Categoria: Futebol Internacional

Bayern vai estrear camisa da nova temporada já contra o P$G

Clube bávaro apresentou seu mais novo belo manto com o atual esquadrão Kane, Olise, Díaz e mascote Berni

Foto: FC Bayern

A nova camisa do Bayern de Munique chega com aquele tipo de impacto que vai além da estética. É quase uma viagem no tempo. Mesmo sendo o uniforme da temporada 26/2027 — que só começa em agosto — o clube resolveu quebrar o protocolo e antecipar a estreia já nesta semana, justamente em um dos maiores palcos possíveis, a semifinal da UEFA Champions League contra o Paris Saint-Germain, ou melhor, P$G. E não é por acaso. A camisa carrega uma aura muito clara de 2020… de 2013… anos em que o Bayern não era apenas um time, era uma máquina praticamente imparável.

E o contexto ajuda a reforçar esse sentimento. O Bayern atual joga o melhor futebol do mundo na temporada, empilhando recordes, dominando adversários e já garantindo mais um título alemão para uma prateleira que parece não ter fim. Historicamente, o clube se mantém ali no topo absoluto — para muitos, o Top 2 global, atrás apenas do Real Madrid. Na semifinal, mesmo com a derrota apertada por um gol no jogo de ida, o cenário segue completamente aberto. Existe uma confiança quase silenciosa de que esse time tem capacidade real de buscar a virada e, quem sabe, reviver o gosto de conquistar a Europa — algo que não acontece há seis anos, curiosamente contra o próprio Paris Saint-Germain.

A campanha de lançamento também abraçou esse espírito, trazendo o mascote Berni como símbolo de identidade e conexão com a torcida, enquanto dentro de campo o icônico Manuel Neuer aparece com um novo uniforme laranja que já virou febre nas lojas do clube. É mais do que marketing: é narrativa. Agora, fica a expectativa — e talvez até um certo misticismo — para saber se esse novo manto vai ser o empurrão final nessa caminhada até Budapeste, local da decisão neste ano. Porque quando se trata de Bayern, tradição e ambição sempre andam juntas… e a tão desejada “orelhuda” nunca sai dos planos.

Fotos: FC Bayern

“Zico, o samurai de Quintino” lota cinemas mostrando lado mais humano de ‘Rei Arthur’

Jogador mais completo e histórico do futebol brasileiro pós-Pelé, Zico tem merecido documentário sobre sua trajetória nas telonas

Foto: O Globo

O documentário Zico, O Samurai de Quintino chega como mais do que um registro histórico: é um lembrete necessário de quem ajudou a moldar o futebol brasileiro em sua essência mais pura. Falar de Zico (Arthur Antunes Coimbra) é falar de técnica refinada, inteligência em campo e uma relação quase artesanal com a bola. De longe foi o melhor jogador brasileiro pós-Pelé. Ídolo máximo do Flamengo, ele não apenas encantou gerações, mas elevou o nível de exigência sobre o que significa jogar futebol no Brasil. E nem precisa ser flamenguista para adorar Zico. Sua forma de pensar o jogo — com criatividade, disciplina e obsessão pelo detalhe — ajudou a pavimentar o caminho para a evolução tática e técnica que viria depois.

Mas reduzir Zico ao Brasil é não entender a dimensão real do seu impacto. Quando atravessou o mundo para atuar e ensinar no Kashima Antlers, ele fez muito mais do que jogar: ele educou. Em um país que ainda estruturava sua identidade no futebol, Zico foi um verdadeiro arquiteto do jogo. Levou fundamentos, profissionalismo e uma visão moderna que ajudaram a transformar o Japão em uma potência emergente no esporte. Não é exagero dizer que boa parte do que o futebol japonês se tornou passa diretamente pelas mãos — e pelos pés — do Galinho.

O filme acerta ao resgatar essa dualidade: o craque genial e o formador de cultura esportiva. Porque Zico nunca foi apenas talento — ele sempre foi método. Treinava faltas à exaustão, estudava o jogo e tratava o futebol como ciência antes mesmo disso se tornar comum. É essa mentalidade que o coloca em um patamar diferente, como um elo entre o futebol arte e o futebol moderno. Ele não só brilhou em campo, como ensinou o caminho para que outros brilhassem.

No fim, assistir a esse documentário é entender que Zico não pertence apenas à história — ele pertence à evolução do futebol. Do Quintino para o mundo, sua trajetória é a prova de que talento sem dedicação não sustenta legado, mas quando os dois se encontram, o resultado é eterno. E Zico, definitivamente, é eterno. A experiência de ver sua história no cinema vale o combo e o salgadinho da Americanas. No esquenta para o filme, ouça o samba da Imperatriz Leopoldinense 2014, do qual Zico foi enredo.

Como atual geração do futebol colombiano tenta se consolidar no Top 3 do continente

Há 30 anos, menor preocupação dos colombianos era o esporte. Isso fez o país atrasar seus planos nos gramados

Foto: Telemedellín

A Seleção Colombiana vive um daqueles momentos que misturam esperança e cobrança na mesma medida. Vice-campeã da Copa América 2024, ao perder a decisão para a Seleção Argentina, a Colômbia mostrou que tem material humano para competir em alto nível. A geração atual, liderada por nomes como James Rodríguez véio e Luis Díaz no auge, carrega talento comparável às safras históricas dos anos 90 e à equipe de 2014, que encantou o mundo. Mas talento, por si só, não garante protagonismo contínuo.

Existe um contexto mais profundo por trás dessa seleção. A Colômbia passou por décadas marcadas por conflitos internos e instabilidade, um período em que o futebol dividia espaço com questões muito mais urgentes como a do narcotráfico. O renascimento do país, tanto social quanto cultural, se reflete diretamente na forma como o futebol é vivido hoje: com paixão, orgulho e identidade. O torcedor colombiano transformou o apoio à seleção em uma extensão desse novo momento nacional — vibrante, acolhedor e cheio de esperança.

Dentro de campo, porém, o desafio é outro: transformar talento em consistência. A Colômbia ainda busca aquilo que separa boas gerações de seleções vencedoras — a famosa “liga”. Falta regularidade em competições longas, falta maturidade em momentos decisivos e, principalmente, falta um padrão coletivo que sustente o brilho individual. Enquanto isso, o posto de terceira força do continente segue em aberto, disputado com seleções como Seleção Uruguaia e Seleção Equatoriana, que também vivem seus próprios ciclos de reconstrução e afirmação.

O caminho colombiano, no entanto, parece bem desenhado. Clubes como Envigado Fútbol Club, Millonarios FC e Deportivo Cali investem forte nas categorias de base, formando jogadores desde cedo com estrutura e metodologia modernas. Essa base sólida é o que pode garantir presença constante em Copas do Mundo — evitando ausências como a de 2022 — e competitividade nas próximas edições da Copa América. Por enquanto, a Colômbia ainda parece uma seleção em construção no cenário mundial, mas com potencial claro de, no médio prazo, deixar de ser promessa e se firmar de vez como protagonista sul-americana.

Bayern é campeão na Alemanha e agora quer conquistar a Europa

Time do mascote Berni tem o melhor futebol da temporada atual e quer voltar a botar às mãos na Champions League

Foto: FC Bayern

O imponente Bayern de Munique segue fazendo da Bundesliga praticamente um território particular. Na temporada 2025/26, o gigante alemão confirmou mais um título com antecedência, reafirmando uma hegemonia que já atravessa mais de uma década e somou a 35ª estrela na galeria do clube. Sob o comando de Vincent Kompany, a equipe não apenas venceu — dominou. Com ampla vantagem sobre os concorrentes e um futebol ofensivo avassalador, o Bayern transformou a disputa em um campeonato de um time só.

A campanha foi marcada por números que impressionam até para os padrões bávaros. O time quebrou recordes históricos de gols na Bundesliga, ultrapassando a marca centenária ainda com rodadas a disputar. Com um ataque que beirou os 150 gols na temporada somando todas as competições, a equipe apresentou uma média superior a três gols por jogo, algo raro mesmo entre as principais ligas europeias  . A consistência foi outro diferencial: liderança confortável e poucas oscilações ao longo do campeonato.

Individualmente, o destaque absoluto foi Harry Kane. O inglês viveu uma temporada histórica, sendo o artilheiro isolado da Bundesliga e um dos maiores goleadores da Europa no período. Ao lado dele, nomes como o francês Michael Olise e o colombiano Luis Díaz formaram um trio ofensivo devastador, responsável por grande parte dos gols da equipe. A profundidade do elenco também chamou atenção, com diversos jogadores contribuindo diretamente para o placar ao longo da campanha. Sem contar com o gigante Manuel Neuer fechando o gol. Além disso, o carisma do urso Berni deu sorte durante toda a temporada para o esquadrão do Bayern.

O título foi sacramentado com autoridade, inclusive em jogos decisivos, como a vitória de hoje por 4 a 2 sobre o Stuttgart, que simbolizou bem o espírito do time: mesmo saindo atrás, o Bayern reagiu com intensidade e resolveu a partida rapidamente. Mais do que levantar mais uma taça, o clube reafirma sua era de domínio no futebol alemão — e deixa a sensação de que, por enquanto, não há ninguém capaz de ameaçar esse império vermelho. Talvez no continente, apenas um time de Paris seja a ameaça, mas daqui uma semana vamos descobrir isso.

Petit Gateau é recontratado pela Globo para a Copa do Mundo 2026

Sem emprego desde o Mundial de Clubes, gato mais Enzo do futebol vai atormentar as transmissões devido ao favoritismo de sua Seleção ‘Le Bleu

Foto: Globoplay

Tem personagens que surgem meio sem pretensão e, quando você percebe, já viraram patrimônio emocional da TV. É exatamente o caso do Petit Gateau, o gato de pelúcia mais carismático que a TV Globo inventou nos últimos tempos. Ele apareceu ali, todo discreto, no meio dos cavalinhos daquele quadro que nasceu no Fantástico e depois ganhou espaço na Central da Copa… e pronto: conquistou o público com um miado e um sotaque francês duvidoso.

Criado originalmente para as Olimpíadas de Paris 2024, Petit Gateau era só mais uma ideia divertida pra dar leveza à cobertura. Mas como todo bom personagem improvável, ele ultrapassou o roteiro. Virou meme, virou assunto nas redes e, principalmente, virou companhia — aquela figurinha que você espera aparecer, mesmo sem saber exatamente o que ele vai fazer. Porque convenhamos: um gato de pelúcia comentando esporte com ar blasé já é entretenimento por si só.

Foto: TV Globo

Aí veio o plot twist: no Mundial de Clubes, ele ressurgiu, assumidamente torcedor do Paris Saint-Germain. Claro, né? Um gato francês da categoria “Enzo” não iria torcer para outro time. Com seu “très chic” improvisado, Petit Gateau reforçou o personagem e provou que não era só hype olímpico — ele tinha fôlego pra continuar relevante. Mesmo assim, após a derrota do P$G na final para o Chelsea, ficou um tempo “sem contrato”, perdido no almoxarifado da emissora carioca.

Mas ele voltou, forte como Napoleão. Recontratado para a Copa do Mundo FIFA de 2026, Petit Gateau já chega com status de veterano e com uma missão: acompanhar a sua seleção, a França, que vem fortíssima na briga pelo sonhado tricampeonato. No fim das contas, pouco importa o placar — o que a gente quer mesmo é ver o gato mais elegante (e levemente debochado) da televisão brasileira circulando de novo. Porque se tem uma coisa que o esporte ensinou nos últimos anos, é que às vezes o verdadeiro protagonista não está em campo… está no cenário, miando com sotaque francês.

40 anos do maior goleiro da história

Manuel Neuer segue como lenda viva no futebol revolucionando a posição de “arquero”

Foto: Bayern

Tem jogador que marca época. E tem jogador que muda a história. Manuel Neuer pertence à segunda categoria. No dia do seu aniversário, é impossível falar dele sem reconhecer: o futebol antes e depois de Neuer é outro — especialmente na posição mais ingrata (e decisiva) do campo.

No Bayern de Munique, ele construiu uma trajetória quase irretocável. São múltiplos títulos da Bundesliga, além de conquistas de UEFA Champions League que colocaram o clube no topo do futebol mundial — com destaque para as campanhas de 2012–13 e 2019–20, onde o Bayern foi simplesmente dominante. Neuer não era só o goleiro: era líder, capitão, voz ativa e, muitas vezes, o primeiro construtor de jogadas.

Pela Seleção Alemã de Futebol, o auge veio na Copa do Mundo FIFA de 2014. Aquela campanha consagrou não apenas a Alemanha campeã, mas também um novo jeito de enxergar a posição. Neuer foi decisivo, seguro, ousado — e protagonizou atuações que beiraram o inacreditável, como contra a Argélia, jogando praticamente como um zagueiro. Foi eleito o melhor goleiro do torneio, e com razão.

Mas talvez o maior título de Neuer seja invisível: o legado. Ele transformou o goleiro em peça ativa do jogo, elevou o nível de exigência técnica da posição e influenciou uma geração inteira. Hoje, não basta defender — é preciso saber jogar. E se isso virou regra, é porque um alemão, anos atrás, decidiu que ficar parado na área já não era suficiente.