Categoria: Estilo de Vida

Minions & Monstros: O filme das férias chegou

Divertido e inteligente, com os minions em sua melhor forma para agradar Enzos e adultos

Foto: Arquivo Pessoal

Minions e Monstros chegou aos cinemas como o grande filme das férias. É uma animação extremamente divertida, leve e feita para arrancar gargalhadas do começo ao fim. As crianças se encantam com o humor característico dos Minions, enquanto os adultos encontram uma oportunidade perfeita para esquecer os problemas do lado de fora da sala e simplesmente aproveitar uma boa sessão de cinema. É o tipo de filme que diverte todas as idades sem precisar complicar a própria proposta.

Além do humor, o longa acerta ao entregar uma história inteligente, dinâmica e muito bem construída. Tudo funciona no tempo certo, com piadas que agradam tanto ao público infantil quanto aos espectadores mais velhos. É uma produção que entende perfeitamente o seu público e transforma cada cena em uma experiência leve e extremamente agradável fazendo várias referências aos clássicos do cinema. Eu me diverti do início ao fim e saí da sessão com a sensação de que valeu cada minuto.

E se existe um filme que justifica o passeio completo ao cinema, é este. Vale o ingresso, vale o combo, vale até passar na Americanas antes da sessão para garantir aquele salgadinho. Mesmo com os shoppings completamente tomados pelas crianças durante as férias escolares, o clima é justamente o que se espera de um lançamento como esse: famílias reunidas, muita animação e uma plateia que entra de cabeça na diversão. E, diga-se de passagem, as crianças deram um show de comportamento durante a sessão, completamente envolvidas pela magia dos Minions.

Tudo indica que Minions e Monstros será um dos grandes fenômenos de bilheteria desta temporada, disputando espaço diretamente com Toy Story 5. Mas os Minions chegaram com o pé na porta e mostram que têm força de sobra para dominar as férias. É um dos melhores filmes do ano até aqui, uma animação que entrega exatamente o que promete e ainda consegue superar as expectativas. Diversão garantida para toda a família.

Bielsa passa vergonha em mais uma Copa

Graças a Deus nasci Bilardista!

Foto: FIFA WC

O Uruguai encerrou sua participação nesta Copa do Mundo da pior maneira possível: eliminado sem vencer uma única partida. Foram dois empates e uma derrota para a Espanha, em um jogo de baixíssimo nível técnico. A seleção espanhola também esteve muito longe de fazer uma grande atuação, mas conseguiu encontrar um lance decisivo para vencer por 1 a 0. No fim das contas, foi um verdadeiro espetáculo de erros, pouca criatividade e quase nenhuma inspiração das duas equipes.

Mais uma vez, o trabalho de Marcelo Bielsa deixa a sensação de que existe muito discurso e pouca efetividade. A ideia de jogo baseada em posse de bola, intensidade e pressão alta pode até encantar em determinados momentos, mas, quando chega a hora das grandes decisões, o que fica é a ausência de resultados. Futebol não se resume a estatísticas de posse ou volume ofensivo. O que decide campeonatos continua sendo eficiência, organização e capacidade de transformar superioridade em gols.

Após a eliminação, Bielsa ainda protagonizou uma cena lamentável ao responder de forma ríspida a uma repórter durante a entrevista no gramado. Independentemente da frustração pela derrota, espera-se que um treinador com sua experiência saiba lidar melhor com a imprensa e com o momento difícil. A atitude apenas reforçou a imagem de um técnico muitas vezes visto como excessivamente convicto de suas próprias ideias, mesmo quando os resultados não correspondem às expectativas.

O Mundial termina como um duro golpe para a seleção uruguaia. Com um elenco talentoso e tradição em competições internacionais, esperava-se muito mais do que uma campanha sem vitórias e uma eliminação precoce. No futebol, conceitos e filosofias têm seu valor, mas a história é escrita pelos resultados. Quando eles não aparecem, sobra apenas a frustração de uma campanha que ficará marcada como uma das mais decepcionantes da história recente da Celeste.

A eliminação apenas reforça um roteiro que já se repetiu diversas vezes na carreira de Marcelo Bielsa. Depois do enorme fracasso na Copa do Mundo de 2002, quando comandava uma talentosa seleção argentina que sequer conseguiu passar da fase de grupos, vieram outras campanhas decepcionantes em Mundiais. Com o Chile, apesar dos elogios ao estilo de jogo, os resultados também ficaram muito abaixo do esperado saindo nas oitavas em 2010. Mais uma vez, o discurso, a filosofia e a posse de bola não se transformaram em conquistas.

No futebol, ideias bonitas precisam ser acompanhadas de títulos e campanhas marcantes. Bielsa continua sendo reverenciado por muitos como um gênio, mas sua trajetória em Copas do Mundo está muito mais associada às frustrações do que aos grandes feitos. E, vendo mais um fracasso do bielsismo no maior palco do futebol, só posso repetir uma frase: graças a Deus, sou bilardista.

Colômbia dividida elege De La Espriella como novo presidente

Resultado foi decidido com mínima diferença de aproximadamente 300 mil votos

Foto: RCN Notícias

As eleições presidenciais deste domingo deixaram evidente o cenário de profunda divisão política que marca a Colômbia. Com 99,45% das mesas apuradas, o candidato de direita Abelardo de la Espriella obteve 12.901.860 votos, o equivalente a 49,67% do total, superando por uma diferença mínima o candidato governista Iván Cepeda Castro, apoiado pelo presidente Gustavo Petro. Cepeda recebeu 12.646.859 votos, alcançando 48,69% dos votos válidos.

O resultado mostra um país praticamente dividido ao meio entre dois projetos políticos opostos. De um lado, De la Espriella construiu sua campanha com um discurso conservador, defendendo pautas ligadas à segurança, ao combate ao crime e a uma postura mais crítica em relação ao governo Petro. Do outro, Cepeda representava a continuidade da agenda progressista implementada nos últimos anos, com foco em reformas sociais e maior presença do Estado em áreas estratégicas.

A pequena diferença entre os candidatos evidencia que nenhuma das correntes ideológicas possui ampla hegemonia sobre o eleitorado colombiano. A disputa foi marcada por debates intensos sobre economia, segurança pública, combate ao narcotráfico e os rumos do processo de paz, temas que continuam dividindo a sociedade colombiana e mobilizando paixões de ambos os lados do espectro político.

Mais do que a vitória de um candidato, o pleito deixa como principal mensagem a necessidade de reconstrução do diálogo nacional. O próximo governo encontrará uma Colômbia polarizada, onde quase metade dos eleitores apostou em um projeto político completamente diferente. O desafio será governar para um país fragmentado, buscando consensos em um ambiente político cada vez mais marcado pela disputa entre direita e esquerda.

Brasileiro não gosta de esporte, gosta de vencedor

Frase de Wilson Baldini Jr. se encaixa agora no novo momento do Brasil: país do tennis

Foto: Estadão

O interesse do brasileiro por determinadas modalidades esportivas quase sempre acompanha o sucesso de seus principais representantes. A história mostra isso de forma recorrente. Hoje, por exemplo, o tennis vive um raro momento de popularidade graças ao fenômeno João Fonseca. De repente, muita gente passou a comentar torneios, rankings e partidas que, até pouco tempo atrás, passavam despercebidos pela maioria do público.

Não é a primeira vez que isso acontece. Houve uma época em que o Brasil era o país do boxe. As lutas de Maguila e, mais tarde, de Popó Freitas mobilizavam audiências enormes e estampavam manchetes por todo lado. Depois veio o vôlei, impulsionado por gerações vencedoras que transformaram o esporte em paixão nacional. O mesmo ocorreu com o basquete nos tempos de Oscar Schmidt e da seleção competitiva. Quando os resultados diminuíram, o interesse popular também caiu drasticamente.

A Fórmula 1 talvez seja o exemplo mais emblemático. Durante a era de Ayrton Senna, o país praticamente parava para assistir às corridas. Após sua morte, parte do público abandonou a categoria. Alguns continuaram acompanhando por causa de Rubens Barrichello ou Felipe Massa, mas a paixão coletiva jamais voltou ao mesmo nível. Agora surge Gabriel Bortoleto como esperança de uma nova geração, embora ainda seja cedo para saber se ele conseguirá despertar novamente o interesse dos brasileiros pela modalidade.

A frase do jornalista, especializado em boxe, Wilson Baldini Jr resume bem esse comportamento: “o brasileiro não gosta de esporte, gosta de vencedor”. Pode soar exagerada, mas há muita verdade nela. Quem realmente ama uma modalidade continua acompanhando nos momentos de glória e de crise. Já o grande público costuma aparecer quando surgem os títulos, as medalhas e os ídolos. No fim das contas, o esporte favorito do brasileiro quase sempre é aquele que está ganhando.

10 anos da última Libertadores do Atlético Nacional: O que mudou no futebol colombiano?

Time conquistou o bicampeonato na competição, sendo a terceira da Colômbia em sua história

Foto: RCN Noticias

Em julho de 2026, a conquista da Libertadores da América de 2016 pelo Atlético Nacional completa dez anos. A equipe comandada por Reinaldo Rueda entrou para a história ao derrotar o Independiente del Valle na decisão e conquistar o segundo título continental do clube. Naquele momento, muitos imaginavam que o futebol colombiano viveria uma nova era de protagonismo internacional, impulsionado pela força de um elenco competitivo, organizado e que encantou boa parte da América do Sul durante aquela campanha.

Passada uma década, porém, a sensação é de que o impacto daquela conquista foi menor do que se esperava. O Atlético Nacional continuou sendo uma potência dentro da Colômbia, acumulando títulos nacionais e mantendo sua condição de principal referência do país. No cenário continental, entretanto, o clube não conseguiu transformar a conquista em uma hegemonia duradoura. As campanhas posteriores na Libertadores ficaram longe do brilho de 2016, e o futebol colombiano como um todo também não conseguiu se firmar entre as principais forças da América do Sul. Aquele título foi o terceiro do continente conquistado pelos colombianos, sendo a segunda Liberta do Atl Nacional, ao lado do título do Once Caldas de 2004.

Curiosamente, quem parece ter aproveitado melhor a experiência daquela final foi justamente o Equador. Mesmo derrotado em 2016, o Independiente del Valle se consolidou como um dos projetos mais modernos do continente, conquistando títulos da Copa Sul-Americana e da Recopa, além de se tornar presença constante nas fases decisivas das competições da Conmebol. Outros clubes equatorianos também passaram a alcançar campanhas relevantes, demonstrando uma evolução estrutural e esportiva que colocou o país em um patamar superior ao que ocupava dez anos atrás.

A trajetória acaba lembrando, em certa medida, a do histórico Atlético Nacional campeão de 1989, liderado por Francisco Maturana. Aquele time conquistou a primeira Libertadores da Colômbia e marcou época, mas também não conseguiu transformar o sucesso continental em um ciclo prolongado de domínio internacional para seus clubes. Tanto em 1989 quanto em 2016, o Verdolaga produziu equipes memoráveis e levantou a taça mais importante do continente, mas os títulos acabaram sendo capítulos isolados de excelência, sem provocar uma mudança profunda e permanente na posição do futebol colombiano dentro da América do Sul. Ao menos mantém uma das canteras que mais revelam jogadores no futebol cafetero, o que ainda o faz grande por lá.

Jornalismo Esportivo brasileiro não tem moral nenhuma para questionar Virgínia na Copa

O trabalho dela será no entretenimento, coisa que nem programa esportivo consegue oferecer hoje em dia

Foto: Instagram

A contratação de Virgínia Fonseca para fazer conteúdos de entretenimento na Copa do Mundo virou motivo de revolta para parte do jornalismo esportivo brasileiro. Mas a pergunta que fica é: revolta por quê? Ela não foi contratada para analisar esquema tático, explicar linha de impedimento ou debater convocação. O papel dela é outro. Virgínia vai mostrar bastidores, festas de torcedores, cultura local, comidas típicas, curiosidades e o clima extracampo da Copa. Ou seja, exatamente aquilo que grandes emissoras já fazem há décadas quando mandam repórteres produzirem matérias leves durante o Mundial.

O mais curioso é ver jornalistas esportivos indignados com entretenimento dentro da cobertura de Copa, sendo que o próprio jornalismo esportivo brasileiro abandonou o entretenimento faz tempo. Hoje, boa parte dos programas vive de arbitragem, crise em clube, caça a treinador e fofoca de bastidor. O debate virou repetitivo, pesado e cansativo. Quem ainda consegue transformar futebol em espetáculo na televisão brasileira é praticamente só Craque Neto, seja no “Os Donos da Bola”, nos programas de rádio dele ou nos cortes que viralizam diariamente. O resto parece viver num ciclo eterno de reclamação e mesa-redonda amarga.

E aí entra uma certa hipocrisia nessa discussão. Em 2022, muita gente achou normal mandar influenciadores e humoristas para a Copa. O próprio Diogo Defante esteve no Catar fazendo humor e conteúdo descontraído, sem ser jornalista esportivo, e quase ninguém fez esse escândalo todo. Enquanto isso, repórteres tradicionais como Eric Faria produziam matérias sobre ar-condicionado na calçada, areia do deserto e curiosidades do Catar meses antes da Copa, ficando fora de cobrir mais uma final de Libertadores daquele ano. Isso sempre existiu em Copa do Mundo. A diferença é que agora quem está ocupando esse espaço é uma mulher extremamente popular, influente e bem-sucedida.

As críticas também escancaram um problema antigo do Brasil: mulher no futebol ainda incomoda muita gente. Quando uma mulher cresce, conquista espaço e ocupa um ambiente tradicionalmente dominado por homens, surge imediatamente uma patrulha querendo desmerecer sua presença. Até Juca Kfouri entrou na discussão, algo que parecia desnecessário para alguém tão experiente e com tantas Copas no currículo. Virgínia não vai “substituir” jornalista esportivo nenhum. Ela vai fazer entretenimento. E talvez o incômodo exista justamente porque uma influenciadora entende melhor de comunicação popular e conexão com público do que muito programa esportivo tradicional hoje em dia.

No fim, a verdade é simples: Copa do Mundo não é feita só de tática e coletiva de imprensa. Copa também é festa, cultura, turismo, torcida, emoção e experiência. Sempre foi. E se o jornalismo esportivo brasileiro perdeu a capacidade de entreter, talvez o problema não esteja na chegada da Virgínia. Talvez o problema esteja em quem ficou parado no tempo enquanto o público mudou.