Elenco estrelado parece estar com preguiça de jogar, pois sua maioria já ganhou de tudo

O River Plate voltou da pausa da Copa do Mundo exatamente da mesma forma que encerrou o primeiro semestre: sem intensidade, sem confiança e, principalmente, sem qualquer sinal de evolução. O problema é que essa versão do time já era conhecida desde o início do trabalho de Eduardo Coudet. A pausa serviu para pouco.
A perda do título para o Belgrano parece ter deixado marcas em um elenco que, em vez de reagir, transmite a sensação de que perdeu ainda mais a competitividade. O River tem jogadores de enorme qualidade, muitos deles acostumados a conquistar os maiores títulos do futebol. Há atletas com Libertadores, Champions League e até Copa do Mundo no currículo. Mas, dentro de campo, falta aquilo que sempre caracterizou o River: fome de vencer.
Durante meses, muita gente apontou Marcelo Gallardo como o principal responsável pela queda de rendimento da equipe. De fato, seu ciclo dava sinais claros de desgaste, e uma mudança parecia inevitável. Mas a troca de comando, por si só, não resolveu nada. Pelo contrário: o River segue preso aos mesmos problemas, e o trabalho de Coudet ainda não conseguiu apresentar uma identidade capaz de convencer.
O mais preocupante é a postura da equipe. O River parece apático, sem urgência e sem a sensação de que cada partida realmente vale alguma coisa. E isso não faz sentido. O clube ainda tem pela frente duas competições importantes, que sobraram para a temporada: a Copa Sul-Americana e o Campeonato Argentino. Se o time não encontrar motivação para disputar esses torneios, vai jogar por quê?
O River ainda tem objetivos na temporada, ainda pode conquistar um título e ainda pode terminar o ano de cabeça erguida. Mas, para isso, precisa mudar de postura imediatamente. Porque, mantendo esse futebol burocrático e sem ambição, o risco é encerrar mais uma temporada sem levantar nenhuma taça. E, para um clube do tamanho do “millionario” e para um elenco tão estrelado, isso é simplesmente inaceitável.