Categoria: Estilo de Vida

Enfim acabou o pesadelo do mês de agosto

Não aguentava mais! Pelo menos terminou bem com o aniversário do boy

Foto: Arquivo Pessoal

Hoje é aniversário do meu boy. É a segunda vez que comemoro o aniversário dele, e, infelizmente, nenhuma das duas vezes foi exatamente como a gente sonhou. Mas eu continuo acreditando que Deus prepara as coisas no tempo certo. Talvez ainda não seja a nossa hora de viver tudo aquilo que imaginamos, mas eu tenho certeza de que coisas boas estão por vir. Mesmo com a distância, eu consegui estar com ele da forma que eu podia. Consegui falar algumas coisas especiais, consegui passar a virada do dia com ele, mesmo que de um jeito diferente do que eu gostaria.

E, no fim, é isso que importa: estar presente, mesmo quando a vida não permite que a gente esteja exatamente onde gostaria. Eu, daqui a exatos dois meses, completo 33 anos. Ainda luto com minhas inseguranças e com a minha ansiedade. Também não estou onde imaginei que estaria. Não estou me sentindo bem, não estou na minha melhor fase, não estou com a saúde que gostaria e nem me sinto bonita. No mês de agosto tudo piorou, chorei como nunca, fiquei doente da garganta, meu nariz sofreu com o inferno, ops, inverno. Graças a Deus acabou o desgosto/agosto.

Mas, apesar de tudo isso, ainda existe esperança dentro de mim. Esperança de que eu vou me reencontrar, de que vou voltar a me sentir bem e de que dias melhores realmente vão chegar. Eu confesso que espero que esse ano termine logo. Eu sonhei tanto que 2026 seria o meu ano, que seria incrível, que tantas coisas aconteceriam… e ele acabou sendo muito diferente do que eu imaginava. No entanto, talvez eu também esteja aprendendo que não adianta colocar toda a nossa esperança em uma mudança de calendário.

Meia-noite não transforma a vida. Um novo ano não apaga o que sentimos. As coisas mudam quando a gente continua vivendo, tentando, esperando e dando um passo de cada vez. Então hoje eu só quero agradecer por mais um aniversário do boy. Pedir a Deus que cuide dele, que abençoe os caminhos dele e que esse novo ciclo seja mais leve, bonito e feliz. Quem sabe, que o próximo aniversário seja finalmente do jeito que a gente tanto sonhou – em Cartagena na Colômbia ou no Rio de Janeiro.

Não tenho mais autoestima e estou me matando por isso

Perdi a vontade até de tomar sol, pois meu biquini não me cabe mais

Foto: Reprodução

Quando nossa autoestima está podre, parece que todas as mulheres são melhores do que nós. Mais bonitas, mais magras, mais desejáveis, mais interessantes e mais sexys. A comparação vira uma tortura e qualquer mulher passa a ser uma prova de que talvez nós nunca sejamos suficientes.

Comecei meu tratamento para emagrecer, mas ainda não vejo os resultados que gostaria. E isso me decepciona profundamente. Sei que é um processo, mas, no dia a dia, é difícil não olhar para mim e sentir que estou falhando. Me sinto cada dia pior. Nem biquini uso mais para tomar sol. É como estar em um abismo de inseguranças e continuar afundando.

E essas inseguranças acabam ultrapassando o espelho. Elas chegam até na minha convivência com o boy. Tenho medo de não ser suficiente para quem amo, de não despertar mais o mesmo desejo, de falar sobre os meus sonhos com ele e descobrir que talvez eles não façam mais sentido. Isso me dói, mas é um problema tão fútil em comparação a tudo que ele tem passado na vida ultimamente. Por isso sofro no meu canto.

Com alguns acontecimentos recentes, decidi sair de vez do Instagram justamente para não piorar. Não consigo ver outras mulheres sem me comparar e pensar que elas podem ser melhores do que eu em tudo. Na terapia tenho trabalhado tudo isso, mas quando chego em casa e fico sozinha com os meus pensamentos, ainda é muito difícil.

Mesmo assim, eu vou continuar me tratando. Vou continuar tentando cuidar do meu corpo, mas também da minha mente. Eu quero me sentir bonita e desejada sim, mas, acima de tudo, quero chegar ao ponto em que eu não precise ser melhor do que ninguém para me sentir suficiente. Quero ser suficiente para mim, ter saúde para mim e não ficar me cobrando por não ser mais bonita como já fui.

Preparando o presente de aniversário de quem não gosta do próprio aniversário

Foto: Instagram

Daqui uns dias é aniversário do cara que eu gosto. E justamente por saber que ele nunca gostou dessa data, por muita coisa que já passou, eu queria que este ano fosse diferente. Cuidei dos presentes, pensei nos detalhes, escrevi o bilhete, imaginei o abraço, o parabéns e a alegria de vê-lo recebendo um pouco do amor que eu sinto por ele. Mas não vou vê-lo no dia e só terei a oportunidade de abraçar ele novamente daqui um tempo. Faz parte!

Pensando nisso de organizar presentes de aniversário para alguém especial, por ironia do maldito Instagram (que eu penso em abandonar todos os dias), apareceu um post falando sobre como é bom ter alguém especial para fazermos essas coisas. E aquilo ficou na minha cabeça. Porque quando amamos alguém, é muito natural querer cuidar, agradar e querer retribuir os momentos felizes. Só que existe uma linha muito delicada entre cuidar e tentar ocupar um espaço que o outro não pediu para que ocupássemos. É difícil controlar o limite dessa linha.

Às vezes, a gente acredita que está ajudando, mas está atrapalhando. Acredita que está cuidando, mas está invadindo. Acredita que está demonstrando amor, enquanto, para o outro, aquilo pode parecer uma tentativa de controlar ou interferir em uma vida que ele aprendeu a conduzir sozinho. Existem pessoas que se sentem tão independentes, que colocam a própria vida e as próprias escolhas como prioridade — e não há nada de errado nisso.

Talvez essa seja uma das partes mais dolorosas de amar alguém. É descobrir que cuidado nem sempre é fazer. Às vezes, cuidado é esperar e deixar ela distante. É respeitar. É aceitar que você gostaria de estar perto, mas não pode. Que você gostaria de ajudar, mas não deve. Que você gostaria de dar tudo, mas o outro só quer um espaço para seguir livre. Que você gostaria de um abraço, mas é melhor não.

Existe uma solidão muito particular em amar dessa forma. O sentimento parte apenas de nós. A intenção é nossa, a preocupação é nossa, a vontade de tornar o dia especial desde o “bom dia” é só nossa. E precisamos aprender a conviver com tudo o que isso provoca dentro da gente. Faça terapia para não transformar o amor em uma cobrança. Então mesmo que você prepare os presentes e escreva o bilhete, não significa que será especial para a pessoa. E tá tudo bem. Sua parte você fez!

Minha amiga namora um piloto que mora do outro lado do mundo e me deu uma aula sobre amor à distância

Eles se encontram 4 vezes durante o ano…

Foto: Arquivo pessoal

Hoje eu tive uma conversa com uma amiga que, sinceramente, me deu uma aula sobre amor, distância, confiança e maturidade. Ela namora um piloto da Qatar Airways. Ela mora em Goiânia e ele mora no Catar. Eles se conheceram em Barcelona (ESP), quando ela viajou para lá, encontrou o perfil dele no Instagram e decidiu procurá-lo. Os dois estavam solteiros, começaram a conversar, se conectaram e, mesmo com milhares de quilômetros entre eles, decidiram investir naquele relacionamento.

E quando eu digo distância, não estou falando de duas pessoas que moram em cidades diferentes ou até em estados diferentes. Eles estão separados por um oceano, por continentes, por um fuso horário completamente diferente e por rotinas que não têm nada a ver uma com a outra. Eles conseguem se encontrar aproximadamente quatro vezes por ano: no aniversário dela, no meio do ano, perto do fim do ano e no carnaval. Quando estão juntos, aproveitam cada segundo. Quando estão longe, vivem o relacionamento da maneira que conseguem.

E foi aí que ela me deu uma verdadeira aula. Ele está presente no dia a dia dela mesmo estando do outro lado do mundo. Manda flores toda semana, manda presentes e encontra formas de demonstrar que está ali. Ela também faz tudo para estar presente na vida dele. Ajusta a própria rotina, acorda de madrugada para conseguir conversar por causa do fuso horário, acompanha a vida dele, participa, conversa e fofoca. Os dois têm suas carreiras, suas próprias vidas, seus compromissos e, ainda assim, conseguem construir um amor que existe mesmo quando não tem a presença física.

Eu fiquei pensando em quantas vezes a gente sofre por passar alguns dias longe de quem ama. Quantas vezes a saudade vira ansiedade, a ausência vira insegurança e a distância parece maior do que realmente é. E aí eu olho para ela, que passa meses longe da pessoa que ama, e vejo uma mulher que aprendeu a confiar, a lidar com a saudade, com o ciúme, com a falta do abraço, com os dias em que tudo o que ela queria era ter aquela pessoa perto. E ela faz isso com uma maturidade que eu ainda estou tentando alcançar.

Essa conversa me fez perceber que eu tenho muito a aprender. Principalmente sobre entender que amar alguém não significa necessariamente ter essa pessoa ao nosso lado o tempo inteiro. Amor também é confiança, presença mesmo à distância, escolha, paciência e capacidade de continuar vivendo a própria vida enquanto constrói uma vida com alguém. Ela me mostrou que é possível sentir falta sem transformar a saudade em sofrimento, e confiar sem precisar controlar. Talvez seja isso que amizade também significa: encontrar alguém que, sem perceber, ensina a gente a lidar melhor com as próprias dores. Eu saí dessa conversa a admirando ainda mais, principalmente, pensando em tudo o que eu ainda preciso amadurecer dentro de mim.

Como ajudar Lito Sousa, um dos maiores conteudistas do Brasil, que enfrenta doença rara

Especialista em aviação luta contra doença neurodegenerativa ferroz, retratada no filme ‘Pacto de Redenção’ com Michael Keaton

Foto: UOL

Há momentos em que a vida nos lembra, da maneira mais dura possível, o quanto ela é frágil. O que está acontecendo com Lito Sousa é um desses momentos. Em poucas semanas, o quadro dele evoluiu de maneira assustadoramente rápida. O diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob, uma enfermidade neurodegenerativa rara e devastadora, chegou depois de uma investigação difícil e de diferentes tentativas de tratamento. Hoje, infelizmente, a doença não tem cura nem um tratamento eficaz estabelecido. Mas existem pesquisas e estudos experimentais sendo realizados fora do Brasil — e é justamente aí que ainda pode existir uma possibilidade, por menor que seja, de esperança.

Quem assistiu a Pacto de Redenção, filme dirigido e estrelado por Michael Keaton, talvez tenha sentido algo parecido. A história acompanha um homem que recebe o diagnóstico de uma demência de progressão rápida e percebe que está correndo contra o tempo, enquanto tenta resolver questões com o filho e lidar com a deterioração da própria mente. O filme não retrata especificamente a doença avançada como de Lito, mas consegue transmitir, de maneira muito poderosa, a angústia de enfrentar uma enfermidade neurológica que avança rapidamente e muda completamente a relação de uma pessoa com o tempo, com a família e com a própria vida.

E então vem a pergunta: o que nós podemos fazer por Lito? Podemos ajudar de maneiras muito concretas. Uma delas é continuar assistindo ao canal Aviões e Músicas, consumindo os vídeos de maneira natural e ajudando a manter o canal ativo e sua monetização. Amigos também estão produzindo conteúdos para o canal — como o Sérgio Sacani, que neste domingo publicou um vídeo sobre El Niño e aviação. Mais importante ainda é compartilhar as informações corretas e marcar pesquisadores, universidades, instituições e empresas que trabalham com os estudos experimentais relacionados à DCJ, especialmente nos Estados Unidos. A família está tentando encontrar caminhos para que Lito possa ter acesso a pesquisas como as que envolvem ION717 e o estudo PRiSM.

Também é fundamental acompanhar as orientações oficiais da família. A esposa de Lito, Mila Seidl, tem atualizado as pessoas pelas redes sociais, e o próprio Lito apareceu neste domingo para fazer um apelo por ajuda. A mobilização já chegou a pesquisadores e instituições no exterior. Não se trata de prometer um milagre ou vender uma esperança falsa. Trata-se de tentar abrir uma porta que hoje parece muito difícil de abrir. E, em uma doença que evolui tão rapidamente, cada porta que puder ser aberta importa.

Lito é, para muita gente, muito mais do que um influenciador e youtuber. Ele é um dos grandes nomes da internet brasileira justamente porque construiu sua trajetória ensinando, explicando e produzindo conteúdo de verdade sobre o mundo encantador da aviação. Para mim, é uma das pessoas que melhor representam aquilo que a internet pode ter de útil. E talvez por isso seja tão doloroso vê-lo enfrentando uma situação como essa.

No fim, o que está acontecendo com Lito também nos lembra de uma coisa que muitas vezes esquecemos: isso poderia acontecer com qualquer um de nós, com alguém que amamos, com uma família inteira. A vida pode mudar completamente em poucas semanas. Então, se você puder, assista aos vídeos do Lito no canal para ajudar na monetização e no instagram dele, marque as instituições e pesquisadores que podem colaborar seriamente. Não precisamos ter a solução. Precisamos ajudar a procurar uma.

Repensando a vida em uma semana ruim

Desabafo pessoal no fim de semana!

Foto: Arquivo pessoal

A última semana me atravessou de muitas maneiras. Fiquei doente, perdi o voo para o jogo do Flamengo e, no meio de tantos imprevistos, comecei a repensar tudo aquilo que tenho sentido. Estou sofrendo, não posso negar. Mas também estou tentando entender que nada na vida acontece como a gente sonha — e que, às vezes, até sonhar com pouco custa caro para quem carrega o signo mais pesado do zoodíaco: escorpião.

Continuo lutando contra uma infecção na garganta. Meu nariz reagiu mal à gripe. Continuo também apaixonada pelo meu boy – aquele que não é meu, mas eu o chamo mesmo assim. Ele quer paz… Eu queria companhia. Só que, neste momento das nossas vidas, ele não pode ser isso para mim. Às vezes me pergunto se ele tem vergonha de mim. Não estou me sentindo bonita, engordei e minha autoestima está machucada. Mas estou em tratamento e espero, aos poucos, voltar a me olhar com mais carinho — não apenas para melhorar por fora, mas para me reencontrar.

No fim, preciso entender que meu amado está num momento turbulento da vida depois de perder o fiel escudeiro Krypto. Não posso ser egoísta querendo ir ao cinema ou comer espetinho enquanto ele trabalha e tem mil problemas para resolver nesse horrível agosto. Meus problemas do lado dos dele chegam a ser ridículos. Tem razão de querer paz. Falando em cinema, estou com saudade de sair pra almoçar e ver um filme. No entanto prometi que não irei mais ao meu restaurante favorito e terei que encarar outro lugar. Faz parte de deixar o boy em paz… Bom, tem dois que ainda não vi e provavelmente perdei eles em cartaz (O Fim da Rua e Patrulha Canina).

Queria também rever o Homem-Aranha, mas sozinha não vou encarar aquele filme chatinho de novo. No meio de tudo isso, voltei a estudar o mercado financeiro e deixei meus bilhetes de apostas com meu mentor. Talvez seja uma tentativa de retomar meus projetos e lembrar que ainda existem partes de mim que não dependem da minha ansiedade. Quero me reconectar comigo mesma, embora ultimamente eu me sinta dominada por esse caralho de crise.

Faltam dois meses e alguns dias para o meu aniversário de 33 anos. Por enquanto, estou gastando o dinheiro do bolo com remédios e terapia. Não é exatamente a celebração que imaginei, mas talvez seja uma forma diferente de cuidar da pessoa que chegará aos 33. São Jorge me guiará, da lua e na rua!