E é uma obrigação de todos nós, bilardistas, aguentar essa Copa até o fim igual a ele 😂

Há algo de profundamente emocionante em saber que Carlos Bilardo continua vivendo o futebol, mesmo que hoje o faça em silêncio. O treinador que revolucionou a Seleção Argentina, campeão do mundo em 1986 e vice em 1990, já não pode mais participar dos intermináveis debates táticos que marcaram sua carreira. Mas, diante da televisão, quando Lionel Messi veste a camisa da Argentina, ainda existe um brilho. Um sorriso discreto. Um gesto que diz muito mais do que qualquer palavra.
Jorge Bilardo revelou que o irmão acompanha todos os jogos da Albiceleste durante a Copa do Mundo. Não há grandes conversas, nem análises sobre esquemas táticos ou movimentações defensivas. Carlos observa atentamente, fixa os olhos em Messi e sorri quando o camisa 10 decide uma partida. Para quem dedicou a vida inteira ao futebol, talvez esse seja o último idioma que permaneça intacto: a emoção provocada pela bola rolando.
É impossível não enxergar um simbolismo nessa cena. Bilardo pertence a uma geração que teve Diego Maradona como seu grande líder em campo. Décadas depois, acompanha Lionel Messi escrevendo outro capítulo eterno da história argentina. São épocas diferentes, jogadores diferentes e contextos distintos, mas unidos por uma mesma paixão que sempre moveu o “Narigón”: ver a Seleção Argentina competir para vencer.
O estado de saúde de Bilardo inspira cuidados permanentes, mas essas pequenas reações mostram que algumas memórias afetivas permanecem vivas. O futebol continua encontrando um caminho até ele. E talvez essa seja a maior vitória de todas: perceber que, mesmo diante das limitações impostas pela doença, o homem que fez da estratégia uma arte ainda consegue sorrir quando vê a Argentina em campo. Para quem conhece a história de Carlos Bilardo, esse sorriso vale tanto quanto qualquer título. E se ele está sobrevivendo a essa trajetória sofrida da Argentina, seguimos como ele, resilientes.




