Frase de Wilson Baldini Jr. se encaixa agora no novo momento do Brasil: país do tennis

O interesse do brasileiro por determinadas modalidades esportivas quase sempre acompanha o sucesso de seus principais representantes. A história mostra isso de forma recorrente. Hoje, por exemplo, o tennis vive um raro momento de popularidade graças ao fenômeno João Fonseca. De repente, muita gente passou a comentar torneios, rankings e partidas que, até pouco tempo atrás, passavam despercebidos pela maioria do público.
Não é a primeira vez que isso acontece. Houve uma época em que o Brasil era o país do boxe. As lutas de Maguila e, mais tarde, de Popó Freitas mobilizavam audiências enormes e estampavam manchetes por todo lado. Depois veio o vôlei, impulsionado por gerações vencedoras que transformaram o esporte em paixão nacional. O mesmo ocorreu com o basquete nos tempos de Oscar Schmidt e da seleção competitiva. Quando os resultados diminuíram, o interesse popular também caiu drasticamente.
A Fórmula 1 talvez seja o exemplo mais emblemático. Durante a era de Ayrton Senna, o país praticamente parava para assistir às corridas. Após sua morte, parte do público abandonou a categoria. Alguns continuaram acompanhando por causa de Rubens Barrichello ou Felipe Massa, mas a paixão coletiva jamais voltou ao mesmo nível. Agora surge Gabriel Bortoleto como esperança de uma nova geração, embora ainda seja cedo para saber se ele conseguirá despertar novamente o interesse dos brasileiros pela modalidade.
A frase do jornalista, especializado em boxe, Wilson Baldini Jr resume bem esse comportamento: “o brasileiro não gosta de esporte, gosta de vencedor”. Pode soar exagerada, mas há muita verdade nela. Quem realmente ama uma modalidade continua acompanhando nos momentos de glória e de crise. Já o grande público costuma aparecer quando surgem os títulos, as medalhas e os ídolos. No fim das contas, o esporte favorito do brasileiro quase sempre é aquele que está ganhando.