Categoria: Celebridades

O Diabo Veste Prada 2: Melhor ver o Michael mesmo

Até Super Mario tem um roteiro mais interessante. Só o elenco salva

Foto: Arquivo Pessoal

Quase vinte anos depois, o retorno de O Diabo Veste Prada parecia aquele tipo de evento pronto para parar a internet. E parou. O hype em volta de O Diabo Veste Prada 2 foi enorme, principalmente pelo fator nostalgia. Ver pessoas indo ao cinema vestidas de Miranda Priestly, recriando looks icônicos e entrando no clima do filme acabou sendo mais divertido do que o próprio longa. O evento em torno da estreia foi muito maior do que a história entregue na tela.

O problema é que o filme não tem um roteiro empolgante. A trama é fraca, sem grandes conflitos, sem tensão e sem aquela energia que fazia o original prender do começo ao fim. Em vários momentos, o longa dispersa completamente a atenção do público. Falta moda de verdade, falta glamour, falta aquela sensação de estar vendo algo afiado, inteligente e provocador. Parece um filme feito apenas para revisitar personagens conhecidos, sem realmente construir algo interessante para eles.

E quem salva tudo é o elenco. O carisma dos atores carrega o filme nas costas o tempo inteiro. É impossível não gostar de rever aqueles personagens, principalmente pela conexão emocional criada ao longo dos anos. Só que isso sozinho não sustenta duas horas de cinema. Tem momentos em que o filme dá sono, porque simplesmente nada acontece de realmente intrigante. A sensação é que faltou coragem para criar uma história mais ousada, mais divertida e mais marcante.

No fim, valeu apenas pela nostalgia e pela experiência coletiva que o filme criou nos cinemas. Ver o público entrando na brincadeira e vivendo aquele universo da moda de novo. Mas, como filme, acaba sendo bem decepcionante. Entre os títulos em cartaz, eu ainda prefiro mil vezes Super Mario Bros. ou Michael, que conseguem entregar muito mais diversão, emoção e entretenimento pelo valor do ingresso. O Diabo Veste Prata 2 vale só o salgadinho da Americanas.

Da banheira do Gugu para o mundo: Shakira fará maior show de sua carreira em Copacabana

Considerada maior artista colombiana do pop, cantora vai levar seu país e todo um continente para apresentação histórica

Foto: El Tiempo

O show de Shakira em Copacabana promete ser mais do que uma apresentação: é um marco histórico na carreira de uma artista que ajudou a redesenhar o mapa da música latina no mundo. Em um dos cenários mais simbólicos do planeta, diante de uma multidão que deve transformar a orla em um espetáculo à parte, Shakira celebra não só sua trajetória, mas a força de uma cultura que por muito tempo buscou seu espaço global. Ao lado de nomes como Ricky Martin, ela foi pioneira em abrir portas para que o som latino deixasse de ser regional e se tornasse universal.

A história de Shakira se entrelaça diretamente com a de Colômbia. Quando iniciou sua carreira internacional, o país enfrentava desafios profundos e carregava uma imagem distante do que representa hoje. Com o tempo, ambos passaram por um processo de reconstrução simbólica: a Colômbia se reposicionou no cenário global, e Shakira se consolidou como uma das maiores artistas do planeta. Há quase uma narrativa paralela entre artista e nação — duas trajetórias que renasceram das cinzas e encontraram no mundo um palco para reescrever suas histórias. Hoje, ela é mais do que cantora: é uma embaixadora cultural, que carrega em cada performance a energia de Barranquilla e a diversidade de todo o seu país.

Essa conexão com o Brasil, aliás, vem de muito antes dos grandes palcos globais. No início da carreira internacional, Shakira passou por programas icônicos da televisão brasileira, marcando presença nos palcos de Domingão do Faustão, comandado por Faustão, além das atrações de Gugu Liberato e Hebe Camargo. No SBT ela chegou a ser jurada da banheira do Gugu e cantar músicas em português da banda Raimundos. Foi ali, diante do público brasileiro, que “la loba” começou a construir uma relação afetiva com o país, muito antes de se tornar o fenômeno global que conhecemos hoje.

Esse show também reacende uma discussão importante: a relação musical entre Brasil e Colômbia. Embora os colombianos tenham se destacado com enorme força dentro do reggaeton e da música latina contemporânea, ainda existe um espaço pouco explorado no diálogo com o mercado brasileiro. Artistas do país cafetero têm potencial de sobra — e nomes como Maluma e Carlos Vives, ao lado da própria Shakira, formam um trio de gigantes que poderiam ser ainda mais abraçados por aqui. Há uma conexão cultural latente entre os países, mas que ainda não se traduz totalmente em trocas musicais proporcionais à sua riqueza.

No palco de Copacabana, o repertório escolhido reforça essa trajetória de sucesso, reunindo hits que marcaram gerações. Pode até faltar uma ou outra faixa querida — como “Te Dejo Madrid”, que foge um pouco do clima de celebração praiana —, mas a energia será compensada por clássicos e colaborações icônicas, como “Chantaje” e “Me Enanoré” – além de clássicos que embalaram novelas e Copas do Mundo. Mais do que um show, o que se verá é um manifesto: a consagração de uma artista que representa um país, um idioma e uma cultura inteira, em um dos palcos mais emblemáticos do mundo.

Danilo & Davi precisam sair da sombra de Marcos & Belutti

Desapegar dos padrinhos é um passo importante para qualquer artista ganhar identidade própria com o público

Foto: Instagram

Tem uma linha muito tênue entre dar oportunidade e exagerar na dose — e Marcos & Belutti parecem ter cruzado essa linha faz tempo com Danilo & Davi. Não dá pra negar: a dupla é boa, dedicada, grava músicas interessantes e carrega um potencial real de crescimento dentro do sertanejo. Mas o problema não é a qualidade, é a onipresença. Eles estão em absolutamente tudo em que os padrinhos os colocam. Programa de TV aberta, fechada, podcast, entrevista aleatória… virou quase uma extensão automática de qualquer agenda de Marcos e de Belutti ter que levar a dupla que investem. E aí, em vez de curiosidade, começa a bater cansaço.

Esse tipo de estratégia não é novidade no mercado. Sempre existiu o apadrinhamento, e ele é importante — às vezes, decisivo. O próprio histórico mostra isso. Teve dupla que sofreu com o oposto: pouca exposição mesmo com padrinhos fortes, como foi o caso de George Henrique & Rodrigo em determinado momento da carreira quando estavam no escritório de Bruno & Marrone (em compensação, hoje o Bruno enfia o filho Enzo Rabelo em tudo também). Ou seja, dar espaço é necessário. O problema é quando o excesso vira um tiro no pé. Porque o público não cria desejo por aquilo que já está em todo lugar o tempo inteiro.

Assim, entra o risco mais perigoso: a perda de identidade. Danilo & Davi estão caminhando para serem reconhecidos mais como “a dupla do Marcos & Belutti” do que como artistas com assinatura própria. E isso é lamentável, porque apaga nuances, apaga construção de imagem e até a conexão com o público. Falando em apagar, parece que tudo deles ainda é resumido a um hit — “Apaga, apaga, apaga (sim, 3x essa repetição)” — e a uma presença constante que não necessariamente se traduz em carreira sólida. Popularidade instantânea não é sinônimo de longevidade.

No fim das contas, o conselho é simples, mas urgente: é hora de soltar a mão. Criar distância, construir narrativa própria, errar e acertar com as próprias pernas. Porque talento eles têm. O que falta agora não é palco — é respiro. Antes que o público comece a perguntar “quem são Danilo & Davi?” e a resposta venha pronta demais: “ah, aqueles que vivem com o Marcos & Belutti”. Desapeguem dos padrinhos e voem para o mundo antes que seja tarde demais!

Karol G mostrou no Coachella porque é a maior da América Latina atualmente

Foto: Vogue Magazine

O deserto da Califórnia ganhou novas cores com a presença arrebatadora de Karol G no Coachella. Primeira artista latina a ocupar o posto de headliner do festival, a cantora de Medellín não apenas fez história — ela transformou o palco em uma celebração cultural vibrante, carregada de identidade, emoção e representatividade. Era mais do que um show: era um manifesto latino em um dos maiores eventos musicais do planeta.

Comparável ao espetáculo grandioso que apresentou no Santiago Bernabéu durante a turnê Mañana Será Bonito, Karol G mostrou que vive o auge de sua carreira. Com domínio de palco, presença magnética e um repertório que equilibra hits globais e raízes latinas, ela entregou uma performance segura, potente e inesquecível. Cada detalhe parecia calculado para emocionar — e conseguiu.

Vestida de orgulho, a artista levou as cores da Colômbia para o deserto americano, exaltando suas origens com ritmos regionais e referências culturais que atravessaram fronteiras. Mais do que isso, abriu espaço para a música mexicana dentro do festival, ampliando ainda mais o alcance latino no line-up e mostrando que o movimento vai muito além de um único país — é uma força coletiva.

E essa força tem nomes que ajudam a sustentar essa nova era. Ao lado de Maluma, J Balvin, Manuel Turizo, Ryan Castro e Feid, Karol G representa uma geração que vem conquistando o mundo e consolidando a Colômbia como potência musical. Um caminho que começou a ser pavimentado por ícones como Carlos Vives e Shakira, e que agora atinge novos patamares.

Karol tem algo que não se ensina: estrela. E mais do que isso, tem personalidade, autenticidade e visão. O show no Coachella não foi apenas um marco na carreira dela — foi um recado claro para o mundo. A latina de Medellín não quer só participar do cenário global, ela quer liderá-lo. E, pelo que entregou, está cada vez mais pronta para se tornar a artista mais bem-sucedida da América Latina e expandir seu domínio muito além das fronteiras.

Foto: Televisa Entretenimento

Principal estrela do Lolla, Sabrina Carpenter fará maior show de sua carreira no Brasil

Após espetáculo na Argentina, Sabrina quer entregar seu maior show pelas Américas em Interlagos

Foto: Instagram

Se tem um nome que resume o momento pop atual, esse nome é Sabrina Carpenter. Em meio a um line-up mediano, ela desponta como a grande atração do Lollapalooza Brasil neste ano. E não é exagero: o show que ela prepara para o país promete ser o maior de sua carreira na América Latina — mais longo, mais elaborado e com aquela sensação de “estamos vendo história sendo feita ao vivo”. O setlist também vai ser especial.

A virada de chave da pequena loira veio com “Espresso”. Foi ali que Sabrina deixou de ser apenas uma promessa para se tornar uma realidade incontestável no pop mundial. A música viralizou, dominou playlists e redes sociais, e, mais do que isso, apresentou uma artista segura, irônica, feliz e extremamente consciente da própria identidade. “Espresso” não só mudou sua carreira — redefiniu sua posição na indústria.

E quando você soma isso a faixas como “Taste”, “Please Please Please” e “Manchild”, o resultado é uma sequência de hits que consolidam um estilo próprio: pop afiado, inteligente e cheio de personalidade. Sabrina encontrou o equilíbrio raro entre ser comercial e autêntica — algo que poucas conseguem sustentar por tanto tempo.

Não à toa, muita gente já enxerga nela uma espécie de “herdeira natural” de Taylor Swift. Não por ter sido apenas revelada pela loirinha, mas por entender o jogo: narrativa, conexão com o público e domínio do próprio repertório. Sabrina é, sim, essa “cria perfeita de Taylor” — uma artista que bebe da fonte certa, mas entrega com identidade própria.

E talvez o mais curioso de tudo seja o contraste: mesmo sendo baixinha, Sabrina Carpenter se agiganta no palco. Sua presença é magnética, sua entrega é intensa e sua confiança transborda em cada performance. No fim das contas, tamanho nunca foi documento — e Sabrina prova, show após show, que já é gigante onde realmente importa, no palco e na indústria musical.

O Diabo Veste Prada 2 tem novo trailer e data de estreia

Foto: Instagram

Depois de anos no campo do “será que um dia sai?”, a sequência de O Diabo Veste Prada finalmente ganhou data oficial. A revista Vogue cravou: o filme tem pré-estreia nos cinemas dia 30 de abril e lançamento em dia 1º de maio, reacendendo uma chama que nunca se apagou de verdade. Porque vamos combinar: poucos filmes dos anos 2000 envelheceram tão bem, atravessaram gerações e continuaram sendo referência estética, cultural e até profissional como esse.

O retorno do elenco original é, por si só, um acontecimento. Anne Hathaway volta como Andy Sachs, personagem que virou símbolo de amadurecimento profissional (e emocional) para muita gente. Meryl Streep, claro, reassume o papel de Miranda Priestly, uma das figuras mais icônicas da história do cinema recente — fria, afiada, temida e absolutamente fascinante. E sim, ele também está de volta: Stanley Tucci, o inesquecível Nigel, assistente da Miranda, agora ainda mais prestigiado depois de brilhar em Conclave. Um trio que não precisa provar mais nada.

O primeiro filme não virou clássico por acaso. O Diabo Veste Prada ultrapassou o rótulo de “filme de moda” para falar sobre ambição, poder, escolhas e o preço do sucesso. Virou meme, virou referência de figurino, virou linguagem. Miranda Priestly entrou para o panteão dos grandes personagens do cinema, e Andy virou espelho de toda uma geração tentando se encontrar no meio do caos profissional. É aquele tipo de filme que você reassiste sabendo todas as falas — e mesmo assim se diverte como se fosse a primeira vez.

Por isso a expectativa pela continuação é tão grande. Estamos esperando essa sequência há anos, especulando caminhos, imaginando reencontros e querendo saber onde esses personagens estão hoje, num mundo completamente diferente daquele dos anos 2000. Se o novo filme conseguir manter a ironia, a inteligência e o olhar afiado sobre o mercado criativo e o poder — agora em tempos de redes sociais, fast fashion e cancelamentos — o dia 1º de maio tem tudo para virar data comemorativa no calendário cinéfilo. E fashionista também, obviamente.