Gusttavo Lima fez o show mais emblemático de sua carreira no retorno a Barretos

Artista comprovou de vez que é o maior do sertanejo na atualidade, bem longe do segundo lugar e com a skin do Homem de Ferro

Foto: Globoplay

A volta de Gusttavo Lima na Festa do Peão de Barretos teve um significado que vai muito além de mais um grande show na carreira do cantor. Foi o reencontro com uma história que começou em 2016, quando, ainda sob o comando de Zezé Di Camargo & Luciano como embaixadores, Gusttavo fez um daqueles shows que entram para a memória da Festa do Peão: subiu ao palco principal e virou a noite cantando. Foi a primeira vez que um artista fez isso em Barretos. A diretoria percebeu imediatamente o tamanho daquele momento e anunciou ali mesmo: no ano seguinte, Gusttavo seria o embaixador da festa. Em 2017, ele assumiu o título e, em 2018, voltou a ser embaixador, tornando-se o primeiro artista a ocupar o posto por dois anos consecutivos.

E Gusttavo não apenas recebeu o título: ele transformou o significado de ser embaixador de Barretos. Em 2018, gravou na arena o maior DVD de sua carreira até então, colocando a Festa do Peão como cenário de um dos projetos mais importantes de sua trajetória. Em 2020, quando a pandemia impediu a realização da festa, ele manteve essa ligação com Barretos em uma live histórica. O cantor foi um dos grandes pioneiros das lives musicais no Brasil, especialmente daquele modelo grandioso, longo e extremamente produzido que marcou o período da pandemia. Antes dele, o embaixador era uma figura importante da festa; com ele, o título ganhou uma dimensão muito maior. Ele passou a viver Barretos, estar com o público, cantar até o amanhecer e fazer da festa uma parte real de sua carreira.

Talvez por isso Gusttavo tenha se tornado algo maior do que simplesmente um embaixador da Festa do Peão de Barretos. Ele se tornou, simbolicamente, um embaixador do próprio sertanejo. Nos últimos anos, nenhum artista solo brasileiro alcançou números comparáveis aos dele em público, bilheteria, audiência e plataformas digitais. E existe ainda aquilo que não cabe em números: a capacidade de fazer shows de sete, oito horas, de entregar uma experiência gigantesca e de permanecer no palco enquanto a madrugada vira manhã. É uma marca que ele construiu na prática. Se hoje Gusttavo é apontado como o maior artista do Brasil, isso não aconteceu por acaso. Foi resultado de uma carreira construída com repertório, presença de palco, capacidade de comunicação com o público e uma disposição incomum para ir além do que já havia sido feito.

Por isso, a noite de ontem em Barretos teve um peso especial. Foi a volta de Gusttavo ao lugar que ajudou a contar uma das maiores transformações da música brasileira dos últimos anos. Do menino que cantava “Inventor dos Amores”, com seu violão nas costas e aquele famoso CD amarelinho, ao artista que hoje reúne multidões e protagoniza alguns dos maiores shows do país. Entre uma ponta e outra dessa história estão anos de trabalho, riscos, acertos, inovação e, principalmente, uma relação construída com o público. Gusttavo Lima não chegou ao topo apenas porque recebeu o título de embaixador de Barretos; ele chegou ao topo e, no caminho, transformou o próprio título em algo que nunca mais seria igual. Ontem, ao voltar para a Arena, ele não estava apenas fazendo mais um show. Estava voltando para um dos lugares onde sua história de gigante começou a ser escrita. E de quebra, ainda estava a cara do Homem de Ferro.

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