Carol Minhoto relata como a fé foi determinante para passar por demissão na TV Gazeta

Brilhando atualmente na Rede Brasil com o “Beleza e Vida”, a apresentadora contou detalhes de tudo o que passou no fim de 2025

Foto: Instagram @carol_minhoto

Minha apresentadora escorpiana favorita não passaria o feriado apenas aproveitando o Grande Hotel Senac. Enquanto estava tomando seu sol, ela contou detalhes de como foi a fatídica semana de sua demissão na ex-emissora. A trajetória de Carol Minhoto nos últimos meses parece roteiro louco de televisão — daqueles que misturam tensão, queda e uma virada que ninguém conseguiria ignorar. Demitida da TV Gazeta em dezembro do ano passado, em uma decisão que pegou público e bastidores de surpresa, ela finalmente abriu o coração neste fim de semana e revelou os bastidores desse momento delicado. Sua demissão estava sendo articulada meses antes de se oficializar. A apresentora, no entanto, não imaginava que realmente aquilo iria acontecer e seguiu sendo dedicada e muito profissional até seu último dia na antiga emissora.

Mais do que detalhes profissionais, o que chamou atenção foi a forma como ela encarou tudo: com fé, sensibilidade e uma conexão espiritual que guiou cada passo do processo. No relato, Carol contou que já sentia sinais de que algo estava por vir, especialmente em suas orações para Virgem Maria. Segundo ela, houve uma espécie de preparo emocional e espiritual antes da notícia oficialmente chegar até ela, inclusive com a oportunidade de saber da demissão dias antes. Esse meio tempo, que poderia ser apenas um detalhe, se tornou um capítulo importante: permitiu que ela se despedisse com dignidade do público que a acompanhava no programa “Você Bonita” e também organizasse internamente tudo o que precisava para dar os próximos passos na carreira.

E o que parecia um fim virou recomeço em questão de dias. Logo após sua saída, Carol já articulava sua chegada à Rede Brasil, onde hoje comanda o “Beleza e Vida”. O programa mantém a essência do que ela construiu ao longo de duas décadas, mas agora com uma sensação de liberdade criativa e valorização que salta aos olhos. Em um cenário onde poucos conseguem sustentar um programa diário com conteúdo relevante, leve e informativo, Carol prova que não só consegue — como eleva o nível. Saúde, bem-estar, entretenimento e beleza seguem sendo tratados com a naturalidade de quem domina o formato como ninguém.

No fim das contas, a história de Carol Minhoto vai além da televisão. É sobre fé, sobre entender que nem sempre o que parece perda é realmente perda, e sobre confiar em algo maior — seja em Jesus Cristo, na intercessão dos santos ou na força espiritual que cada um carrega. Cada pessoa encontra seu caminho: para alguns, como eu, é São Jorge; para Carol, foi Maria. O fato é que, quando a gente olha de fora, fica claro que 2026 já começou abençoado para ela. E talvez essa seja a maior prova de que os planos de Deus, no tempo certo, sempre surpreendem e superam nossos próprios planos.

Da banheira do Gugu para o mundo: Shakira fará maior show de sua carreira em Copacabana

Considerada maior artista colombiana do pop, cantora vai levar seu país e todo um continente para apresentação histórica

Foto: El Tiempo

O show de Shakira em Copacabana promete ser mais do que uma apresentação: é um marco histórico na carreira de uma artista que ajudou a redesenhar o mapa da música latina no mundo. Em um dos cenários mais simbólicos do planeta, diante de uma multidão que deve transformar a orla em um espetáculo à parte, Shakira celebra não só sua trajetória, mas a força de uma cultura que por muito tempo buscou seu espaço global. Ao lado de nomes como Ricky Martin, ela foi pioneira em abrir portas para que o som latino deixasse de ser regional e se tornasse universal.

A história de Shakira se entrelaça diretamente com a de Colômbia. Quando iniciou sua carreira internacional, o país enfrentava desafios profundos e carregava uma imagem distante do que representa hoje. Com o tempo, ambos passaram por um processo de reconstrução simbólica: a Colômbia se reposicionou no cenário global, e Shakira se consolidou como uma das maiores artistas do planeta. Há quase uma narrativa paralela entre artista e nação — duas trajetórias que renasceram das cinzas e encontraram no mundo um palco para reescrever suas histórias. Hoje, ela é mais do que cantora: é uma embaixadora cultural, que carrega em cada performance a energia de Barranquilla e a diversidade de todo o seu país.

Essa conexão com o Brasil, aliás, vem de muito antes dos grandes palcos globais. No início da carreira internacional, Shakira passou por programas icônicos da televisão brasileira, marcando presença nos palcos de Domingão do Faustão, comandado por Faustão, além das atrações de Gugu Liberato e Hebe Camargo. No SBT ela chegou a ser jurada da banheira do Gugu e cantar músicas em português da banda Raimundos. Foi ali, diante do público brasileiro, que “la loba” começou a construir uma relação afetiva com o país, muito antes de se tornar o fenômeno global que conhecemos hoje.

Esse show também reacende uma discussão importante: a relação musical entre Brasil e Colômbia. Embora os colombianos tenham se destacado com enorme força dentro do reggaeton e da música latina contemporânea, ainda existe um espaço pouco explorado no diálogo com o mercado brasileiro. Artistas do país cafetero têm potencial de sobra — e nomes como Maluma e Carlos Vives, ao lado da própria Shakira, formam um trio de gigantes que poderiam ser ainda mais abraçados por aqui. Há uma conexão cultural latente entre os países, mas que ainda não se traduz totalmente em trocas musicais proporcionais à sua riqueza.

No palco de Copacabana, o repertório escolhido reforça essa trajetória de sucesso, reunindo hits que marcaram gerações. Pode até faltar uma ou outra faixa querida — como “Te Dejo Madrid”, que foge um pouco do clima de celebração praiana —, mas a energia será compensada por clássicos e colaborações icônicas, como “Chantaje” e “Me Enanoré” – além de clássicos que embalaram novelas e Copas do Mundo. Mais do que um show, o que se verá é um manifesto: a consagração de uma artista que representa um país, um idioma e uma cultura inteira, em um dos palcos mais emblemáticos do mundo.

Como atual geração do futebol colombiano tenta se consolidar no Top 3 do continente

Há 30 anos, menor preocupação dos colombianos era o esporte. Isso fez o país atrasar seus planos nos gramados

Foto: Telemedellín

A Seleção Colombiana vive um daqueles momentos que misturam esperança e cobrança na mesma medida. Vice-campeã da Copa América 2024, ao perder a decisão para a Seleção Argentina, a Colômbia mostrou que tem material humano para competir em alto nível. A geração atual, liderada por nomes como James Rodríguez véio e Luis Díaz no auge, carrega talento comparável às safras históricas dos anos 90 e à equipe de 2014, que encantou o mundo. Mas talento, por si só, não garante protagonismo contínuo.

Existe um contexto mais profundo por trás dessa seleção. A Colômbia passou por décadas marcadas por conflitos internos e instabilidade, um período em que o futebol dividia espaço com questões muito mais urgentes como a do narcotráfico. O renascimento do país, tanto social quanto cultural, se reflete diretamente na forma como o futebol é vivido hoje: com paixão, orgulho e identidade. O torcedor colombiano transformou o apoio à seleção em uma extensão desse novo momento nacional — vibrante, acolhedor e cheio de esperança.

Dentro de campo, porém, o desafio é outro: transformar talento em consistência. A Colômbia ainda busca aquilo que separa boas gerações de seleções vencedoras — a famosa “liga”. Falta regularidade em competições longas, falta maturidade em momentos decisivos e, principalmente, falta um padrão coletivo que sustente o brilho individual. Enquanto isso, o posto de terceira força do continente segue em aberto, disputado com seleções como Seleção Uruguaia e Seleção Equatoriana, que também vivem seus próprios ciclos de reconstrução e afirmação.

O caminho colombiano, no entanto, parece bem desenhado. Clubes como Envigado Fútbol Club, Millonarios FC e Deportivo Cali investem forte nas categorias de base, formando jogadores desde cedo com estrutura e metodologia modernas. Essa base sólida é o que pode garantir presença constante em Copas do Mundo — evitando ausências como a de 2022 — e competitividade nas próximas edições da Copa América. Por enquanto, a Colômbia ainda parece uma seleção em construção no cenário mundial, mas com potencial claro de, no médio prazo, deixar de ser promessa e se firmar de vez como protagonista sul-americana.

Sertanejo virou só regravação

E ninguém aguenta mais!

Foto: G1 (Imagem ilustrativa)

O sertanejo sempre conviveu com regravações — isso nunca foi o problema. Desde os tempos de Liu & Leo até o auge do universitário, revisitar músicas fazia parte da cultura do gênero. A diferença é que agora virou excesso. Hoje, o que se vê é um cenário praticamente dominado por versões de sucessos antigos, repetidas à exaustão. E isso tem um efeito colateral claro: desgasta. A música perde força, perde novidade, e o público acaba voltando pro original, porque é ali que está a essência que nenhuma releitura consegue substituir.

Ao mesmo tempo, surge uma nova geração que conhece essas músicas apenas pelas regravações — e nem faz ideia de quem gravou primeiro. Isso também é preocupante. Porque não se trata só de cantar de novo, mas de respeitar a história. Outro ponto que evidencia o esgotamento é a falta de repertório. Não basta as mesmas regravações de sempre como “Boate Azul”, “Ela é Demais” e “Estou Apaixonado”, agora ficou pior. O sertanejo parece ter chegado num limite criativo, e a saída encontrada tem sido buscar músicas de outros gêneros — principalmente o pagode. De repente, rodas de viola viraram rodas de regravação, com vários artistas reunidos cantando sucessos que não são dali. Quando uma música vira “hit” novamente sem qualquer menção ao artista original, cria-se uma distorção e clima chato.

Casos recentes, como o da canção “Fim da Noite”, eternizada por Adryana Ribeiro na época do Adryana e a Rapaziada, escancaram isso. A música ganha nova vida, mas sem contexto — e pior, com uma interpretação em palco que trata aquele sentimento como se fosse inédito, quase autoral, por parte de quem está cantando. Isso não é só falta de crédito, é falta de conexão com a própria essência. No entanto, tem artista que se não fosse as regravações, ele nem existiria. Além de mais um problema no mercado: artista de anos de carreira que estouram com regravação, como aconteceu com Lauana Prado na “Escrito nas Estrelas”. Ao menos ela sempre fez menção a versão original de Tetê Espíndola.

Pra completar, os escritórios apostam nessa fórmula de regravar porque dá engajamento fácil, mas artisticamente é pobre. O público até consome, mas muito mais por falta de opção do que por entusiasmo real. Enquanto isso, gêneros como o pagode e o forró seguem em movimento, apostando em projetos novos, caras novas e repertórios inéditos. O sertanejo, que já foi símbolo de renovação dentro da música brasileira, hoje parece estagnado, girando em torno de si mesmo. A nova geração canta agrofunk…

E o resultado é mais um ano marcado por músicas esquecíveis e versões recicladas. No fim, sobra aquela sensação meio amarga: se for pra ouvir de novo, melhor ficar nas antigas mesmo — aquelas que marcaram de verdade e que, pelo visto, continuam sendo insuperáveis. Certo está o Zezé di Camargo em não liberar regravações de suas obras. No fim das contas, o sertanejo parece preso em um looping criativo que ele mesmo alimentou.

Angra inclui versão de Calcinha Preta em nova tour com Edu Falaschi

“Bleeding Heart” ganhou espaço para trecho de “Agora Estou Sofrendo”, sucesso na voz de Daniel Diau que se tornou hino do forró

Foto: Instagram

O Angra vive um daqueles momentos que mexem com a memória afetiva de quem acompanha a banda há anos. A formação com os vocais de Edu Falaschi, eternizada no álbum Rebirth, voltou aos palcos em uma turnê especial que vai além da nostalgia: é praticamente uma celebração de um período que redefiniu o metal melódico brasileiro. E não é exagero dizer que essa fase tem um peso enorme, porque foi ali que a banda mostrou sua capacidade de se reinventar e seguir relevante mesmo após mudanças importantes na formação original.

O mais interessante dessa turnê é justamente o repertório, que não fica preso ao óbvio. Entre clássicos esperados, um momento chama atenção: “Bleeding Heart”. A música ganhou uma nova vida fora da bolha do metal por causa da versão em português, “Agora Estou Sofrendo”, popularizada no forró pela Calcinha Preta. E o Angra abraçou isso sem medo. Nos shows, a inclusão desse trecho em português dentro da própria música cria um dos momentos mais curiosos — e também mais simbólicos — do reencontro. É o tipo de mistura que poderia soar estranha, mas funciona porque carrega história.

E essa conexão não surgiu por acaso. Edu Falaschi participou do DVD Atemporal, da Calcinha Preta em 2024, cantando justamente essa música que ele mesmo compôs ao lado de Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt. Ou seja, não é apenas uma adaptação que viralizou — existe um elo direto entre os universos. A canção, que já era forte no metal, acabou se tornando um fenômeno também no forró, ganhando novas camadas e alcançando um público completamente diferente.

E se já não bastasse essa travessia entre gêneros, “Agora Estou Sofrendo” ainda se consolidou no cenário popular com outras releituras, incluindo um feat com Gusttavo Lima e a banda nordestina. No meio de tudo isso, ver a versão original sendo executada ao vivo com Edu Falaschi, como aconteceu no Atemporal e agora nessa turnê com o metal do Angra, fecha um ciclo quase improvável. É a prova de que a música não respeita fronteiras — e que, quando é boa de verdade, encontra caminhos que ninguém prevê.

Está cada vez mais difícil assistir ao programa Viver Sertanejo

Dominical está se saturando com convidados “série C” e edição corrida sem tempo para conversas mais aprofundadas

Foto: Globoplay

O Viver Sertanejo nasceu com aquele ar de aconchego raro na TV aberta, uma mistura de nostalgia, música boa e conversas incríveis que faziam qualquer um querer acordar cedo no domingo. Com Daniel no comando, a proposta parecia imbatível — e, de fato, foi por um tempo. Mas o que era frescor está começando a dar sinais de grande desgaste. O problema não está na essência do programa, e muito menos no apresentador. Está no conteúdo, que vem se repetindo e, pior, se esvaziando.

Falta peso nos convidados. A ausência de artistas de primeira prateleira impacta diretamente na qualidade das conversas, que já não mergulham como antes. Tudo soa superficial, como se a edição passasse uma borracha em qualquer possibilidade de profundidade. Um programa com apenas uma hora de duração simplesmente não comporta o tipo de papo que ele se propõe a ter — ainda mais naquele clima de café que pede calma, tempo e histórias bem contadas. O resultado são diálogos que começam interessantes, mas terminam rasos e tudo muito corrido.

E quando nomes fortes aparecem, nem sempre o resultado acompanha. O encontro com produtores experientes como Rick (Renner), Pinocchio e Iva Miyazato, por exemplo, tinha tudo para render bastidores inéditos, mas acabou caindo no óbvio. Histórias já conhecidas, sem novidade alguma. Um claro fato foi a discussão sobre a produção de Miyazato em “Largado às Traças”. Ficou no superficial, ignorando detalhes relevantes — como o fato de que o arranjo gravado veio da guia original e do violão de Pancadinha (compositor da música). Sem contar que a insistência do cantor Zé Neto, para o arranjo original permanecer e a canção não virar uma vaneira, foi decisiva para o resultado final. Esse tipo de informação faz falta — e quando aparece, passa batido.

Outro ponto que incomoda é a escolha de artistas menos relevantes no cenário, a chamada “série C” do sertanejo, que não conseguem sustentar o interesse do público. Quem acordava animado para ver Chitãozinho & Xororó ao lado de Daniel nas primeiras semanas de programa, hoje já não faz tanta questão assim. E a dinâmica do programa também contribui para momentos desconfortáveis: quando um convidado entra primeiro, depois é praticamente ignorado com a chegada de outro, fica evidente a falta de direção narrativa. É estranho, deselegante e quebra completamente o clima. Fora que, os convidados nem sempre tem relação um com o outro, transparecendo um encontro totalmente aleatório durante o programa.

O mais curioso é que o Viver Sertanejo ainda tem potencial de sobra. Existe material gravado que nunca foi ao ar, há espaço claro para um spin-off num Globoplay da vida e possibilidades de aprofundar muito mais esse universo com os conteúdos inéditos. Mas nada disso é explorado. Com um programa fixo todo domingo e gravações concentradas em Brotas, o desafio de encontrar bons convidados só aumenta — e isso já começa a aparecer na tela. O alerta está dado: saturar um produto tão bom pode custar caro. Ainda dá tempo de corrigir o rumo, mas é preciso agir antes que o público simplesmente pare de ligar a TV no domingo de manhã (voz do Belutti). Enfim, paciência…