Categoria: Futebol Internacional

Jornalismo Esportivo brasileiro não tem moral nenhuma para questionar Virgínia na Copa

O trabalho dela será no entretenimento, coisa que nem programa esportivo consegue oferecer hoje em dia

Foto: Instagram

A contratação de Virgínia Fonseca para fazer conteúdos de entretenimento na Copa do Mundo virou motivo de revolta para parte do jornalismo esportivo brasileiro. Mas a pergunta que fica é: revolta por quê? Ela não foi contratada para analisar esquema tático, explicar linha de impedimento ou debater convocação. O papel dela é outro. Virgínia vai mostrar bastidores, festas de torcedores, cultura local, comidas típicas, curiosidades e o clima extracampo da Copa. Ou seja, exatamente aquilo que grandes emissoras já fazem há décadas quando mandam repórteres produzirem matérias leves durante o Mundial.

O mais curioso é ver jornalistas esportivos indignados com entretenimento dentro da cobertura de Copa, sendo que o próprio jornalismo esportivo brasileiro abandonou o entretenimento faz tempo. Hoje, boa parte dos programas vive de arbitragem, crise em clube, caça a treinador e fofoca de bastidor. O debate virou repetitivo, pesado e cansativo. Quem ainda consegue transformar futebol em espetáculo na televisão brasileira é praticamente só Craque Neto, seja no “Os Donos da Bola”, nos programas de rádio dele ou nos cortes que viralizam diariamente. O resto parece viver num ciclo eterno de reclamação e mesa-redonda amarga.

E aí entra uma certa hipocrisia nessa discussão. Em 2022, muita gente achou normal mandar influenciadores e humoristas para a Copa. O próprio Diogo Defante esteve no Catar fazendo humor e conteúdo descontraído, sem ser jornalista esportivo, e quase ninguém fez esse escândalo todo. Enquanto isso, repórteres tradicionais como Eric Faria produziam matérias sobre ar-condicionado na calçada, areia do deserto e curiosidades do Catar meses antes da Copa, ficando fora de cobrir mais uma final de Libertadores daquele ano. Isso sempre existiu em Copa do Mundo. A diferença é que agora quem está ocupando esse espaço é uma mulher extremamente popular, influente e bem-sucedida.

As críticas também escancaram um problema antigo do Brasil: mulher no futebol ainda incomoda muita gente. Quando uma mulher cresce, conquista espaço e ocupa um ambiente tradicionalmente dominado por homens, surge imediatamente uma patrulha querendo desmerecer sua presença. Até Juca Kfouri entrou na discussão, algo que parecia desnecessário para alguém tão experiente e com tantas Copas no currículo. Virgínia não vai “substituir” jornalista esportivo nenhum. Ela vai fazer entretenimento. E talvez o incômodo exista justamente porque uma influenciadora entende melhor de comunicação popular e conexão com público do que muito programa esportivo tradicional hoje em dia.

No fim, a verdade é simples: Copa do Mundo não é feita só de tática e coletiva de imprensa. Copa também é festa, cultura, turismo, torcida, emoção e experiência. Sempre foi. E se o jornalismo esportivo brasileiro perdeu a capacidade de entreter, talvez o problema não esteja na chegada da Virgínia. Talvez o problema esteja em quem ficou parado no tempo enquanto o público mudou.

Colômbia na Copa será 8/80: Pode surpreender muito ou passar vergonha

Seleção convocada traz mais dúvidas que soluções em geração que retorna ao Mundial após ficar fora em 2022

Foto: RCN Deportes

A convocação da Seleção Colombiana para a Copa do Mundo, enfim saiu, com poucas surpresas e muitas confirmações do que já vinha sendo desenhado por Néstor Lorenzo ao longo do ciclo. O grande nome segue sendo Luis Díaz, hoje protagonista de um ataque poderoso do Bayern de Munique e principal referência técnica da Colômbia. Ao lado dele aparecem nomes conhecidos como Richard Ríos e Juan Fer Quintero, que segue sendo um jogador útil justamente por fazer uma função rara dentro da seleção colombiana: a do meia criativo clássico, mesmo sem viver seu auge há algum tempo.

A grande discussão da convocação, claro, girava em torno de James Rodríguez. Para muita gente, James já vive uma aposentadoria técnica há anos, distante daquele meia mágico da Copa de 2014 que enganou, ops, encantou o mundo. Mas a Colômbia ainda parece emocionalmente dependente do camisa 10, seja pela liderança, seja pela falta de outro nome capaz de assumir esse protagonismo criativo. E assim James vai para mais uma Copa do Mundo, carregando ao mesmo tempo o peso do passado glorioso e a dúvida sobre quanto ainda consegue entregar dentro de campo.

A ausência da Colômbia na Copa de 2022 acabou funcionando como uma espécie de choque de realidade para essa geração. Era um time que precisava sentir o peso de ficar fora de um Mundial para entender que tradição sul-americana sozinha não garante vaga em Copa. Agora, em sua sexta participação na história, a seleção colombiana chega novamente cercada de expectativa, mas sem aquela confiança absoluta da geração de 2014 ou até mesmo da equipe de 2018, que talvez tivesse uma química coletiva mais forte. Ainda assim, o vice-campeonato da última Copa América mostrou que existe talento suficiente para competir em alto nível.

O problema é justamente definir o que esperar dessa Colômbia. Falando em ausência, jogadores como Sebástian Villa, Rafael Borré, Juan Cuadrado e Wilmar Barrios ficaram de fora dessa vez. Los cafeteros é uma seleção capaz de tudo. Pode ser a grande surpresa da Copa, encaixar rapidamente e fazer um torneio histórico impulsionada pela velocidade de Luis Díaz e pela competitividade típica das equipes de Lorenzo.

Mas também pode ser uma enorme decepção, vítima da irregularidade que acompanha o futebol colombiano há anos. Não existe mais aquela sensação de estabilidade e confiança de outros ciclos. A Colômbia atual vive entre a nostalgia de seus velhos líderes e a esperança de uma nova geração que ainda não se consolidou completamente. E talvez seja justamente essa imprevisibilidade que torne os colombianos tão interessantes de acompanhar neste Mundial.

Foto: RCN Deportes

Além de Scaloni, mais 5 treinadores argentinos estarão na Copa do Mundo

País da melhor escola técnica de futebol mantém tradição de exportar seus comandantes para outras seleções

Foto: TyC Sports

Seis nomes da escola técnica argentina de futebol estarão na Copa do Mundo de 2026. Além de Lionel Scaloni, atual campeão mundial com a Argentina, outros cinco treinadores argentinos representarão o país de albiceleste no maior torneio do planeta. O verdadeiro país do futebol segue exportando não apenas craques dentro de campo, mas também algumas das maiores mentes táticas do esporte. Aliás, a Argentina será novamente o país com mais técnicos na Copa do Mundo, reforçando sua influência histórica no jogo.

Desde que a Argentina conquistou a Copa do Mundo de 1978 sob o comando de César Luis Menotti e, anos depois, o Mundial de 1986 com Carlos Bilardo, o futebol argentino passou a viver uma eterna divisão filosófica. De um lado, os menottistas, defensores do jogo ofensivo, da posse de bola, da estética e da criatividade. Do outro, os bilardistas, mais pragmáticos, intensos, competitivos e obcecados pelo resultado. Em 2026, os treinadores argentinos presentes no Mundial carregarão traços dessas escolas históricas — com uma exceção importante: Marcelo Bielsa, criador de sua própria corrente, o “bielsismo”.

Marcelo Bielsa é justamente o caso mais único do futebol mundial. Comandando o Uruguai, Bielsa não é menottista nem bilardista. Sua filosofia transcende essa divisão. O “bielsismo” é baseado em intensidade máxima, pressão alta, verticalidade, obsessão tática e um futebol emocional, quase anárquico em alguns momentos. Seus times atacam o tempo inteiro, marcam individualmente em praticamente todo o campo e vivem no limite físico e mental. Bielsa influenciou treinadores como Pep Guardiola, Tata Martino, Beccacece, Sampaoli e Fernando Diniz; mesmo sem nunca ter conquistado uma Copa do Mundo. O Uruguai atual joga num ritmo sufocante, com transições rápidas e agressividade constante.

Foto: TyC Sports

Lionel Scaloni representa um equilíbrio raro entre as duas escolas. Campeão do mundo com a Argentina em 2022, Scaloni nasceu mais próximo do bilardismo pela competitividade e pela capacidade de adaptação aos jogos, mas incorporou elementos modernos e associativos que aproximam sua seleção do menottismo em alguns momentos. Sua Scaloneta” é extremamente inteligente taticamente: sabe pressionar, sabe sofrer, sabe controlar a posse e sabe atacar em velocidade. Scaloni talvez seja o grande símbolo do futebol argentino contemporâneo justamente porque não se prende a dogmas.

Gustavo Alfaro, hoje no Paraguai, é um bilardista clássico. Seus times são organizados defensivamente, intensos na marcação e emocionalmente muito competitivos. Alfaro valoriza compactação, bolas paradas e transições rápidas. Não é um treinador que prioriza espetáculo, mas sim eficiência. Foi assim que conseguiu reorganizar seleções desacreditadas ao longo da carreira. O Paraguai atual reflete exatamente isso: um time duro, físico, resiliente e extremamente difícil de enfrentar em jogos eliminatórios.

Mauricio Pochettino, comandante dos Estados Unidos, tem raízes fortíssimas no bielsismo. Foi jogador de Bielsa e absorveu muito de sua intensidade sem necessariamente copiar tudo. Seu futebol mistura pressão alta, saída de bola organizada e velocidade pelos lados do campo. Pochettino é mais equilibrado emocionalmente que el loco Bielsa e trabalha melhor os momentos de controle do jogo, mas ainda carrega essa essência ofensiva e agressiva. Dentro da divisão argentina tradicional, ele se aproxima mais do menottismo moderno.

Na mesma linha aparece Sebastián Beccacece, hoje treinador do Equador. Discípulo direto de Bielsa e ex-braço direito de Jorge Sampaoli, Beccacece vive intensamente o jogo. Seu estilo é extremamente ofensivo, vertical e agressivo sem a bola. O Equador ganhou uma identidade de pressão constante e muita velocidade pelos corredores. Em vários momentos, suas equipes parecem jogar num caos organizado, algo muito característico da influência bielsista.

Por fim, Néstor Lorenzo, técnico da Colômbia, talvez seja o mais “bilardista silencioso” entre todos. Sua equipe é extremamente equilibrada, competitiva e madura taticamente. Lorenzo não busca posse excessiva nem um futebol necessariamente vistoso. Prefere organização, intensidade sem bola e ataques objetivos, aproveitando muito a qualidade individual de seus jogadores. A Colômbia atual sabe controlar espaços e competir em alto nível contra qualquer adversário.

A Copa do Mundo de 2026 também será uma vitrine da influência argentina no futebol mundial. Seis maestros, seis estilos diferentes e três grandes correntes filosóficas: o pragmatismo bilardista, o romantismo menottista e a revolução permanente do bielsismo. A Argentina segue exportando muito mais do que jogadores. Exporta ideias, identidade e maneiras completamente distintas de enxergar o futebol.

Favoritíssima da Copa, França tem apenas 4 campeões do mundo no atual elenco

O “exército de Napoleão” soube se renovar com trabalho feito nas bases, iniciado por Aimé Jacquet, campeão de 1998

Foto: Equipe de France

A convocação da Seleção Francesa para a Copa do Mundo de 2026 mostra o quanto o país conseguiu se reinventar sem perder competitividade. Dos 26 jogadores chamados, apenas quatro estiveram no elenco campeão mundial em 2018: Lucas Hernández, N’Golo Kanté, Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé. O dado impressiona porque evidencia a enorme capacidade de renovação francesa, algo raro em seleções que conseguem permanecer tanto tempo no topo do futebol mundial.

O trabalho de Didier Deschamps é o grande reflexo de tudo o que a França construiu nas últimas duas décadas. Campeão do mundo como jogador em 1998 e técnico em 2018, ele lidera uma transição geracional praticamente perfeita. A França criou uma identidade forte nas categorias de base e passou a formar atletas preparados física, mental e tecnicamente para assumir protagonismo cedo, mantendo a seleção sempre entre as favoritas em qualquer competição.

E talvez essa geração atual seja ainda mais forte do que a campeã de 2018 e a vice de 2022. Além do experiente Kanté, a França conta com jogadores jovens que já são realidade no futebol europeu, como Bradley Barcola, Michael Olise, Désiré Doué, de apenas 20 anos e vivendo fase espetacular, além de Rayan Cherki, considerado um dos talentos mais criativos da nova geração francesa. E claro, mantém nomes de potência ofensiva e decisivos como Dembélé e Mbappé, formando uma seleção pronta para passar o trator por cima de praticamente qualquer adversário no Mundial.

Tudo isso é consequência de um projeto iniciado após o título conquistado na Copa do Mundo de 1998, comandado pelo técnico Aimé Jaquet. Ele foi dar aulas em escolas e nas categorias de base dos clubes franceses sobre tática, técnica e superação para vencer na vida. A conquista no Stade de France mudou a relação do país com o futebol e impulsionou investimentos pesados em formação, inclusão social e desenvolvimento esportivo que moldou novas gerações.

Mais de vinte anos depois, a França colhe os frutos de um sistema que virou referência mundial e transformou o país em uma máquina de revelar craques. Não por acaso, é carinhosamente chamada de “exército de Napoleão”, devido a postura nítida ao cantarem o hino “La Marseillaise”. Em 2026, a sensação é de que a seleção francesa chega mais forte do que nunca na busca pelo tricampeonato que Messi apenas adiou em 2022. Quem vai bater de frente com esse esquadrão?

Portugal vai com força máxima para buscar Mundial inédito e consagrar Cristiano Ronaldo

Com a mesma vibe “Argentina por Messi”, geração talentosa do nosso colonizador vai lutar por CR7

Foto: El País

Portugal chega para a Copa do Mundo de 2026 vivendo um dos ciclos mais promissores de sua história, muito por conta do excelente trabalho do técnico Roberto Martínez. Logo um espanhol, conseguiu transformar a seleção portuguesa em um time mais agressivo, ofensivo e equilibrado, potencializando uma geração extremamente talentosa. Depois de anos dependendo quase exclusivamente do brilho individual de Cristiano Ronaldo, Portugal agora apresenta um futebol coletivo forte, moderno e com profundidade em praticamente todos os setores do campo. Não à toa, aparece entre as grandes favoritas ao título mundial após recentes conquistas como a Nations League.

O meio-campo português talvez seja um dos mais fortes da competição. Vitinha se consolidou como um maestro silencioso, capaz de controlar o ritmo do jogo com inteligência e qualidade absurda no passe assim como faz no P$G. João Neves, por outro lado, simboliza a intensidade dessa nova geração, um volante moderno que marca, corre e também sabe jogar. Já Pedro Neto oferece aquilo que decide partidas grandes: velocidade, drible e imprevisibilidade pelos lados do campo. É uma seleção que mistura juventude, talento e maturidade competitiva.

Mas é impossível falar de Portugal sem falar de Cristiano Ronaldo. Aos olhos do mundo, essa deve ser a última Copa do craque português, que encara o torneio quase como uma missão pessoal. Cristiano já conquistou praticamente tudo no futebol, quebrou recordes inimagináveis e se tornou o maior jogador da história de Portugal. Ainda assim, existe uma obsessão clara: levantar a taça da Copa do Mundo e colocar o nome definitivamente em um patamar quase intocável dentro da história do esporte.

A grande questão é que, desta vez, Cristiano talvez tenha ao seu redor o elenco mais completo de toda sua trajetória na seleção. Portugal não depende apenas dele como em outras épocas. Agora, existe uma equipe preparada para dividir responsabilidades e sustentar o sonho do título até o fim. E talvez seja justamente isso que torne essa geração tão perigosa: um time cheio de estrelas, mas movido por um objetivo coletivo — transformar 2026 no ano mais importante da história do futebol português.

(Convocados para a Copa)

Colômbia se divide entre ter ou não James Rodríguez na Copa do Mundo

Péssimo nos clubes, mas excelente na seleção, camisa 10 cafetero gera desconfiança por falta de ritmo de jogos

Foto: ESPN Colombia

A pré-lista de 55 nomes da seleção da Colômbia para a Copa do Mundo de 2026 colocou novamente James Rodríguez no centro de um debate que divide o país. Para muitos colombianos, o camisa 10 ainda merece mais um Mundial por tudo o que representa para a história do futebol do país. Afinal, mesmo vivendo temporadas instáveis nos clubes nos últimos anos, James continua sendo visto como um dos maiores talentos que a Colômbia já produziu, especialmente pela forma como se transforma quando veste a camisa da seleção. Há quem enxergue nele o último grande elo daquela geração que encantou o mundo em 2014 e alcançou as quartas de final no Brasil.

Por outro lado, uma parte da torcida acredita que esse ciclo já deveria ter terminado. O argumento principal é que James praticamente deixou de ter sequência em clubes importantes há cinco ou seis anos. Entre mudanças constantes de país, contratos curtos e períodos treinando sozinho, ele passou a viver muito mais da memória construída no passado do que do rendimento atual no futebol de alto nível. Ainda assim, toda vez que atua pela Colômbia, o meia parece recuperar a confiança, a liderança e o brilho técnico que desapareceram em muitos momentos da carreira desde a base do Envigado, seu surgimento no Banfield, até sua boa fase europeia após passagens por gigantes como Porto, Real Madrid e Bayern de Munique.

A discussão também passa pelo papel que James teria dentro do elenco comandado por Néstor Lorenzo. Hoje, a seleção colombiana possui uma geração mais madura e competitiva, com Luis Díaz vivendo o auge técnico e nomes como Richard Ríos ganhando espaço e protagonismo. Por isso, muitos torcedores questionam se vale a pena montar parte do time pensando em um jogador que talvez já não tenha condições físicas de suportar 90 minutos em partidas decisivas. Existe até a possibilidade de James ser utilizado mais como liderança de grupo ou opção pontual durante os jogos, enquanto Radamel Falcao García pode integrar a comissão técnica e ajudar justamente nessa transição entre gerações.

No fundo, o debate sobre James Rodríguez vai além do futebol. Ele representa a dúvida entre apostar na experiência de um ídolo histórico ou acelerar de vez a renovação pensando em uma Colômbia capaz de fazer algo maior em 2026. A torcida colombiana não quer apenas repetir campanhas dignas; quer sonhar novamente com uma seleção capaz de ir além das quartas de final e disputar espaço entre as potências do Mundial. E é justamente aí que nasce a pergunta que hoje domina o país: ainda existe espaço para James em uma seleção que já encontrou novos protagonistas? A resposta definitiva só virá quando sair a convocação oficial do DT Néstor.