Categoria: Cinema

Primeiro fenômeno do ano está chegando nos cinemas: Michael

Filme tem alma e traz bastidores de como Michael Jackson se tornou o maior artista da música mundial

Foto: Vogue Magazine

A imprensa americana já começou a dar o tom do que pode vir por aí com Michael, cinebiografia de Michael Jackson. E, pelo que está sendo dito por quem já teve acesso antecipado ao filme, a expectativa não é só alta — é gigantesca. Os primeiros relatos falam de uma experiência intensa, emocional e muito distante de qualquer abordagem rasa. Não é apenas mais um filme musical: é um mergulho na mente e na trajetória de um dos maiores artistas da história.

O que mais chama atenção nesses comentários iniciais é a insistência em destacar que o longa tem “alma”. Algo que, convenhamos, nem sempre acontece em cinebiografias recentes. Segundo esses primeiros espectadores, Michael não se limita a compilar sucessos ou momentos icônicos — ele busca entender o homem por trás do mito, com suas complexidades, contradições e genialidade. É o tipo de promessa que, se cumprida, transforma o filme em evento.

E como todo grande evento, o público já está respondendo antes mesmo da estreia. A pré-venda para a próxima semana vem registrando sessões lotadas, indicando que o interesse vai muito além dos fãs mais fiéis. Existe uma curiosidade coletiva no ar, uma sensação de que estamos prestes a assistir algo que pode marcar o ano no cinema — daqueles filmes que dominam conversas, redes sociais e, claro, bilheterias.

Agora, resta aquela expectativa clássica de toda estreia grande: será que entrega tudo isso mesmo? Daqui a uma semana, a resposta vem direto das salas de cinema. Aí sim vamos descobrir se “Michael” é só mais uma cinebiografia bem produzida… ou se realmente merece entrar para o hall dos grandes filmes sobre música. E, principalmente, se vale — ou não — o combo completo do cinema.

Super Mario Galaxy: Filme divertido, imagens incríveis e cheio de ação

Tem gente esperando um roteiro de Titanic/Ultimato. É uma animação para se divertir, porra!

Foto: Arquivo Pessoal

Se existe uma coisa que funciona quase como máquina do tempo para quem cresceu jogando videogame, é mergulhar no universo de Super Mario Galaxy. E quando esse mundo ganha uma adaptação com cara de cinema, o resultado é uma mistura deliciosa de nostalgia com diversão leve. O “filme do Mario Bros.” pode até mirar no público infantil, mas acerta em cheio também naquele adulto que já passou horas tentando salvar a princesa com um controle na mão.

A grande sacada está justamente em respeitar a essência do personagem. Mario continua sendo aquele herói carismático, simples e direto, que não precisa de enrolação pra conquistar. O universo colorido, cheio de fases malucas e desafios criativos, parece ter saído direto da tela do videogame — e isso é um acerto enorme. Não tem aquela tentativa forçada de “adultizar” a história. É leve, é divertido e funciona. Além da qualidade da imagem e dos gráficos.

Para quem jogou, cada referência é quase um presente. Os cenários, os poderes, os inimigos… tudo conversa com a memória afetiva. É o tipo de experiência que faz você sorrir sozinho lembrando das fases mais difíceis ou das trilhas sonoras que grudavam na cabeça. E aí entra o ponto mais interessante: o filme não depende disso pra funcionar. Quem nunca encostou num controle também consegue se divertir, porque a narrativa é simples, dinâmica e visualmente encantadora. E outra, tem gente indo assistir a animação como se fosse um votante da Academia do Oscar. Gente, é um filme para se divertir! Vai fazer crítica em Odisseia em Duna 3.

No fim das contas, é exatamente o que se espera de uma adaptação como essa: entretenimento puro. Não tenta ser profundo, não quer reinventar nada — e ainda bem. É um filme para assistir sem compromisso, rir, se distrair e, de quebra, sentir aquele gostinho de infância. Porque, no fundo, Super Mario Galaxy nunca foi só sobre jogar… sempre foi sobre viver uma pequena aventura em um mundo onde tudo parece possível. O filme te transporta para isso e vale o combo do cinema, além dos salgadinhos da Americanas!

Devoradores de Estrelas: Filme proporciona experiência absurda e supera ‘Interestelar’

Ryan Gosling brilha sozinho ao lado de ser extraterreste. História é envolvente, inteligente e não precisa de explicação do Sergio Sacani pra entender

Foto: Sony Pictures

Tem filme que a gente assiste, e tem filme que a gente sente. Devoradores de Estrelas entra fácil na segunda categoria. Em uma temporada cheia de grandes lançamentos neste 2026, poucos vão conseguir provocar o mesmo impacto que essa obra ambiciosa, intensa e surpreendentemente humana. É daqueles raros casos em que a ficção científica não se perde na grandiosidade visual e consegue equilibrar emoção, tensão e reflexão de um jeito quase hipnótico.

Muito disso passa por Ryan Gosling. Simplesmente impecável. Talvez seja cedo pra cravar com absoluta certeza, mas é difícil não olhar para esse papel como o melhor da carreira dele até agora. Ele entrega camadas, fragilidade, humor e desespero de uma forma tão natural que você esquece que está vendo um ator — parece que ele está vivendo tudo ali, no limite. É o tipo de atuação que carrega o filme nas costas sem esforço aparente.

E o mais interessante é como Devoradores de Estrelas consegue ser, ao mesmo tempo, um espetáculo visual e uma experiência íntima. Enquanto muitos filmes do gênero apostam apenas no “olha isso aqui que incrível”, esse aqui faz você se importar. Faz você pensar. Faz você sentir o peso de cada decisão, de cada silêncio, de cada escolha impossível. É cinema que conversa com quem está assistindo, não só impressiona.

Pode parecer ousado dizer isso, mas não é exagero: é melhor que Interestelar. E não porque seja maior ou mais complexo, mas porque é mais direto, mais emocional e, de certa forma, mais corajoso. E não precisa de nenhum video com explicação do Sergio Sacani pra entender. Devoradores de Estrelas não tenta ser lembrado — ele simplesmente é inesquecível. Vale o combo com pipoca, refri e chocolate no cinema, além dos salgadinhos da Americanas. Assistam!

Cara de Um, Focinho de Outro: Divertida e emocionante

Animação é bonita e traz forte mensagem da relação do ser humano com a natureza

Foto: Arquivo Pessoal

A nova animação da Pixar em parceria com a Walt Disney Pictures, Cara de um Focinho de Outro, é daquelas histórias que abraçam o coração da gente antes mesmo dos créditos subirem. Visualmente deslumbrante, com cenários naturais riquíssimos em detalhes, o filme mergulha no universo dos animais da floresta para contar uma fábula moderna sobre pertencimento, identidade e, principalmente, a relação do ser humano com a natureza. É leve, é engraçado, mas carrega uma mensagem poderosa que ecoa depois que a sessão termina.

A protagonista, Mabel, é o grande motor da narrativa. Curiosa, questionadora e cheia de energia, ela conduz o público por essa jornada sensível que mistura fantasia e reflexão. Em um dos momentos mais marcantes da trama, Mabel se transforma em uma pequena castor — uma castorzinha — e é justamente a partir dessa transformação que o filme ganha ainda mais força. Ao experimentar o mundo sob outra perspectiva, ela aprende (e ensina) sobre empatia, equilíbrio ambiental e responsabilidade coletiva.

Escolher castores como protagonistas é um acerto delicado e simbólico. São animais conhecidos por construir, transformar o ambiente e viver em comunidade — exatamente como nós. O reino animal é retratado de forma carinhosa, quase poética, tornando tudo ainda mais fofo e encantador. Mas não se engane: por trás da fofura, existe uma crítica sutil sobre como tratamos o planeta e como nossas escolhas impactam todo um ecossistema.

Eu assisti na pré-estreia e saí da sala com aquela sensação gostosa de ter visto algo especial. A estreia oficial é dia 5 de março, e vale muito a pena levar as crianças — e ir preparado para também se emocionar. “Cara de um Focinho de Outro” diverte, encanta e, no final, convida a gente a olhar para a natureza não como cenário, mas como parte essencial da nossa própria história. É Pixar sendo Pixar: entretenimento com alma. Vale o combo, com pipoca e balde!

Foto: Arquivo Pessoal

Um Cabra Bom de Bola: Ótima animação para começar bem a nova temporada do cinema

Foto: Reprodução

Eu e os Enzo adoramos! Um Cabra Bom de Bola é uma das animações mais empolgantes e visualmente impressionantes lançadas recentemente pela Sony Pictures Animation. O filme mistura humor, emoção e esporte em um mundo animal antropomórfico vibrante, acompanhando a jornada de Will, uma pequena cabra com um sonho gigantesco: provar que pode jogar roarball – um esporte inspirado no basquete, porém ainda mais dinâmico e alucinante. 

O visual da animação é um dos seus grandes trunfos. Com cores fortes, personagens cheios de personalidade e sequências de jogo que mais parecem videogames em movimento, o estilo de Um Cabra Bom de Bola é ao mesmo tempo ousado e eficiente, lembrando um pouco a experimentação vista em produções como Homem-Aranha no Aranhaverso — mas com sua própria identidade visual. A direção de arte e a fluidez das cenas esportivas criam uma experiência cinematográfica envolvente, ideal para públicos de todas as idades que buscam diversão e energia ininterruptas. 

Além disso, o filme vem conquistando o público nas bilheterias. Desde sua estreia, Um Cabra Bom de Bola ultrapassou a marca de mais de US$ 100 milhões arrecadados globalmente, liderando as paradas nos Estados Unidos e consolidando-se como um dos maiores sucessos recentes da Sony em animação original. Isso é particularmente notável em um cenário competitivo, onde poucos novos títulos originais conseguem capturar tanta atenção do público familiar e jovem. 

Um dos grandes diferenciais dessa produção é a participação de Stephen Curry — tetracampeão da NBA e ícone do basquete mundial — que não só atua como produtor executivo, como também dá voz ao personagem Lenny, uma girafa jogador de roarball. A presença de Curry é mais do que um simples nome no elenco: ele ajudou a moldar alguns dos elementos esportivos do filme e trouxe autenticidade à representação do jogo, além de ser uma peça importante na divulgação e no apelo popular da história. 

No fim das contas, a animação entrega aquilo que promete: algo divertido, cheio de cor, movimento, coração e boas risadas, com uma mensagem clara sobre sonhar grande e desafiar expectativas — tudo temperado com a energia contagiante de um esporte reinventado para encantar públicos ao redor do mundo. É uma experiência cinematográfica que merece ser vista nas telonas, especialmente para quem gosta quando animação, humor e esporte se encontram de forma tão criativa. Vale a pipoca e combo do cinema!

Marty Supreme: Filme feito só para Chalamet ganhar o Oscar

Foto: CBS Tv

Apesar de partir de uma história interessante, Marty Supreme é daqueles filmes que prometem intensidade, mas entregam lentidão. A premissa tem força, tem conflito, tem potencial dramático. Só que a narrativa parece patinar em câmera lenta, como se cada cena precisasse provar que é profunda demais para ser simples. O resultado é um longa arrastado, que exige paciência do espectador e testa a boa vontade de quem entrou na sala esperando algo mais pulsante.

Há uma sensação constante de que o filme foi construído sob medida para uma campanha de premiações. Cada enquadramento calculado, cada silêncio prolongado, cada close dramático parece sussurrar: “Oscar is coming”. Não é que a obra não tenha qualidades — tem. Mas o roteiro se perde em repetições emocionais e em diálogos que se alongam além do necessário, sacrificando ritmo em nome de “importância”.

É aí que entra Timothée Chalamet. A atuação dele, sim, é o motor que mantém o filme vivo. Chalamet entrega camadas, intensidade e vulnerabilidade com uma naturalidade impressionante. Ele sustenta cenas que, nas mãos de outro ator, poderiam desabar sob o próprio peso. Quando ele está em cena, o filme respira. Quando não está, a narrativa parece perder oxigênio.

Marty Supreme não é um desastre — longe disso. Mas é um daqueles casos em que o desempenho individual supera o conjunto da obra. Fica a impressão de que assistimos menos a um filme orgânico e mais a uma vitrine cuidadosamente montada para consolidar um nome na temporada de prêmios. E, no fim das contas, é Chalamet quem faz o longa andar. Sem ele, talvez nem saísse do lugar.