Categoria: Televisão

Os Caras Malvados 2: Sequência supera o primeiro filme e pode cravar lugar no Oscar

Foto: Arquivo Pessoal

Acabei de sair do cinema depois de assistir Os Caras Malvados 2 e preciso dizer: É bom demais! Pra ser bem sincera, achei o filme até melhor que o primeiro. O roteiro tá mais redondinho, mais bem amarrado e a quantidade de ação é muito maior. E eu que adoro filme com muita ação e porradaria, curti bastante. Não tem enrolação, o ritmo é ótimo e os personagens estão ainda mais carismáticos.

O grupo formado pelo Sr. Lobo, a Srta. Tarântula, o Sr. Tubarão, o Sr. Piranha e a Sr. Cobra está de volta — e é justamente essa turma que dá todo o tempero do filme. Cada um brilha no seu estilo, seja nas piadas, nas trapalhadas ou nas cenas de ação, que estão ainda melhores nesta sequência. O filme também inicia com uma leve explicação do que aconteceu nesse intervalo de tempo entre o primeiro filme (2022) até chegarmos nos dias atuais.

Se a primeira vez dessa turma nas telonas já tinha feito barulho, tanto que chegou até o Oscar, concorrendo como Melhor Animação, a continuação veio ainda mais forte. E olha, pelo que vi hoje, o segundo também tem grandes chances de seguir o mesmo caminho. A safra de animações esse ano não tá tão forte, e Os Caras Malvados 2 chega com tudo, com cara de favorito mesmo, pra brigar por uma indicação ao Oscar 2026.

É um filme divertido, daqueles que as crianças adoram e os adultos também se divertem junto. Ele honrou muito o que foi construído no primeiro longa — e mais do que isso, superou. Na minha opinião, este é melhor que o primeiro. Aliás, a trilha sonora tá muito fofa também. Vale a pena conferir no cinema!

Está na hora de Taylor Swift ter o seu Super Bowl

Atual líder do pop mundial é a favorita nas cotações para ser atração principal do Super Bowl em 2026

Foto: Televisa Music

Nos últimos dias, entre um destino e outro, peguei alguns Ubers que — por coincidência ou destino — estavam tocando Taylor Swift. Como se dissesse: “Toma aqui, adolescente!”. E tudo bem, eu até entendo. Tenho essa cara mesmo. Mas a verdade é que tenho 31 anos. Gosto da Taylor, claro, mas não com a intensidade apaixonada das adolescentes. Ou, pelo menos, não gostava tanto assim.

Quanto mais essa trilha sonora inesperada me cercava — no carro, no shopping, no rádio, em qualquer lugar — mais eu comecei a entender o porquê de ela ser a dona da indústria atualmente. Foi aí que decidi: vou parar e assistir esse tal de Eras Tour. E olha… Demorei, eu sei. Mas finalmente assisti ao The Eras Tour e entendi tudo. O hype faz sentido. O alvoroço das adolescentes faz sentido. A Taylor Swift? Um fenômeno. E não é só uma grande artista — ela está em outro patamar. The Eras Tour é, sem dúvida, um dos maiores shows que uma diva pop já fez na história.

Um espetáculo de três horas que mais parece uma viagem emocional coletiva. A produção é impecável, a narrativa é bem costurada, e Taylor domina o palco de um jeito que é quase hipnótico. Mas a mágica vai além da técnica. Ela tem algo que não dá pra ensinar: conexão. Não é só presença de palco, é presença de alma. Ela olha, canta, dança e você tem a impressão de que é tudo só pra você. Ela fala com a plateia e você sente que está conversando com uma amiga. Como pode?

Poucos artistas conseguem isso. Talvez Beyoncé, talvez Lady Gaga, mas em outra chave, em outro tom. A Taylor faz isso de um jeito quase ilógico. Não dá pra explicar. Você sente. E é por isso que o Eras Tour vai além de um show — vira uma experiência que muda algo dentro da gente. Juro. Saí transformada. Ela já passou do título de “diva pop”. O que ela tem com o público dela é um fenômeno geracional que a transformou na dona da industria musical na atualidade.

A geração Z ama a Taylor por um motivo: ela traduz sentimentos, fases da vida, traumas, alegrias e tudo o que vem no meio. E faz isso com música boa, com inteligência e com verdade. A loirinha é sensacional. Com atraso, sim. Mas entendi. Taylor Swift é simplesmente uma artista completa. E The Eras Tour é um showzaço. Não é exagero, é entrega. Ela não é só pop. Ela é um acontecimento. Por esses e outros motivos, merece ter seu Super Bowl em 2026.

Chef de Alto Nível: Mirou no MasterChef, acertou em A Fazenda da Record

Foto: Globoplay

O programa “Chef de Alto Nível”, apresentado por Ana Maria Braga, tinha tudo para ser um respiro interessante na programação. Três grandes chefs, talentos inquestionáveis, reunidos em um formato que prometia revelar novos nomes da gastronomia e proporcionar entretenimento com que gosta desse formato. Mas o que se vê, episódio após episódio, é apenas gritaria, confusão e humilhação gratuita.

A proposta parece ter mirado no sucesso do MasterChef da Band, mas o tiro saiu completamente pela culatra. O resultado lembra mais uma mistura de A Fazenda da Record com No Limite da própria Globo – e isso não é um elogio. Falta leveza, falta carisma, falta alma na cozinha. O que sobra é estresse e incômodo para o público. É como se o programa tivesse esquecido que estamos falando de comida, sensibilidade e paixão pela cozinha – e não de um ringue onde os participantes são testados até o limite emocional.

O pior é que tudo isso vem embrulhado num clima que não combina em nada com o horário e com o público que acompanha Ana Maria há tantos anos. Quem é que quer encerrar o dia ouvindo gritos, ofensas e gente sendo colocada no chão, emocionalmente falando? Ninguém tem mais paciência para isso. Muitos telespectadores comentaram nas redes que sofrem até gatilhos, pois já passaram por situações ruins parecidas com as mostradas no programa. Imagina o brasileiro que trabalha o dia todo e liga a TV para se distrair à noite, vai curtir vendo isso? Melhor ficar no Youtube assistindo o Ei Nerd contando as fofocas da Marvel.

O formato do reality globista, além de cansativo, está completamente saturado. A fórmula da competição com humilhação já não empolga, não surpreende e, definitivamente, não entretém ninguém. “Chef de Alto Nível” tinha o nome, os jurados e a apresentadora para fazer algo realmente especial. Mas, no fim, entregou apenas mais do mesmo – com menos empatia e mais barulho no ouvido de quem tenta assistir. A televisão brasileira merece mais do que isso no horário nobre. E o público também!

Qual o grande filme do ano até agora? Ação tomou conta do cinema no primeiro semestre

Foto/Reprodução: Televisa

Já passamos da metade de 2025, e o cinema está entregando tudo — e mais um pouco. De blockbusters explosivos a produções autorais que surpreenderam, o título de “filme do ano” ainda está em aberto, mas os principais candidatos já começam a se destacar. Vamos dar uma olhada nos nomes que estão esquentando essa disputa.

Entre os gigantes, “Missão: Impossível 8” chegou como uma bomba, no bom sentido, literalmente. Com Tom Cruise entregando mais uma vez cenas insanas de ação prática e uma trama envolvente, o longa manteve o padrão da franquia e até superou as expectativas de muitos fãs. Um forte candidato, especialmente para quem valoriza cinema de ação no mais alto nível técnico.

Na linha do drama intenso, “Pecadores” surge como aquele filme que pega de surpresa e fica martelando na cabeça por dias — pode não ter o mesmo apelo comercial, mas seu impacto é inegável. Entre as surpresas nacionais, “Vitória” é a grande aposta brasileira no ano com a protagonista Fernanda Montenegro. O filme emociona, provoca e tem levantado debates importantes, mostrando que o cinema nacional segue vivo, forte e pronto pra brigar de igual pra igual com qualquer produção internacional.

Do lado dos super-heróis, 2025 teve uma safra cheia. “Thunderbolts”, com sua proposta mais sombria e cheia de personagens anti-heróis, dividiu opiniões, mas consolidou um novo tom dentro do universo Marvel abrindo caminho para o “Quarteto Fantástico” que estreia no fim de julho. Já “Superman”, dirigido por James Gunn, conquistou crítica e público com um Clark Kent mais humano e uma abordagem renovada do icônico herói jornalista, que brilha junto com o dog Krypto. É um dos favoritos ao título de “filme do ano” até agora, especialmente por devolver o hype à DC e seu contexto no mundo pop.

Kraven – O Caçador”, por outro lado, ficou aquém das expectativas — bom visual, mas pouco impacto. As cenas de ação seguram o roteiro sem sentido. Nessa pegada de “Sessão da Tarde”, “Karatê Kid – Legends” é divertido e toruxe toda nostalgia da franquia consagrada das artes marciais.

Outros lançamentos de peso merecem menção. A versão live-action de “Lilo & Stitch” dividiu os fãs mais nostálgicos, mas trouxe um bom resultado visual e está próximo do bilhão. Já “Branca de Neve”, envolta em polêmicas desde o início da produção, não teve a recepção esperada no cinema. Apesar das críticas, ficou no TOP 1 do Disney Plus na primeira semana de sua estreia. Na pegada do live-action, “Como Treinar o Seu Dragão” também entregou no que se propôs.

Falando na Disney, temos ainda “Capitão América Admirável Mundo Novo”, com Sam Wilson assumindo de vez o escudo no quarto filme solo do capitão. Um filme confuso, político, mas que também sofreu com expectativas altas não cumpridas. Já o inesperado destaque de ficção científica, “Mickey-17”, vem sendo considerado um dos maiores flopes do ano. Mas tem que o coloque como um dos melhores dessa temporada. Vai entender…

Mas se existe um título que pode roubar a cena como o filme do ano, esse é “Fórmula 1”. A superprodução que mergulha no mundo das corridas de forma visceral, com atuações vibrantes e direção segura, vem sendo aclamada em festivais e lotando salas. A adrenalina, os conflitos humanos, a beleza estética (além da beleza de Brad Pitt) — contribui para fazer desse filme a grande zebra (ou favorito?) da temporada.

A corrida está aberta, e ainda tem muito filme pra estrear até dezembro. Mas por enquanto, “Superman” e “Fórmula 1” parecem acelerar na frente. Resta saber quem cruza a linha de chegada com o troféu de filme do ano. Em relação a recordes de bilheteria, “Minecraft” e “Jurassic World” somam milhões em dólares, mas com enredos que não agregam em nada para serem cogitados como melhores do ano.

Qual a sua aposta?

Título do Chelsea consagra um Mundial de Clubes que derrubou favoritismos

Melhor invenção do futebol no século XXI, Copa do Mundo de Clubes nos fez sair da rotina e vai deixar saudade

Foto: Chelsea FC

O Chelsea é o campeão do Mundial de Clubes — e não foi só um título, foi a assinatura final de um torneio que fugiu completamente da cartilha. Um Mundial de zebras, de viradas, de queda de gigantes. Um Mundial que ignorou o script e entregou um futebol cheio de surpresas e intensidade. Mesmo com os times europeus em fim de temporada, eles souberam mostrar uma certa supremacia chegando de ambos os lados na final.

O PSG (P$G como costumo escrever, que chegou como favorito absoluto, foi o retrato perfeito do que foi essa edição: o triunfo da técnica sobre o marketing, do estudo sobre o estrelismo. O Chelsea não venceu no grito, nem no nome — venceu na bola com categoria e goleada por 3×0. Foi uma equipe organizada, inteligente, corajosa. E provou que futebol não se ganha com fama, e sim com estratégia, coragem e entrega. Como já disse o ex-técnico do Botafogo, Renato Paiva: “O cemitério está cheio de favoritos.

Esse Mundial mudou nossa rotina. Por um mês, o mundo parou pra acompanhar algo novo. Jogos imprevisíveis, times de todos os continentes jogando de igual pra igual. O Mundial de Clubes em novo formato é, sem exagero, a melhor invenção do futebol no século XXI. É entretenimento puro, é globalização de verdade, é paixão em estado bruto.

A cada rodada, a gente esqueceu os campeonatos chatos de sempre e embarcou numa montanha-russa internacional. Não tinha como prever. E no fim, o Chelsea ergue a taça — não só como campeão, mas como símbolo desse novo momento. Que venha 2029. Que seja no Brasil, com estádio cheio, festa nas ruas e mais uma dose dessa loucura boa chamada Mundial de Clubes. Porque o futebol precisa disso. E a gente também!

Final de “Round 6” decepciona e não condiz nem de longe com grandeza que a série foi

Foto: Netflix

O final de Round 6 decepcionou. Não só a mim, claro. Para uma série que começou com um soco no estômago, cheia de tensão, crítica social e reviravoltas intensas, era esperado um desfecho à altura do fenômeno mundial que ela foi — e isso não aconteceu. A melancolia do último episódio não foi uma escolha estilística poderosa, foi um esvaziamento daquilo que a série prometeu e entregou tão bem ao longo dos episódios anteriores. A sensação é de que o roteiro afrouxou justamente na reta final, quando a história mais precisava de impacto e ousadia.

Até as teorias mirabolantes criadas pelos fãs nas redes sociais, principalmente no TikTok, eram mais emocionantes, mais criativas e faziam mais sentido do que a resolução escolhida pela série coreana. É como se o roteiro tivesse medo de ousar, de ir além. E nesse medo, acabou sacrificando boa parte da alma que fez Round 6 explodir no mundo todo. O final foi um desperdício criativo, que deixou no ar aquela incômoda pergunta: “Era só isso?”.

Claro que, dentro da proposta da série, a morte do protagonista, Seong Gi-hun, poderia até fazer sentido. A trajetória dele já caminhava para um desfecho trágico, e isso era algo que os fãs até esperavam — e aceitariam, se bem construído. Mas o problema é que não foi apenas a morte dele que pesou. Foi todo o resto: a falta de clímax, o esvaziamento da crítica, o tom morno que se instaurou ali nos episódios finais, onde antes havia explosão, tensão, angústia e loucura. Round 6 terminou como se tivesse cansado de si mesma.

No fim das contas, faz parte. Nem toda série sabe como se despedir, e Round 6 tropeçou justamente nesse adeus. Agora, resta torcer para que os spin-offs e derivados que já estão a caminho consigam resgatar um pouco do espírito original, ou pelo menos entregar algo mais envolvente. Porque se depender apenas do final da temporada principal, o gosto que fica é de frustração. A série terminou com mais perguntas do que respostas, mortes forçadas e com o ‘Frontman’ bad com a vida – igual a nós depois de assistir.