O abraço dele me salvou

Como estou em mais uma semana lutando contra a ansiedade

Foto: Instagram

Essa semana, finalmente reencontrei o boy depois de tanto tempo. E bastou aquele abraço para eu me sentir bem de novo. Por alguns minutos, parecia que nada de ruim existia. Eu me senti protegida de tudo, acolhida, cuidada pelo carinho que ele sempre me dá. Fiquei ali, olhando para ele tomar seu capuccino gelado enquanto eu bebia Pepsi num copo de whisky numa padaria, que naquele momento parecia ser o lugar mais importante do mundo ao lado dele.

Andamos juntos na rua, ele segurando o presente de aniversário que eu tinha preparado. Dentro daquele presente tinha um monte de coisas escolhidas com carinho e uma carta escrita à mão, porque algumas coisas a gente ainda precisa escrever com o próprio punho para conseguir colocar para fora tudo aquilo que sente. Começou a chover e a chuva acabou interrompendo nosso encontro, que já precisaria ser curto porque ele estava com uma dor de cabeça muito forte. Mesmo assim, ele não deixou de me ver. Mesmo sentindo dor, encontrou um jeito de estar comigo. E isso diz muito sobre o carinho que existe entre nós.

No dia seguinte, porém, eu coloquei tudo a perder mais uma vez por causa de uma doença que não me deixa em paz: a ansiedade. Uma doença que invade pensamentos, destrói momentos, cria medos onde talvez não exista nada para temer e, principalmente, faz a gente machucar justamente aquilo que mais ama. Eu não quero mais viver assim. Quero me curar para salvar a mim mesma, mas também para salvar meu relacionamento com o boy mais lindo e especial do mundo. Quero salvar minha rotina, minhas amizades, meus dias e a pessoa que eu sou quando a ansiedade não está no comando.

Agora estou internada, tratando da ansiedade laranja de Divertida Mente 2 na minha cabeça. E tratando também do meu nariz, que insiste em sangrar comigo. E talvez eu ainda precise chorar muito. Talvez ainda haja dias difíceis, medo, insegurança e recaídas. Mas eu quero acreditar que este é o começo do fim dessa fase. Posso continuar sangrando e chorando, mas que seja pela última vez. Que, depois disso, eu consiga respirar fundo, enxugar as lágrimas e voltar para meus trabalhos, minha casa e meu jardim. Voltar para o cinema, para mim mesma e para quem eu amo. Voltar para o abraço dele e sorrir novamente como ele me faz.

Comente aqui: