Viradouro cala críticos e se mostra como uma das favoritas para vencer o Carnaval 2026

Enredo sobre mestre de bateria da escola mostra muitas cartas na manga para comunidade crescer na avenida

Foto: Rio Carnaval

A Viradouro chega com um enredo que muita gente ousou subestimar: Mestre Ciça, uma narrativa rica, profunda e com peso cultural suficiente pra virar o jogo no Sambódromo. Durante meses, teve crítico dizendo que o tema era fraco, que faltava impacto, que a escola não teria fôlego pra repetir o nível altíssimo dos últimos anos. Pois bem: quem menosprezou esse enredo pode, sinceramente, desistir do carnaval. Porque aquilo que criticaram do enredo da Viradouro não tá escrito. E o samba… ah, o samba é aquele tipo que cresce, que vai tomando forma nos ensaios, que amadurece na quadra até virar furacão na avenida.

O pré-carnaval já deixou isso explícito. O samba da Viradouro tem crescido de um jeito absurdo nos ensaios — daqueles que você escuta em agosto e acha ok, mas em dezembro já está cantando de mão pro alto, sem perceber. A comunidade comprou a ideia, o carro de som entendeu a alma do enredo e o casamento entre melodia e narrativa tá redondo. E quando a comunidade canta com verdade, é questão de tempo até explodir na Sapucaí. A Viradouro sabe fazer isso como ninguém hoje. E com o trunfo a mais, pela volta de Juliana Paes à frente da bateria como rainha.

Falar de Mestre Ciça é abrir espaço pra uma ancestralidade que emociona. Assim como o Salgueiro entregou um desfile histórico homenageando Mestre Louro e o Tambor em 2009 — e levou o título com um dos sambas mais emblemáticos do século — a Viradouro tem nas mãos uma história com potência semelhante. Ciça é fundamento, é resistência, é a memória viva dos terreiros e da música afro-brasileira. Um enredo desses, quando tratado com respeito e grandeza, vira diferencial. Vira título. E ninguém duvide disso.

A verdade é que a Viradouro virou uma máquina de fazer carnaval. Está pra Sapucaí assim como a Mocidade Alegre está pra São Paulo: regular, forte, técnica, agressiva e cada vez mais madura. Se entregar o que promete — e tudo indica que vai — esse desfile vai ficar ali nas cabeças. E se o samba crescer na avenida do jeito que tá crescendo nos ensaios… meu amigo, segura. Porque a Vermelha e Branca tá vindo pra brincar de verdade.

Como enfrentei a Fascite Plantar

Foto: Arquivo Pessoal

Enfrentar a fascite plantar foi uma das experiências mais dolorosas e irritantes que já passei. É aquela dor que pega na sola do pé, principalmente no calcanhar até o peito dos pés, e parece que você está pisando em cima de pregos toda vez que levanta da cama. A fisioterapia ajuda — e muito — mas ninguém te prepara para o impacto que isso causa no dia a dia. Caminhar, treinar, até ficar em pé por muito tempo vira um tormento. E quando a dor aparece, ela realmente te lembra que é você quem precisa correr atrás da própria recuperação.

Entre alongamentos, massagens e aqueles exercícios específicos que a fisioterapia passa, eu descobri o que mais me deu alívio de verdade: o escalda-pés, um método milenar que parece simples demais pra ser tão eficiente — mas funciona. O escalda-pés nada mais é do que uma bacia com água morna, sal grosso e alguma erva terapêutica, que pode ser alecrim ou cravo-da-índia. É natural, barato, fácil de fazer em casa e relaxa profundamente a região inflamada, melhorando a circulação e diminuindo aquela sensação de “queimação” que a fascite traz.

O ritual que mais funcionou pra mim foi direto ao ponto: primeiro, o escalda-pés bem quente, deixando o pé ali de 15 a 20 minutos, sentindo o alívio chegar devagar. A combinação do sal com as ervas realmente dá uma desinchada e acalma a musculatura. É impressionante como algo tão antigo consegue competir com qualquer anti-inflamatório por aí. E quando você termina, o pé já parece mais leve, mais solto, menos travado.

Logo depois, vem o outro segredo que salvou a minha rotina: a bolsa fria. Pode ser bolsa de gel ou até um simples saquinho de gelo — o importante é aplicar no local da dor por alguns minutos. Essa alternância de quente e frio é poderosa, porque o quente relaxa e ativa a circulação, enquanto o frio desinflama e reduz o incômodo. Foi essa dobradinha que acelerou minha recuperação de um jeito que eu não esperava. E hoje eu falo com tranquilidade: dá pra enfrentar a fascite plantar, sim. Dá trabalho, mas com o método certo, o alívio chega. Sempre chega.

Para entender todos os detalhes do método que salvou meu pé da dor, acesse aqui!

Zootopia 2: Chorei horrores e me diverti

Filme é bem humorado, trazendo também lição de parceria e convivência

Foto: Arquivo Pessoal

Zootopia 2 chegou provando que a Disney ainda sabe acertar em cheio quando o assunto é emoção, aventura e um recado necessário. Acabei de assistir e saí da sessão com aquela sensação boa de coração aquecido, sabe? A continuação expande o universo que já era fascinante no primeiro filme e entrega uma história ainda mais madura, mas sem perder o brilho colorido e o humor que conquistou todo mundo. É um daqueles filmes que você assiste sorrindo do início ao fim.

Judy Hopps continua impecável — determinada, corajosa e cheia de energia — enquanto Nick Wilde permanece aquele charme vagabundo que só ele tem. A química entre os dois está mais afinada do que nunca, e eles carregam o filme com uma dinâmica que mistura amizade profunda, cumplicidade e aquele toque de ironia que só funciona porque eles se completam. Os personagens secundários também brilham, cada um trazendo carisma e representatividade de um jeito natural, leve e muito divertido.

E uma coisa que Zootopia 2 faz com maestria é usar seus personagens para falar de temas importantes sem parecer uma palestra. A diversidade de espécies vira uma metáfora inteligente para diversidade humana — seja de origem, aparência, personalidade ou comportamento. É lindo ver como o filme reforça, de forma suave e bem-humorada, que todo mundo tem um lugar no mundo e que as diferenças não apenas existem, como tornam tudo mais interessante. Representatividade, aqui, não é discurso: é construção.

No fim, o filme entrega uma das mensagens mais bonitas do universo de Zootopia: ninguém faz nada sozinho. Amizade, parceria e confiança são os pilares que movem Judy e Nick, e que acabam inspirando toda a cidade. Zootopia 2 é um lembrete de que, quando a gente trabalha junto e acredita no outro, o impossível fica um pouquinho mais perto de acontecer. É encantador, divertido e cheio de propósito — do jeitinho que o cinema precisa ser. E podemos dizer que as férias estão garantidas com o filme, pois as crianças vão amar. Vale o combo do cinema – que por sinal, tem baldes bem bonitos dessa vez.

Grande fase do Bayern também populariza o mascote do clube

Sucesso nas redes sociais, Berni tem vivido uma fase tão boa quanto seu time alemão

Foto: Bayern de Munique

O Bayern de Munique sempre foi um clube que leva a própria identidade muito a sério, e nada simboliza melhor isso do que o seu mascote oficial: o urso bávaro. A escolha não é aleatória — força, coragem e proteção são valores que combinam com a história do gigante alemão. E o mais curioso é que essa figura tem raízes profundas na própria Europa, onde ursos eram comuns até o século XIX. Há até o caso famoso de 2006, quando um urso-europeu reintroduzido nos Alpes italianos resolveu “turistar” pela Alemanha em busca de companhia. Ou seja, a presença do urso no imaginário alemão vai muito além do marketing esportivo.

Berni, no entanto, não tem nada de selvagem. Pelo contrário: é fofo, simpático, engraçado e totalmente preparado para encantar qualquer criança na Allianz Arena. Ele chegou em 2004 para substituir Bazi — um mascote bem mais simples, um garoto de calça de couro e nariz redondo — e acabou ocupando o lugar com personalidade. Dizem até que Bastian Schweinsteiger é seu “padrinho”, o que explica um pouco da identificação imediata com a torcida. E não para por aí: Berni tem música própria, tocada nos jogos, e os torcedores fazem questão de cantar o tema junto com ele na entrada em campo, transformando o momento em parte do ritual bávaro. Além disso, ele viaja com o time durante a Champions League e não perde um jogo no campeonato alemão.

O impacto do mascote vai muito além do estádio. Berni é praticamente uma celebridade digital — aparece em campanhas, trends, vídeos engraçados e tudo mais que o Bayern inventa para engajar sua torcida global. Ele participou do famoso “desafio do balde de gelo”, entrou na trend da canela em 2014 e já até cozinhou um ovo durante uma onda de calor de 40 °C na Europa. O clube percebeu cedo que mascotes não são só bonecos animados: são pontes emocionais que aproximam a marca do torcedor. E Berni, com seu jeitão acessível, domina essa arte como poucos.

No fim das contas, o urso do Bayern virou mais do que um símbolo de força — ele se tornou parte da cultura do clube. Presente em ações comunitárias, visitas a escolas e hospitais, Berni ultrapassa o papel de animador e se transforma num representante dos valores que o Bayern gosta de divulgar: acolhimento, respeito e união. Em campo ou fora dele, ele é aquele personagem que lembra ao torcedor por que o futebol é tão grande: porque emociona, cria vínculos e transforma até um urso de pelúcia gigante em ícone mundial.

Por que raios o Rosario Central se tornou campeão argentino?

Foto: Clarín Deportes

O futebol argentino tem dessas: quando você acha que já viu tudo, aparece a AFA para provar que sempre dá para surpreender um pouco mais. E agora foi a vez do Rosario Central virar campeão nacional de 2025 não dentro de campo, mas por uma canetada histórica — e, vamos ser sinceros, perfeitamente coerente com o caos apaixonante que é o futebol da Argentina. A federação decidiu criar uma taça extra baseada na soma anual de pontos, algo que não estava previsto no início da temporada. Resultado: Central na frente, Boca atrás, e uma nova estrela pintada em Rosario.

E antes que alguém reclame, há um mérito gigantesco nisso. A regularidade do ano inteiro merece ser valorizada, ainda mais em um calendário argentino que vive mudando de formato e regras. Se tem um time que se manteve constante mesmo entre turbulências, foi o Central. Conduzido pelo magnetismo de Ángel Di María — que consegue elevar qualquer ambiente em que pisa — o clube somou 66 pontos entre Apertura e Clausura, quatro a mais que o Boca. E esse detalhe sepultou qualquer discussão. Não foi uma final épica, não teve gol no último minuto, mas teve algo tão importante quanto: consistência.

Claro que o lado político dessa história também precisa ser dito. A decisão chega depois do fim das competições, o que deixou torcedores rivais fulos e gerou as clássicas teorias conspiratórias — porque nada na AFA é só futebol. Num país onde títulos já foram decididos em mata-mata inventado, em triangular improvisado e até em “promoción”, por que não coroar o melhor do ano inteiro num evento emergencial? No fim, é mais um capítulo perfeito para a novela infinita do futebol portenho.

O fato é: o Rosario Central ganhou uma estrela oficial, e ninguém vai tirar. Para a torcida, isso importa mais do que qualquer discussão de regulamento. Para Di María, que voltou ao país para encerrar a carreira onde tudo começou, virou um símbolo: seu primeiro título argentino veio, literalmente, da sala de reuniões da AFA. E para quem acompanha o futebol com paixão — e com uma pitada de ironia — esse título é a Argentina sendo a Argentina. No caos, eles encontram um jeito de fazer história.

E antes que alguém pense que essa nova taça muda tudo no cenário continental, vale esclarecer: as vagas argentinas para a Libertadores continuam exatamente as mesmas. O título simbólico do Rosario Central não cria vaga extra e não altera os critérios já definidos para os classificados. Ou seja, a briga pelas últimas posições segue intensa, e com um detalhe importante: o campeonato argentino continua rolando até dezembro, com o mata-mata. No fim, a taça do Central é uma celebração à regularidade, mas a guerra pela América segue aberta — e, como sempre, imprevisível como só o futebol argentino consegue ser.

Noite inesquecível para o futebol panameño: Vaga na Copa e vitória no Nilton Santos

Foto: Botafogo

Quando vi a confirmação da classificação da querida seleção do Panamá para a Copa do Mundo de 2026, senti um misto de alegria e orgulho — não apenas por mais uma presença na festa máxima do futebol, mas por tudo o que esse país representa no contexto latino-americano. O Panamá, historicamente mais voltado ao beisebol do que ao futebol, tem dado claros sinais de sua crescente paixão pelo “esporte-rei”. Ao mesmo tempo em que os panamenhos celebravam o feito no Estádio Rommel Fernández, no Brasil o jovem José Kadir — jogador de 18 anos do Botafogo —estava fazendo história ao marcar dois gols e garantir a virada contra o Sport. 

A importância dessa classificação vai muito além de mais uma vaga no torneio. Para o Panamá, que não carrega a tradição de potências do futebol como Alemanha, França ou Argentina, chegar ao mundial representa uma ascensão simbólica. É o país que mais cresce na América Latina e, de certa forma, atua como elo entre norte e sul, entre Caribe e continente. Ver o Panamá conquistar este lugar significa reconhecer que o futebol também pulsa forte onde antes se pensava que o beisebol liderava — e isso dá nova vida à narrativa do esporte naquele país.

Foto: TUDN Mex

E não é apenas sobre futebol: é sobre identidade, sobre demonstração de que o sonho vale em qualquer canto do planeta. O Panamá, com sua história de nichos e desafios, agora se abre como palco para jovens talentos e novas esperanças. Nesse cenário, José Kadir entra como símbolo — o garoto que se destacou nas bases, foi captado pelo Botafogo, enfrentou a burocracia de estrangeiro menor de idade, assinou contrato profissional e emergiu no momento decisivo, marcando dois gols no acréscimo para virar o jogo. 

Foi na mesma noite em que a seleção panamenha carimbou o passaporte para a Copa que Kadir escreveu seu nome no estádio Nilton Santos — uma coincidência que pode bem simbolizar a nova era panamenha: de fora para dentro, de espectador para protagonista. Ele representou não só o clube brasileiro, mas também a promessa de um país que vai à mundial e ainda coloca um garoto seu brilhando em solo estrangeiro. Isso faz com que a classificação do Panamá tenha um sabor mais doce, porque ela aparece junto ao sucesso individual de alguém que viveu a migração e o sonho.

Por tudo isso, o Panamá merece estar na Copa do Mundo de 2026. Porque trouxe nova voz, nova luz, desafio, porque não é a potência do passado — e justamente por isso, sua presença tem frescor e significado. E o jovem Kadir reforça esse protagonismo: mostra que o país não está apenas de passagem, mas contribuindo com talento, com brilho, com história. Para nós que acompanhamos, fica o convite para torcer com entusiasmo, para descobrir o futebol panamenho e, quem sabe, ver o Kadir brilhar tanto na seleção quanto no clube. Afinal: o lugar dele — e do Panamá — é nesse palco mundial.

(Botafogo fez homenagem ao Panamá em seu perfil)