Aproveite a Semana do Cinema

Ingressos de R$ 10 a R$ 15 reais para ver grandes filmes na telona

Foto: Arquivo Pessoal

A Semana do Cinema está chegando como uma ótima oportunidade para quem ama a experiência de assistir a um filme na telona sem precisar gastar muito. Durante o período da promoção, os ingressos custarão apenas R$ 10 durante o dia e R$ 12 à noite, tornando o cinema novamente uma opção de lazer com preço justo e acessível para o público.

E não é só o ingresso que ficará mais barato. A tradicional combinação de cinema, pipoca e refrigerante também poderá pesar menos no bolso durante a Semana do Cinema. É a chance perfeita para reunir a família, chamar os amigos ou aproveitar um filme a dois e curtir toda a experiência das telonas sem aquela preocupação com os preços.

Entre os destaques da programação estarão grandes sucessos como Homem–Aranha 4, além de Minha Melhor Amiga, produção nacional que também estará em cartaz. A variedade de títulos permite que o público escolha entre diferentes estilos e aproveite para conferir filmes que já estão fazendo sucesso ou simplesmente matar a saudade de uma boa sessão de cinema.

Para quem estava esperando uma oportunidade para voltar ao cinema, a Semana do Cinema é o momento ideal. Com ingressos a partir de R$ 10 e opções de alimentação também com preços promocionais, a campanha reforça que assistir a um filme na tela grande pode, sim, ser um programa acessível. É só escolher o filme, pegar a pipoca e aproveitar!

Após 1 ano, Grande Rio volta a ter rainha de bateria

Anitta vai reinar em Caxias, onde também é compositora do samba favorito para a escola cantar em enredo sobre Gana

Foto: Revista Quem

Após um ano de ostracismo, a Grande Rio finalmente volta a ter uma rainha de bateria. E, na minha opinião, a comunidade de Caxias pode respirar aliviada: a escola volta a ter uma verdadeira rainha de Carnaval à frente da Invocada. Anitta, que já foi rainha da Mocidade Independente, exigiu que não houvesse passagem da coroa. No máximo deve receber a faixa pelas mãos de David Brazil, num momento que marca uma nova fase para a bateria de Mestre Fafá.

E não poderia existir momento mais simbólico. O enredo da Grande Rio para 2027 é sobre Gana, sobre a força da África e sobre o Candomblé. É um enredo que carrega ancestralidade, axé, tambor, terreiro e toda essa raiz que atravessou o oceano. E Anitta tem uma ligação direta com essa temática, inclusive por ser uma religião que faz parte da sua vida. Ela não vai ter receio de cantar um samba que fale de incorporar, de axé, de tambor e de terreiro. Ela entende essa linguagem e pode levar essa energia para a avenida.

Mais do que isso: a bateria merece uma rainha presente. Uma mulher que esteja nos ensaios, que acompanhe a preparação, que esteja preocupada com o Carnaval e que viva a escola durante todo o ciclo. E Anitta ainda pode protagonizar uma história que seria especial demais: ela é uma das compositoras do samba favorito na disputa da Grande Rio. Já imaginou? Além de rainha de bateria, compositora do samba escolhido para ir à avenida?

Seria uma combinação perfeita de música, Carnaval, ancestralidade e axé. A Grande Rio tem tudo para apresentar um desfile lindo, colorido, vibrante e cheio de energia. E, depois do que aconteceu no ano passado, talvez seja exatamente disso que a escola precisava: voltar às suas raízes, se reconectar com a sua comunidade e fazer um Carnaval à altura da força de Caxias. Seria uma bela forma de se redimir — e de lembrar por que a tricolor é uma das escolas mais especiais do Carnaval carioca.

Foo Fighters no Rock in Rio fez Cássia Eller roubar a cena em 2001

Cantora havia feito o maior show de sua carreira na tarde do festival, enquanto a noite, invadiu o palco de Dave Grohl

Foto: Rolling Stone

Hoje é dia de Foo Fighters no Palco Mundo do Rock in Rio. Mas, para mim, por mais especial que seja ver Dave Grohl e sua banda novamente no festival, o show mais inesquecível do Foo Fighters no Rock in Rio aconteceu em 2001 — e teve Cássia Eller como protagonista de um daqueles momentos que só um festival como esse é capaz de proporcionar.

Naquela tarde, Cássia Eller fez um dos maiores shows de sua carreira. Era ainda um horário de sol, mas ela simplesmente tomou conta do Rock in Rio e mostrou ao Brasil inteiro a potência que era como artista. Para fechar aquela apresentação histórica, veio “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana. E a escolha tinha um motivo especial: havia sido um pedido de seu filho, Chicão, que ainda subiu ao palco para participar da música tocando percurssão. Foi o encerramento perfeito para um show que entrou para a história.

O que Cássia não sabia é que Dave Grohl estava no hotel assistindo à apresentação. Segundo ele, sua namorada o acordou e disse para que ele assistisse àquela cantora brasileira que estava interpretando uma música do Nirvana. Mais tarde, nos bastidores, os dois se encontraram. Dave então disse a Cássia: “Eu tô impressionado. A sua versão é muito melhor que a nossa!”. Ela riu e respondeu, sem acreditar: “Ah, cê está de sacanagem com minha cara!”. Mas aquele elogio dizia muito sobre o impacto que ela havia causado.

E a história ainda ganhou um capítulo maravilhoso naquela noite: Cássia invadiu o palco do Foo Fighters para cantar “Parabéns pra Você” para Dave Grohl, que fazia aniversário justamente naquele dia. Dois artistas gigantes, de mundos diferentes, se encontrando de uma maneira espontânea, divertida e absolutamente inesquecível. É por isso que, quando penso em Foo Fighters no Rock in Rio, eu não lembro apenas de um show.

Lembro de Cássia Eller cantando Nirvana, de Dave Grohl se rendendo à sua interpretação e de dois gigantes da música dividindo um daqueles momentos mágicos que fazem a história do Rock in Rio ser tão especial. Hoje tem Foo Fighters de novo. Mas 2001 continua sendo, para mim, um capítulo especial. Assista a história contada pelos membros da banda da maior artista do rock nacional no video a seguir:

Caso escolha o Samba 8, Mangueira terá o melhor samba-enredo de 2027

A verde e rosa fará carnaval sobre Oyá, o que trouxe para a escola uma energia diferente com possibilidade de sonhar com o título

Para quem não acompanha tão de perto o mundo do samba, agosto e setembro são meses de uma das fases mais deliciosas do Carnaval: as disputas de samba-enredo. É quando as escolas de samba começam a escolher aquela obra que vai embalar seus desfiles na Marquês de Sapucaí. E, na Mangueira, chegamos à reta final com duas obras na disputa: o Samba 8, da parceria liderada por Lequinho, e o Samba 10, de Arlindinho e cia.

Mas eu preciso dizer uma coisa: se a Mangueira escolher o Samba 8, ela não estará apenas escolhendo um samba vencedor dentro da sua quadra. Na minha opinião, estará escolhendo um dos grandes candidatos a melhor samba-enredo do Carnaval de 2027. Desde o primeiro dia em que esse samba foi cantado, ele parece ter encontrado a comunidade. Existe uma energia diferente ali, uma força que faz a gente imaginar imediatamente a Mangueira tomando conta da Sapucaí.

E talvez isso tenha tudo a ver com o momento da escola. A Mangueira vai levar para a Avenida o enredo “Oyá Por Nós”, uma homenagem a Oyá, ou Iansã, ligada aos ventos, às tempestades e às transformações. É um daqueles enredos que já nascem com uma força visual, musical e espiritual enorme. E, ouvindo o Samba 8, eu consigo enxergar exatamente essa Mangueira: vibrante, popular, quente, para cima, com aquela capacidade que a escola tem de transformar a Sapucaí em uma grande celebração.

É impossível não lembrar da energia de 2016, da Mangueira que levou Bethânia para a Avenida e apresentou um dos desfiles mais marcantes da história recente do Carnaval. Não estou dizendo que 2027 será igual — e nem precisa ser. Mas existe uma vibe parecida, aquela sensação de que enredo, samba e identidade da escola podem se encaixar perfeitamente. O Samba 8 tem cara de Mangueira. Tem refrão para a arquibancada cantar, tem força para a bateria carregar e, principalmente, tem alma.

Por isso, se a comunidade escolher o Samba 8, eu já coloco a Mangueira entre as escolas que largam na frente na briga pelo título de 2027. Carnaval não se ganha em setembro, obviamente. Ainda existem fantasias, alegorias, comissão de frente, bateria, harmonia, evolução e uma infinidade de detalhes que serão julgados. Mas uma escola que chega à Avenida com um grande enredo e um samba que levanta sua comunidade já começa com uma vantagem enorme.

Se for o Samba 8, Lequinho e companhia podem não estar apenas vencendo uma disputa. Podem estar entregando à Mangueira o combustível para fazer um daqueles desfiles que fazem a Sapucaí levantar. E, se isso acontecer, guardem um daqueles momentos históricos que ficam marcados para sempre no carnaval carioca.

Chegou setembro trazendo a primavera, Vingadores no cinema e minha cura

Foto: Arquivo pessoal

Graças a Deus é setembro! O mês da primavera, das flores, dos recomeços e também de Vingadores: Ultimato no cinema (24). Mas, para mim, setembro de 2026 carrega um significado ainda maior: quero que seja o mês da minha cura da ansiedade, depois de tantos anos lutando contra ela.

Ultimato sempre me lembra que, mesmo depois das maiores perdas e dos momentos mais difíceis, ainda existe espaço para recomeçar. E é assim que quero enxergar minha própria história, não como alguém derrotada pela ansiedade, mas como alguém que está finalmente encontrando forças para vencer essa batalha. E vencerei como o Homem de Ferro.

Setembro também é o mês de lembrar o Setembro Amarelo, de falar sobre saúde mental, acolher, ouvir e lembrar que ninguém precisa enfrentar suas dores sozinho. Pedir ajuda é um ato de coragem, e cada dia em que escolhemos continuar é uma pequena vitória.

Que setembro seja um mês de esperança, de fé e de renascimento. Que Deus cuide das nossas feridas, fortaleça nossos corações e nos mostre que, por mais difícil que tenha sido o caminho, ainda existe muita coisa bonita para viver. 💛🌻

Sabatina JN: Se você for escolher seu candidato pelas entrevistas, não votará em ninguém

Todos foram péssimos, inclusive os entrevistadores da bancada do jornal mais famoso do país

Foto: O Globo

Se alguém pretende escolher o próximo presidente da República baseado apenas nas sabatinas feitas pelo Jornal Nacional na semana passada, eu tenho uma péssima notícia: estamos todos enrolados. Os seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas que passaram pela bancada — Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Lula, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury — tiveram atuações, no mínimo, decepcionantes. Nenhum conseguiu, de fato, transformar aquele espaço em uma oportunidade para apresentar um projeto convincente para o Brasil.

Mas é preciso fazer uma crítica também à postura dos entrevistadores César Tralli e Renata Vasconcelos. Em vários momentos, aquilo pareceu menos uma sabatina jornalística e mais um interrogatório. Perguntas em tom agressivo, de acusação, quase como se os apresentadores estivessem diante de um tribunal. O próprio Lula falou isso durante a entrevista — e, nesse ponto, ele não está errado. O problema é que praticamente todos os candidatos receberam o mesmo tratamento. Lula talvez tenha sentido ainda mais a pressão, assim como Flávio Bolsonaro, muito provavelmente pelo histórico de denúncias e escândalos que envolve os dois lados.

E é justamente aí que, na minha opinião, o Jornal Nacional perdeu uma grande oportunidade. O brasileiro queria saber sobre o que realmente afeta a vida dele. Como cada candidato pretende controlar a inflação? O que fará para reduzir o preço dos alimentos? Como pretende melhorar a economia? Como vai gerar empregos? O que fará pela saúde, educação e segurança? Qual é o plano de governo? Essas são perguntas que interessam diretamente a quem está em casa pagando supermercado, aluguel, conta de luz e combustível. Mas boa parte da sabatina ficou presa a polêmicas, declarações controversas e escândalos.

E os candidatos também não ajudaram. Caiado falando sobre enfrentar a bandidagem a qualquer custo, Renan Santos defendendo ideias como a de uma bomba atômica, Augusto Cury tendo de explicar declarações envolvendo drones, Zema sem conseguir apresentar uma defesa convincente de sua gestão em Minas e Flávio Bolsonaro passando boa parte da entrevista falando de Lula. Do outro lado, Lula nem citou o sobrenome Bolsonaro, mas também não teve uma grande atuação: ficou nervoso, se enrolou em diversas respostas e não conseguiu aproveitar o espaço como poderia.

No fim das contas, ficou a sensação de que o eleitor brasileiro está diante de um cenário muito ruim. Seis nomes importantes tiveram a oportunidade de mostrar por que deveriam comandar o país e, para mim, nenhum conseguiu convencer. E isso é preocupante, porque eleição presidencial não deveria ser uma escolha entre quem é “menos pior”. Mas, infelizmente, é exatamente assim que muita gente está se sentindo: escolhendo um nome não porque acredita plenamente nele, mas porque não enxerga uma alternativa melhor.

Eu mesma já tenho uma escolha. Mas é uma escolha muito mais pela falta de opção do que por entusiasmo. E talvez esse seja o retrato mais triste dessa eleição: independentemente de quem você escolher, a sensação é de que o brasileiro está lascado de qualquer jeito. Não está fácil encontrar para onde correr. Vamos seguir no marasmo como país.