Não tenho mais autoestima e estou me matando por isso

Perdi a vontade até de tomar sol, pois meu biquini não me cabe mais

Foto: Reprodução

Quando nossa autoestima está podre, parece que todas as mulheres são melhores do que nós. Mais bonitas, mais magras, mais desejáveis, mais interessantes e mais sexys. A comparação vira uma tortura e qualquer mulher passa a ser uma prova de que talvez nós nunca sejamos suficientes.

Comecei meu tratamento para emagrecer, mas ainda não vejo os resultados que gostaria. E isso me decepciona profundamente. Sei que é um processo, mas, no dia a dia, é difícil não olhar para mim e sentir que estou falhando. Me sinto cada dia pior. Nem biquini uso mais para tomar sol. É como estar em um abismo de inseguranças e continuar afundando.

E essas inseguranças acabam ultrapassando o espelho. Elas chegam até na minha convivência com o boy. Tenho medo de não ser suficiente para quem amo, de não despertar mais o mesmo desejo, de falar sobre os meus sonhos com ele e descobrir que talvez eles não façam mais sentido. Isso me dói, mas é um problema tão fútil em comparação a tudo que ele tem passado na vida ultimamente. Por isso sofro no meu canto.

Com alguns acontecimentos recentes, decidi sair de vez do Instagram justamente para não piorar. Não consigo ver outras mulheres sem me comparar e pensar que elas podem ser melhores do que eu em tudo. Na terapia tenho trabalhado tudo isso, mas quando chego em casa e fico sozinha com os meus pensamentos, ainda é muito difícil.

Mesmo assim, eu vou continuar me tratando. Vou continuar tentando cuidar do meu corpo, mas também da minha mente. Eu quero me sentir bonita e desejada sim, mas, acima de tudo, quero chegar ao ponto em que eu não precise ser melhor do que ninguém para me sentir suficiente. Quero ser suficiente para mim, ter saúde para mim e não ficar me cobrando por não ser mais bonita como já fui.

Preparando o presente de aniversário de quem não gosta do próprio aniversário

Foto: Instagram

Daqui uns dias é aniversário do cara que eu gosto. E justamente por saber que ele nunca gostou dessa data, por muita coisa que já passou, eu queria que este ano fosse diferente. Cuidei dos presentes, pensei nos detalhes, escrevi o bilhete, imaginei o abraço, o parabéns e a alegria de vê-lo recebendo um pouco do amor que eu sinto por ele. Mas não vou vê-lo no dia e só terei a oportunidade de abraçar ele novamente daqui um tempo. Faz parte!

Pensando nisso de organizar presentes de aniversário para alguém especial, por ironia do maldito Instagram (que eu penso em abandonar todos os dias), apareceu um post falando sobre como é bom ter alguém especial para fazermos essas coisas. E aquilo ficou na minha cabeça. Porque quando amamos alguém, é muito natural querer cuidar, agradar e querer retribuir os momentos felizes. Só que existe uma linha muito delicada entre cuidar e tentar ocupar um espaço que o outro não pediu para que ocupássemos. É difícil controlar o limite dessa linha.

Às vezes, a gente acredita que está ajudando, mas está atrapalhando. Acredita que está cuidando, mas está invadindo. Acredita que está demonstrando amor, enquanto, para o outro, aquilo pode parecer uma tentativa de controlar ou interferir em uma vida que ele aprendeu a conduzir sozinho. Existem pessoas que se sentem tão independentes, que colocam a própria vida e as próprias escolhas como prioridade — e não há nada de errado nisso.

Talvez essa seja uma das partes mais dolorosas de amar alguém. É descobrir que cuidado nem sempre é fazer. Às vezes, cuidado é esperar e deixar ela distante. É respeitar. É aceitar que você gostaria de estar perto, mas não pode. Que você gostaria de ajudar, mas não deve. Que você gostaria de dar tudo, mas o outro só quer um espaço para seguir livre. Que você gostaria de um abraço, mas é melhor não.

Existe uma solidão muito particular em amar dessa forma. O sentimento parte apenas de nós. A intenção é nossa, a preocupação é nossa, a vontade de tornar o dia especial desde o “bom dia” é só nossa. E precisamos aprender a conviver com tudo o que isso provoca dentro da gente. Faça terapia para não transformar o amor em uma cobrança. Então mesmo que você prepare os presentes e escreva o bilhete, não significa que será especial para a pessoa. E tá tudo bem. Sua parte você fez!

Postinho de Gasolina: Enfim uma música boa de verdade no sertanejo

Há tempos que a atual geração não entregava uma letra diferenciada e um arranjo que não cansa os ouvidos

Foto: Instagram

Há tempos o sertanejo não entregava uma música com essa sensação de “volta à boa fase”. Postinho de Gasolina, de João Gustavo & Murilo, tem aquela pegada do sertanejo de 2016, uma época que tinha uma aura muito própria e que marcou uma geração. E, sinceramente, fazia tempo que a nova geração não entregava uma música que me causasse essa sensação. Ninguém aguenta mais andar na rua e ouvir mesmo sem querer os agrofunk da vida…

E agora una dupla rompeu esse ciclo de músicas chatas e de mesmice. João Gustavo & Murilo ficaram conhecidos justamente por Lençol Dobrado, uma música que também fugia um pouco do óbvio quando estourou em 2021 e que teve produção do Dudu Borges. Agora, em Postinho de Gasolina, o produtor é outro Dudu: Dudu Oliveira, reconhecido por seu trabalho com Zé Neto & Cristiano. E o resultado é uma música com identidade, refrão forte, viciante e aquela cara de hit sertanejo que estava fazendo falta. Um hit de verdade, sem ser aquela conversa de compositor pra vender música e que fala que qualquer uma é hit.

E ainda tem o Grelo no feat. O curioso é que ele ficou muito associado às músicas mais “bagaceiras”, mas aqui funciona — e funciona muito bem. Dito isso: João Gustavo & Murilo sozinhos já dariam conta dessa música tranquilamente. Ela é deles, muito deles. O feat soma, mas não é o que faz Postinho de Gasolina ser boa. A composição dela é de Vitor Ferrari, Matheus Araújo e Yego Valadares.

Para mim, essa música representa uma virada de chave na carreira da dupla. João Gustavo & Murilo já provaram que sabem fazer música que fica na cabeça, mas Postinho de Gasolina parece aquele momento em que tudo se encaixa novamente. É nostálgica sem ser velha, atual sem tentar desesperadamente parecer moderna. É o verdadeiro sucesso de 2026, pra gente esquecer as “Peão Tatuado” que só por Deus!

Artistas colombianos realizaram grande evento em pról das vítimas do terremoto

Já o presidente De La Espriella não teve boa conduta na primeira crise de seu governo

Foto: RCN Noticias

A música colombiana mostrou, mais uma vez, que pode ser muito mais do que entretenimento. Neste fim de semana, Bogotá recebeu o Colombia: Voces por la Vida, um grande concerto beneficente criado para arrecadar recursos para as vítimas do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país no dia 10 de agosto. Mais de 30 artistas participaram da mobilização, em uma demonstração emocionante de união em um dos momentos mais difíceis da história recente da Colômbia. O evento arrecadou mais de 11 bilhões de pesos colombianos, destinados à reconstrução das regiões afetadas.

Entre os nomes que participaram da iniciativa estavam Maluma, Sebastián Yatra, Manuel Turizo, Greeicy, Andrés Cepeda, Silvestre Dangond, Grupo Niche, ChocQuibTown, Miguel Bosé, Pedro Capó e Eladio Carrión, entre muitos outros. Karol G, que não pôde estar presencialmente por causa de sua agenda internacional, participou por transmissão ao vivo e ainda fez uma doação milionária por meio de sua Fundação Con Cora. A cantora chegou a dizer que aquela era uma das coisas mais bonitas que já tinha visto em seu país.

E essa mobilização não começou nem terminou no palco. Carlos Vives, por exemplo, também colocou seus estabelecimentos à disposição para receber doações, enquanto Maluma transformou espaços ligados à sua fundação, restaurante e loja em pontos de arrecadação. Outros grandes nomes, como Shakira, J Balvin, Juanes e Camilo, também se movimentaram para ajudar as comunidades atingidas. É bonito ver artistas que normalmente disputam espaço nas paradas, nos palcos e nas premiações deixando qualquer rivalidade de lado quando o próprio país precisa deles.

Maluma, aliás, ainda pretende ampliar essa ajuda com outras ações em Medellín. O cantor já se colocou à frente de iniciativas de arrecadação na cidade e vem usando sua estrutura para auxiliar os afetados pelo terremoto. O que a Colômbia está fazendo neste momento é um exemplo poderoso de como a cultura pode servir à solidariedade: quando um país sofre, seus artistas também podem emprestar sua voz, seu público e sua força para ajudar quem perdeu praticamente tudo. A música, nesse caso, não foi apenas trilha sonora da dor — foi uma ferramenta para começar a reconstruir um país.

Já a atuação de Abelardo de la Espriella diante da tragédia também provocou uma forte discussão política. O novo governo foi criticado por limitar, nos primeiros dias, a entrada de equipes internacionais de busca e resgate a grupos de Estados Unidos, Israel, El Salvador e Equador, enquanto outros países que ofereceram apoio, como o México, não tiveram suas equipes autorizadas naquele momento. A decisão levantou suspeitas de que critérios políticos estariam pesando na distribuição da ajuda, especialmente diante da conhecida aproximação de De la Espriella com os Estados Unidos e Israel.

O governo, por sua vez, negou que tenha recusado ajuda por razões ideológicas e afirmou que a seleção das equipes considerou critérios técnicos e de certificação. Ainda assim, a controvérsia acrescentou uma dimensão política a uma crise que, para além de números e disputas diplomáticas, exigia rapidez, união e solidariedade internacional. Em suas primeiras semanas de governo, deu para perceber no que a Colômbia vai enfrentar pelos próximos quatro anos.

Minha amiga namora um piloto que mora do outro lado do mundo e me deu uma aula sobre amor à distância

Eles se encontram 4 vezes durante o ano…

Foto: Arquivo pessoal

Hoje eu tive uma conversa com uma amiga que, sinceramente, me deu uma aula sobre amor, distância, confiança e maturidade. Ela namora um piloto da Qatar Airways. Ela mora em Goiânia e ele mora no Catar. Eles se conheceram em Barcelona (ESP), quando ela viajou para lá, encontrou o perfil dele no Instagram e decidiu procurá-lo. Os dois estavam solteiros, começaram a conversar, se conectaram e, mesmo com milhares de quilômetros entre eles, decidiram investir naquele relacionamento.

E quando eu digo distância, não estou falando de duas pessoas que moram em cidades diferentes ou até em estados diferentes. Eles estão separados por um oceano, por continentes, por um fuso horário completamente diferente e por rotinas que não têm nada a ver uma com a outra. Eles conseguem se encontrar aproximadamente quatro vezes por ano: no aniversário dela, no meio do ano, perto do fim do ano e no carnaval. Quando estão juntos, aproveitam cada segundo. Quando estão longe, vivem o relacionamento da maneira que conseguem.

E foi aí que ela me deu uma verdadeira aula. Ele está presente no dia a dia dela mesmo estando do outro lado do mundo. Manda flores toda semana, manda presentes e encontra formas de demonstrar que está ali. Ela também faz tudo para estar presente na vida dele. Ajusta a própria rotina, acorda de madrugada para conseguir conversar por causa do fuso horário, acompanha a vida dele, participa, conversa e fofoca. Os dois têm suas carreiras, suas próprias vidas, seus compromissos e, ainda assim, conseguem construir um amor que existe mesmo quando não tem a presença física.

Eu fiquei pensando em quantas vezes a gente sofre por passar alguns dias longe de quem ama. Quantas vezes a saudade vira ansiedade, a ausência vira insegurança e a distância parece maior do que realmente é. E aí eu olho para ela, que passa meses longe da pessoa que ama, e vejo uma mulher que aprendeu a confiar, a lidar com a saudade, com o ciúme, com a falta do abraço, com os dias em que tudo o que ela queria era ter aquela pessoa perto. E ela faz isso com uma maturidade que eu ainda estou tentando alcançar.

Essa conversa me fez perceber que eu tenho muito a aprender. Principalmente sobre entender que amar alguém não significa necessariamente ter essa pessoa ao nosso lado o tempo inteiro. Amor também é confiança, presença mesmo à distância, escolha, paciência e capacidade de continuar vivendo a própria vida enquanto constrói uma vida com alguém. Ela me mostrou que é possível sentir falta sem transformar a saudade em sofrimento, e confiar sem precisar controlar. Talvez seja isso que amizade também significa: encontrar alguém que, sem perceber, ensina a gente a lidar melhor com as próprias dores. Eu saí dessa conversa a admirando ainda mais, principalmente, pensando em tudo o que eu ainda preciso amadurecer dentro de mim.

Gusttavo Lima fez o show mais emblemático de sua carreira no retorno a Barretos

Artista comprovou de vez que é o maior do sertanejo na atualidade, bem longe do segundo lugar e com a skin do Homem de Ferro

Foto: Globoplay

A volta de Gusttavo Lima na Festa do Peão de Barretos teve um significado que vai muito além de mais um grande show na carreira do cantor. Foi o reencontro com uma história que começou em 2016, quando, ainda sob o comando de Zezé Di Camargo & Luciano como embaixadores, Gusttavo fez um daqueles shows que entram para a memória da Festa do Peão: subiu ao palco principal e virou a noite cantando. Foi a primeira vez que um artista fez isso em Barretos. A diretoria percebeu imediatamente o tamanho daquele momento e anunciou ali mesmo: no ano seguinte, Gusttavo seria o embaixador da festa. Em 2017, ele assumiu o título e, em 2018, voltou a ser embaixador, tornando-se o primeiro artista a ocupar o posto por dois anos consecutivos.

E Gusttavo não apenas recebeu o título: ele transformou o significado de ser embaixador de Barretos. Em 2018, gravou na arena o maior DVD de sua carreira até então, colocando a Festa do Peão como cenário de um dos projetos mais importantes de sua trajetória. Em 2020, quando a pandemia impediu a realização da festa, ele manteve essa ligação com Barretos em uma live histórica. O cantor foi um dos grandes pioneiros das lives musicais no Brasil, especialmente daquele modelo grandioso, longo e extremamente produzido que marcou o período da pandemia. Antes dele, o embaixador era uma figura importante da festa; com ele, o título ganhou uma dimensão muito maior. Ele passou a viver Barretos, estar com o público, cantar até o amanhecer e fazer da festa uma parte real de sua carreira.

Talvez por isso Gusttavo tenha se tornado algo maior do que simplesmente um embaixador da Festa do Peão de Barretos. Ele se tornou, simbolicamente, um embaixador do próprio sertanejo. Nos últimos anos, nenhum artista solo brasileiro alcançou números comparáveis aos dele em público, bilheteria, audiência e plataformas digitais. E existe ainda aquilo que não cabe em números: a capacidade de fazer shows de sete, oito horas, de entregar uma experiência gigantesca e de permanecer no palco enquanto a madrugada vira manhã. É uma marca que ele construiu na prática. Se hoje Gusttavo é apontado como o maior artista do Brasil, isso não aconteceu por acaso. Foi resultado de uma carreira construída com repertório, presença de palco, capacidade de comunicação com o público e uma disposição incomum para ir além do que já havia sido feito.

Por isso, a noite de ontem em Barretos teve um peso especial. Foi a volta de Gusttavo ao lugar que ajudou a contar uma das maiores transformações da música brasileira dos últimos anos. Do menino que cantava “Inventor dos Amores”, com seu violão nas costas e aquele famoso CD amarelinho, ao artista que hoje reúne multidões e protagoniza alguns dos maiores shows do país. Entre uma ponta e outra dessa história estão anos de trabalho, riscos, acertos, inovação e, principalmente, uma relação construída com o público. Gusttavo Lima não chegou ao topo apenas porque recebeu o título de embaixador de Barretos; ele chegou ao topo e, no caminho, transformou o próprio título em algo que nunca mais seria igual. Ontem, ao voltar para a Arena, ele não estava apenas fazendo mais um show. Estava voltando para um dos lugares onde sua história de gigante começou a ser escrita. E de quebra, ainda estava a cara do Homem de Ferro.