Cada vez mais insuportável ir ao cinema, pois ninguém cala a boca

Adultos sem educação e crianças barulhetas estragam a experiência de toda sessão

Foto ilustrativa. (Arquivo pessoal)

Ir ao cinema já foi uma experiência especial. A expectativa de ver um grande lançamento na tela gigante, com som de qualidade e a emoção de dividir aquele momento com outras pessoas era parte da diversão. Só que, de uns tempos para cá, isso tem se tornado cada vez mais raro. O problema não está nos filmes, mas no comportamento do público, que parece ter esquecido completamente as regras básicas de convivência.

Hoje em dia é praticamente impossível assistir a uma sessão sem algum tipo de incômodo. Tem adulto que passa o filme inteiro conversando e fofocando como se estivesse na sala de casa. Tem criança fazendo barulho, falando durante o filme todo e correndo pelo corredor enquanto os pais simplesmente ignoram a situação. E ainda há quem ache normal tirar fotos com flash ou gravar trechos — às vezes o filme inteiro — com o brilho da tela no máximo, atrapalhando todo mundo que pagou para assistir à sessão.

Como se isso não bastasse, a chamada “geração Enzo” parece ter transformado o cinema em um lugar de entra e sai. É gente levantando da poltrona a todo instante, entrando e saindo da sala várias vezes, falando alto e mexendo no celular sem qualquer preocupação com quem está ao redor. A sensação é de que o respeito pelo espaço coletivo ficou em segundo plano.

No fim das contas, fica difícil justificar o alto preço dos ingressos, da pipoca e do estacionamento para ainda ter que enfrentar tanto estresse. Não é à toa que cada vez mais pessoas preferem esperar alguns meses para assistir ao filme no conforto de casa. Pode não ter a tela gigante nem o som de um cinema, mas pelo menos existe uma garantia: ninguém vai ficar conversando, atrapalhando, usando flash, iluminando a sala com o celular ou estragando a experiência de quem só queria aproveitar um bom filme em paz. Mais um lazer que se tornou uma batalha infernal no dia a dia!

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