Globo escolhe Everaldo Marques como sua principal voz na Copa do Mundo

Narrador vai ocupar o lugar de Luís Roberto e realizar sonho de infância. É um dos poucos que conseguem ter a genialidade de Luciano do Valle e o carisma de Paulo Amigão em um único perfil

Foto: TV Globo

A escolha de Everaldo Marques como a nova voz dos jogos do Brasil na Copa do Mundo na Globo mexe diretamente com o imaginário do público. Isso porque a emissora se viu diante de uma decisão delicada após o afastamento de Luís Roberto, que precisou priorizar um tratamento de saúde e, por isso, não estará presente no torneio. Luís, que vinha sendo preparado como sucessor natural de Galvão Bueno nas Copas, deixa uma lacuna importante — e simbólica — na principal cadeira da transmissão esportiva da TV aberta brasileira.

Com esse cenário, a Globo precisava mais do que um substituto: precisava de uma voz com autoridade, repertório e identificação com o público. E é exatamente aí que Everaldo Marques se encaixa. Dono de uma trajetória sólida, ele se tornou referência ao narrar a NFL no Brasil, além de acumular experiências em esportes variados como Fórmula 1, boxe e basquete, especialmente durante sua passagem pela ESPN Brasil. Sua versatilidade não é apenas técnica, mas também emocional — ele sabe traduzir momentos grandes com a intensidade que eles pedem. Sua voz aquece nossos corações e deixa as transmissões riquíssimas de conhecimento.

A chegada de Everaldo à TV Globo já havia sido vista como a realização de um sonho pessoal dele. Desde criança, sonhava em ser um narrador completo como Luciano do Valle e ter o carisma de Paulo Amigão. Talvez seja o único hoje a ter as características desses dois grandes professores. Sua contratação também veio como um movimento estratégico da emissora. O narrador vem conquistando espaço de forma consistente, sem atalhos, construindo uma relação de confiança com o público que já o conhecia e também com aquele que o assiste recentemente. Ao assumir a responsabilidade de narrar os jogos da Seleção em uma Copa, ele não apenas ocupa um posto importante, mas reafirma sua posição como um dos principais nomes da narração esportiva no país.

No fim das contas, a escolha por Everaldo também representa uma mudança geracional consolidada. Em meio a nomes como Gustavo Villani e Paulo Andrade, que também eram cotados, ele surge como a figura mais completa para esse momento. Não se trata apenas de substituir alguém, mas de sustentar o peso de uma tradição e, ao mesmo tempo, imprimir uma nova identidade. E, pelo que vem mostrando nos últimos anos, Everaldo Marques não só está pronto para isso — como faz por merecer cada segundo desse protagonismo. Que ele brilhe cada vez mais e siga realizando seus sonhos de infância. A criança dentro de nós nunca pode deixar de sonhar!

Primeiro fenômeno do ano está chegando nos cinemas: Michael

Filme tem alma e traz bastidores de como Michael Jackson se tornou o maior artista da música mundial

Foto: Vogue Magazine

A imprensa americana já começou a dar o tom do que pode vir por aí com Michael, cinebiografia de Michael Jackson. E, pelo que está sendo dito por quem já teve acesso antecipado ao filme, a expectativa não é só alta — é gigantesca. Os primeiros relatos falam de uma experiência intensa, emocional e muito distante de qualquer abordagem rasa. Não é apenas mais um filme musical: é um mergulho na mente e na trajetória de um dos maiores artistas da história.

O que mais chama atenção nesses comentários iniciais é a insistência em destacar que o longa tem “alma”. Algo que, convenhamos, nem sempre acontece em cinebiografias recentes. Segundo esses primeiros espectadores, Michael não se limita a compilar sucessos ou momentos icônicos — ele busca entender o homem por trás do mito, com suas complexidades, contradições e genialidade. É o tipo de promessa que, se cumprida, transforma o filme em evento.

E como todo grande evento, o público já está respondendo antes mesmo da estreia. A pré-venda para a próxima semana vem registrando sessões lotadas, indicando que o interesse vai muito além dos fãs mais fiéis. Existe uma curiosidade coletiva no ar, uma sensação de que estamos prestes a assistir algo que pode marcar o ano no cinema — daqueles filmes que dominam conversas, redes sociais e, claro, bilheterias.

Agora, resta aquela expectativa clássica de toda estreia grande: será que entrega tudo isso mesmo? Daqui a uma semana, a resposta vem direto das salas de cinema. Aí sim vamos descobrir se “Michael” é só mais uma cinebiografia bem produzida… ou se realmente merece entrar para o hall dos grandes filmes sobre música. E, principalmente, se vale — ou não — o combo completo do cinema.

Marcos Mion precisa parar de achar que tudo é sobre ele

Egocentrismo do apresentador deixa programa ainda mais chato do que já está

Foto: Globoplay

O Caldeirão com Mion aos sábados virou um caso curioso de como uma atração pode perder completamente sua identidade. Desde que Marcos Mion assumiu o comando, o que antes era leve, divertido e espontâneo acabou se transformando em algo cansativo, previsível e, muitas vezes, desconfortável de assistir. Não é sobre mudança — mudanças são naturais —, mas sobre perder a essência no caminho.

O grande problema é que tudo, absolutamente tudo, precisa girar em torno do próprio Mion. Seja um quadro simples ou uma grande homenagem, sempre existe um momento em que ele puxa a narrativa para si, encaixando histórias pessoais, opiniões e até comparações que não acrescentam em nada ao que está sendo apresentado. Fica menos sobre o programa e mais sobre o apresentador — e isso, semana após semana, desgasta.

E quando não é sobre ele, é sobre a família. A insistência em inserir o filho ou momentos familiares em situações aleatórias do programa passa longe de ser carisma e começa a soar como forçado. Não há problema nenhum em mostrar esse lado pessoal, mas existe hora, contexto e medida — coisas que o programa claramente perdeu. O público não liga a TV no sábado esperando acompanhar um álbum de família disfarçado de entretenimento.

No fim das contas, fica a sensação de que Marcos Mion estaria mais à vontade em um canal próprio, no YouTube, onde poderia falar de si à vontade, sem precisar dividir espaço com quadros ou convidados. Porque nem mesmo nos momentos de homenagem ele consegue deixar o “eu” de lado. E aí o que deveria emocionar vira incômodo — e o que deveria entreter, simplesmente cansa.

Karol G mostrou no Coachella porque é a maior da América Latina atualmente

Foto: Vogue Magazine

O deserto da Califórnia ganhou novas cores com a presença arrebatadora de Karol G no Coachella. Primeira artista latina a ocupar o posto de headliner do festival, a cantora de Medellín não apenas fez história — ela transformou o palco em uma celebração cultural vibrante, carregada de identidade, emoção e representatividade. Era mais do que um show: era um manifesto latino em um dos maiores eventos musicais do planeta.

Comparável ao espetáculo grandioso que apresentou no Santiago Bernabéu durante a turnê Mañana Será Bonito, Karol G mostrou que vive o auge de sua carreira. Com domínio de palco, presença magnética e um repertório que equilibra hits globais e raízes latinas, ela entregou uma performance segura, potente e inesquecível. Cada detalhe parecia calculado para emocionar — e conseguiu.

Vestida de orgulho, a artista levou as cores da Colômbia para o deserto americano, exaltando suas origens com ritmos regionais e referências culturais que atravessaram fronteiras. Mais do que isso, abriu espaço para a música mexicana dentro do festival, ampliando ainda mais o alcance latino no line-up e mostrando que o movimento vai muito além de um único país — é uma força coletiva.

E essa força tem nomes que ajudam a sustentar essa nova era. Ao lado de Maluma, J Balvin, Manuel Turizo, Ryan Castro e Feid, Karol G representa uma geração que vem conquistando o mundo e consolidando a Colômbia como potência musical. Um caminho que começou a ser pavimentado por ícones como Carlos Vives e Shakira, e que agora atinge novos patamares.

Karol tem algo que não se ensina: estrela. E mais do que isso, tem personalidade, autenticidade e visão. O show no Coachella não foi apenas um marco na carreira dela — foi um recado claro para o mundo. A latina de Medellín não quer só participar do cenário global, ela quer liderá-lo. E, pelo que entregou, está cada vez mais pronta para se tornar a artista mais bem-sucedida da América Latina e expandir seu domínio muito além das fronteiras.

Foto: Televisa Entretenimento

Por que Gusttavo Lima entrou na gestão da banda Calcinha Preta?

Rivalidade com Wesley Safadão impulsionou interesse do Embaixador no forró

Foto: Reprodução

Quando dois mundos populares começam a se cruzar, dificilmente é por acaso. A recente aproximação entre Gusttavo Lima e a banda Calcinha Preta movimentou os bastidores da música e acendeu um alerta claro: há estratégia por trás dessa união. Mais do que uma simples parceria artística, o movimento indica reposicionamento, expansão de público e, principalmente, uma resposta direta ao cenário competitivo do mercado. Gusttavo e a maior banda de forró do planeta já eram muito próximos, inclusive, tendo feats gravados nas músicas “Um Degrau na Escada” e “Agora Estou Sofrendo”. Encontros recentes em palcos chamaram atenção e agora tem uma explicação dessa amizade se estreitar.

Nos bastidores, o nome que ecoa como peça-chave nessa história é Wesley Safadão. A rivalidade — velada em alguns momentos, explícita em outros — sempre existiu, mas agora ganha novos contornos. A entrada do “Embaixador” na gestão da Calcinha Preta não é apenas um gesto de admiração pela história da banda, mas também uma jogada inteligente para fortalecer sua presença no Nordeste, território onde Safadão reina com folga há anos. É estratégia pura, daquelas que não se anunciam em coletiva, mas se desenham nos movimentos.

E é justamente nesse tabuleiro que surge um projeto concorrente direto: Berg Rabelo e Silvânia Aquino, dois nomes históricos da própria Calcinha Preta, agora lideram o projeto “Duas Paixões”, vinculado à Camarote Shows — empresa comandada por Safadão. A dupla foi formada após a saída de Silvânia da banda e oficializada dentro do casting da produtora, marcando uma nova fase artística e um reposicionamento claro no mercado  . Na prática, cria-se uma disputa direta: de um lado, a Calcinha Preta com reforço estratégico de Gusttavo Lima; do outro, um projeto nostálgico e competitivo formado por ex-integrantes e impulsionado por um dos maiores grupos empresariais do forró.

A parceria promete ir além dos palcos. A ideia é integrar a Calcinha em grandes eventos já consolidados no calendário de Gusttavo, criando experiências híbridas que misturam sertanejo e forró em proporções comerciais altamente atrativas. Ao mesmo tempo, novos projetos conjuntos começam a ganhar forma — sejam turnês colaborativas, gravações especiais ou até produtos audiovisuais que ampliem o alcance dos dois lados. É uma troca: o cantor ganha força regional, a banda ganha projeção nacional ainda maior.

No fim das contas, essa união escancara uma verdade que o entretenimento insiste em provar: não existe espaço vazio no topo. Cada movimento é calculado, cada parceria tem um porquê. E quando gigantes como Gusttavo Lima e Calcinha Preta decidem caminhar juntos, dificilmente é só por música — é sobre mercado, poder e, claro, sobre quem consegue cantar mais alto no jogo. Mas por enquanto, o projeto “Duas Paixões” ainda é a principal surpresa do forró neste ano.

Super Mario Galaxy: Filme divertido, imagens incríveis e cheio de ação

Tem gente esperando um roteiro de Titanic/Ultimato. É uma animação para se divertir, porra!

Foto: Arquivo Pessoal

Se existe uma coisa que funciona quase como máquina do tempo para quem cresceu jogando videogame, é mergulhar no universo de Super Mario Galaxy. E quando esse mundo ganha uma adaptação com cara de cinema, o resultado é uma mistura deliciosa de nostalgia com diversão leve. O “filme do Mario Bros.” pode até mirar no público infantil, mas acerta em cheio também naquele adulto que já passou horas tentando salvar a princesa com um controle na mão.

A grande sacada está justamente em respeitar a essência do personagem. Mario continua sendo aquele herói carismático, simples e direto, que não precisa de enrolação pra conquistar. O universo colorido, cheio de fases malucas e desafios criativos, parece ter saído direto da tela do videogame — e isso é um acerto enorme. Não tem aquela tentativa forçada de “adultizar” a história. É leve, é divertido e funciona. Além da qualidade da imagem e dos gráficos.

Para quem jogou, cada referência é quase um presente. Os cenários, os poderes, os inimigos… tudo conversa com a memória afetiva. É o tipo de experiência que faz você sorrir sozinho lembrando das fases mais difíceis ou das trilhas sonoras que grudavam na cabeça. E aí entra o ponto mais interessante: o filme não depende disso pra funcionar. Quem nunca encostou num controle também consegue se divertir, porque a narrativa é simples, dinâmica e visualmente encantadora. E outra, tem gente indo assistir a animação como se fosse um votante da Academia do Oscar. Gente, é um filme para se divertir! Vai fazer crítica em Odisseia em Duna 3.

No fim das contas, é exatamente o que se espera de uma adaptação como essa: entretenimento puro. Não tenta ser profundo, não quer reinventar nada — e ainda bem. É um filme para assistir sem compromisso, rir, se distrair e, de quebra, sentir aquele gostinho de infância. Porque, no fundo, Super Mario Galaxy nunca foi só sobre jogar… sempre foi sobre viver uma pequena aventura em um mundo onde tudo parece possível. O filme te transporta para isso e vale o combo do cinema, além dos salgadinhos da Americanas!