Categoria: Música

Postinho de Gasolina: Enfim uma música boa de verdade no sertanejo

Há tempos que a atual geração não entregava uma letra diferenciada e um arranjo que não cansa os ouvidos

Foto: Instagram

Há tempos o sertanejo não entregava uma música com essa sensação de “volta à boa fase”. Postinho de Gasolina, de João Gustavo & Murilo, tem aquela pegada do sertanejo de 2016, uma época que tinha uma aura muito própria e que marcou uma geração. E, sinceramente, fazia tempo que a nova geração não entregava uma música que me causasse essa sensação. Ninguém aguenta mais andar na rua e ouvir mesmo sem querer os agrofunk da vida…

E agora una dupla rompeu esse ciclo de músicas chatas e de mesmice. João Gustavo & Murilo ficaram conhecidos justamente por Lençol Dobrado, uma música que também fugia um pouco do óbvio quando estourou em 2021 e que teve produção do Dudu Borges. Agora, em Postinho de Gasolina, o produtor é outro Dudu: Dudu Oliveira, reconhecido por seu trabalho com Zé Neto & Cristiano. E o resultado é uma música com identidade, refrão forte, viciante e aquela cara de hit sertanejo que estava fazendo falta. Um hit de verdade, sem ser aquela conversa de compositor pra vender música e que fala que qualquer uma é hit.

E ainda tem o Grelo no feat. O curioso é que ele ficou muito associado às músicas mais “bagaceiras”, mas aqui funciona — e funciona muito bem. Dito isso: João Gustavo & Murilo sozinhos já dariam conta dessa música tranquilamente. Ela é deles, muito deles. O feat soma, mas não é o que faz Postinho de Gasolina ser boa. A composição dela é de Vitor Ferrari, Matheus Araújo e Yego Valadares.

Para mim, essa música representa uma virada de chave na carreira da dupla. João Gustavo & Murilo já provaram que sabem fazer música que fica na cabeça, mas Postinho de Gasolina parece aquele momento em que tudo se encaixa novamente. É nostálgica sem ser velha, atual sem tentar desesperadamente parecer moderna. É o verdadeiro sucesso de 2026, pra gente esquecer as “Peão Tatuado” que só por Deus!

Gusttavo Lima fez o show mais emblemático de sua carreira no retorno a Barretos

Artista comprovou de vez que é o maior do sertanejo na atualidade, bem longe do segundo lugar e com a skin do Homem de Ferro

Foto: Globoplay

A volta de Gusttavo Lima na Festa do Peão de Barretos teve um significado que vai muito além de mais um grande show na carreira do cantor. Foi o reencontro com uma história que começou em 2016, quando, ainda sob o comando de Zezé Di Camargo & Luciano como embaixadores, Gusttavo fez um daqueles shows que entram para a memória da Festa do Peão: subiu ao palco principal e virou a noite cantando. Foi a primeira vez que um artista fez isso em Barretos. A diretoria percebeu imediatamente o tamanho daquele momento e anunciou ali mesmo: no ano seguinte, Gusttavo seria o embaixador da festa. Em 2017, ele assumiu o título e, em 2018, voltou a ser embaixador, tornando-se o primeiro artista a ocupar o posto por dois anos consecutivos.

E Gusttavo não apenas recebeu o título: ele transformou o significado de ser embaixador de Barretos. Em 2018, gravou na arena o maior DVD de sua carreira até então, colocando a Festa do Peão como cenário de um dos projetos mais importantes de sua trajetória. Em 2020, quando a pandemia impediu a realização da festa, ele manteve essa ligação com Barretos em uma live histórica. O cantor foi um dos grandes pioneiros das lives musicais no Brasil, especialmente daquele modelo grandioso, longo e extremamente produzido que marcou o período da pandemia. Antes dele, o embaixador era uma figura importante da festa; com ele, o título ganhou uma dimensão muito maior. Ele passou a viver Barretos, estar com o público, cantar até o amanhecer e fazer da festa uma parte real de sua carreira.

Talvez por isso Gusttavo tenha se tornado algo maior do que simplesmente um embaixador da Festa do Peão de Barretos. Ele se tornou, simbolicamente, um embaixador do próprio sertanejo. Nos últimos anos, nenhum artista solo brasileiro alcançou números comparáveis aos dele em público, bilheteria, audiência e plataformas digitais. E existe ainda aquilo que não cabe em números: a capacidade de fazer shows de sete, oito horas, de entregar uma experiência gigantesca e de permanecer no palco enquanto a madrugada vira manhã. É uma marca que ele construiu na prática. Se hoje Gusttavo é apontado como o maior artista do Brasil, isso não aconteceu por acaso. Foi resultado de uma carreira construída com repertório, presença de palco, capacidade de comunicação com o público e uma disposição incomum para ir além do que já havia sido feito.

Por isso, a noite de ontem em Barretos teve um peso especial. Foi a volta de Gusttavo ao lugar que ajudou a contar uma das maiores transformações da música brasileira dos últimos anos. Do menino que cantava “Inventor dos Amores”, com seu violão nas costas e aquele famoso CD amarelinho, ao artista que hoje reúne multidões e protagoniza alguns dos maiores shows do país. Entre uma ponta e outra dessa história estão anos de trabalho, riscos, acertos, inovação e, principalmente, uma relação construída com o público. Gusttavo Lima não chegou ao topo apenas porque recebeu o título de embaixador de Barretos; ele chegou ao topo e, no caminho, transformou o próprio título em algo que nunca mais seria igual. Ontem, ao voltar para a Arena, ele não estava apenas fazendo mais um show. Estava voltando para um dos lugares onde sua história de gigante começou a ser escrita. E de quebra, ainda estava a cara do Homem de Ferro.

Como ajudar Lito Sousa, um dos maiores conteudistas do Brasil, que enfrenta doença rara

Especialista em aviação luta contra doença neurodegenerativa ferroz, retratada no filme ‘Pacto de Redenção’ com Michael Keaton

Foto: UOL

Há momentos em que a vida nos lembra, da maneira mais dura possível, o quanto ela é frágil. O que está acontecendo com Lito Sousa é um desses momentos. Em poucas semanas, o quadro dele evoluiu de maneira assustadoramente rápida. O diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade neurodegenerativa rara e devastadora, chegou depois de uma investigação difícil e de diferentes tentativas de tratamento. Hoje, infelizmente, a doença não tem cura nem um tratamento eficaz estabelecido. Mas existem pesquisas e estudos experimentais sendo realizados fora do Brasil — e é justamente aí que ainda pode existir uma possibilidade, por menor que seja, de esperança.

Quem assistiu a Pacto de Redenção, filme dirigido e estrelado por Michael Keaton, talvez tenha sentido algo parecido. A história acompanha um homem que recebe o diagnóstico de uma demência de progressão rápida e percebe que está correndo contra o tempo, enquanto tenta resolver questões com o filho e lidar com a deterioração da própria mente. O filme não retrata especificamente a doença avançada como de Lito, mas consegue transmitir, de maneira muito poderosa, a angústia de enfrentar uma enfermidade neurológica que avança rapidamente e muda completamente a relação de uma pessoa com o tempo, com a família e com a própria vida.

E então vem a pergunta: o que nós podemos fazer por Lito? Podemos ajudar de maneiras muito concretas. Uma delas é continuar assistindo ao canal Aviões e Músicas, consumindo os vídeos de maneira natural e ajudando a manter o canal ativo e sua monetização. Amigos também estão produzindo conteúdos para o canal — como o Sérgio Sacani, que neste domingo publicou um vídeo sobre El Niño e aviação. Mais importante ainda é compartilhar as informações corretas e marcar pesquisadores, universidades, instituições e empresas que trabalham com os estudos experimentais relacionados à DCJ, especialmente nos Estados Unidos. A família está tentando encontrar caminhos para que Lito possa ter acesso a pesquisas como as que envolvem ION717 e o estudo PRiSM.

Também é fundamental acompanhar as orientações oficiais da família. A esposa de Lito, Mila Seidl, tem atualizado as pessoas pelas redes sociais, e o próprio Lito apareceu neste domingo para fazer um apelo por ajuda. A mobilização já chegou a pesquisadores e instituições no exterior. Não se trata de prometer um milagre ou vender uma esperança falsa. Trata-se de tentar abrir uma porta que hoje parece muito difícil de abrir. E, em uma doença que evolui tão rapidamente, cada porta que puder ser aberta importa.

Lito é, para muita gente, muito mais do que um influenciador e youtuber. Ele é um dos grandes nomes da internet brasileira justamente porque construiu sua trajetória ensinando, explicando e produzindo conteúdo de verdade sobre o mundo encantador da aviação. Para mim, é uma das pessoas que melhor representam aquilo que a internet pode ter de útil. E talvez por isso seja tão doloroso vê-lo enfrentando uma situação como essa.

No fim, o que está acontecendo com Lito também nos lembra de uma coisa que muitas vezes esquecemos: isso poderia acontecer com qualquer um de nós, com alguém que amamos, com uma família inteira. A vida pode mudar completamente em poucas semanas. Então, se você puder, assista aos vídeos do Lito no canal para ajudar na monetização e no instagram dele, marque as instituições e pesquisadores que podem colaborar seriamente. Não precisamos ter a solução. Precisamos ajudar a procurar uma.

João Carreiro & Capataz: Diretor de DVD nunca lançado pela dupla conta o que aconteceu com o ‘Ao Vivo em Cuiabá’

Projeto foi gravado para consolidar a carreira de JC&C, mas separação interrompeu um caminho promissor

Foto: Blognejo

O lendário DVD Ao Vivo em Cuiabá, gravado por João Carreiro & Capataz e produzido musicalmente por Zé Renato Mioto, em 2013, tornou-se um dos maiores mistérios da história da música sertaneja. Naquele momento, a dupla vivia o auge da carreira e caminhava para se consolidar como a maior representante do chamado sertanejo bruto, movimento do qual foi pioneira e grande inspiração para a atual geração. Com os maiores cachês do país, principalmente nos rodeios e nas cidades do interior, João Carreiro & Capataz estavam no boom da popularidade quando a inesperada separação colocou um ponto final naquele ciclo.

Após o fim da dupla, João Carreiro precisou se afastar para tratar uma forte depressão. Sua volta aos palcos aconteceu apenas em 2014, em uma participação no DVD de Fiduma & Jeca. No mesmo período, Capataz seguiu sua trajetória ao lado de Carreiro, formando a dupla Carreiro & Capataz. Enquanto cada um reconstruía sua carreira, o destino do grandioso DVD gravado em Cuiabá permanecia uma incógnita, alimentando a curiosidade dos fãs por mais de uma década, especialmente após a morte de João Carreiro.

A resposta, infelizmente, é tão triste quanto definitiva. Segundo Jacques Junior, diretor do projeto — o mesmo responsável pelo primeiro DVD da dupla, Bruto, Rústico e Sistemático, gravado em Maringá em 2009 —, o material foi perdido. Na época, as gravações eram armazenadas em HDs que, com o passar dos anos, acabaram se deteriorando. Jacques chegou a armazenar as imagens – que estavam sem o áudio devido à questão de produção musical – por muitos anos. Quando ainda existia a possibilidade de guardar ou recuperar esse conteúdo, o então empresário da dupla, Léo, foi procurado e teria pedido que o material fosse descartado, encerrando qualquer chance de que aquele registro chegasse ao público. O diretor do DVD revelou os bastidores em entrevista ao Tem Base Podcast.

Jacques ainda comentou que não se lembra de ter mandado os arquivos pra alguém antes de perder de vez o material. Hoje, o “Ao Vivo em Cuiabá” permanece apenas na memória de quem esteve presente naquela noite e de pouquíssimas pessoas que conseguiram assistir às imagens antes de desaparecerem para sempre. Entre elas está Marcão Blognejo, que acompanhou a trajetória de João Carreiro & Capataz desde o início e teve a oportunidade de ver a gravação ao lado de Jacques Junior. Para todos os outros fãs, restou apenas a imaginação. Um capítulo importante da história do sertanejo e da carreira brilhante de João Carreiro que, infelizmente, jamais poderá ser revivido.

O repertório do Ao Vivo em Cuiabá foi:

1. Volta pro meu coração 

2. Oi nóis Traveis 

3. Ela é muito boa/ Tá bagunçado, mas tem gerência/ Campo Grande Cuiabá/Judiação 

4. Prefácio 

5. Audácia Pura (samba) 

6. Lampião/ Cada um com seus problemas/ Do jeito que eu penso/ Não toca em minha vitrola Lágrimas de Crocodilo/ Prefiro os Tubarões

7. Disgramô o Goiás (inédita) 

8. Preta/ Papel Branco

9. Viola e Cantador/ Casinha Verde/ Maldade de um falso amor/ Se é amor não tem nada que apague

10. Primeiro brinquedo 

11. O que essa moça fez aqui 

12. É pra cabá 

13. Sete Sentidos 

14. Melhor do Brasil/ O que será que nóis não tem/ Mangueira

15. Cadê

16. Cemo porque cemo

17. Bom Demais / Faculdade da Pinga/ Xique Bacanizado 

18. Tudo em nome do poder

19. Tributo Raul Seixas: Aluga-se/ Trem das Sete/ Rock das Aranha (Fonte: Uol Música)

Assisti ‘Michael’ pela segunda vez e estava sozinha na sessão

Foi uma das melhores experiências que tive no cinema

Foto: Arquivo Pessoal

Existem momentos que parecem pequenos pra muita gente, mas que viram memórias gigantes pra quem vive cinema de verdade. Ontem eu fui assistir Michael pela segunda vez e acabei ganhando um presente completamente inesperado: uma sessão vazia, só minha. Quem frequenta cinema à tarde sabe que isso pode acontecer quando o filme já saiu do hype do lançamento, mas eu sinceramente não imaginava que aconteceria justamente com um filme que está fazendo tanto sucesso. E talvez por isso tenha sido ainda mais especial.

No começo eu fiquei naquela expectativa clássica de quem percebe a sala vazia, mas não acredita muito. Sempre existe a possibilidade de alguém entrar atrasado, comprar ingresso de última hora ou aparecer quando as luzes já estão apagando. Então eu fiquei observando, esperando, meio apreensiva. Até que o filme começou… e ninguém entrou. Quando caiu a ficha de que aquela sessão seria realmente só minha, eu senti uma mistura de êxtase com incredulidade. Parecia que eu estava vivendo uma experiência exclusiva, quase íntima, com aquela obra gigantesca acontecendo na tela.

E viver aquele espetáculo sozinha foi algo muito intenso. Porque esse filme do Michael Jackson não parece feito apenas pra ser assistido — ele parece feito pra ser sentido na telona. Eu estava no meu lugar favorito, ali no meio, geralmente a poltrona E10, às vezes a E8, que pra mim são simplesmente os melhores lugares possíveis do cinema. E fiquei ali, sem saber direito como reagir àquilo tudo. Era só eu, a tela, a música, a grandiosidade do filme e aquela sensação absurda de privilégio. Tem horas em que o cinema realmente vira uma experiência quase mágica.

Saí da sessão com aquela sensação de realização difícil de explicar. Talvez eu tenha fechado meu ciclo com Michael no cinema, talvez não. Mas acho difícil outra sessão superar essa. Porque não foi só assistir a um espetáculo mais uma vez, foi viver um momento muito único. É daqueles que parecem bobos na teoria, mas ficam guardados pra sempre na memória de quem ama cinema de verdade e é fã de música boa, afinal, na grande tela estava o maior artista de todos os tempos.

Matheus & Kauan: Tá na hora de dar uma pausa na carreira e investir em nelore

Dupla vive fase ruim, já fez marketing furado sobre separação para promover novo projeto e atualmente culpam ex-empresários de complô

Foto: Instagram

Cansativos! A dupla Matheus e Kauan vive uma fase complicada há bastante tempo. As críticas aos shows vêm se acumulando, principalmente pela pouca entrega no palco, repertório repetitivo e apresentações que já não empolgam como antes. Nas redes sociais vemos trends sobre os shows em que as pessoas se arrependeram de ir, e lá estão eles entre os mais citados. O problema é que, enquanto a música perde força, o nome da dupla continua aparecendo na mídia por motivos que não têm nada a ver com carreira artística.

É fofoca de vida pessoal, briga com ex-empresários que veem à tona, reclamação com jornalista, justificativa pública que ninguém pediu, rumor de bastidor sobre a relação da dupla… tudo, menos música. O chamado “extracampo ou extrapalco” acabou virando maior do que o próprio trabalho deles. Chega um momento em que insistir apenas desgasta ainda mais a imagem. Com o patrimônio que já construíram e o dinheiro que ganharam no auge, talvez fosse mais inteligente desacelerar, investir em outras áreas — seja no agronegócio, nelore, imóveis ou algo mais sólido e discreto – para reorganizar a própria vida.

Ficar usando a mídia para desmentir fofoca ou anunciar “novo projeto” com ar de separação toda vez que surge uma oportunidade já virou um roteiro cansativo dentro do sertanejo. O público percebe quando existe mais esforço para aparecer do que para entregar algo realmente relevante artisticamente. E o mercado sertanejo também sofre com isso, sempre girando em torno das mesmas fórmulas, dos mesmos ciclos e das mesmas duplas que já não acrescentam nada musicalmente há anos. Aliás, sobre separação eles agora desmentem e comentam que os ex-empresários inventam essas coisas para a mídia, tentando atrapalhar a dupla de alguma forma. Uma verdade seja dita, de que Kauan faltava alguns shows por não andar de avião. Isso é uma mentira, pois ele nunca faltou a um show sem ser por motivo de saúde grave.

Mas não é de hoje que eles geram assunto nos bastidores. Tanto que na gravação de DVD da dupla no ano passado, a imprensa e alguns influencers do meio foram totalmente destratados, ficando horas sem água e sem conseguir sair da tal fazenda de Matheus, local da gravação. Era melhor terem regravado o jingle do Caldas Country quando o Kauan ainda fazia primeira voz do que gravar um DVD novo para resultar nisso. O papel de M&K hoje acaba sendo o de orbitar outros artistas parecidos, como Felipe & Rodrigo, mantendo o gênero preso numa zona de conforto enorme.

Às vezes, sumir um pouco faz bem. Reorganizar a cabeça, cuidar da vida pessoal, respirar longe da mídia como fazem Jorge & Mateus ou Henrique & Juliano. Porque continuar em evidência apenas por polêmica e ainda carregar críticas constantes sobre a qualidade dos shows acaba sendo pior do que uma pausa estratégica. Apesar de não agradar todos, a dupla tem seu público e seu espaço, resta preservar isso. Na carreira já trabalharam com os melhores produtores. Matheus Aleixo, diferenciado, surgiu no mercado compondo no DVD de João Neto & Frederico em 2012. 90% daquele repertório foi dele. Kauan é um ótimo segundeiro. Que saibam então manter o legado que construíram até aqui, longe de confusão e perto de si mesmos.