Categoria: Estilo de Vida

Pisei na bola, e agora, o que fazer?

Desabafo amoroso

Foto: Arquivo pessoal

Me apaixonei por uma pessoa maravilhosa há pouco mais de um ano. E ele me conquistou como nenhuma outra pessoa havia conquistado. Nesse tempo, já vivemos bastante coisa juntos. Momentos lindos, outros difíceis, muitas risadas, alguns choros de tristeza e muita diversão. Olhando para trás, preciso admitir que muitas das coisas ruins partiram de mim.

Talvez porque eu tenha criado, dentro da minha cabeça, um relacionamento que não existia da mesma forma para os dois. Começamos como “crush premium” (amizade colorida) e nossa relação foi se aproximando cada vez mais. Acabei que fiz planos, criei expectativas, imaginei muita coisa. Jurei para mim mesma que aquilo tinha um nome, até perceber que esse relacionamento existia apenas para mim. Mas essa parte eu já consegui digerir.

Existe outra coisa que me dói admitir: eu acho ele bonito demais para mim. Isso me alimenta inseguranças que, muitas vezes, acabam virando cobranças, ciúmes, medo e comportamentos dos quais depois me arrependo demais. Sei que não é justo colocar sobre outra pessoa o peso das inseguranças que eu mesma carrego. Ele não merece isso. Nesse fim de semana o decepcionei por algumas atitudes.

E novamente pisei na bola outra vez, como diz a música da Wanessa Camargo. E agora, o que fazer? Talvez essa seja a parte mais difícil de amar: entender que gostar de alguém, não significa que essa pessoa esteja vivendo a mesma história que você. Um boy bonito e independente não se apega a sentimentos como nós, emotivas que se derretem só pelo “bom dia” no whatsapp. Nessas horas precisamos repensar, fazer terapia e torcer para que as coisas se ajeitem. Não vai ser fácil reconquistar ele, mas tentarei enquanto puder. Só queria fazer ele feliz como me faz, não sei se conseguirei. Enfim, um desabafo.

Querido Nick, a saudade é grande

Carta para o dog mais fofo do mundo que partiu recentemente

Foto: Arquivo pessoal

Baby Nick,

Um dia seu dono me mandou uma foto sua, logo me apaixonei por você. Seu pelo ainda estava curto, mas sua beleza era uma fofura. Com o passar do tempo, fui convivendo mais com seu dono me apaixonando por ele e por você. Sempre te vi como um daqueles cachorros que não precisavam fazer muito para conquistar o coração de alguém. Com seu jeitinho fofo, amável e carinhoso, deixava qualquer ambiente mais feliz simplesmente por estar presente. Quando seu dono me contou sua história vi que você era praticamente um Krypto, fiel companheiro do Superman: pequeno, especial e com um coração enorme. Você foi parceiro do seu papai nos momentos em que ele mais precisou.

Em troca ele cuidou de você como ninguém. Nunca esqueço do seu dono te abraçando no ano novo para você não passar mal com os foguetes. Logo no mês de janeiro desse ano, eu e seu dono nos afastamos por uns dias. Mas ele precisou te socorrer de uma convulsão. Não pensei duas vezes em ajudar no que podia, porque você já fazia parte dos meus dias e da minha vida de alguma forma. Em tantas vezes que tive ansiedade via suas fotos e seus videos. Poxa Nick, meu sonho era te dar um abraço e você me retribuir com uma lambida. Fiz planos para te levar na praia com seu dono, mas não conseguimos. Prometo que um dia iremos juntos para honrar você em uma praia bem bonita.

Quando você sumiu na semana santa, fiquei aqueles dias tão preocupada com sua aventura nas ruas. Só queria você de volta em casa para sua família. E que alegria te ver voltando, magrinho, mas com toda fofura e doçura que sempre transmitiu. Infelizmente, você se foi há alguns dias, deixando um vazio que nenhuma palavra consegue definir. É difícil aceitar que seu olhar marcante, sua presença, seus latidos e aquele jeitinho tão único que você tinha, agora existem apenas nas nossas lembranças. 

Mas o amor que você deixou na vida do seu dono e um pouco na minha, continua entre nós. Alguns animais passam pelo nosso caminho e deixam marcas que permanecem para sempre. Você foi muito amado, Nick, pelo seu dono e pelos pais dele. A saudade é grande, infinita, mas também é uma prova do tamanho do amor que sentimos por você nesses anos de convivência. Querido Nick, agora você vive nas memórias, nas fotos, nos videos e principalmente, no coração de quem teve a felicidade de conhecê-lo. Nosso pequeno Krypto partiu, mas seu amor e sua energia ficarão para sempre. Se divirta muito no céu dos animais, anjinho de quatro patas. Seu dono estará bem aqui na terra, lembrando de você todos os dias! 🐾❤️

Como os planos de De La Espriella podem afetar o futebol colombiano

Presidente eleito do país cafetero toma posse nesta sexta-feira

Foto: RCN Notícias

Eleito em julho, Abelardo De La Espriella assume a Presidência da Colômbia nesta semana, 7 de agosto. Uma de suas principais bandeiras será a segurança pública. Se as medidas propostas conseguirem reduzir a criminalidade e aumentar a sensação de segurança no país, os reflexos podem ir muito além da economia e alcançar também o futebol colombiano. Um ambiente mais seguro tende a atrair mais turistas e incentivar a presença de torcedores nos estádios, fortalecendo a relação entre o esporte e o turismo.

Cidades como Medellín e Cartagena, que já recebem milhões de visitantes todos os anos, poderiam se beneficiar desse cenário. Com mais segurança, muitos turistas poderiam incluir uma partida de futebol em seus roteiros de viagem, conhecendo estádios como o Atanasio Girardot, casa do Atlético Nacional e do Independiente Medellín, ou o Estádio Jaime Morón León, onde manda seus jogos o Real Cartagena. Essa integração entre turismo e futebol já acontece em diversos países e pode representar uma importante fonte de receita para os clubes colombianos.

Além disso, as propostas de De la Espriella para ampliar investimentos em infraestrutura esportiva e incentivar o esporte de base poderiam contribuir para o fortalecimento do futebol colombiano a médio e longo prazo. Clubes com melhores centros de treinamento, categorias de base mais estruturadas e estádios mais modernos tendem a formar mais talentos e oferecer um espetáculo de maior qualidade para seus torcedores.

Outro possível reflexo desse cenário seria o fortalecimento dos clubes colombianos no cenário continental. Com mais investimentos, maior estabilidade econômica e um ambiente favorável ao desenvolvimento do esporte, as equipes teriam mais condições de manter seus principais jogadores, investir em infraestrutura e qualificar seus elencos, aumentando a competitividade na Copa Sul-Americana e na Libertadores da América. Ao mesmo tempo, uma economia mais aquecida pode elevar o poder de compra da população, permitindo que mais torcedores frequentem os estádios, adquiram produtos oficiais e acompanhem seus clubes de forma mais ativa, fortalecendo o futebol colombiano dentro e fora de campo.

Embora o novo comandante do país ainda não tenha apresentado um plano específico para reformar o futebol profissional, suas propostas para segurança pública e desenvolvimento do esporte podem criar um ambiente mais favorável para o crescimento da liga colombiana. Se esse cenário se concretizar, os clubes poderão se fortalecer financeiramente, aumentar o público nos estádios e transformar o futebol em um dos grandes aliados do turismo e da economia do país. Potencial para tudo isso, a Colômbia tem.

Minha luta diária contra as crises de Ansiedade

Não existe fórmula mágica, é um desafio a cada dia. Cuidar das plantas tem me ajudado

Foto: Arquivo pessoal

Lutar contra a ansiedade nunca foi uma tarefa simples. Já são sete anos convivendo com ela e aprendendo, aos poucos, que não existe uma fórmula mágica para vencer esse desafio. O que existe é um processo diário, feito de pequenas escolhas, paciência e muito autoconhecimento. Ainda tenho dias difíceis, mas hoje consigo enxergar que estou lidando com tudo de uma forma muito mais leve do que antes.

Uma das coisas que mais tem me ajudado é me dedicar ao meu trabalho. Manter a mente ocupada, estudar assuntos que despertam meu interesse e continuar criando conteúdo faz com que eu tenha um propósito todos os dias. Mas, curiosamente, o maior refúgio que encontrei foi nas plantas. Cuidar das flores, acompanhar o crescimento delas, aprender sobre cada espécie e decorar a casa com vasos e arranjos trouxe uma paz que eu jamais imaginei encontrar. É como se, enquanto cuido delas, eu também estivesse cuidando de mim.

Além das flores, meu boy também tem me ajudado muito. Ele tem sido um parceiro incrível nos momentos que mais precisei. Outra mudança importante foi parar de me cobrar tanto. Durante muito tempo vivi com medo do futuro, imaginando problemas que nem haviam acontecido. Também perdi tempo demais olhando para o passado. Hoje tento colocar as coisas nas mãos de Deus e entender que existem situações que simplesmente fogem do meu controle. A ansiedade não resolve o amanhã, ela apenas rouba a tranquilidade do presente. E isso é algo que venho aprendendo, um dia de cada vez.

Claro que ainda existem desafios. A ansiedade em relação ao meu corpo continua sendo uma batalha, e sei que ainda preciso aprender a lidar melhor com isso. Mas também reconheço que já caminhei muito. Se antes eu me deixava consumir pelos pensamentos, hoje consigo respirar, seguir em frente e valorizar as pequenas conquistas do dia a dia. A ansiedade ainda faz parte da minha história, mas ela já não define quem eu sou. E acredito que, com fé, paciência e constância, cada passo nessa caminhada vale a pena.

Cada vez mais insuportável ir ao cinema, pois ninguém cala a boca

Adultos sem educação e crianças barulhetas estragam a experiência de toda sessão

Foto ilustrativa. (Arquivo pessoal)

Ir ao cinema já foi uma experiência especial. A expectativa de ver um grande lançamento na tela gigante, com som de qualidade e a emoção de dividir aquele momento com outras pessoas era parte da diversão. Só que, de uns tempos para cá, isso tem se tornado cada vez mais raro. O problema não está nos filmes, mas no comportamento do público, que parece ter esquecido completamente as regras básicas de convivência.

Hoje em dia é praticamente impossível assistir a uma sessão sem algum tipo de incômodo. Tem adulto que passa o filme inteiro conversando e fofocando como se estivesse na sala de casa. Tem criança fazendo barulho, falando durante o filme todo e correndo pelo corredor enquanto os pais simplesmente ignoram a situação. E ainda há quem ache normal tirar fotos com flash ou gravar trechos — às vezes o filme inteiro — com o brilho da tela no máximo, atrapalhando todo mundo que pagou para assistir à sessão.

Como se isso não bastasse, a chamada “geração Enzo” parece ter transformado o cinema em um lugar de entra e sai. É gente levantando da poltrona a todo instante, entrando e saindo da sala várias vezes, falando alto e mexendo no celular sem qualquer preocupação com quem está ao redor. A sensação é de que o respeito pelo espaço coletivo ficou em segundo plano.

No fim das contas, fica difícil justificar o alto preço dos ingressos, da pipoca e do estacionamento para ainda ter que enfrentar tanto estresse. Não é à toa que cada vez mais pessoas preferem esperar alguns meses para assistir ao filme no conforto de casa. Pode não ter a tela gigante nem o som de um cinema, mas pelo menos existe uma garantia: ninguém vai ficar conversando, atrapalhando, usando flash, iluminando a sala com o celular ou estragando a experiência de quem só queria aproveitar um bom filme em paz. Mais um lazer que se tornou uma batalha infernal no dia a dia!

Existem 89 cidades mais violentas do que o Rio no país

Parem de demonizar a cidade mais bonita do mundo

Foto: Arquivo pessoal

Todos os anos, quando um novo ranking das cidades mais violentas do Brasil é divulgado, muita gente imagina que o Rio de Janeiro ocupará uma das primeiras posições. Afinal, a cidade está diariamente nos noticiários nacionais por causa de operações policiais, confrontos e episódios de violência. No entanto, os dados mais recentes mostram um cenário diferente: entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, o Rio de Janeiro aparece apenas na 90ª posição do ranking de cidades violentas. Em outras palavras, existem 89 cidades com índices mais elevados de violência do que a capital fluminense.

Isso não significa que o Rio de Janeiro não tenha problemas graves de segurança pública. Tem, e eles precisam ser enfrentados. Mas os números mostram que a percepção criada em torno da cidade muitas vezes não corresponde ao retrato estatístico do país. A líder do ranking é Maranguape, no Ceará (famosa por ser citada na Escolinha do Professor Raimundo). Seguida por diversos municípios do Nordeste, enquanto outras grandes cidades brasileiras também apresentam indicadores mais altos do que o Rio em determinados levantamentos. Os dados reforçam que a violência é um desafio nacional e não um problema exclusivo da capital fluminense.

A enorme exposição do Rio de Janeiro na mídia ajuda a explicar essa percepção. Por ser um dos principais cartões-postais do Brasil e uma cidade conhecida internacionalmente, qualquer ocorrência de grande impacto ganha repercussão imediata dentro e fora do país. Isso acaba fazendo com que muitas pessoas associem automaticamente o Rio à cidade mais perigosa do Brasil, quando os levantamentos estatísticos mostram uma realidade mais complexa e distribuída por diferentes regiões do país. A própria metrópole paulistana está à frente do RJ nesse ranking.

Ao mesmo tempo, reduzir o Rio de Janeiro apenas aos seus problemas de segurança é ignorar tudo o que a cidade representa. Sua combinação de praias, montanhas, florestas urbanas, patrimônio histórico e paisagens naturais continua sendo única. O Rio tem desafios importantes, como tantas outras cidades brasileiras, mas também possui uma beleza singular que o transformou em um dos destinos mais admirados do mundo. Reconhecer seus problemas é necessário, mas isso não impede de reconhecer que existe uma energia e uma beleza absoluta na cidade maravilhosa. O Rio tem problemas que qualquer outra cidade tem, mas só o Rio tem belezas que nenhuma outra no mundo tem.