Categoria: Cinema

O Diabo Veste Prada 2 tem novo trailer e data de estreia

Foto: Instagram

Depois de anos no campo do “será que um dia sai?”, a sequência de O Diabo Veste Prada finalmente ganhou data oficial. A revista Vogue cravou: o filme tem pré-estreia nos cinemas dia 30 de abril e lançamento em dia 1º de maio, reacendendo uma chama que nunca se apagou de verdade. Porque vamos combinar: poucos filmes dos anos 2000 envelheceram tão bem, atravessaram gerações e continuaram sendo referência estética, cultural e até profissional como esse.

O retorno do elenco original é, por si só, um acontecimento. Anne Hathaway volta como Andy Sachs, personagem que virou símbolo de amadurecimento profissional (e emocional) para muita gente. Meryl Streep, claro, reassume o papel de Miranda Priestly, uma das figuras mais icônicas da história do cinema recente — fria, afiada, temida e absolutamente fascinante. E sim, ele também está de volta: Stanley Tucci, o inesquecível Nigel, assistente da Miranda, agora ainda mais prestigiado depois de brilhar em Conclave. Um trio que não precisa provar mais nada.

O primeiro filme não virou clássico por acaso. O Diabo Veste Prada ultrapassou o rótulo de “filme de moda” para falar sobre ambição, poder, escolhas e o preço do sucesso. Virou meme, virou referência de figurino, virou linguagem. Miranda Priestly entrou para o panteão dos grandes personagens do cinema, e Andy virou espelho de toda uma geração tentando se encontrar no meio do caos profissional. É aquele tipo de filme que você reassiste sabendo todas as falas — e mesmo assim se diverte como se fosse a primeira vez.

Por isso a expectativa pela continuação é tão grande. Estamos esperando essa sequência há anos, especulando caminhos, imaginando reencontros e querendo saber onde esses personagens estão hoje, num mundo completamente diferente daquele dos anos 2000. Se o novo filme conseguir manter a ironia, a inteligência e o olhar afiado sobre o mercado criativo e o poder — agora em tempos de redes sociais, fast fashion e cancelamentos — o dia 1º de maio tem tudo para virar data comemorativa no calendário cinéfilo. E fashionista também, obviamente.

Zootopia 2: Chorei horrores e me diverti

Filme é bem humorado, trazendo também lição de parceria e convivência

Foto: Arquivo Pessoal

Zootopia 2 chegou provando que a Disney ainda sabe acertar em cheio quando o assunto é emoção, aventura e um recado necessário. Acabei de assistir e saí da sessão com aquela sensação boa de coração aquecido, sabe? A continuação expande o universo que já era fascinante no primeiro filme e entrega uma história ainda mais madura, mas sem perder o brilho colorido e o humor que conquistou todo mundo. É um daqueles filmes que você assiste sorrindo do início ao fim.

Judy Hopps continua impecável — determinada, corajosa e cheia de energia — enquanto Nick Wilde permanece aquele charme vagabundo que só ele tem. A química entre os dois está mais afinada do que nunca, e eles carregam o filme com uma dinâmica que mistura amizade profunda, cumplicidade e aquele toque de ironia que só funciona porque eles se completam. Os personagens secundários também brilham, cada um trazendo carisma e representatividade de um jeito natural, leve e muito divertido.

E uma coisa que Zootopia 2 faz com maestria é usar seus personagens para falar de temas importantes sem parecer uma palestra. A diversidade de espécies vira uma metáfora inteligente para diversidade humana — seja de origem, aparência, personalidade ou comportamento. É lindo ver como o filme reforça, de forma suave e bem-humorada, que todo mundo tem um lugar no mundo e que as diferenças não apenas existem, como tornam tudo mais interessante. Representatividade, aqui, não é discurso: é construção.

No fim, o filme entrega uma das mensagens mais bonitas do universo de Zootopia: ninguém faz nada sozinho. Amizade, parceria e confiança são os pilares que movem Judy e Nick, e que acabam inspirando toda a cidade. Zootopia 2 é um lembrete de que, quando a gente trabalha junto e acredita no outro, o impossível fica um pouquinho mais perto de acontecer. É encantador, divertido e cheio de propósito — do jeitinho que o cinema precisa ser. E podemos dizer que as férias estão garantidas com o filme, pois as crianças vão amar. Vale o combo do cinema – que por sinal, tem baldes bem bonitos dessa vez.

O Diabo Veste Prada 2: Teaser já é melhor que todos os filmes de 2025

Filme que fez muita gente escolher a profissão (eu, por exemplo), promete sequência triunfal

Foto: Clarín

O Diabo Veste Prada 2 finalmente deu as caras — e bastou um minuto de teaser para atropelar, sem piedade, praticamente todo o cinema de 2025, que segue cumprindo tabela com uma das temporadas mais fracas dos últimos anos. É impressionante como um simples gostinho já trouxe mais personalidade, elegância, nostalgia e poder do que dezenas de estreias que tentaram, mas não entregaram absolutamente nada. Quando Meryl Streep aparece… meu amor, é o cinema lembrando para a gente quem manda.

Esse retorno de Miranda Priestly e Andy Sachs não é só sobre continuar uma história: é sobre recuperar um brilho que Hollywood parece ter esquecido no fundo da gaveta. A química das duas é do tipo que não se replica, não se força e não se substitui. No teaser, dá para sentir o peso do reencontro, aquele choque entre passado e presente que só funciona quando os personagens se tornaram ícones culturais por mérito puro — e não por marketing.

E aí entra 2026, já abrindo o ano com a promessa de um abril histórico. O Diabo Veste Prada 2 tem tudo para ser não apenas uma continuação, mas uma experiência que o público está implorando há anos: charme, humor ácido, moda que transforma o olhar e um roteiro que conversa com o mundo atual, onde o digital engoliu o glamour clássico. O teaser indica exatamente isso — uma ponte entre eras, com Miranda ainda reinando e Andy mais madura, pronta para enfrentar velhos demônios e novos dilemas.

Se esse primeiro minuto já fez o cinema levantar das cinzas como uma fênix usando Chanel, imagina o que vem pela frente. Em abril de 2026, o mundo volta a parar para ver a mulher que não tem tempo para incompetência. E nós, claro, estaremos na primeira fila — café na mão, casaco no braço, e aquele sorriso cúmplice de quem sabe que o diabo finalmente voltou à moda. Um filme que se tornou clássico para os amantes da moda e do jornalismo que até mesmo tiveram suas profissões escolhidas por ele, promete um retorno triunfal.

Já pode começar a maratona de “Esqueceram de Mim”

Foto: Disney Plus

Todo fim de ano é a mesma coisa: basta o clima de Natal começar que “Esqueceram de Mim” volta ao topo dos streams — especialmente no Disney+, onde o clássico de 1990 e sua sequência direta de 1992 se tornam os queridinhos da temporada. E não é à toa: poucos filmes conseguem capturar tão bem o espírito natalino quanto as trapalhadas de Kevin McCallister (Macaulay Culkin) tentando proteger sua casa — e mais tarde um hotel em Nova York — dos ladrões mais atrapalhados do cinema.

O primeiro Esqueceram de Mim é quase uma aula de como fazer um filme de Natal sem ser piegas. Ele tem tudo: aventuras, família bagunçada, um toque de comédia, e aquela mensagem final sobre união e perdão que sempre arranca um sorriso. Já o segundo, Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York, leva o mesmo encanto pra uma das cidades mais mágicas durante o Natal. A cena de Kevin no Rockefeller Center, diante da árvore gigante, é puro símbolo de fim de ano — e já virou tradição revisitar esse momento quando as festas se aproximam.

Há também algo nostálgico que faz o público voltar a esses filmes todos os anos. É como se assistir a Esqueceram de Mim fosse uma forma de ligar o modo “Natal On”: você se lembra da infância, do riso fácil, do cheirinho de ceia chegando da cozinha. A trilha sonora de John Williams é outro detalhe que contribui pra atmosfera — basta tocar as primeiras notas pra já sentir aquele clima de dezembro no ar.

Por isso, maratonar Esqueceram de Mim 1 e 2 virou quase um ritual. São filmes que ultrapassaram o tempo, resistiram às gerações e se tornaram parte da memória afetiva coletiva. No fim do ano, entre luzes piscando e filmes novos pipocando nos streamings, sempre há espaço pra rever Kevin derrotando os bandidos molhados — e lembrar que o Natal é, acima de tudo, sobre reencontros e boas risadas.

´´Springsteen – Deliver Me From Nowhere´´: Filme é depressivo igual a gente, mas com a genialidade de Bruce

Foto: Televisa Entretenimento

O longa Springsteen: Deliver Me From Nowhere acerta em cheio ao revisitar aquele momento de virada na carreira de Bruce Springsteen — o período conturbado, criativo e pessoal em que ele grava o álbum Nebraska em 1982. O que torna esse filme tão potente é a combinação entre a fidelidade ao espírito da obra de Springsteen e o “fan-service” maravilhoso para quem já vibra com o “Boss”: as cenas de estúdio caseiro, o ambiente bruto da gravação no quarto, o conflito íntimo com fama e identidade — tudo isso está lá, de modo visceral e sincero.

E falando em fan-service, o filme entrega com generosidade os trejeitos, a linguagem do rock, o cenário de New Jersey e os momentos de ruptura com o que era esperado comercialmente. É como se os fãs mais apaixonados dela tivessem sido convidados para acender as luzes no palco e conferir tudo de pertinho. Essa “carta de amor” ao universo Springsteen tem um peso emocional raro, e ainda se reveste de um tom de “making-of da alma” mais do que apenas “a vida de um astro”. No centro disso tudo, a atuação de Jeremy Allen White como Springsteen se destaca glamorosamente — ele não apenas imita, mas encarna o espírito de um artista que negocia entre mito e vulnerabilidade.

Jeremy Allen White brilha ao capturar tanto o swagger do rock’n’roll quanto o tormento interno: é o músico cansado de rótulos, buscando algo autêntico, crendo que aquela voz interior pode falar mais alto do que qualquer hit comercial. Ele se transforma, e isso é raro em biografias desse tipo. O elenco ao seu redor apoia magistralmente essa jornada, mas é ele quem carrega o filme — sua performance faz com que esqueçamos que estamos assistindo alguém compondo o mito e passemos a realmente “sentir” o caminho de Springsteen. E isso, numa cinebiografia tão esperada, é ouro puro.

Para os fãs de música boa, para quem já sentiu o arrepio de ouvir “Born in the U.S.A.” ou “Atlantic City”, e para quem gosta de cinema que vai além do entretenimento “padrão”, esse filme é um achado. Ele tem alma, tem história, tem reverência — e ao mesmo tempo não se prende à reverência cega: questiona, revela fissuras, mostra dor. É depressivo igual a gente. mas um filmaço que merece ser conferido — não é divertido, mas é envolvente, com a trilha sonora rodando alto e o coração preparado para vibrar. Vale a pena a pipoca e o combo do cinema.

Tron: Ares – Enfim acertaram a mão nessa franquia

Foto: Arquivo Pessoal

Depois de anos tentando encontrar o tom certo, Tron: Ares chega como o melhor filme da franquia até hoje — o que, sejamos sinceros, não era lá muito difícil. Os dois anteriores deixaram a desejar, especialmente no quesito história, e pareciam mais preocupados com o visual do que com a narrativa. Mas desta vez a Disney acertou a mão.

As cenas de ação são o grande destaque: bem coreografadas, empolgantes e visualmente impressionantes, com um uso inteligente da tecnologia e do ritmo. A história é mais coesa, com início, meio e fim bem definidos, sem aquelas pontas soltas que costumavam deixar o público perdido. O roteiro não tenta reinventar a roda, mas também não se perde em pretensões — entrega o que promete: ação e uma trama funcional.

É verdade que o filme tem alguns momentos em que o ritmo cai e o espectador pode dispersar um pouco. Mas nada que comprometa o resultado final. Tron: Ares nunca quis ser uma obra de arte digna de Oscar — e isso é ótimo. Ele sabe o que é e não tenta ser mais do que isso.

No fim das contas, o saldo é positivo. Tron: Ares é divertido, bem resolvido e visualmente incrível. Cumpre o papel de entreter e resgatar o interesse na franquia. Vale a pena assistir — e, se possível, comprar o combo no cinema, porque a experiência na tela grande faz toda a diferença. Mas se não quiser gastar muito, também vale os salgadinhos da Americanas!