Só Justin Bieber pode fazer show de moletom e notebook, porque ele já venceu a indústria do pop

Sem cenário de diva pop, banda ou balé, a presença dele no palco bastava após seu afastamento da carreira

Foto: Vogue Magazine

O retorno de Justin Bieber aos palcos no Coachella não parou no impacto do primeiro show. Ele voltou ao palco no fim de semana seguinte e entregou mais uma apresentação intensa — talvez até mais significativa. Se na estreia já havia um clima de reencontro, no segundo ato ficou claro que era também sobre fechamento de ciclo. No mesmo formato cru, sem firulas e com o notebook como parceiro de cena, Bieber parecia mais leve, mais presente. Não era só performance. Era quase uma terapia em público.

A estrutura foi praticamente a mesma, mas a entrega mudou de tom. Mais solto, mais conectado e visivelmente à vontade, ele mergulhou ainda mais fundo na própria história. O repertório seguiu equilibrando hits antigos e fases mais recentes, mantendo aquela sensação de nostalgia que abraça quem cresceu ouvindo suas músicas. Só que dessa vez havia algo a mais: um artista que não só revisita o passado, mas mostra que finalmente fez as pazes com ele.

E isso talvez seja o ponto mais forte desses dois shows. Justin não tentou apagar sua trajetória turbulenta — ele incorporou tudo. As fases difíceis, a exposição precoce, os erros e a pressão absurda de ser um fenômeno global ainda adolescente. No palco, isso virou força. Virou presença. Virou verdade. É raro ver um artista desse tamanho se despir tanto sem recorrer a grandes produções para sustentar o momento. Ele confiou só no que tem — e isso bastou. Justin foi o maior fenômeno do pop nas últimas duas décadas e comprovou que somente ele pode ter o direito de fazer um show onde sua presença basta.

No fim, o Coachella virou mais do que um retorno: foi uma reafirmação. Bieber não só provou que ainda tem seu lugar no topo da indústria que quase o destruiu, como mostrou que amadureceu sem perder a essência por conta do passado. Dois shows, mesma proposta, mas um segundo capítulo muito mais simbólico. Como se, ali, diante de todo mundo, ele estivesse finalmente encerrando uma fase que por muito tempo o assombrou — e começando outra, bem mais maduro e com o talento de sempre que marcou uma geração como nenhum outro artista.

Bayern é campeão na Alemanha e agora quer conquistar a Europa

Time do mascote Berni tem o melhor futebol da temporada atual e quer voltar a botar às mãos na Champions League

Foto: FC Bayern

O imponente Bayern de Munique segue fazendo da Bundesliga praticamente um território particular. Na temporada 2025/26, o gigante alemão confirmou mais um título com antecedência, reafirmando uma hegemonia que já atravessa mais de uma década e somou a 35ª estrela na galeria do clube. Sob o comando de Vincent Kompany, a equipe não apenas venceu — dominou. Com ampla vantagem sobre os concorrentes e um futebol ofensivo avassalador, o Bayern transformou a disputa em um campeonato de um time só.

A campanha foi marcada por números que impressionam até para os padrões bávaros. O time quebrou recordes históricos de gols na Bundesliga, ultrapassando a marca centenária ainda com rodadas a disputar. Com um ataque que beirou os 150 gols na temporada somando todas as competições, a equipe apresentou uma média superior a três gols por jogo, algo raro mesmo entre as principais ligas europeias  . A consistência foi outro diferencial: liderança confortável e poucas oscilações ao longo do campeonato.

Individualmente, o destaque absoluto foi Harry Kane. O inglês viveu uma temporada histórica, sendo o artilheiro isolado da Bundesliga e um dos maiores goleadores da Europa no período. Ao lado dele, nomes como o francês Michael Olise e o colombiano Luis Díaz formaram um trio ofensivo devastador, responsável por grande parte dos gols da equipe. A profundidade do elenco também chamou atenção, com diversos jogadores contribuindo diretamente para o placar ao longo da campanha. Sem contar com o gigante Manuel Neuer fechando o gol. Além disso, o carisma do urso Berni deu sorte durante toda a temporada para o esquadrão do Bayern.

O título foi sacramentado com autoridade, inclusive em jogos decisivos, como a vitória de hoje por 4 a 2 sobre o Stuttgart, que simbolizou bem o espírito do time: mesmo saindo atrás, o Bayern reagiu com intensidade e resolveu a partida rapidamente. Mais do que levantar mais uma taça, o clube reafirma sua era de domínio no futebol alemão — e deixa a sensação de que, por enquanto, não há ninguém capaz de ameaçar esse império vermelho. Talvez no continente, apenas um time de Paris seja a ameaça, mas daqui uma semana vamos descobrir isso.

Petit Gateau é recontratado pela Globo para a Copa do Mundo 2026

Sem emprego desde o Mundial de Clubes, gato mais Enzo do futebol vai atormentar as transmissões devido ao favoritismo de sua Seleção ‘Le Bleu

Foto: Globoplay

Tem personagens que surgem meio sem pretensão e, quando você percebe, já viraram patrimônio emocional da TV. É exatamente o caso do Petit Gateau, o gato de pelúcia mais carismático que a TV Globo inventou nos últimos tempos. Ele apareceu ali, todo discreto, no meio dos cavalinhos daquele quadro que nasceu no Fantástico e depois ganhou espaço na Central da Copa… e pronto: conquistou o público com um miado e um sotaque francês duvidoso.

Criado originalmente para as Olimpíadas de Paris 2024, Petit Gateau era só mais uma ideia divertida pra dar leveza à cobertura. Mas como todo bom personagem improvável, ele ultrapassou o roteiro. Virou meme, virou assunto nas redes e, principalmente, virou companhia — aquela figurinha que você espera aparecer, mesmo sem saber exatamente o que ele vai fazer. Porque convenhamos: um gato de pelúcia comentando esporte com ar blasé já é entretenimento por si só.

Foto: TV Globo

Aí veio o plot twist: no Mundial de Clubes, ele ressurgiu, assumidamente torcedor do Paris Saint-Germain. Claro, né? Um gato francês da categoria “Enzo” não iria torcer para outro time. Com seu “très chic” improvisado, Petit Gateau reforçou o personagem e provou que não era só hype olímpico — ele tinha fôlego pra continuar relevante. Mesmo assim, após a derrota do P$G na final para o Chelsea, ficou um tempo “sem contrato”, perdido no almoxarifado da emissora carioca.

Mas ele voltou, forte como Napoleão. Recontratado para a Copa do Mundo FIFA de 2026, Petit Gateau já chega com status de veterano e com uma missão: acompanhar a sua seleção, a França, que vem fortíssima na briga pelo sonhado tricampeonato. No fim das contas, pouco importa o placar — o que a gente quer mesmo é ver o gato mais elegante (e levemente debochado) da televisão brasileira circulando de novo. Porque se tem uma coisa que o esporte ensinou nos últimos anos, é que às vezes o verdadeiro protagonista não está em campo… está no cenário, miando com sotaque francês.

Globo escolhe Everaldo Marques como sua principal voz na Copa do Mundo

Narrador vai ocupar o lugar de Luís Roberto e realizar sonho de infância. É um dos poucos que conseguem ter a genialidade de Luciano do Valle e o carisma de Paulo Amigão em um único perfil

Foto: TV Globo

A escolha de Everaldo Marques como a nova voz dos jogos do Brasil na Copa do Mundo na Globo mexe diretamente com o imaginário do público. Isso porque a emissora se viu diante de uma decisão delicada após o afastamento de Luís Roberto, que precisou priorizar um tratamento de saúde e, por isso, não estará presente no torneio. Luís, que vinha sendo preparado como sucessor natural de Galvão Bueno nas Copas, deixa uma lacuna importante — e simbólica — na principal cadeira da transmissão esportiva da TV aberta brasileira.

Com esse cenário, a Globo precisava mais do que um substituto: precisava de uma voz com autoridade, repertório e identificação com o público. E é exatamente aí que Everaldo Marques se encaixa. Dono de uma trajetória sólida, ele se tornou referência ao narrar a NFL no Brasil, além de acumular experiências em esportes variados como Fórmula 1, boxe e basquete, especialmente durante sua passagem pela ESPN Brasil. Sua versatilidade não é apenas técnica, mas também emocional — ele sabe traduzir momentos grandes com a intensidade que eles pedem. Sua voz aquece nossos corações e deixa as transmissões riquíssimas de conhecimento.

A chegada de Everaldo à TV Globo já havia sido vista como a realização de um sonho pessoal dele. Desde criança, sonhava em ser um narrador completo como Luciano do Valle e ter o carisma de Paulo Amigão. Talvez seja o único hoje a ter as características desses dois grandes professores. Sua contratação também veio como um movimento estratégico da emissora. O narrador vem conquistando espaço de forma consistente, sem atalhos, construindo uma relação de confiança com o público que já o conhecia e também com aquele que o assiste recentemente. Ao assumir a responsabilidade de narrar os jogos da Seleção em uma Copa, ele não apenas ocupa um posto importante, mas reafirma sua posição como um dos principais nomes da narração esportiva no país.

No fim das contas, a escolha por Everaldo também representa uma mudança geracional consolidada. Em meio a nomes como Gustavo Villani e Paulo Andrade, que também eram cotados, ele surge como a figura mais completa para esse momento. Não se trata apenas de substituir alguém, mas de sustentar o peso de uma tradição e, ao mesmo tempo, imprimir uma nova identidade. E, pelo que vem mostrando nos últimos anos, Everaldo Marques não só está pronto para isso — como faz por merecer cada segundo desse protagonismo. Que ele brilhe cada vez mais e siga realizando seus sonhos de infância. A criança dentro de nós nunca pode deixar de sonhar!

Primeiro fenômeno do ano está chegando nos cinemas: Michael

Filme tem alma e traz bastidores de como Michael Jackson se tornou o maior artista da música mundial

Foto: Vogue Magazine

A imprensa americana já começou a dar o tom do que pode vir por aí com Michael, cinebiografia de Michael Jackson. E, pelo que está sendo dito por quem já teve acesso antecipado ao filme, a expectativa não é só alta — é gigantesca. Os primeiros relatos falam de uma experiência intensa, emocional e muito distante de qualquer abordagem rasa. Não é apenas mais um filme musical: é um mergulho na mente e na trajetória de um dos maiores artistas da história.

O que mais chama atenção nesses comentários iniciais é a insistência em destacar que o longa tem “alma”. Algo que, convenhamos, nem sempre acontece em cinebiografias recentes. Segundo esses primeiros espectadores, Michael não se limita a compilar sucessos ou momentos icônicos — ele busca entender o homem por trás do mito, com suas complexidades, contradições e genialidade. É o tipo de promessa que, se cumprida, transforma o filme em evento.

E como todo grande evento, o público já está respondendo antes mesmo da estreia. A pré-venda para a próxima semana vem registrando sessões lotadas, indicando que o interesse vai muito além dos fãs mais fiéis. Existe uma curiosidade coletiva no ar, uma sensação de que estamos prestes a assistir algo que pode marcar o ano no cinema — daqueles filmes que dominam conversas, redes sociais e, claro, bilheterias.

Agora, resta aquela expectativa clássica de toda estreia grande: será que entrega tudo isso mesmo? Daqui a uma semana, a resposta vem direto das salas de cinema. Aí sim vamos descobrir se “Michael” é só mais uma cinebiografia bem produzida… ou se realmente merece entrar para o hall dos grandes filmes sobre música. E, principalmente, se vale — ou não — o combo completo do cinema.

Marcos Mion precisa parar de achar que tudo é sobre ele

Egocentrismo do apresentador deixa programa ainda mais chato do que já está

Foto: Globoplay

O Caldeirão com Mion aos sábados virou um caso curioso de como uma atração pode perder completamente sua identidade. Desde que Marcos Mion assumiu o comando, o que antes era leve, divertido e espontâneo acabou se transformando em algo cansativo, previsível e, muitas vezes, desconfortável de assistir. Não é sobre mudança — mudanças são naturais —, mas sobre perder a essência no caminho.

O grande problema é que tudo, absolutamente tudo, precisa girar em torno do próprio Mion. Seja um quadro simples ou uma grande homenagem, sempre existe um momento em que ele puxa a narrativa para si, encaixando histórias pessoais, opiniões e até comparações que não acrescentam em nada ao que está sendo apresentado. Fica menos sobre o programa e mais sobre o apresentador — e isso, semana após semana, desgasta.

E quando não é sobre ele, é sobre a família. A insistência em inserir o filho ou momentos familiares em situações aleatórias do programa passa longe de ser carisma e começa a soar como forçado. Não há problema nenhum em mostrar esse lado pessoal, mas existe hora, contexto e medida — coisas que o programa claramente perdeu. O público não liga a TV no sábado esperando acompanhar um álbum de família disfarçado de entretenimento.

No fim das contas, fica a sensação de que Marcos Mion estaria mais à vontade em um canal próprio, no YouTube, onde poderia falar de si à vontade, sem precisar dividir espaço com quadros ou convidados. Porque nem mesmo nos momentos de homenagem ele consegue deixar o “eu” de lado. E aí o que deveria emocionar vira incômodo — e o que deveria entreter, simplesmente cansa.