Categoria: Música

Assisti ‘Michael’ pela segunda vez e estava sozinha na sessão

Foi uma das melhores experiências que tive no cinema

Foto: Arquivo Pessoal

Existem momentos que parecem pequenos pra muita gente, mas que viram memórias gigantes pra quem vive cinema de verdade. Ontem eu fui assistir Michael pela segunda vez e acabei ganhando um presente completamente inesperado: uma sessão vazia, só minha. Quem frequenta cinema à tarde sabe que isso pode acontecer quando o filme já saiu do hype do lançamento, mas eu sinceramente não imaginava que aconteceria justamente com um filme que está fazendo tanto sucesso. E talvez por isso tenha sido ainda mais especial.

No começo eu fiquei naquela expectativa clássica de quem percebe a sala vazia, mas não acredita muito. Sempre existe a possibilidade de alguém entrar atrasado, comprar ingresso de última hora ou aparecer quando as luzes já estão apagando. Então eu fiquei observando, esperando, meio apreensiva. Até que o filme começou… e ninguém entrou. Quando caiu a ficha de que aquela sessão seria realmente só minha, eu senti uma mistura de êxtase com incredulidade. Parecia que eu estava vivendo uma experiência exclusiva, quase íntima, com aquela obra gigantesca acontecendo na tela.

E viver aquele espetáculo sozinha foi algo muito intenso. Porque esse filme do Michael Jackson não parece feito apenas pra ser assistido — ele parece feito pra ser sentido na telona. Eu estava no meu lugar favorito, ali no meio, geralmente a poltrona E10, às vezes a E8, que pra mim são simplesmente os melhores lugares possíveis do cinema. E fiquei ali, sem saber direito como reagir àquilo tudo. Era só eu, a tela, a música, a grandiosidade do filme e aquela sensação absurda de privilégio. Tem horas em que o cinema realmente vira uma experiência quase mágica.

Saí da sessão com aquela sensação de realização difícil de explicar. Talvez eu tenha fechado meu ciclo com Michael no cinema, talvez não. Mas acho difícil outra sessão superar essa. Porque não foi só assistir a um espetáculo mais uma vez, foi viver um momento muito único. É daqueles que parecem bobos na teoria, mas ficam guardados pra sempre na memória de quem ama cinema de verdade e é fã de música boa, afinal, na grande tela estava o maior artista de todos os tempos.

Matheus & Kauan: Tá na hora de dar uma pausa na carreira e investir em nelore

Dupla vive fase ruim, já fez marketing furado sobre separação para promover novo projeto e atualmente culpam ex-empresários de complô

Foto: Instagram

Cansativos! A dupla Matheus e Kauan vive uma fase complicada há bastante tempo. As críticas aos shows vêm se acumulando, principalmente pela pouca entrega no palco, repertório repetitivo e apresentações que já não empolgam como antes. Nas redes sociais vemos trends sobre os shows em que as pessoas se arrependeram de ir, e lá estão eles entre os mais citados. O problema é que, enquanto a música perde força, o nome da dupla continua aparecendo na mídia por motivos que não têm nada a ver com carreira artística.

É fofoca de vida pessoal, briga com ex-empresários que veem à tona, reclamação com jornalista, justificativa pública que ninguém pediu, rumor de bastidor sobre a relação da dupla… tudo, menos música. O chamado “extracampo ou extrapalco” acabou virando maior do que o próprio trabalho deles. Chega um momento em que insistir apenas desgasta ainda mais a imagem. Com o patrimônio que já construíram e o dinheiro que ganharam no auge, talvez fosse mais inteligente desacelerar, investir em outras áreas — seja no agronegócio, nelore, imóveis ou algo mais sólido e discreto – para reorganizar a própria vida.

Ficar usando a mídia para desmentir fofoca ou anunciar “novo projeto” com ar de separação toda vez que surge uma oportunidade já virou um roteiro cansativo dentro do sertanejo. O público percebe quando existe mais esforço para aparecer do que para entregar algo realmente relevante artisticamente. E o mercado sertanejo também sofre com isso, sempre girando em torno das mesmas fórmulas, dos mesmos ciclos e das mesmas duplas que já não acrescentam nada musicalmente há anos. Aliás, sobre separação eles agora desmentem e comentam que os ex-empresários inventam essas coisas para a mídia, tentando atrapalhar a dupla de alguma forma. Uma verdade seja dita, de que Kauan faltava alguns shows por não andar de avião. Isso é uma mentira, pois ele nunca faltou a um show sem ser por motivo de saúde grave.

Mas não é de hoje que eles geram assunto nos bastidores. Tanto que na gravação de DVD da dupla no ano passado, a imprensa e alguns influencers do meio foram totalmente destratados, ficando horas sem água e sem conseguir sair da tal fazenda de Matheus, local da gravação. Era melhor terem regravado o jingle do Caldas Country quando o Kauan ainda fazia primeira voz do que gravar um DVD novo para resultar nisso. O papel de M&K hoje acaba sendo o de orbitar outros artistas parecidos, como Felipe & Rodrigo, mantendo o gênero preso numa zona de conforto enorme.

Às vezes, sumir um pouco faz bem. Reorganizar a cabeça, cuidar da vida pessoal, respirar longe da mídia como fazem Jorge & Mateus ou Henrique & Juliano. Porque continuar em evidência apenas por polêmica e ainda carregar críticas constantes sobre a qualidade dos shows acaba sendo pior do que uma pausa estratégica. Apesar de não agradar todos, a dupla tem seu público e seu espaço, resta preservar isso. Na carreira já trabalharam com os melhores produtores. Matheus Aleixo, diferenciado, surgiu no mercado compondo no DVD de João Neto & Frederico em 2012. 90% daquele repertório foi dele. Kauan é um ótimo segundeiro. Que saibam então manter o legado que construíram até aqui, longe de confusão e perto de si mesmos.

Da banheira do Gugu para o mundo: Shakira fará maior show de sua carreira em Copacabana

Considerada maior artista colombiana do pop, cantora vai levar seu país e todo um continente para apresentação histórica

Foto: El Tiempo

O show de Shakira em Copacabana promete ser mais do que uma apresentação: é um marco histórico na carreira de uma artista que ajudou a redesenhar o mapa da música latina no mundo. Em um dos cenários mais simbólicos do planeta, diante de uma multidão que deve transformar a orla em um espetáculo à parte, Shakira celebra não só sua trajetória, mas a força de uma cultura que por muito tempo buscou seu espaço global. Ao lado de nomes como Ricky Martin, ela foi pioneira em abrir portas para que o som latino deixasse de ser regional e se tornasse universal.

A história de Shakira se entrelaça diretamente com a de Colômbia. Quando iniciou sua carreira internacional, o país enfrentava desafios profundos e carregava uma imagem distante do que representa hoje. Com o tempo, ambos passaram por um processo de reconstrução simbólica: a Colômbia se reposicionou no cenário global, e Shakira se consolidou como uma das maiores artistas do planeta. Há quase uma narrativa paralela entre artista e nação — duas trajetórias que renasceram das cinzas e encontraram no mundo um palco para reescrever suas histórias. Hoje, ela é mais do que cantora: é uma embaixadora cultural, que carrega em cada performance a energia de Barranquilla e a diversidade de todo o seu país.

Essa conexão com o Brasil, aliás, vem de muito antes dos grandes palcos globais. No início da carreira internacional, Shakira passou por programas icônicos da televisão brasileira, marcando presença nos palcos de Domingão do Faustão, comandado por Faustão, além das atrações de Gugu Liberato e Hebe Camargo. No SBT ela chegou a ser jurada da banheira do Gugu e cantar músicas em português da banda Raimundos. Foi ali, diante do público brasileiro, que “la loba” começou a construir uma relação afetiva com o país, muito antes de se tornar o fenômeno global que conhecemos hoje.

Esse show também reacende uma discussão importante: a relação musical entre Brasil e Colômbia. Embora os colombianos tenham se destacado com enorme força dentro do reggaeton e da música latina contemporânea, ainda existe um espaço pouco explorado no diálogo com o mercado brasileiro. Artistas do país cafetero têm potencial de sobra — e nomes como Maluma e Carlos Vives, ao lado da própria Shakira, formam um trio de gigantes que poderiam ser ainda mais abraçados por aqui. Há uma conexão cultural latente entre os países, mas que ainda não se traduz totalmente em trocas musicais proporcionais à sua riqueza.

No palco de Copacabana, o repertório escolhido reforça essa trajetória de sucesso, reunindo hits que marcaram gerações. Pode até faltar uma ou outra faixa querida — como “Te Dejo Madrid”, que foge um pouco do clima de celebração praiana —, mas a energia será compensada por clássicos e colaborações icônicas, como “Chantaje” e “Me Enanoré” – além de clássicos que embalaram novelas e Copas do Mundo. Mais do que um show, o que se verá é um manifesto: a consagração de uma artista que representa um país, um idioma e uma cultura inteira, em um dos palcos mais emblemáticos do mundo.

Sertanejo virou só regravação

E ninguém aguenta mais!

Foto: G1 (Imagem ilustrativa)

O sertanejo sempre conviveu com regravações — isso nunca foi o problema. Desde os tempos de Liu & Leo até o auge do universitário, revisitar músicas fazia parte da cultura do gênero. A diferença é que agora virou excesso. Hoje, o que se vê é um cenário praticamente dominado por versões de sucessos antigos, repetidas à exaustão. E isso tem um efeito colateral claro: desgasta. A música perde força, perde novidade, e o público acaba voltando pro original, porque é ali que está a essência que nenhuma releitura consegue substituir.

Ao mesmo tempo, surge uma nova geração que conhece essas músicas apenas pelas regravações — e nem faz ideia de quem gravou primeiro. Isso também é preocupante. Porque não se trata só de cantar de novo, mas de respeitar a história. Outro ponto que evidencia o esgotamento é a falta de repertório. Não basta as mesmas regravações de sempre como “Boate Azul”, “Ela é Demais” e “Estou Apaixonado”, agora ficou pior. O sertanejo parece ter chegado num limite criativo, e a saída encontrada tem sido buscar músicas de outros gêneros — principalmente o pagode. De repente, rodas de viola viraram rodas de regravação, com vários artistas reunidos cantando sucessos que não são dali. Quando uma música vira “hit” novamente sem qualquer menção ao artista original, cria-se uma distorção e clima chato.

Casos recentes, como o da canção “Fim da Noite”, eternizada por Adryana Ribeiro na época do Adryana e a Rapaziada, escancaram isso. A música ganha nova vida, mas sem contexto — e pior, com uma interpretação em palco que trata aquele sentimento como se fosse inédito, quase autoral, por parte de quem está cantando. Isso não é só falta de crédito, é falta de conexão com a própria essência. No entanto, tem artista que se não fosse as regravações, ele nem existiria. Além de mais um problema no mercado: artista de anos de carreira que estouram com regravação, como aconteceu com Lauana Prado na “Escrito nas Estrelas”. Ao menos ela sempre fez menção a versão original de Tetê Espíndola.

Pra completar, os escritórios apostam nessa fórmula de regravar porque dá engajamento fácil, mas artisticamente é pobre. O público até consome, mas muito mais por falta de opção do que por entusiasmo real. Enquanto isso, gêneros como o pagode e o forró seguem em movimento, apostando em projetos novos, caras novas e repertórios inéditos. O sertanejo, que já foi símbolo de renovação dentro da música brasileira, hoje parece estagnado, girando em torno de si mesmo. A nova geração canta agrofunk…

E o resultado é mais um ano marcado por músicas esquecíveis e versões recicladas. No fim, sobra aquela sensação meio amarga: se for pra ouvir de novo, melhor ficar nas antigas mesmo — aquelas que marcaram de verdade e que, pelo visto, continuam sendo insuperáveis. Certo está o Zezé di Camargo em não liberar regravações de suas obras. No fim das contas, o sertanejo parece preso em um looping criativo que ele mesmo alimentou.

Angra inclui versão de Calcinha Preta em nova tour com Edu Falaschi

“Bleeding Heart” ganhou espaço para trecho de “Agora Estou Sofrendo”, sucesso na voz de Daniel Diau que se tornou hino do forró

Foto: Instagram

O Angra vive um daqueles momentos que mexem com a memória afetiva de quem acompanha a banda há anos. A formação com os vocais de Edu Falaschi, eternizada no álbum Rebirth, voltou aos palcos em uma turnê especial que vai além da nostalgia: é praticamente uma celebração de um período que redefiniu o metal melódico brasileiro. E não é exagero dizer que essa fase tem um peso enorme, porque foi ali que a banda mostrou sua capacidade de se reinventar e seguir relevante mesmo após mudanças importantes na formação original.

O mais interessante dessa turnê é justamente o repertório, que não fica preso ao óbvio. Entre clássicos esperados, um momento chama atenção: “Bleeding Heart”. A música ganhou uma nova vida fora da bolha do metal por causa da versão em português, “Agora Estou Sofrendo”, popularizada no forró pela Calcinha Preta. E o Angra abraçou isso sem medo. Nos shows, a inclusão desse trecho em português dentro da própria música cria um dos momentos mais curiosos — e também mais simbólicos — do reencontro. É o tipo de mistura que poderia soar estranha, mas funciona porque carrega história.

E essa conexão não surgiu por acaso. Edu Falaschi participou do DVD Atemporal, da Calcinha Preta em 2024, cantando justamente essa música que ele mesmo compôs ao lado de Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt. Ou seja, não é apenas uma adaptação que viralizou — existe um elo direto entre os universos. A canção, que já era forte no metal, acabou se tornando um fenômeno também no forró, ganhando novas camadas e alcançando um público completamente diferente.

E se já não bastasse essa travessia entre gêneros, “Agora Estou Sofrendo” ainda se consolidou no cenário popular com outras releituras, incluindo um feat com Gusttavo Lima e a banda nordestina. No meio de tudo isso, ver a versão original sendo executada ao vivo com Edu Falaschi, como aconteceu no Atemporal e agora nessa turnê com o metal do Angra, fecha um ciclo quase improvável. É a prova de que a música não respeita fronteiras — e que, quando é boa de verdade, encontra caminhos que ninguém prevê.

Michael: Filme faz rei do pop voltar às paradas de sucesso

13 músicas do maior artista de todos os tempos estão no Top Global das plataformas

Foto: Reprodução

O cinema e a música voltaram a caminhar de mãos dadas de um jeito poderoso. Bastou a estreia de “Michael”, cinebiografia do astro Michael Jackson, para que o Rei do Pop provasse, mais uma vez que sua força é atemporal. Como num passe de mágica — ou melhor, como num clássico passo de moonwalk — ele emplacou 13 músicas no top global das plataformas digitais, com destaque absoluto no Spotify. “Billie Jean” aparece firme no top 5, enquanto “Beat It” surge no 11º lugar, além de “Smooth Criminal” também marcando presença entre as mais ouvidas do planeta.

O feito não é apenas um número impressionante, é um retrato claro de impacto cultural. Poucos artistas conseguem, anos após sua morte, mobilizar uma audiência global dessa forma. O filme não só reacendeu o interesse, como reposicionou Michael no centro da conversa pop atual. Novas gerações estão descobrindo sua obra ao mesmo tempo em que fãs antigos revivem cada batida, cada coreografia e cada emoção que suas músicas sempre carregaram.

Entrando na segunda semana em cartaz, o longa mostra que não veio para ser apenas um sucesso momentâneo. Pelo contrário, o ritmo é de crescimento. A tendência é que novos recordes sejam quebrados, tanto nas bilheterias quanto nas plataformas de streaming. Existe uma sensação coletiva de celebração — quase como se o mundo tivesse parado por um instante para lembrar o tamanho do artista que Michael Jackson foi.

Mais do que números ou rankings, o que esse momento representa é um resgate de energia. A alegria, a presença de palco, a forma única de transformar música em espetáculo — tudo isso está sendo revisitado. O legado de Michael não apenas resiste ao tempo, ele se renova. E enquanto suas músicas voltam ao topo, fica claro: o Rei do Pop nunca saiu de cena, ele só estava esperando o momento certo para dominar o mundo outra vez e reafirmar ser o maior de todos os tempos até hoje.

As músicas de MJ que voltaram à lista das mais tocadas pelo mundo:

Foto: Papel Pop