Protagonista deixou de ser aquele adolescente que falava com a voz fina “Senhor Xtarqui, Senhor Xtarqui”; Parceria com Justiceiro é ponto alto do filme

Homem-Aranha: Um Novo Dia é um bom filme, mas eu esperava mais. Depois de tanta promessa e expectativa, saí da sessão com a sensação de que faltou alguma coisa para realmente marcar. O roteiro funciona, a história é interessante e o filme entrega um protagonista mais maduro, mas não chega a surpreender como muitos imaginavam.
O maior acerto é justamente mostrar um Peter Parker mais adulto. Finalmente deixaram para trás aquele Homem-Aranha que vivia no modo “Senhor Xtarqui, Senhor Xtarqui” com o Homem de Ferro e parecendo um adolescente inseguro o tempo todo. Agora ele assume de vez o papel de herói, descobre mais sobre si mesmo e mostra que consegue caminhar com as próprias pernas.
Quem estava esperando que o filme servisse como uma grande preparação para Vingadores: Doomsday também pode se decepcionar. Apesar de ser o único filme da Marvel antes do próximo grande evento, ele praticamente não faz ligação com os Vingadores. O foco é reorganizar o universo do Homem-Aranha, deixando essa fase mais consistente e dando uma identidade própria ao personagem, sem ficar preso ao que aconteceu nos filmes anteriores.
Os vilões cumprem seu papel, mas não são nada extraordinários. Quem realmente deixa o filme mais interessante é a parceria com o Justiceiro, que rende alguns dos melhores momentos da história. No fim das contas, Homem-Aranha: Um Novo Dia vale o ingresso, mas, para mim, vale o salgadinho da Americanas ou, no máximo, uma pipoca simples. O combo do cinema fica reservado apenas para quem é muito fã do Homem-Aranha.