Rodolfo Arruabarrena foi bancado por Riquelme no cargo e leva o time ao título da Liga, sonhando com a Sulamericana em Barranquilla

O Boca Juniors está de volta ao lugar que sua história exige: o topo do futebol argentino! Em uma noite de tirar o fôlego, o gigante de Buenos Aires conquistou o título da Liga Profissional Argentina de 2026, fazendo a Bombonera explodir de emoção. A vitória dramática sobre o Defensa y Justicia, por 1 a 0, foi muito mais do que um resultado. Foi a consagração de uma equipe que aprendeu a sofrer, encontrou forças nos momentos mais difíceis e jamais deixou de acreditar. Depois de quase três anos de espera, a torcida xeneize voltou a sentir o sabor inconfundível de levantar uma taça. E que maneira extraordinária de ser campeão!
O caminho até a glória não foi simples. O Boca precisou se reinventar, superar oscilações e transformar desconfiança em futebol competitivo. Rodada após rodada, a equipe ganhou personalidade, fortaleceu seu sistema defensivo e encontrou soluções para decidir partidas fundamentais. A vitória no Superclássico diante do River Plate foi um daqueles momentos capazes de mudar o destino de uma temporada. O Boca cresceu quando precisava crescer, assumiu o protagonismo na disputa pela liderança e mostrou que camisa pesada também exige entrega, coragem e personalidade. A conquista não nasceu apenas na última rodada, mas em cada batalha enfrentada ao longo do campeonato.
E há um nome que merece ser exaltado nessa caminhada: Rodolfo Arruabarrena! Bianchista, formado na tradicional escola futebolística de Vicente López, o técnico mostrou sua capacidade de liderança e sua inteligência à beira do gramado. Conhecedor das entranhas do futebol argentino e da mística que envolve o Boca Juniors, Arruabarrena conseguiu devolver ao time aquilo que sua torcida mais exige: alma, competitividade e fome de vencer. Seu trabalho foi determinante para transformar um grupo pressionado em uma equipe capaz de suportar o peso das decisões. O treinador soube encontrar o equilíbrio entre organização tática e intensidade, construindo um Boca que não se entrega, não se intimida e luta até o último instante. Um título que também carrega a assinatura de um técnico identificado com a essência xeneize.
E então veio o momento que ficará eternizado na memória dos apaixonados pelo Boca! Quando o relógio já castigava os corações na Bombonera e o empate ameaçava transformar o sonho em frustração, apareceu Enner Valencia. Aos 50 minutos do segundo tempo, depois de um cruzamento de Lautaro Blanco, uma falha do goleiro Matías Borgogno e a participação decisiva de Lautaro Di Lollo, o equatoriano mandou a bola para o fundo das redes. GOL DO BOCA! GOL DO TÍTULO! GOL PARA A ETERNIDADE! A Bombonera veio abaixo, tomada por lágrimas, abraços e uma explosão de felicidade impossível de descrever. Valencia entrou para a história como o herói de uma conquista épica, daquelas que só o futebol é capaz de proporcionar. Porque o Boca é assim: sofre, resiste, acredita e transforma os últimos segundos em eternidade. A Argentina volta a se pintar de azul e dourado, vendo o retorno xeneize em uma fase gloriosa.