Categoria: Televisão

O Testamento: Fofoca pesada para maratonar e se divertir

Candidata a série documental do ano, “O Testamento” traz briga, rolo e confusão em torno da fortuna de dona da Pernambucanas – em coma há dez anos

Foto: Globoplay

A série documental O Testamento mergulha em uma daquelas histórias reais que parecem ficção de tão cheias de reviravoltas, disputas e personagens excêntricos. No centro de tudo está Anita Harley, uma das maiores figuras por trás do império da Pernambucanas, que está há 10 anos em coma após um AVC — condição que torna toda a disputa em torno de sua vida e, principalmente, de seu testamento, ainda mais delicada e controversa. É justamente essa ausência silenciosa da protagonista que abre espaço para uma batalha intensa entre pessoas próximas, interesses milionários e versões conflitantes sobre lealdade, poder e influência. O caso se tornou uma série nível “Vale o Escrito” no Globoplay.

Entre os nomes que orbitam essa trama, ganha destaque Cristine, vista como a pessoa de maior confiança de Anita em sua vida profissional e pessoal. Do outro lado, surge Sônia Soares, a Suzuki, figura central na briga judicial que movimenta a série. O conflito entre essas partes vai muito além de dinheiro: ele escancara relações frágeis, ressentimentos antigos e uma disputa por narrativa — quem realmente estava ao lado de Anita e quem apenas orbitava o poder. Essa séria só ganhou forma após a diretora e jornalista Camila Appel, passar uns dias no mesmo hospital em que Anita está há anos em cuidados. No ano de 2021, Camila acompanhava o pai em uma internação, no mesmo corredor do quarto ‘secreto’ em que a bilionária se encontra. Curiosa com os seguranças na porta do quarto e sem receber visitas, com seu instinto investigativo foi perguntar quem estava no quarto. Ao descobrir a história, trabalhou para esse roteiro louco da vida real ganhasse a série.

Mas O Testamento não vive só de tensão. Um dos grandes acertos da série está no seu lado quase cômico involuntário, especialmente nas participações das sobrinhas, que protagonizam momentos que viralizaram entre quem assiste. A famosa frase “Titia Helena odiaaaava a Suzuki” não é apenas um detalhe: ela sintetiza o tom ácido, quase novelesco mexicano, que permeia certos depoimentos. Essas falas, carregadas de emoção e uma pitada de exagero, funcionam como respiro em meio ao clima pesado — e ajudam a humanizar (e até ridicularizar, em alguns momentos) os conflitos familiares.

No campo jurídico, o documentário também ganha contornos quase teatrais. De um lado, o advogado de defesa de Suzuki, Daniel Silvestri, chama atenção não só pelo posicionamento firme, mas também por uma postura considerada estranha, quase enigmática, que levanta dúvidas e curiosidade. Do outro, representando Cristine, está José Eduardo Cardoso, ex-ministro da Justiça, cuja presença adiciona peso político e técnico ao caso. A entrada de uma figura desse calibre deixa claro que o que está em jogo ali vai muito além de uma simples disputa familiar — é uma batalha de influência, estratégia e poder que se desenrola diante das câmeras com a intensidade de um grande drama brasileiro. Assista para se divertir, ao menos!

Principal estrela do Lolla, Sabrina Carpenter fará maior show de sua carreira no Brasil

Após espetáculo na Argentina, Sabrina quer entregar seu maior show pelas Américas em Interlagos

Foto: Instagram

Se tem um nome que resume o momento pop atual, esse nome é Sabrina Carpenter. Em meio a um line-up mediano, ela desponta como a grande atração do Lollapalooza Brasil neste ano. E não é exagero: o show que ela prepara para o país promete ser o maior de sua carreira na América Latina — mais longo, mais elaborado e com aquela sensação de “estamos vendo história sendo feita ao vivo”. O setlist também vai ser especial.

A virada de chave da pequena loira veio com “Espresso”. Foi ali que Sabrina deixou de ser apenas uma promessa para se tornar uma realidade incontestável no pop mundial. A música viralizou, dominou playlists e redes sociais, e, mais do que isso, apresentou uma artista segura, irônica, feliz e extremamente consciente da própria identidade. “Espresso” não só mudou sua carreira — redefiniu sua posição na indústria.

E quando você soma isso a faixas como “Taste”, “Please Please Please” e “Manchild”, o resultado é uma sequência de hits que consolidam um estilo próprio: pop afiado, inteligente e cheio de personalidade. Sabrina encontrou o equilíbrio raro entre ser comercial e autêntica — algo que poucas conseguem sustentar por tanto tempo.

Não à toa, muita gente já enxerga nela uma espécie de “herdeira natural” de Taylor Swift. Não por ter sido apenas revelada pela loirinha, mas por entender o jogo: narrativa, conexão com o público e domínio do próprio repertório. Sabrina é, sim, essa “cria perfeita de Taylor” — uma artista que bebe da fonte certa, mas entrega com identidade própria.

E talvez o mais curioso de tudo seja o contraste: mesmo sendo baixinha, Sabrina Carpenter se agiganta no palco. Sua presença é magnética, sua entrega é intensa e sua confiança transborda em cada performance. No fim das contas, tamanho nunca foi documento — e Sabrina prova, show após show, que já é gigante onde realmente importa, no palco e na indústria musical.

Venezuela conquista Mundial de Beisebol pela primeira vez

País apaixonado pelo esporte com estádios impecáveis derrotou os Estados Unidos em Miami

Foto: Televisa Deportes

Em uma final eletrizante do Clássico Mundial de Beisebol 2026, disputada em Miami, a seleção venezuelana venceu os Estados Unidos por 3 a 2 e conquistou, pela primeira vez, o título mais importante do beisebol internacional. Mais do que um troféu, foi um marco simbólico para um país apaixonado pelo esporte e acostumado a formar grandes talentos que brilham na Major League Baseball. Definitivamente o dia 17 de março de 2026 entrou para a história do esporte mundial — e principalmente da Venezuela.

Dentro de campo, o jogo foi digno de final. A Venezuela abriu vantagem ainda nas primeiras entradas, controlando bem o ataque americano com um sistema de arremessadores consistente. Mas, quando tudo parecia encaminhado, os Estados Unidos reagiram no oitavo inning com um home run de Bryce Harper, empatando a partida e levando a tensão ao limite. Foi então que, na nona entrada, brilhou a estrela de Eugenio Suárez, que bateu o double decisivo, garantindo a corrida da vitória. No fechamento, o arremessador Daniel Palencia selou o triunfo com autoridade, diante de um estádio tomado por torcedores venezuelanos.

O título tem um peso ainda maior quando se entende o que o beisebol representa para a Venezuela. O esporte é, ao lado do futebol, uma das maiores paixões nacionais, com forte presença cultural, social e até identitária. De bairros humildes a grandes ligas, o beisebol sempre foi uma via de ascensão e orgulho para milhares de venezuelanos. Não por acaso, o país é um dos maiores exportadores de talentos para a MLB, e essa conquista no cenário mundial funciona como uma consagração coletiva de décadas de investimento, talento e amor pelo jogo. Além disso, seus estádios tem estrutura nível LA Dodgers.

Fora das quatro linhas, a vitória também ganhou contornos simbólicos. Em meio a tensões políticas e episódios recentes envolvendo os Estados Unidos e a Venezuela, o resultado foi interpretado por muitos como uma espécie de revanche esportiva — um momento em que o país sul-americano superou, ao menos no campo simbólico, uma potência global. Ainda que o esporte não resolva conflitos geopolíticos, ele tem o poder de unir, emocionar e ressignificar narrativas. E, naquela noite em Miami, a Venezuela não venceu apenas um jogo: venceu um capítulo da sua própria história.

Coração Acelerado: Novela ultrapassada, sem enredo e difícil de assistir

Público não comprou a ideia e conta os dias para trama sair do ar. Era coisa para ser feita em 2012

Foto: Instagram

A novela Coração Acelerado chegou com a promessa de misturar drama, música e o universo sertanejo, mas na prática acabou se tornando uma produção confusa e difícil de acompanhar. O problema principal parece estar no enredo, que simplesmente não se sustenta. As histórias não se conectam direito, os conflitos não prendem a atenção e o público fica com a sensação de que está assistindo a cenas soltas, sem um rumo claro. Falta direção narrativa, falta objetivo — e novela sem história forte vira um teste de paciência.

O mais curioso é que o elenco não é o problema. Pelo contrário: há bons atores e atrizes no projeto, gente com experiência e talento suficientes para carregar tramas interessantes. Só que a novela não sabe aproveitar esse potencial. Personagens aparecem sem profundidade, arcos dramáticos começam e não evoluem, e muitos talentos acabam desperdiçados dentro de uma história que não encontra seu próprio tom.

Outro ponto que pesa contra a trama é o desequilíbrio típico das novelas mal conduzidas: a vilã parece estar sempre vencendo. Conflito é importante em dramaturgia, claro, mas quando o mal se impõe o tempo todo sem contraponto convincente, o público começa a perder o interesse. Fica cansativo acompanhar uma história em que a sensação constante é de frustração.

Nem mesmo a trilha sonora — que deveria ser um dos grandes atrativos de uma novela ambientada no universo sertanejo — consegue empolgar. Falta aquele impacto cultural que outras produções musicais já tiveram na televisão brasileira. As músicas hoje não estouram, não viram assunto, não criam identificação com quem está assistindo. É como se tudo passasse sem deixar marca. E a abertura, que todos esperavam a música “Fora do Compasso” e enfiaram uma da Ana Castela, mais saturada que tudo de tanto aparecer?

No fundo, Coração Acelerado também parece uma novela fora do seu tempo. A ideia de uma trama centrada no universo sertanejo talvez funcionasse muito melhor lá por 2012 ou 2013, quando esse tipo de estética estava mais alinhado com o momento cultural da TV. Hoje, com o público mais exigente e acostumado a narrativas mais dinâmicas, a produção soa datada — e acaba se tornando uma novela difícil de engolir.

“A Praça É Nossa” comemora 90 anos de Carlos Alberto de Nóbrega com especial

Programa vai ao ar nesta quinta-feira (12) e promete risadas com emoção

Foto: SBT

Nosso querido programa essebetista “A Praça É Nossa” está em festa! A edição desta semana exibe nesta quinta-feira (12) um especial dedicado aos 90 anos de Carlos Alberto de Nóbrega, figura central da atração e um dos maiores nomes do humor da televisão brasileira. O programa promete ser cheio de homenagens. Além dos personagens que fazem parte do elenco atual, o especial também contará com participações de personagens clássicos que voltarão apenas para celebrar a trajetória de Carlos Alberto.

A ideia é transformar o tradicional banco da Praça em um grande reencontro com a história do humor que marcou gerações de brasileiros. O momento também tem um significado especial porque, nos últimos dias, o apresentador passou por um susto com a saúde e chegou a ser hospitalizado. Felizmente, ele já recebeu alta e está em casa, recuperado. Assim, poderá comemorar os 90 anos com tranquilidade e, claro, acompanhando o especial preparado em sua homenagem.

A história da Praça também é uma história de família. Carlos Alberto de Nóbrega herdou o famoso banco do pai, Manoel de Nóbrega, um verdadeiro gênio da televisão brasileira. Foi ele quem transformou em programa uma ideia simples inspirada em uma cena observada em Buenos Aires: um homem sentado em um banco de praça que, o tempo todo, recebia a visita de pessoas diferentes para conversar. Dessa observação nasceu o formato que viria a se tornar um clássico da TV.

Carlos Alberto assumiu a missão de continuar esse legado e cumpriu o papel com perfeição ao longo das décadas. Graças a ele, A Praça É Nossa se transformou em um dos programas mais longevos da televisão brasileira. E tudo indica que essa tradição familiar ainda deve continuar, já que no futuro o comando da Praça pode passar para Marcelo de Nóbrega, filho de Carlos Alberto e diretor da atração há muitos anos. Assim, o banco mais famoso da TV segue como símbolo de uma herança que atravessa gerações — sempre com a missão de fazer o Brasil rir. 🎭📺👏

Programa de Eliana já está com cara de ser ruim

Duelo contra Domingo Legal vai complicar ainda mais a vida da apresentadora

Foto: Gshow

A guerra dos domingos na televisão brasileira sempre foi uma das mais intensas da programação. É o dia em que as emissoras apostam alto para conquistar o público que está em casa depois do almoço, procurando entretenimento leve antes do futebol ou simplesmente um programa para acompanhar em família. Neste próximo domingo, a disputa ganha um novo capítulo.

A TV Globo decidiu colocar o Big Brother Brasil às 13h para servir como impulso à estreia de Em Família com Eliana, novo programa dominical comandado pela apresentadora. A estratégia é clara: usar um produto forte para tentar alavancar uma novidade na grade. O problema é que o Em Família com Eliana já estreia com um problema sério — a impressão inicial de que é um programa morno, sem graça e engessado. Pelo que se viu da proposta, parece mais um desses formatos familiares genéricos, sem grande identidade e com uma cara de programa que já nasce datado. A proposta do dominical ainda é confusa, emvolvendo visitas à casa de famílias musicais e levando eles pro palco para um game…

Em uma faixa horária tão competitiva, começar assim é um risco enorme. Enquanto isso, o SBT chega para essa disputa com um produto que conhece muito bem o público de domingo. O Domingo Legal, comandado por Celso Portiolli, também prepara novidades. O programa ganha cenário novo e traz de volta um quadro que sempre foi sinônimo de audiência: o popular Comprar é Bom, Levar é Melhor, patrocinado pela Havan, que costuma mobilizar famílias inteiras em frente à televisão.

A Record também quer entrar nessa briga. O programa “Boom” comandado por Tom Cavalcante vem registrando bons resultados. Ou seja, novidades não faltam na programação das emissoras. Mas o domingo também é movido por hábito. E nisso o Domingo Legal leva vantagem. Para muita gente, ele já virou aquele programa conforto do início da tarde, companhia tradicional antes de começar o futebol. Eliana está de volta aos domingos, agora em outra emissora e cercada de expectativa, mas, do jeito que as coisas começam, tudo indica que Celso Portiolli ainda deve continuar soberano nessa faixa.