Presidente da Colômbia, De La Espriella declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Veja como está os primeiros meses de governo do presidente cafetero

Foto: RCN Noticias

Abelardo De La Espriella assumiu a Presidência da Colômbia em 7 de agosto de 2026 prometendo uma mudança profunda em relação ao governo de Gustavo Petro. Apenas três dias depois da posse, porém, enfrentou seu primeiro grande desafio: um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o país, deixando centenas de mortos, milhares de feridos e grandes prejuízos em diversas regiões.

Diante da tragédia, De La Espriella decretou Emergência Econômica e colocou a reconstrução entre as prioridades do início de seu mandato. O governo anunciou auxílios às famílias atingidas, recursos para recuperar moradias, escolas, energia e infraestrutura e criou o Fundo Patria Milagro. Também buscou envolver empresas privadas no esforço de reconstrução das áreas afetadas. E o povo colombiano, dividido nas urnas, se mostra hoje esperançoso.

Na segurança, uma de suas principais bandeiras eleitorais, De La Espriella rompeu com a política adotada por Petro. Encerrou a estratégia de diálogo com organizações armadas ilegais, endureceu o combate ao narcotráfico e anunciou a retomada da fumigação de cultivos ilícitos. Segundo números apresentados pelo próprio governo, agosto registrou quedas expressivas em crimes como sequestros, extorsões e massacres na comparação com o mesmo mês de 2025.

Na economia e na administração pública, o novo presidente também começou a colocar sua marca. Entre as primeiras decisões estiveram a retomada das exportações colombianas de carvão para Israel, medidas para diminuir gastos e burocracia na ProColombia e maior aproximação com o setor privado. Ao mesmo tempo, a delicada situação fiscal levou o governo a iniciar conversas com o Fundo Monetário Internacional para avaliar alternativas de financiamento e reorganização das contas públicas.

Em menos de dois meses, portanto, o governo De La Espriella já apresenta uma identidade bastante clara: mais conservadora, liberal na economia e dura na segurança, além de alinhada à nova direita latino-americana. Ainda é cedo para avaliar seus resultados de longo prazo, especialmente porque boa parte do início do mandato foi marcada pela resposta ao terremoto, mas a mudança de direção em relação ao governo anterior já é evidente.

Essa aproximação política também apareceu nas eleições brasileiras. De La Espriella declarou apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, depois de Flávio terminar a primeira votação à frente de Lula. Na Argentina, Javier Milei também comemorou o desempenho de Flávio e sua chegada ao segundo turno na liderança. Uma eventual vitória de Bolsonaro fortaleceria ainda mais o novo eixo de governos de direita na América do Sul, especialmente com Milei na Argentina e De La Espriella na Colômbia.

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