O pagodeiro, ao lado de Elton Jhon, salvou a segunda-feira. Os demais deixaram a desejar

Se tem uma coisa que o Rock in Rio desses últimos dias ensinou é que, às vezes, é melhor fingir que nada aconteceu. Na minha opinião, os únicos shows realmente bons foram Elton John e Péricles. O resto? Você pode simplesmente apagar da memória e seguir a vida como se aquela sexta, aquele sábado e aquele domingo nunca tivessem existido.
Elton John já entra em outra categoria. É a grandeza de um artista que dispensa apresentação, o peso de uma carreira gigantesca e um repertório que atravessa gerações. Quando você coloca um artista desse tamanho no palco, não precisa inventar moda: é só deixar a história acontecer. E aconteceu.
Péricles também entregou um show que merece ser destacado, principalmente por ter cantado músicas da Motown Records. Foi daqueles momentos em que você percebe que existe repertório, existe voz e existe artista de verdade no palco. Não precisava de muito mais do que isso para funcionar — e funcionou.
Infelizmente a sexta-feira, o sábado e o domingo podem ser convenientemente esquecidos no festival desse ano. Além da chuva que fez a vida de todos que foram pra Cidade do Rock piorar. Faça de conta que o Rock in Rio começou e terminou na segunda-feira. Elton John e Péricles salvaram o festival. O resto a gente simplesmente finge que não viu.