Categoria: Televisão

Coração Acelerado: Novela ultrapassada, sem enredo e difícil de assistir

Público não comprou a ideia e conta os dias para trama sair do ar. Era coisa para ser feita em 2012

Foto: Instagram

A novela Coração Acelerado chegou com a promessa de misturar drama, música e o universo sertanejo, mas na prática acabou se tornando uma produção confusa e difícil de acompanhar. O problema principal parece estar no enredo, que simplesmente não se sustenta. As histórias não se conectam direito, os conflitos não prendem a atenção e o público fica com a sensação de que está assistindo a cenas soltas, sem um rumo claro. Falta direção narrativa, falta objetivo — e novela sem história forte vira um teste de paciência.

O mais curioso é que o elenco não é o problema. Pelo contrário: há bons atores e atrizes no projeto, gente com experiência e talento suficientes para carregar tramas interessantes. Só que a novela não sabe aproveitar esse potencial. Personagens aparecem sem profundidade, arcos dramáticos começam e não evoluem, e muitos talentos acabam desperdiçados dentro de uma história que não encontra seu próprio tom.

Outro ponto que pesa contra a trama é o desequilíbrio típico das novelas mal conduzidas: a vilã parece estar sempre vencendo. Conflito é importante em dramaturgia, claro, mas quando o mal se impõe o tempo todo sem contraponto convincente, o público começa a perder o interesse. Fica cansativo acompanhar uma história em que a sensação constante é de frustração.

Nem mesmo a trilha sonora — que deveria ser um dos grandes atrativos de uma novela ambientada no universo sertanejo — consegue empolgar. Falta aquele impacto cultural que outras produções musicais já tiveram na televisão brasileira. As músicas hoje não estouram, não viram assunto, não criam identificação com quem está assistindo. É como se tudo passasse sem deixar marca. E a abertura, que todos esperavam a música “Fora do Compasso” e enfiaram uma da Ana Castela, mais saturada que tudo de tanto aparecer?

No fundo, Coração Acelerado também parece uma novela fora do seu tempo. A ideia de uma trama centrada no universo sertanejo talvez funcionasse muito melhor lá por 2012 ou 2013, quando esse tipo de estética estava mais alinhado com o momento cultural da TV. Hoje, com o público mais exigente e acostumado a narrativas mais dinâmicas, a produção soa datada — e acaba se tornando uma novela difícil de engolir.

“A Praça É Nossa” comemora 90 anos de Carlos Alberto de Nóbrega com especial

Programa vai ao ar nesta quinta-feira (12) e promete risadas com emoção

Foto: SBT

Nosso querido programa essebetista “A Praça É Nossa” está em festa! A edição desta semana exibe nesta quinta-feira (12) um especial dedicado aos 90 anos de Carlos Alberto de Nóbrega, figura central da atração e um dos maiores nomes do humor da televisão brasileira. O programa promete ser cheio de homenagens. Além dos personagens que fazem parte do elenco atual, o especial também contará com participações de personagens clássicos que voltarão apenas para celebrar a trajetória de Carlos Alberto.

A ideia é transformar o tradicional banco da Praça em um grande reencontro com a história do humor que marcou gerações de brasileiros. O momento também tem um significado especial porque, nos últimos dias, o apresentador passou por um susto com a saúde e chegou a ser hospitalizado. Felizmente, ele já recebeu alta e está em casa, recuperado. Assim, poderá comemorar os 90 anos com tranquilidade e, claro, acompanhando o especial preparado em sua homenagem.

A história da Praça também é uma história de família. Carlos Alberto de Nóbrega herdou o famoso banco do pai, Manoel de Nóbrega, um verdadeiro gênio da televisão brasileira. Foi ele quem transformou em programa uma ideia simples inspirada em uma cena observada em Buenos Aires: um homem sentado em um banco de praça que, o tempo todo, recebia a visita de pessoas diferentes para conversar. Dessa observação nasceu o formato que viria a se tornar um clássico da TV.

Carlos Alberto assumiu a missão de continuar esse legado e cumpriu o papel com perfeição ao longo das décadas. Graças a ele, A Praça É Nossa se transformou em um dos programas mais longevos da televisão brasileira. E tudo indica que essa tradição familiar ainda deve continuar, já que no futuro o comando da Praça pode passar para Marcelo de Nóbrega, filho de Carlos Alberto e diretor da atração há muitos anos. Assim, o banco mais famoso da TV segue como símbolo de uma herança que atravessa gerações — sempre com a missão de fazer o Brasil rir. 🎭📺👏

Programa de Eliana já está com cara de ser ruim

Duelo contra Domingo Legal vai complicar ainda mais a vida da apresentadora

Foto: Gshow

A guerra dos domingos na televisão brasileira sempre foi uma das mais intensas da programação. É o dia em que as emissoras apostam alto para conquistar o público que está em casa depois do almoço, procurando entretenimento leve antes do futebol ou simplesmente um programa para acompanhar em família. Neste próximo domingo, a disputa ganha um novo capítulo.

A TV Globo decidiu colocar o Big Brother Brasil às 13h para servir como impulso à estreia de Em Família com Eliana, novo programa dominical comandado pela apresentadora. A estratégia é clara: usar um produto forte para tentar alavancar uma novidade na grade. O problema é que o Em Família com Eliana já estreia com um problema sério — a impressão inicial de que é um programa morno, sem graça e engessado. Pelo que se viu da proposta, parece mais um desses formatos familiares genéricos, sem grande identidade e com uma cara de programa que já nasce datado. A proposta do dominical ainda é confusa, emvolvendo visitas à casa de famílias musicais e levando eles pro palco para um game…

Em uma faixa horária tão competitiva, começar assim é um risco enorme. Enquanto isso, o SBT chega para essa disputa com um produto que conhece muito bem o público de domingo. O Domingo Legal, comandado por Celso Portiolli, também prepara novidades. O programa ganha cenário novo e traz de volta um quadro que sempre foi sinônimo de audiência: o popular Comprar é Bom, Levar é Melhor, patrocinado pela Havan, que costuma mobilizar famílias inteiras em frente à televisão.

A Record também quer entrar nessa briga. O programa “Boom” comandado por Tom Cavalcante vem registrando bons resultados. Ou seja, novidades não faltam na programação das emissoras. Mas o domingo também é movido por hábito. E nisso o Domingo Legal leva vantagem. Para muita gente, ele já virou aquele programa conforto do início da tarde, companhia tradicional antes de começar o futebol. Eliana está de volta aos domingos, agora em outra emissora e cercada de expectativa, mas, do jeito que as coisas começam, tudo indica que Celso Portiolli ainda deve continuar soberano nessa faixa.

F1 na Globo: Parecia um velório, apesar da qualidade

Apenas Mariana Becker brilhou

Foto: Sky Sports

A estreia da Fórmula 1 na Globo neste retorno da categoria à emissora teve um gosto meio estranho para quem acompanha a categoria há anos. O GP da Austrália, que já foi naturalmente uma corrida pouco movimentada, acabou ficando ainda mais morno com uma transmissão excessivamente engessada. Nem cobertura de guerra é tão triste daquele jeito. As fofocas do caso Vorcaro/Banco Master na Globo News estavam mais divertidas durante a semana, do que a transmissão da corrida.

Faltou leveza, faltou emoção e, principalmente, faltou aquela sensação de espetáculo que sempre acompanhou as manhãs de Fórmula 1 na TV brasileira. Mesmo com a qualidade nas imagens e com boa cobertura, mostrando inclusive o pódio e bastidores pré e pós-corrida que eram cobrados pelo público, tudo pareceu um pouco chato.

A narração e os comentários pareciam presos a um tom sério demais, quase burocrático. Em vários momentos, a transmissão lembrava mais a cobertura de um telejornal ou até de uma situação de guerra do que de um evento esportivo que também é entretenimento. Fórmula 1 é tecnologia, estratégia, velocidade, mas também é paixão, narrativa e clima de espetáculo — algo que simplesmente não apareceu nessa primeira corrida.

Foto: Instagram

Quem acabou se destacando foi Mariana Becker. E não foi pouca coisa. A repórter, que já era um dos grandes trunfos das transmissões, brilhou praticamente sozinha. Continuou fazendo o excelente trabalho de sempre nos boxes e ainda estreou como comentarista, com observações inteligentes, naturais e muito bem contextualizadas. Foi quem trouxe vida a uma transmissão que, em vários momentos, parecia anestesiada.

É curioso porque a Band, com todos os seus defeitos técnicos e limitações, tratava a Fórmula 1 como entretenimento de verdade. Havia mais vibração, mais conversa, mais clima de corrida. Na Globo, pelo menos nesta estreia, tudo pareceu excessivamente protocolar. Claro que é apenas a primeira etapa da temporada e ajustes sempre acontecem.

Mas para quem passou a madrugada acordado para ver, lembrou a protocolar transmissão do carnaval de São Paulo. Era uma festa, mas sem emoção alguma. Vale aguardar as próximas transmissões para ver se a emissora encontra um tom mais leve — porque Fórmula 1 também precisa ser divertida de assistir! 🏁

Galvão estreia pelo SBT na vice-liderança em embate contra Craque Neto

“Galvão FC” foi bem promovido na grade da emissora e não tem gritaria como no concorrente. Continua sendo a melhor opção para as noites de segunda-feira

Foto: Reprodução

A estreia de Galvão Bueno no SBT marca um daqueles momentos que entram para a história da televisão brasileira. Depois de décadas sendo a voz oficial das grandes transmissões esportivas da Globo, Galvão começa um novo capítulo em uma emissora que respira entretenimento popular e proximidade com o público. E começou bem: vice-liderança na audiência, ficando atrás apenas da Globo, que exibia o Big Brother Brasil e um especial sobre os Mamonas Assassinas. Não é pouca coisa. É sinal claro de que o público quis ver essa nova fase.

O programa é um debate de verdade. Todo mundo fala, todo mundo é ouvido. Mesmo com o Galvão — que, como a gente sabe, adora uma boa narrativa e não economiza palavras — o formato não vira gritaria, não vira bagunça. Há organização, há respeito e há espaço para opinião. A presença de Ratinho deu um tempero especial, mostrando que o SBT soube misturar perfis diferentes sem perder o controle da mesa. É um programa que dá gosto de assistir porque tem conteúdo, mas também tem leveza.

Galvão está visivelmente feliz. E isso a gente já vinha comentando na coluna: ele precisava de novos ares. No SBT, ele parece mais solto, mais à vontade, menos engessado do que em seus últimos anos na Globo. A mudança de emissora fez bem. Ele continua sendo o grande comunicador de sempre, com a experiência de quem atravessou gerações, mas agora com um brilho diferente no olhar — aquele brilho de quem está se divertindo de novo fazendo televisão. Seu programa na Band em 2025 também foi legal, mas lá agora, no mesmo horário tem o “Apito Final” de Craque Neto como concorrente. Nesta segunda ele ficou em apenas 5º lugar na audiência.

Algo que comprova a leveza e felicidade de Galvão na nova casa, foi vê-lo participando do Passa ou Repassa, no Domingo Legal, levando tortada na cara e rindo de si mesmo. É outro Galvão. Ou melhor: talvez seja o Galvão de sempre, mas sem amarras. Ver um ícone histórico da TV se permitindo brincar, sair do pedestal e se misturar ao espírito irreverente do SBT é muito mais interessante do que acompanhá-lo preso a um formato rígido. Essa nova fase promete — e, pelo começo, será marcante. Além disso, ele continua sendo a melhor opção para as noites de segunda.

Há 30 anos, Gugu fazia o programa que mudaria sua história

Apresentador comandou a maior cobertura sobre o fatal acidente dos Mamonas Assassinas

Foto: SBT

No dia 2 de março de 1996, o Brasil acordou em choque com a morte dos integrantes do Mamonas Assassinas. E foi naquele domingo que Gugu Liberato deixou de ser apenas um apresentador de auditório popular para se tornar protagonista de um dos capítulos mais marcantes da televisão brasileira. À frente do Domingo Legal, ele transformou um programa de entretenimento em uma cobertura histórica, conduzida ao vivo, com emoção, agilidade e senso de responsabilidade.

A televisão dos anos 90 tinha dono aos domingos. Existia disputa, tensão no Ibope, guerra declarada por audiência. Mas naquele 2 de março, Gugu fez algo que poucos imaginariam: ele assumiu o papel de comunicador completo. Organizou entradas ao vivo, acionou helicóptero, mobilizou equipe e levou ao público informações em tempo real sobre o acidente na Serra da Cantareira. O resultado? 37 pontos de média e picos de 47 — um feito que até hoje ecoa como a maior audiência da história do programa e uma das maiores já registradas pelo SBT.

Mas reduzir aquele domingo a números é pequeno demais. O que Gugu fez foi entender o sentimento do país. Ele sabia que o Brasil não queria apenas chorar — queria informação, contexto, despedida. E ele entregou isso com o carisma que sempre foi sua marca registrada. Não era jornalismo tradicional, mas era comunicação pura. Era o apresentador que entrava nas casas brasileiras todos os fins de semana assumindo, ali, um papel que ia além do entretenimento. Em certo momento daquele domingo, todas as outras emissoras e veículos da imprensa foram para o estúdio de Gugu fazer a cobertura em tempo real do acidente com a banda que o Brasil mais amava na época.

Trinta anos depois da despedida dos Mamonas, falar daquele domingo na TV aberta é, inevitavelmente, falar de Gugu. Ele ajudou a moldar o formato dos programas dominicais, misturando emoção, prêmios, histórias humanas e, quando necessário, informação. Ele entendeu que domingo é ritual. É família reunida, é almoço estendido, é televisão ligada como trilha sonora da casa e banheira do Gugu pra divertir. A cobertura da morte dos Mamonas não foi apenas o maior programa de sua carreira — foi o momento em que ele mostrou que dominava o palco, a audiência e, principalmente, o coração do público.

Quando a banda foi em sua única participação no Domingo Legal, também bateu recordes de audiência (Foto: Uol)