Libertadores

Foto: TyC Sports

Ídolo do clube de La Plata, Marcos Rojo volta ao Estudiantes para seu terceiro ciclo, movido pela oportunidade de disputar a Libertadores e reencontrar o clube que o revelou. Aos 36 anos, o zagueiro retorna ao Pincha, onde foi campeão da América em 2009, com Alejandro Sabella no comando. Agora, deixa o Racing para ajudar o Estudiantes a buscar outra final continental, tendo o Flamengo como adversário nas semifinais. Lá no lado azul de Avellaneda, nem o sobrenome ele pode usar na camisa, pois “rojo” é vermelho em espanhol e faz referência também ao rival do Racing, o Independiente.

A saída, porém, teve resistência mesmo com ima passagem apagada e conturbada. Diego Milito, presidente do Racing, queria manter o defensor, e a insistência de Rojo em sair desgastou a relação. O acordo envolveu uma compensação financeira ao Racing e, segundo a reportagem, a renúncia do jogador a uma dívida de US$ 200 mil. Estudiantes também pagaria um valor adicional caso chegasse à decisão continental.

O maior obstáculo acabou sendo burocrático. Estudiantes pediu sua inscrição como substituto de Gabriel Neves, que fraturou o punho, mas a recuperação prevista de aproximadamente três meses não atendia ao mínimo de quatro exigido para essa troca fora do prazo. Foi necessária uma autorização excepcional da AFA para viabilizar a chegada. Algo parecido aconteceu em 2009, quando Alejandro Sabella pediu para Flaco Schiavi reforçar o time de La Plata para a reta final da Libertadores 2009. O tetra aconteceu na ocasião. Para quem acredita na tal mística…

Aí que aparece também a ironia política: a transferência de Rojo para La Plata dependia de Chiqui Tapia, justamente alguém que mantém diferenças com Verón e já recebeu críticas de Milito. Rojo participou pessoalmente das gestões, e o aval finalmente saiu. Seu retorno combina, portanto, a ligação com o clube onde conquistou a América com os “soldados de Sabella” há 17 anos e a vontade de disputar novamente o título, depois de uma negociação que também mobilizou os bastidores do futebol argentino. O destino talvez pedia isso. Resta saber se ele vai terminar como herói ou vilão.

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