Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Sabatina JN: Se você for escolher seu candidato pelas entrevistas, não votará em ninguém

Todos foram péssimos, inclusive os entrevistadores da bancada do jornal mais famoso do país

Foto: O Globo

Se alguém pretende escolher o próximo presidente da República baseado apenas nas sabatinas feitas pelo Jornal Nacional na semana passada, eu tenho uma péssima notícia: estamos todos enrolados. Os seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas que passaram pela bancada — Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Lula, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury — tiveram atuações, no mínimo, decepcionantes. Nenhum conseguiu, de fato, transformar aquele espaço em uma oportunidade para apresentar um projeto convincente para o Brasil.

Mas é preciso fazer uma crítica também à postura dos entrevistadores César Tralli e Renata Vasconcelos. Em vários momentos, aquilo pareceu menos uma sabatina jornalística e mais um interrogatório. Perguntas em tom agressivo, de acusação, quase como se os apresentadores estivessem diante de um tribunal. O próprio Lula falou isso durante a entrevista — e, nesse ponto, ele não está errado. O problema é que praticamente todos os candidatos receberam o mesmo tratamento. Lula talvez tenha sentido ainda mais a pressão, assim como Flávio Bolsonaro, muito provavelmente pelo histórico de denúncias e escândalos que envolve os dois lados.

E é justamente aí que, na minha opinião, o Jornal Nacional perdeu uma grande oportunidade. O brasileiro queria saber sobre o que realmente afeta a vida dele. Como cada candidato pretende controlar a inflação? O que fará para reduzir o preço dos alimentos? Como pretende melhorar a economia? Como vai gerar empregos? O que fará pela saúde, educação e segurança? Qual é o plano de governo? Essas são perguntas que interessam diretamente a quem está em casa pagando supermercado, aluguel, conta de luz e combustível. Mas boa parte da sabatina ficou presa a polêmicas, declarações controversas e escândalos.

E os candidatos também não ajudaram. Caiado falando sobre enfrentar a bandidagem a qualquer custo, Renan Santos defendendo ideias como a de uma bomba atômica, Augusto Cury tendo de explicar declarações envolvendo drones, Zema sem conseguir apresentar uma defesa convincente de sua gestão em Minas e Flávio Bolsonaro passando boa parte da entrevista falando de Lula. Do outro lado, Lula nem citou o sobrenome Bolsonaro, mas também não teve uma grande atuação: ficou nervoso, se enrolou em diversas respostas e não conseguiu aproveitar o espaço como poderia.

No fim das contas, ficou a sensação de que o eleitor brasileiro está diante de um cenário muito ruim. Seis nomes importantes tiveram a oportunidade de mostrar por que deveriam comandar o país e, para mim, nenhum conseguiu convencer. E isso é preocupante, porque eleição presidencial não deveria ser uma escolha entre quem é “menos pior”. Mas, infelizmente, é exatamente assim que muita gente está se sentindo: escolhendo um nome não porque acredita plenamente nele, mas porque não enxerga uma alternativa melhor.

Eu mesma já tenho uma escolha. Mas é uma escolha muito mais pela falta de opção do que por entusiasmo. E talvez esse seja o retrato mais triste dessa eleição: independentemente de quem você escolher, a sensação é de que o brasileiro está lascado de qualquer jeito. Não está fácil encontrar para onde correr. Vamos seguir no marasmo como país.

Ninguém faz entretenimento na TV como o SBT

Emissora nada de braçada na guerra pela audiência aos domingos

Foto: Uol

Domingo tem dono, e há décadas o SBT sabe fazer televisão como ninguém. Os programas de auditório da emissora têm uma coisa que a Globo parece ter perdido: espontaneidade, diversão e aquele sentimento de televisão popular de verdade. Não é à toa que, em vários momentos do domingo, o SBT consegue ultrapassar a Globo na audiência — especialmente quando Celso Portiolli entra em cena no Passa ou Repassa.

Ninguém faz programa de auditório como o SBT. Ninguém! E talvez o maior exemplo disso seja o próprio Celso Portiolli. Ele é, para mim, o grande sucessor de Silvio Santos no domingo. Enquanto a Globo tenta transformar seus programas em grandes produções cheias de regras, quadros e formatos engessados, Celso simplesmente vai lá e faz televisão. E faz muito bem.

E aí vem a comparação inevitável com Eliana. A Globo levou uma das maiores apresentadoras da televisão brasileira e colocou nas mãos dela um programa que, sinceramente, parece não ter sido feito para ela. Mesmo levando Ivete Sangalo como convidada, o programa não conseguiu entregar a audiência esperada e ficou praticamente no mesmo patamar — ou até abaixo — de semanas anteriores. Isso diz muito mais sobre o formato do que sobre a apresentadora.

Porque Eliana tem talento, carisma e história. O problema é que nem ela consegue salvar um programa que parece tão engessado. Do jeito que está, pode levar Ivete, pode levar uma celebridade internacional, pode levar até o Papa… que esse programa continua sem salvação. Enquanto isso, no SBT, Celso Portiolli nada de braçada. O Passa ou Repassa tem a cara do domingo, tem o DNA do SBT e mostra que, quando o assunto é programa de auditório, o SBT ainda sabe fazer televisão como ninguém no Brasil. Silvio Santos ensinou — e Celso está mostrando que aprendeu.

Enfim acabou o pesadelo do mês de agosto

Não aguentava mais! Pelo menos terminou bem com o aniversário do boy

Foto: Arquivo Pessoal

Hoje é aniversário do meu boy. É a segunda vez que comemoro o aniversário dele, e, infelizmente, nenhuma das duas vezes foi exatamente como a gente sonhou. Mas eu continuo acreditando que Deus prepara as coisas no tempo certo. Talvez ainda não seja a nossa hora de viver tudo aquilo que imaginamos, mas eu tenho certeza de que coisas boas estão por vir. Mesmo com a distância, eu consegui estar com ele da forma que eu podia. Consegui falar algumas coisas especiais, consegui passar a virada do dia com ele, mesmo que de um jeito diferente do que eu gostaria.

E, no fim, é isso que importa: estar presente, mesmo quando a vida não permite que a gente esteja exatamente onde gostaria. Eu, daqui a exatos dois meses, completo 33 anos. Ainda luto com minhas inseguranças e com a minha ansiedade. Também não estou onde imaginei que estaria. Não estou me sentindo bem, não estou na minha melhor fase, não estou com a saúde que gostaria e nem me sinto bonita. No mês de agosto tudo piorou, chorei como nunca, fiquei doente da garganta, meu nariz sofreu com o inferno, ops, inverno. Graças a Deus acabou o desgosto/agosto.

Mas, apesar de tudo isso, ainda existe esperança dentro de mim. Esperança de que eu vou me reencontrar, de que vou voltar a me sentir bem e de que dias melhores realmente vão chegar. Eu confesso que espero que esse ano termine logo. Eu sonhei tanto que 2026 seria o meu ano, que seria incrível, que tantas coisas aconteceriam… e ele acabou sendo muito diferente do que eu imaginava. No entanto, talvez eu também esteja aprendendo que não adianta colocar toda a nossa esperança em uma mudança de calendário.

Meia-noite não transforma a vida. Um novo ano não apaga o que sentimos. As coisas mudam quando a gente continua vivendo, tentando, esperando e dando um passo de cada vez. Então hoje eu só quero agradecer por mais um aniversário do boy. Pedir a Deus que cuide dele, que abençoe os caminhos dele e que esse novo ciclo seja mais leve, bonito e feliz. Quem sabe, que o próximo aniversário seja finalmente do jeito que a gente tanto sonhou – em Cartagena na Colômbia ou no Rio de Janeiro.

Não tenho mais autoestima e estou me matando por isso

Perdi a vontade até de tomar sol, pois meu biquini não me cabe mais

Foto: Reprodução

Quando nossa autoestima está podre, parece que todas as mulheres são melhores do que nós. Mais bonitas, mais magras, mais desejáveis, mais interessantes e mais sexys. A comparação vira uma tortura e qualquer mulher passa a ser uma prova de que talvez nós nunca sejamos suficientes.

Comecei meu tratamento para emagrecer, mas ainda não vejo os resultados que gostaria. E isso me decepciona profundamente. Sei que é um processo, mas, no dia a dia, é difícil não olhar para mim e sentir que estou falhando. Me sinto cada dia pior. Nem biquini uso mais para tomar sol. É como estar em um abismo de inseguranças e continuar afundando.

E essas inseguranças acabam ultrapassando o espelho. Elas chegam até na minha convivência com o boy. Tenho medo de não ser suficiente para quem amo, de não despertar mais o mesmo desejo, de falar sobre os meus sonhos com ele e descobrir que talvez eles não façam mais sentido. Isso me dói, mas é um problema tão fútil em comparação a tudo que ele tem passado na vida ultimamente. Por isso sofro no meu canto.

Com alguns acontecimentos recentes, decidi sair de vez do Instagram justamente para não piorar. Não consigo ver outras mulheres sem me comparar e pensar que elas podem ser melhores do que eu em tudo. Na terapia tenho trabalhado tudo isso, mas quando chego em casa e fico sozinha com os meus pensamentos, ainda é muito difícil.

Mesmo assim, eu vou continuar me tratando. Vou continuar tentando cuidar do meu corpo, mas também da minha mente. Eu quero me sentir bonita e desejada sim, mas, acima de tudo, quero chegar ao ponto em que eu não precise ser melhor do que ninguém para me sentir suficiente. Quero ser suficiente para mim, ter saúde para mim e não ficar me cobrando por não ser mais bonita como já fui.

Preparando o presente de aniversário de quem não gosta do próprio aniversário

Foto: Instagram

Daqui uns dias é aniversário do cara que eu gosto. E justamente por saber que ele nunca gostou dessa data, por muita coisa que já passou, eu queria que este ano fosse diferente. Cuidei dos presentes, pensei nos detalhes, escrevi o bilhete, imaginei o abraço, o parabéns e a alegria de vê-lo recebendo um pouco do amor que eu sinto por ele. Mas não vou vê-lo no dia e só terei a oportunidade de abraçar ele novamente daqui um tempo. Faz parte!

Pensando nisso de organizar presentes de aniversário para alguém especial, por ironia do maldito Instagram (que eu penso em abandonar todos os dias), apareceu um post falando sobre como é bom ter alguém especial para fazermos essas coisas. E aquilo ficou na minha cabeça. Porque quando amamos alguém, é muito natural querer cuidar, agradar e querer retribuir os momentos felizes. Só que existe uma linha muito delicada entre cuidar e tentar ocupar um espaço que o outro não pediu para que ocupássemos. É difícil controlar o limite dessa linha.

Às vezes, a gente acredita que está ajudando, mas está atrapalhando. Acredita que está cuidando, mas está invadindo. Acredita que está demonstrando amor, enquanto, para o outro, aquilo pode parecer uma tentativa de controlar ou interferir em uma vida que ele aprendeu a conduzir sozinho. Existem pessoas que se sentem tão independentes, que colocam a própria vida e as próprias escolhas como prioridade — e não há nada de errado nisso.

Talvez essa seja uma das partes mais dolorosas de amar alguém. É descobrir que cuidado nem sempre é fazer. Às vezes, cuidado é esperar e deixar ela distante. É respeitar. É aceitar que você gostaria de estar perto, mas não pode. Que você gostaria de ajudar, mas não deve. Que você gostaria de dar tudo, mas o outro só quer um espaço para seguir livre. Que você gostaria de um abraço, mas é melhor não.

Existe uma solidão muito particular em amar dessa forma. O sentimento parte apenas de nós. A intenção é nossa, a preocupação é nossa, a vontade de tornar o dia especial desde o “bom dia” é só nossa. E precisamos aprender a conviver com tudo o que isso provoca dentro da gente. Faça terapia para não transformar o amor em uma cobrança. Então mesmo que você prepare os presentes e escreva o bilhete, não significa que será especial para a pessoa. E tá tudo bem. Sua parte você fez!

Postinho de Gasolina: Enfim uma música boa de verdade no sertanejo

Há tempos que a atual geração não entregava uma letra diferenciada e um arranjo que não cansa os ouvidos

Foto: Instagram

Há tempos o sertanejo não entregava uma música com essa sensação de “volta à boa fase”. Postinho de Gasolina, de João Gustavo & Murilo, tem aquela pegada do sertanejo de 2016, uma época que tinha uma aura muito própria e que marcou uma geração. E, sinceramente, fazia tempo que a nova geração não entregava uma música que me causasse essa sensação. Ninguém aguenta mais andar na rua e ouvir mesmo sem querer os agrofunk da vida…

E agora una dupla rompeu esse ciclo de músicas chatas e de mesmice. João Gustavo & Murilo ficaram conhecidos justamente por Lençol Dobrado, uma música que também fugia um pouco do óbvio quando estourou em 2021 e que teve produção do Dudu Borges. Agora, em Postinho de Gasolina, o produtor é outro Dudu: Dudu Oliveira, reconhecido por seu trabalho com Zé Neto & Cristiano. E o resultado é uma música com identidade, refrão forte, viciante e aquela cara de hit sertanejo que estava fazendo falta. Um hit de verdade, sem ser aquela conversa de compositor pra vender música e que fala que qualquer uma é hit.

E ainda tem o Grelo no feat. O curioso é que ele ficou muito associado às músicas mais “bagaceiras”, mas aqui funciona — e funciona muito bem. Dito isso: João Gustavo & Murilo sozinhos já dariam conta dessa música tranquilamente. Ela é deles, muito deles. O feat soma, mas não é o que faz Postinho de Gasolina ser boa. A composição dela é de Vitor Ferrari, Matheus Araújo e Yego Valadares.

Para mim, essa música representa uma virada de chave na carreira da dupla. João Gustavo & Murilo já provaram que sabem fazer música que fica na cabeça, mas Postinho de Gasolina parece aquele momento em que tudo se encaixa novamente. É nostálgica sem ser velha, atual sem tentar desesperadamente parecer moderna. É o verdadeiro sucesso de 2026, pra gente esquecer as “Peão Tatuado” que só por Deus!