Categoria: Televisão

Ratinho vai no caminho oposto de Luciano Huck e defende megaoperação feita no Rio

Apresentador reforçou que o Brasil prende comediante por fazer piada, mas deixa bandido na rua aterrorizando a sociedade

Público votou a favor junto ao apresentador (Foto: Arquivo Pessoal)

Em seu programa, o apresentador Ratinho se manifestou hoje a favor da operação policial realizada no Rio de Janeiro. Enquanto parte da imprensa e nomes da TV criticaram a ação, ele foi direto: disse que a sociedade precisa apoiar esse tipo de operação, porque é justamente contra o tráfico — que está cada vez mais forte — que o Estado deve agir. Durante a atração, Ratinho lançou uma enquete com o público e 94% dos participantes também votaram a favor, mostrando que a opinião popular segue mais alinhada com o endurecimento contra o crime do que com o discurso de vitimização de criminosos.

A fala do apresentador contrastou diretamente com a postura de Luciano Huck, que havia repudiado a operação em seu programa neste domingo. Ratinho, por outro lado, defendeu os policiais e apontou o perigo de transformar ações de segurança em debates ideológicos. Ele lembrou que há famílias reféns de facções e que a falta de apoio às forças de segurança só fortalece os criminosos.

Durante o programa, Ratinho foi contundente: “Brasil prende comediante por fazer piada, e deixa bandido armado controlando território… chega de politizar e transformar ação em ideologia. Traficante não é vítima”. A frase repercutiu fortemente nas redes, onde muitos internautas reforçaram o apoio ao apresentador, destacando o contraste entre a liberdade para o crime e a censura ao humor e à opinião.

Enquanto o país ainda se divide entre discursos e ideologias, Ratinho reforça um ponto que ecoa fora da bolha: a sensação de insegurança é real, e a população quer respostas práticas. No meio do caos urbano, o apresentador revive o papel de voz popular — a mesma que o consagrou na TV — ao dizer em alto e bom som o que muita gente pensa, mas poucos têm coragem de dizer diante das câmeras. Além de entretenimento, ele ainda sabe oferecer sinceridade no ao vivo.

César Tralli estreia no Jornal Nacional, bancada que sempre sonhou em ocupar

Com 32 anos de emissora, o jornalista favorito da atual geração enfim vai parar de trabalhar em pé

Foto: O Globo

Nesta primeira segunda-feira de novembro, marca um momento histórico para o jornalismo da TV brasileira: César Tralli estreia oficialmente na bancada do Jornal Nacional. Depois de 33 anos de trajetória impecável na TV Globo, o jornalista conquista o posto que sempre almejou — e chega lá por puro mérito. Tralli é aquele profissional que não construiu sua imagem em cima de polêmicas ou carisma forçado, mas na credibilidade, na constância e na forma elegante de conduzir as notícias com empatia e firmeza.

Durante anos à frente do SP1 e, mais recentemente, do Jornal Hoje e no fim da tarde na GloboNews, Tralli criou uma legião de telespectadores fiéis. Gente que ligava a TV “pra ver o Tralli”, e não necessariamente pelo noticiário. Fazia jornada tripla praticamente, trabalhando em pé várias horas no ar. Esse vínculo pessoal com o público é um dos seus maiores trunfos — e deve ser justamente o que fará muita gente migrar do horário do almoço para o horário nobre. É provável que o Jornal Nacional ganhe um novo fôlego de audiência, atraindo espectadores mais jovens e conectados, mas que ainda buscam um jornalismo com rosto humano.

O Jornal Nacional, mesmo com sua tradição e liderança incontestável, precisava de uma renovação. Tralli representa essa transição sem romper com o legado. Ele traz o olhar moderno das redes sociais, o domínio de câmeras ao vivo e uma linguagem menos engessada — tudo isso sem perder o tom solene que o jornal exige. Sua chegada é também um sinal de que o telejornal mais importante do país quer se aproximar novamente das pessoas, sem deixar de ser o “espelho do Brasil”.

Mais do que um novo apresentador, César Tralli é um novo momento para o Jornal Nacional. Ele simboliza a mistura rara de experiência e atualidade. Aquele jornalista que começou cobrindo rua, que enfrentou tragédias, coberturas históricas e plantões incansáveis, agora senta na cadeira mais cobiçada do telejornalismo brasileiro. E é bonito ver quando o talento, a disciplina e o amor pela profissão finalmente se encontram com o destino! 📺

Julius comemora: Dodgers é bicampeão da Major League Baseball

Time segue com o título e com o melhor cachorro-quente dos Estados Unidos

Foto: MLB

O Los Angeles Dodgers é bicampeão da Major League Baseball! Foram sete jogos intensos até o desfecho digno de cinema — com emoção, suor e o brilho do beisebol em sua forma mais pura. O título consagra não apenas uma das franquias mais tradicionais dos Estados Unidos, mas também o talento de um elenco que parece ter nascido para vencer. O time de Los Angeles mostrou equilíbrio e maturidade, mesmo sob pressão, e cravou mais uma taça na estante com estilo.

Mais um troféu, aliás, para a coleção de Magic Johnson, o astro da NBA que se tornou também o grande nome fora de campo dos Dodgers. Dono da franquia, ele viu sua equipe dominar mais uma temporada e alcançar o tão sonhado bicampeonato consecutivo. É curioso como Magic, mesmo décadas depois de encerrar a carreira no basquete, continua sendo um símbolo de vitória e superação, agora no beisebol. Parece que onde ele põe a mão, o sucesso vem. É um midas do esporte.

Entre os grandes protagonistas dessa campanha, o destaque absoluto foi o japonês Yoshinobu Yamamoto, eleito o MVP da World Series. Ele foi simplesmente impecável: dominou os arremessos, desafiou estatísticas e mostrou que o talento asiático veio para ficar na MLB. O “japonêsinho”, como muitos torcedores carinhosamente o chamaram nas redes, virou herói instantâneo em Los Angeles. Com calma, precisão e frieza, Yamamoto foi o verdadeiro maestro dessa sinfonia de vitórias.

O elenco dos Dodgers merece todos os aplausos possíveis. Além de Yamamoto, outros nomes se agigantaram em momentos decisivos, mostrando que o título não foi obra de um só jogador, mas de um grupo unido, técnico e competitivo. Sete jogos, sete batalhas — e cada uma delas reforçou o espírito vencedor dessa equipe que parece cada vez mais destinada a construir uma dinastia moderna no beisebol. O estádio de Los Angeles virou um palco de festa, com a torcida lotando as arquibancadas em um espetáculo digno de Hollywood.

E no meio de tanta comemoração, um detalhe que não passa despercebido: esse é o time do Julius, nosso pai econômico com 2 empregos de “Todo Mundo Odeia o Chris”! O personagem sempre falava do cachorro-quente dos Dodgers, considerado o melhor dos Estados Unidos — e agora pode se orgulhar ainda mais do seu time do coração. O bicampeonato é a prova de que tradição e carisma andam juntos. Os Dodgers seguem escrevendo história, dentro e fora de campo, com a mesma classe que só os grandes têm.

Foto: MLB / LA Dodgers

Caçador de Marajás: José Sarney impressiona por memória e imortalidade em série documental sobre Collor

O homi tá melhor que todos nós de saúde…

Foto: Arquivo Pessoal / Globoplay

Estou assistindo à série documental Caçador de Marajás, que retrata o período de Fernando Collor de Mello em seu auge político feita no Globoplay — e uma das figuras que mais me chamou atenção foi José Sarney. Nascido em 24 de abril de 1930, Sarney completou 95 anos em 2025. O que me impressiona não é apenas a longevidade, mas a clareza da memória, a riqueza dos detalhes que ele compartilha — muitos políticos daquela geração já se foram ou se recolheram ao silêncio, mas ele segue firme, ativo, contando causos, bastidores, com aquela desenvoltura marcada pela experiência de décadas.

É fascinante ver como, no documentário, os testemunhos dele ajudam a dar cores à “loucura” da vida do playboy Collor — a política brasileira, o poder, os erros, os excessos — e Sarney aparece como uma espécie de espectador privilegiado que estava lá, que viu, que lembra. Essa vitalidade — ver alguém de 95 anos postando nas redes sociais sua rotina saudável, exercitando-se, mantendo a cabeça firme — funciona quase como um espelho invertido para os muitos jovens que acham que “velho” ou “aposentado” significa “desligado”. Ele humilha (no bom sentido) muitos “jovens” por aí com sua força de vontade: levantar cedo, ler, escrever, estar presente. É quase como se a história viva estivesse ali nos vídeos, nas entrevistas, um personagem que recusa desaparecer.

E pensar: tantos protagonistas daquela época — militares, políticos, intermediários — já se foram. E Sarney, eis-que aparece “imortal” aos olhos de quem assiste. Não no sentido literal, claro, mas no sentido simbólico de permanecer relevante, lúcido, participante. Isso me leva a refletir sobre como a política se faz — e se desfaz — ao longo do tempo; sobre como o protagonismo muda de rosto, e como alguns person­agens históricos resistem, não só por cargos ou pompas, mas por presença, por palavra viva. No documentário, os trechos em que ele narra encontros, momentos tensos, bastidores do poder, adquirem uma potência especial porque vêm de alguém que acumulou histórias.

Por fim, gostaria de dizer que essa combinação — série documental + depoimentos de quem “viveu” o período — me faz revisitar nossa própria percepção de tempo e legado. A geração de Sarney, Collor, outros tantos foi marcada por um Brasil em mutação, por tensão, por transição. E ao ver Sarney ainda ali, ainda contando, ainda ativo, é como se ele nos lembrasse de que a história não é apenas arquivo morto — está viva, pulsando, e às vezes nos olhando de frente. Assistir “Caçador de Marajás” me fez valorizar esse viés humano, essa continuidade, e me deixou com uma impressão: se política é efêmera, memória bem vivida e bem contada é quase eterna.

E se você ainda não assistiu a série de Fernandinho Collor, assista!

Maior clipe da indústria musical, “Thriller” é exaltado no Halloween

Foto: Rolling Stone Brasil

Em 1983, Michael Jackson lançava o videoclipe de Thriller. E o mundo nunca mais foi o mesmo. Dirigido por John Landis, o curta-metragem de quase 14 minutos não foi apenas um clipe musical — foi um divisor de águas. Jackson transformou o que antes era um simples vídeo promocional em uma verdadeira produção cinematográfica, com roteiro, personagens, efeitos especiais e uma história de arrepiar. A música já era um sucesso, mas o clipe fez dela uma lenda — misturando terror, dança e carisma em doses perfeitas.

O impacto foi tão grande que Thriller redefiniu o que significava lançar um clipe. A partir dali, artistas começaram a enxergar o audiovisual como parte essencial de sua obra, e não apenas como um complemento. A MTV, ainda jovem na época, viu sua audiência explodir. O canal se tornou o templo da música pop, e Michael, seu maior profeta. Cada passo de dança, cada olhar, cada movimento de zumbi virou referência. Thriller não só dominou as paradas — ele moldou toda uma geração de artistas e produtores.

E o clipe ainda carrega um simbolismo poderoso: a perfeita fusão entre o medo e o espetáculo. Por isso, todo Halloween revive Thriller — seja nas festas, nas redes sociais ou nas ruas cheias de fantasias. O som da risada maléfica e a coreografia dos mortos-vivos continuam sendo o retrato mais divertido do terror pop. Michael conseguiu o impossível: transformou o medo em ritmo e o susto em celebração.

Mais de quarenta anos depois, Thriller continua insuperável. Nenhum artista conseguiu repetir com tamanha genialidade a mistura entre música, cinema e performance. Michael Jackson não apenas lançou um clipe — ele criou um marco cultural que atravessa gerações. E é por isso que, neste e em todos os Halloweens, o mundo ainda dança ao som do rei. Vale ainda conferir o doc ‘Thriller 40’, na Paramount+, que conta a história dessa grande obra. Esse é um dos legados do maior astro pop, eternamente vivo, mesmo entre os mortos.

Globo perde oportunidade de plantão nacional em guerra no Rio e prefere passar filme velho que ninguém assiste

Jornalismo bom se faz ao vivo para todos e é a principal função da TV aberta atualmente. Já são 64 mortos no RJ enquanto passa a Sessão da Tarde

Foto: G1

Enquanto o Rio de Janeiro vive um dos momentos mais críticos de sua história, com intensos confrontos entre forças de segurança e o tráfico nas comunidades da Penha e do Alemão no duelo mais sangrento de todos os tempos, a TV Globo optou por seguir sua programação habitual na tarde desta terça-feira. Em vez de acionar o tradicional Plantão Nacional, que historicamente mobiliza o país em coberturas emergenciais, a emissora manteve no ar um filme antigo da Sessão da Tarde — um título repetido e sem relevância jornalística. A decisão provocou indignação entre telespectadores e profissionais de comunicação, que esperavam uma postura à altura da gravidade dos acontecimentos.

A cobertura ficou restrita à Globo Rio, canal local, enquanto o restante do país assistia à ficção como se o caos urbano na segunda maior metrópole brasileira fosse um assunto regional. O contraste foi evidente: o jornalismo em tempo real migrou para a Globo News, disponível apenas para assinantes, reforçando a sensação de que a emissora deixou de lado sua função pública de informar a população. Em plena era das redes sociais e das transmissões instantâneas, o modelo engessado da TV aberta da Globo parece ter se afastado do compromisso com o factual.

Record e Band aproveitaram o vácuo e dominaram a audiência durante a tarde, exibindo imagens ao vivo, exclusivas e entrevistas com moradores das comunidades em conflito, além de especialistas em segurança pública. As duas emissoras entenderam o que o público esperava: informação imediata, não entretenimento. Enquanto isso, a Globo se mostrava distante, apostando em um conteúdo que há muito tempo perdeu o apelo do público e pode ser encontrado facilmente em qualquer plataforma de streaming.

Quer ver filme? Há o streaming. Quer ver novela? O Globoplay está disponível 24 horas. Mas jornalismo de verdade, aquele que mostra a realidade em tempo real e cumpre seu papel social, é função da TV aberta — e a Globo parece ter esquecido disso. Ao ignorar um conflito que paralisa o Rio e preocupa o país, a emissora mais poderosa do Brasil escolheu a comodidade da programação padronizada em vez da urgência da notícia. E numa tarde em que o país precisava de um plantão, o silêncio da Globo falou mais alto do que qualquer sirene.