Argentina e Colômbia precisam se reformular para 2030

Copa do Mundo mostrou o quanto as duas seleções devem aprender a viver sem seus camisas 10 daqui pra frente

Foto: TyC Sports

A Copa do Mundo de 2026 deixou um recado muito claro para Argentina e Colômbia: é hora de iniciar uma grande reformulação. Pensando em 2030, não faz sentido imaginar que as duas seleções chegarão competitivas mantendo praticamente a mesma base. O ciclo mudou, o futebol mudou e, principalmente, os protagonistas também estão mudando. Por coincidência, ambas foram as finalistas da última Copa América, sendo as seleções do continente que também foram mais longe no Mundial deste ano.

No caso da Argentina, o maior desafio será aprender a viver sem Lionel Messi. Nenhum jogador será capaz de substituí-lo individualmente, porque isso simplesmente não existe. O caminho será construir uma equipe com novas lideranças, uma identidade coletiva forte e dar espaço para uma geração que já começa a aparecer. Alguns nomes mais jovens da atual seleção devem permanecer, mas boa parte do elenco precisará ser renovada para que a equipe chegue forte ao próximo Mundial.

A Colômbia vive uma situação semelhante. James Rodríguez foi o grande símbolo de uma geração histórica, mas o futebol colombiano precisa olhar para frente. É hora de deixar de depender do camisa 10 e montar uma seleção pensando no futuro, aproveitando alguns atletas que ainda podem contribuir, mas abrindo espaço para novos protagonistas. Permanecer preso ao passado pode custar mais um ciclo perdido.

Na minha visão, cerca de 70% do elenco das duas seleções precisa ser renovado até 2030. Não significa descartar toda a experiência, mas entender que um novo ciclo exige novas ideias, novas lideranças e jogadores fisicamente preparados para disputar uma Copa do Mundo em alto nível. Argentina e Colômbia têm talento de sobra nas categorias de base. Agora, falta coragem para iniciar essa transição antes que seja tarde demais.

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