Categoria: Estilo de Vida

A vida do apostador esportivo virou um inferno

Por culpa do Tigrinho, quem trabalha, estuda e se dedica nas apostas esportivas pode perder seu trabalho no Brasil

O jeito vai ser virar apostador no jogo do bicho igual ao Castorzinho da Mocidade (Foto: Instagram)

A vida do apostador esportivo virou um inferno por culpa da banalização das bets, dos cassinos online, do Tigrinho, do Tourinho, das roletas e slots no geral. E quem está pagando o pato? Justamente quem faz aposta esportiva de forma séria. É preciso entender que existe uma diferença enorme entre o apostador que coloca R$ 20 no jogo do domingo por diversão e aquele que trata a aposta esportiva como atividade profissional.

O apostador esportivo estuda bastante. Precisa criar método, construir uma banca, administrar o dinheiro, controlar o risco e ter disciplina. Precisa acompanhar jogos por horas, comparar estatísticas, analisar equipes, jogadores, competições, mercados e ainda entender que, mesmo fazendo tudo corretamente, existe um fator que ninguém consegue controlar: a sorte. Não é simplesmente entrar em um aplicativo, apertar um botão e esperar o dinheiro aparecer. Ainda tem que escolher o melhor mercado e entender o que vai dar certo para seu perfil. Eu por exemplo, me identifiquei com o mercado de chutes a gol e estou nele faz 2 anos.

Enquanto isso, tem gente sendo atraída por cassino online, Tigrinho, roleta e slot, perdendo dinheiro de maneira compulsiva e, em muitos casos, desenvolvendo problemas sérios com o jogo enquanto acaba com seu patrimônio. E é justamente essa realidade que acaba colocando todas as apostas no mesmo pacote. Só que não é a mesma coisa. O profissional das apostas esportivas precisa de estrutura financeira, psicológica e operacional. Precisa acompanhar futebol, NFL, NBA, Fórmula 1 e tantos outros esportes, estudar cada mercado e manter um método durante meses e anos. É trabalho, dedicação e gestão de risco.

Então fica a pergunta: é justo o apostador esportivo pagar pelos erros e pelo vício de quem está destruindo a própria vida em cassino, slot ou Tigrinho? Não. De jeito nenhum. E agora, com a discussão de novas medidas do governo para restringir as apostas online, existe o risco de que uma reação aos problemas dos cassinos e jogos de azar acabe atingindo também quem trabalha exclusivamente com apostas esportivas. No fim, quem sempre tratou isso com seriedade pode acabar pagando a conta pela irresponsabilidade de um mercado que foi muito além do esporte. E é uma pena que as coisas estejam caminhando nessa direção. Muitos vão perder sua principal fonte de renda, porque você pode não saber, mas aposta esportiva é um trabalho tão digno quanto outros.

O abraço dele me salvou

Como estou em mais uma semana lutando contra a ansiedade

Foto: Instagram

Essa semana, finalmente reencontrei o boy depois de tanto tempo. E bastou aquele abraço para eu me sentir bem de novo. Por alguns minutos, parecia que nada de ruim existia. Eu me senti protegida de tudo, acolhida, cuidada pelo carinho que ele sempre me dá. Fiquei ali, olhando para ele tomar seu capuccino gelado enquanto eu bebia Pepsi num copo de whisky numa padaria, que naquele momento parecia ser o lugar mais importante do mundo ao lado dele.

Andamos juntos na rua, ele segurando o presente de aniversário que eu tinha preparado. Dentro daquele presente tinha um monte de coisas escolhidas com carinho e uma carta escrita à mão, porque algumas coisas a gente ainda precisa escrever com o próprio punho para conseguir colocar para fora tudo aquilo que sente. Começou a chover e a chuva acabou interrompendo nosso encontro, que já precisaria ser curto porque ele estava com uma dor de cabeça muito forte. Mesmo assim, ele não deixou de me ver. Mesmo sentindo dor, encontrou um jeito de estar comigo. E isso diz muito sobre o carinho que existe entre nós.

No dia seguinte, porém, eu coloquei tudo a perder mais uma vez por causa de uma doença que não me deixa em paz: a ansiedade. Uma doença que invade pensamentos, destrói momentos, cria medos onde talvez não exista nada para temer e, principalmente, faz a gente machucar justamente aquilo que mais ama. Eu não quero mais viver assim. Quero me curar para salvar a mim mesma, mas também para salvar meu relacionamento com o boy mais lindo e especial do mundo. Quero salvar minha rotina, minhas amizades, meus dias e a pessoa que eu sou quando a ansiedade não está no comando.

Agora estou internada, tratando da ansiedade laranja de Divertida Mente 2 na minha cabeça. E tratando também do meu nariz, que insiste em sangrar comigo. E talvez eu ainda precise chorar muito. Talvez ainda haja dias difíceis, medo, insegurança e recaídas. Mas eu quero acreditar que este é o começo do fim dessa fase. Posso continuar sangrando e chorando, mas que seja pela última vez. Que, depois disso, eu consiga respirar fundo, enxugar as lágrimas e voltar para meus trabalhos, minha casa e meu jardim. Voltar para o cinema, para mim mesma e para quem eu amo. Voltar para o abraço dele e sorrir novamente como ele me faz.

Caso escolha o Samba 8, Mangueira terá o melhor samba-enredo de 2027

A verde e rosa fará carnaval sobre Oyá, o que trouxe para a escola uma energia diferente com possibilidade de sonhar com o título

Para quem não acompanha tão de perto o mundo do samba, agosto e setembro são meses de uma das fases mais deliciosas do Carnaval: as disputas de samba-enredo. É quando as escolas de samba começam a escolher aquela obra que vai embalar seus desfiles na Marquês de Sapucaí. E, na Mangueira, chegamos à reta final com duas obras na disputa: o Samba 8, da parceria liderada por Lequinho, e o Samba 10, de Arlindinho e cia.

Mas eu preciso dizer uma coisa: se a Mangueira escolher o Samba 8, ela não estará apenas escolhendo um samba vencedor dentro da sua quadra. Na minha opinião, estará escolhendo um dos grandes candidatos a melhor samba-enredo do Carnaval de 2027. Desde o primeiro dia em que esse samba foi cantado, ele parece ter encontrado a comunidade. Existe uma energia diferente ali, uma força que faz a gente imaginar imediatamente a Mangueira tomando conta da Sapucaí.

E talvez isso tenha tudo a ver com o momento da escola. A Mangueira vai levar para a Avenida o enredo “Oyá Por Nós”, uma homenagem a Oyá, ou Iansã, ligada aos ventos, às tempestades e às transformações. É um daqueles enredos que já nascem com uma força visual, musical e espiritual enorme. E, ouvindo o Samba 8, eu consigo enxergar exatamente essa Mangueira: vibrante, popular, quente, para cima, com aquela capacidade que a escola tem de transformar a Sapucaí em uma grande celebração.

É impossível não lembrar da energia de 2016, da Mangueira que levou Bethânia para a Avenida e apresentou um dos desfiles mais marcantes da história recente do Carnaval. Não estou dizendo que 2027 será igual — e nem precisa ser. Mas existe uma vibe parecida, aquela sensação de que enredo, samba e identidade da escola podem se encaixar perfeitamente. O Samba 8 tem cara de Mangueira. Tem refrão para a arquibancada cantar, tem força para a bateria carregar e, principalmente, tem alma.

Por isso, se a comunidade escolher o Samba 8, eu já coloco a Mangueira entre as escolas que largam na frente na briga pelo título de 2027. Carnaval não se ganha em setembro, obviamente. Ainda existem fantasias, alegorias, comissão de frente, bateria, harmonia, evolução e uma infinidade de detalhes que serão julgados. Mas uma escola que chega à Avenida com um grande enredo e um samba que levanta sua comunidade já começa com uma vantagem enorme.

Se for o Samba 8, Lequinho e companhia podem não estar apenas vencendo uma disputa. Podem estar entregando à Mangueira o combustível para fazer um daqueles desfiles que fazem a Sapucaí levantar. E, se isso acontecer, guardem um daqueles momentos históricos que ficam marcados para sempre no carnaval carioca.

Chegou setembro trazendo a primavera, Vingadores no cinema e minha cura

Foto: Arquivo pessoal

Graças a Deus é setembro! O mês da primavera, das flores, dos recomeços e também de Vingadores: Ultimato no cinema (24). Mas, para mim, setembro de 2026 carrega um significado ainda maior: quero que seja o mês da minha cura da ansiedade, depois de tantos anos lutando contra ela.

Ultimato sempre me lembra que, mesmo depois das maiores perdas e dos momentos mais difíceis, ainda existe espaço para recomeçar. E é assim que quero enxergar minha própria história, não como alguém derrotada pela ansiedade, mas como alguém que está finalmente encontrando forças para vencer essa batalha. E vencerei como o Homem de Ferro.

Setembro também é o mês de lembrar o Setembro Amarelo, de falar sobre saúde mental, acolher, ouvir e lembrar que ninguém precisa enfrentar suas dores sozinho. Pedir ajuda é um ato de coragem, e cada dia em que escolhemos continuar é uma pequena vitória.

Que setembro seja um mês de esperança, de fé e de renascimento. Que Deus cuide das nossas feridas, fortaleça nossos corações e nos mostre que, por mais difícil que tenha sido o caminho, ainda existe muita coisa bonita para viver. 💛🌻

Sabatina JN: Se você for escolher seu candidato pelas entrevistas, não votará em ninguém

Todos foram péssimos, inclusive os entrevistadores da bancada do jornal mais famoso do país

Foto: O Globo

Se alguém pretende escolher o próximo presidente da República baseado apenas nas sabatinas feitas pelo Jornal Nacional na semana passada, eu tenho uma péssima notícia: estamos todos enrolados. Os seis candidatos mais bem colocados nas pesquisas que passaram pela bancada — Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Lula, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury — tiveram atuações, no mínimo, decepcionantes. Nenhum conseguiu, de fato, transformar aquele espaço em uma oportunidade para apresentar um projeto convincente para o Brasil.

Mas é preciso fazer uma crítica também à postura dos entrevistadores César Tralli e Renata Vasconcelos. Em vários momentos, aquilo pareceu menos uma sabatina jornalística e mais um interrogatório. Perguntas em tom agressivo, de acusação, quase como se os apresentadores estivessem diante de um tribunal. O próprio Lula falou isso durante a entrevista — e, nesse ponto, ele não está errado. O problema é que praticamente todos os candidatos receberam o mesmo tratamento. Lula talvez tenha sentido ainda mais a pressão, assim como Flávio Bolsonaro, muito provavelmente pelo histórico de denúncias e escândalos que envolve os dois lados.

E é justamente aí que, na minha opinião, o Jornal Nacional perdeu uma grande oportunidade. O brasileiro queria saber sobre o que realmente afeta a vida dele. Como cada candidato pretende controlar a inflação? O que fará para reduzir o preço dos alimentos? Como pretende melhorar a economia? Como vai gerar empregos? O que fará pela saúde, educação e segurança? Qual é o plano de governo? Essas são perguntas que interessam diretamente a quem está em casa pagando supermercado, aluguel, conta de luz e combustível. Mas boa parte da sabatina ficou presa a polêmicas, declarações controversas e escândalos.

E os candidatos também não ajudaram. Caiado falando sobre enfrentar a bandidagem a qualquer custo, Renan Santos defendendo ideias como a de uma bomba atômica, Augusto Cury tendo de explicar declarações envolvendo drones, Zema sem conseguir apresentar uma defesa convincente de sua gestão em Minas e Flávio Bolsonaro passando boa parte da entrevista falando de Lula. Do outro lado, Lula nem citou o sobrenome Bolsonaro, mas também não teve uma grande atuação: ficou nervoso, se enrolou em diversas respostas e não conseguiu aproveitar o espaço como poderia.

No fim das contas, ficou a sensação de que o eleitor brasileiro está diante de um cenário muito ruim. Seis nomes importantes tiveram a oportunidade de mostrar por que deveriam comandar o país e, para mim, nenhum conseguiu convencer. E isso é preocupante, porque eleição presidencial não deveria ser uma escolha entre quem é “menos pior”. Mas, infelizmente, é exatamente assim que muita gente está se sentindo: escolhendo um nome não porque acredita plenamente nele, mas porque não enxerga uma alternativa melhor.

Eu mesma já tenho uma escolha. Mas é uma escolha muito mais pela falta de opção do que por entusiasmo. E talvez esse seja o retrato mais triste dessa eleição: independentemente de quem você escolher, a sensação é de que o brasileiro está lascado de qualquer jeito. Não está fácil encontrar para onde correr. Vamos seguir no marasmo como país.

Enfim acabou o pesadelo do mês de agosto

Não aguentava mais! Pelo menos terminou bem com o aniversário do boy

Foto: Arquivo Pessoal

Hoje é aniversário do meu boy. É a segunda vez que comemoro o aniversário dele, e, infelizmente, nenhuma das duas vezes foi exatamente como a gente sonhou. Mas eu continuo acreditando que Deus prepara as coisas no tempo certo. Talvez ainda não seja a nossa hora de viver tudo aquilo que imaginamos, mas eu tenho certeza de que coisas boas estão por vir. Mesmo com a distância, eu consegui estar com ele da forma que eu podia. Consegui falar algumas coisas especiais, consegui passar a virada do dia com ele, mesmo que de um jeito diferente do que eu gostaria.

E, no fim, é isso que importa: estar presente, mesmo quando a vida não permite que a gente esteja exatamente onde gostaria. Eu, daqui a exatos dois meses, completo 33 anos. Ainda luto com minhas inseguranças e com a minha ansiedade. Também não estou onde imaginei que estaria. Não estou me sentindo bem, não estou na minha melhor fase, não estou com a saúde que gostaria e nem me sinto bonita. No mês de agosto tudo piorou, chorei como nunca, fiquei doente da garganta, meu nariz sofreu com o inferno, ops, inverno. Graças a Deus acabou o desgosto/agosto.

Mas, apesar de tudo isso, ainda existe esperança dentro de mim. Esperança de que eu vou me reencontrar, de que vou voltar a me sentir bem e de que dias melhores realmente vão chegar. Eu confesso que espero que esse ano termine logo. Eu sonhei tanto que 2026 seria o meu ano, que seria incrível, que tantas coisas aconteceriam… e ele acabou sendo muito diferente do que eu imaginava. No entanto, talvez eu também esteja aprendendo que não adianta colocar toda a nossa esperança em uma mudança de calendário.

Meia-noite não transforma a vida. Um novo ano não apaga o que sentimos. As coisas mudam quando a gente continua vivendo, tentando, esperando e dando um passo de cada vez. Então hoje eu só quero agradecer por mais um aniversário do boy. Pedir a Deus que cuide dele, que abençoe os caminhos dele e que esse novo ciclo seja mais leve, bonito e feliz. Quem sabe, que o próximo aniversário seja finalmente do jeito que a gente tanto sonhou – em Cartagena na Colômbia ou no Rio de Janeiro.