Super Mario Galaxy: Filme divertido, imagens incríveis e cheio de ação

Tem gente esperando um roteiro de Titanic/Ultimato. É uma animação para se divertir, porra!

Foto: Arquivo Pessoal

Se existe uma coisa que funciona quase como máquina do tempo para quem cresceu jogando videogame, é mergulhar no universo de Super Mario Galaxy. E quando esse mundo ganha uma adaptação com cara de cinema, o resultado é uma mistura deliciosa de nostalgia com diversão leve. O “filme do Mario Bros.” pode até mirar no público infantil, mas acerta em cheio também naquele adulto que já passou horas tentando salvar a princesa com um controle na mão.

A grande sacada está justamente em respeitar a essência do personagem. Mario continua sendo aquele herói carismático, simples e direto, que não precisa de enrolação pra conquistar. O universo colorido, cheio de fases malucas e desafios criativos, parece ter saído direto da tela do videogame — e isso é um acerto enorme. Não tem aquela tentativa forçada de “adultizar” a história. É leve, é divertido e funciona. Além da qualidade da imagem e dos gráficos.

Para quem jogou, cada referência é quase um presente. Os cenários, os poderes, os inimigos… tudo conversa com a memória afetiva. É o tipo de experiência que faz você sorrir sozinho lembrando das fases mais difíceis ou das trilhas sonoras que grudavam na cabeça. E aí entra o ponto mais interessante: o filme não depende disso pra funcionar. Quem nunca encostou num controle também consegue se divertir, porque a narrativa é simples, dinâmica e visualmente encantadora. E outra, tem gente indo assistir a animação como se fosse um votante da Academia do Oscar. Gente, é um filme para se divertir! Vai fazer crítica em Odisseia em Duna 3.

No fim das contas, é exatamente o que se espera de uma adaptação como essa: entretenimento puro. Não tenta ser profundo, não quer reinventar nada — e ainda bem. É um filme para assistir sem compromisso, rir, se distrair e, de quebra, sentir aquele gostinho de infância. Porque, no fundo, Super Mario Galaxy nunca foi só sobre jogar… sempre foi sobre viver uma pequena aventura em um mundo onde tudo parece possível. O filme te transporta para isso e vale o combo do cinema, além dos salgadinhos da Americanas!

Que programa chato deram para a Eliana

Quadros sem pé nem cabeça atrapalham a apresentadora fazer o que realmente sabe

Foto: Instagram

Tem alguma coisa muito errada acontecendo nesse Em Família com Eliana. E não é implicância, é sensação coletiva mesmo: o programa simplesmente não encaixou. A Eliana, que sempre teve um carisma natural e uma conexão absurda com o público, parece coagida num formato que não conversa com quem está do outro lado da tela. Domingo à tarde pede leveza, identificação, emoção — e não esse monte de quadro sem alma.

Vamos ser sinceros: ninguém quer assistir família desconhecida cantando como se fosse um reality improvisado. Não cria vínculo, não gera torcida, não prende. E aí você soma isso com famosos participando de dinâmicas aleatórias, falando em um caralho de microfone que distorce a voz… qual é a proposta disso? É confuso, é barulhento e, principalmente, é chato. Aqueles games então… parecem quadros genéricos, sem criatividade, que não exploram absolutamente nada do potencial de quem está ali. Ninguém merece isso, especialmente a apresentadora tida como “herdeira” de Hebe Camargo pela carreira que construiu.

E o mais curioso é que não falta referência do que funciona. A própria Eliana já fez isso muito bem. Quando ela ia até a casa dos artistas, sem ser somente cantores, quando transformava histórias reais em quadros emocionantes (tipo o Beleza Renovada), quando fazia entrevistas no palco com calma, escuta e presença — ali existia televisão de verdade. Era próximo, era humano. Hoje, o programa parece mais preocupado em preencher tempo do que em criar momentos.

No fim das contas, dá a impressão de que estão tentando encaixar a Eliana num molde que não é dela. E isso é um erro enorme. Porque talento ela tem de sobra — o que falta é direção. Se a Globo quiser mesmo fazer esse programa dar certo, precisa olhar menos pra fórmula e mais pra essência. Porque o lugar da Eliana não é nesse monte de dinâmica vazia. O lugar dela é onde ela sempre brilhou: contando histórias, ouvindo gente de verdade e sendo, simplesmente, ela. Estão atrapalhando a vida de Eliana criando coisa que ninguém quer assistir num domingo à tarde!

F1 na Globo continua um velório

Somente Mariana Becker faz a transmissão render fora do Jornalismo engessado

Foto: Sky Sports

Tem corrida de madrugada que compensa o sacrifício. O GP do Japão deste fim de semana… definitivamente não foi uma delas. A gente já entra na missão sabendo que vai brigar contra o sono, mas espera pelo menos uma recompensa: emoção, disputa, alguma coisa que justifique estar acordado naquele horário. Só que, quando a corrida não empolga e a transmissão também não ajuda, vira praticamente um teste de resistência. A TV Globo até carrega o peso da tradição, mas entrega uma narração engessada, fria, mais preocupada em ser informativa do que envolvente. Falta ritmo, falta vibração — e sobra aquela sensação de que você podia simplesmente ter dormido.

Apenas Mariana Becker se destaca, como já disse no texto sobre o GP da Austrália. Dentro da pista, pelo menos, teve história sendo escrita. Kimi Antonelli venceu mais uma vez na Fórmula 1, conquistando sua segunda vitória consecutiva na carreira — e mostrando que não é mais promessa, é realidade. O pódio foi completado por Oscar Piastri, que salvou o fim de semana da McLaren com um segundo lugar sólido, e Charles Leclerc, colocando a Ferrari no terceiro degrau. Um pódio jovem, interessante, até simbólico… mas que, sinceramente, não foi acompanhado por uma corrida à altura.

E aí entra a frustração: a McLaren até aparece no pódio, mas não convence. Parece aquele time que chega, mas não assusta. Fica ali, no “quase”, sem brigar de verdade pela vitória. Depois de dar sinais de reação, volta a ser a famosa “McLata” que o torcedor já conhece — muita expectativa, pouca imposição. O segundo lugar de Piastri é mais um alívio do que um sinal de domínio. Falta aquele passo a mais, aquela agressividade de quem quer ganhar corrida, não só participar.

No fim das contas, o GP do Japão resume bem esse momento: novos nomes surgindo, histórias interessantes acontecendo… mas embaladas de um jeito que não prende. A Fórmula 1 continua gigante, claro, mas precisa entender que não é só sobre o que acontece na pista — é também sobre como isso chega até a gente. Porque, do jeito que foi, ficou difícil competir com o travesseiro. Mais uma vez, F1 é entretenimento e diversão, não é cobertura de guerra.

40 anos do maior goleiro da história

Manuel Neuer segue como lenda viva no futebol revolucionando a posição de “arquero”

Foto: Bayern

Tem jogador que marca época. E tem jogador que muda a história. Manuel Neuer pertence à segunda categoria. No dia do seu aniversário, é impossível falar dele sem reconhecer: o futebol antes e depois de Neuer é outro — especialmente na posição mais ingrata (e decisiva) do campo.

No Bayern de Munique, ele construiu uma trajetória quase irretocável. São múltiplos títulos da Bundesliga, além de conquistas de UEFA Champions League que colocaram o clube no topo do futebol mundial — com destaque para as campanhas de 2012–13 e 2019–20, onde o Bayern foi simplesmente dominante. Neuer não era só o goleiro: era líder, capitão, voz ativa e, muitas vezes, o primeiro construtor de jogadas.

Pela Seleção Alemã de Futebol, o auge veio na Copa do Mundo FIFA de 2014. Aquela campanha consagrou não apenas a Alemanha campeã, mas também um novo jeito de enxergar a posição. Neuer foi decisivo, seguro, ousado — e protagonizou atuações que beiraram o inacreditável, como contra a Argélia, jogando praticamente como um zagueiro. Foi eleito o melhor goleiro do torneio, e com razão.

Mas talvez o maior título de Neuer seja invisível: o legado. Ele transformou o goleiro em peça ativa do jogo, elevou o nível de exigência técnica da posição e influenciou uma geração inteira. Hoje, não basta defender — é preciso saber jogar. E se isso virou regra, é porque um alemão, anos atrás, decidiu que ficar parado na área já não era suficiente.

O Testamento: Fofoca pesada para maratonar e se divertir

Candidata a série documental do ano, “O Testamento” traz briga, rolo e confusão em torno da fortuna de dona da Pernambucanas – em coma há dez anos

Foto: Globoplay

A série documental O Testamento mergulha em uma daquelas histórias reais que parecem ficção de tão cheias de reviravoltas, disputas e personagens excêntricos. No centro de tudo está Anita Harley, uma das maiores figuras por trás do império da Pernambucanas, que está há 10 anos em coma após um AVC — condição que torna toda a disputa em torno de sua vida e, principalmente, de seu testamento, ainda mais delicada e controversa. É justamente essa ausência silenciosa da protagonista que abre espaço para uma batalha intensa entre pessoas próximas, interesses milionários e versões conflitantes sobre lealdade, poder e influência. O caso se tornou uma série nível “Vale o Escrito” no Globoplay.

Entre os nomes que orbitam essa trama, ganha destaque Cristine, vista como a pessoa de maior confiança de Anita em sua vida profissional e pessoal. Do outro lado, surge Sônia Soares, a Suzuki, figura central na briga judicial que movimenta a série. O conflito entre essas partes vai muito além de dinheiro: ele escancara relações frágeis, ressentimentos antigos e uma disputa por narrativa — quem realmente estava ao lado de Anita e quem apenas orbitava o poder. Essa séria só ganhou forma após a diretora e jornalista Camila Appel, passar uns dias no mesmo hospital em que Anita está há anos em cuidados. No ano de 2021, Camila acompanhava o pai em uma internação, no mesmo corredor do quarto ‘secreto’ em que a bilionária se encontra. Curiosa com os seguranças na porta do quarto e sem receber visitas, com seu instinto investigativo foi perguntar quem estava no quarto. Ao descobrir a história, trabalhou para esse roteiro louco da vida real ganhasse a série.

Mas O Testamento não vive só de tensão. Um dos grandes acertos da série está no seu lado quase cômico involuntário, especialmente nas participações das sobrinhas, que protagonizam momentos que viralizaram entre quem assiste. A famosa frase “Titia Helena odiaaaava a Suzuki” não é apenas um detalhe: ela sintetiza o tom ácido, quase novelesco mexicano, que permeia certos depoimentos. Essas falas, carregadas de emoção e uma pitada de exagero, funcionam como respiro em meio ao clima pesado — e ajudam a humanizar (e até ridicularizar, em alguns momentos) os conflitos familiares.

No campo jurídico, o documentário também ganha contornos quase teatrais. De um lado, o advogado de defesa de Suzuki, Daniel Silvestri, chama atenção não só pelo posicionamento firme, mas também por uma postura considerada estranha, quase enigmática, que levanta dúvidas e curiosidade. Do outro, representando Cristine, está José Eduardo Cardoso, ex-ministro da Justiça, cuja presença adiciona peso político e técnico ao caso. A entrada de uma figura desse calibre deixa claro que o que está em jogo ali vai muito além de uma simples disputa familiar — é uma batalha de influência, estratégia e poder que se desenrola diante das câmeras com a intensidade de um grande drama brasileiro. Assista para se divertir, ao menos!

Documentário sobre Raimundos revive grandeza da banda mergulhando no embate das personalidades de Rodolfo, Digão, Canisso e Fred

Do auge a queda, “Andar na Pedra” traz a história da principal banda de punk rock do Brasil de forma inédita no Globoplay

Foto: Reprodução

O documentário Andar na Pedra mergulha de cabeça na história de Raimundos, entregando muito mais do que uma simples linha do tempo da banda. Ao longo de cinco episódios, a produção abre os bastidores de forma crua, mostrando conflitos, excessos, decisões difíceis e, principalmente, a personalidade única de cada integrante da formação original: Rodolfo Abrantes, Digão, Canisso e Fred. É aquele tipo de conteúdo que prende não só pelo que conta, mas pela forma honesta como escolhe contar.

O grande eixo emocional da narrativa está em Rodolfo. O documentário se aprofunda na mente e nas atitudes do vocalista, mostrando como sua intensidade foi tão fundamental para o sucesso quanto para a ruptura. Sua saída da banda não é tratada de forma superficial — pelo contrário, ganha camadas, contexto e peso. É ali que o espectador entende que o fim de uma era não aconteceu de repente, mas foi sendo construído aos poucos, em meio a conflitos internos e mudanças pessoais profundas.

Do outro lado, Digão emerge como uma figura central na reconstrução. O que antes era “apenas” um guitarrista se transforma em um verdadeiro pilar da banda. O documentário mostra bem esse processo de transição, quase como uma passagem de bastão forçada, em que ele precisa assumir responsabilidades, liderança e até a identidade do Raimundos em um novo momento. É um retrato de resiliência, mas também de pressão — porque manter viva uma banda tão marcante nunca foi uma tarefa simples.

E se tem algo que Andar na Pedra deixa claro é a essência do Raimundos: o caos criativo equilibrado por talento bruto. Canisso representa essa alma irreverente e visceral, enquanto Fred surge como a mente organizadora, o cara que colocava ordem na casa e transformava energia em música. O resultado é um documentário completo, viciante e impossível de assistir aos poucos — daqueles que você começa e só percebe que acabou quando já maratonou tudo. Para fãs de rock nacional, especialmente dos anos 90 e 2000, é mais do que recomendação: é praticamente obrigatório.