Categoria: Televisão

Como Mágica: Melhor animação da Netflix conquista adultos e Enzos

Ao assistir ainda tempos experiência de qualidade em casa sem precisar passar perrengue no cinema

Foto: Netflix

A bela animação Como Mágica é uma daquelas surpresas que aparecem sem muito barulho e acabam conquistando todo mundo. A nova aposta da Netflix mistura fantasia, aventura e emoção em uma história extremamente criativa, com um visual simplesmente deslumbrante. É facilmente uma das animações mais bonitas do ano e, sinceramente, talvez a melhor produção animada já feita pela plataforma até hoje.  

A trama acompanha Ollie, uma pequena criatura da floresta, e Ivy, uma ave majestosa, que acabam trocando de corpos após entrarem em contato com uma magia antiga. A partir daí, os dois precisam sobreviver em um mundo completamente diferente daquele que conheciam, aprendendo a enxergar a vida pela perspectiva um do outro. O filme usa essa ideia de troca de corpos para falar sobre empatia, convivência e medo do desconhecido de uma forma muito inteligente.  

O grande destaque de Como Mágica está no enredo da animação. Cada cenário parece pintado à mão, com cores vibrantes, criaturas carismáticas e um universo que transborda imaginação. A direção de Nathan Greno, o mesmo de Enrolados, entrega cenas visualmente impressionantes e momentos emocionantes que realmente funcionam. Além disso, o filme consegue surpreender com reviravoltas inesperadas e um terceiro ato muito mais intenso do que aparenta no começo.  

Mesmo com algumas críticas ao roteiro mais simples, Como Mágica tem algo que muitas animações atuais perderam: coração. É divertido, emocionante e visualmente mágico do início ao fim. Não é à toa que virou um enorme sucesso na Netflix e conquistou tanta gente nas redes sociais. Vale muito a pena assistir, principalmente para quem gosta de animações que conseguem encantar crianças e adultos ao mesmo tempo.

“O Justiceiro: Uma última morte” traz o melhor de Jon Bernthal

Especial cheio de ação com Frank Castle está no Disney Plus

Foto: Televisa

Um banquete de sangue! O Justiceiro: Uma Última Morte mostra exatamente por que Jon Bernthal nasceu para viver Frank Castle. Ele entende o peso do personagem, a dor, a raiva e principalmente o lado humano do Justiceiro. Mesmo em meio a tanta violência, o especial consegue entregar emoção e uma carga dramática muito forte. Não é só tiro, morte e vingança: é um personagem completamente destruído tentando encontrar algum sentido depois de tudo o que viveu.  

O mais interessante é como o especial abraça de vez esse lado urbano e pesado da Marvel. A ação é brutal, intensa e sem economizar impacto, lembrando bastante o clima das séries da Netflix que os fãs tanto gostavam. E isso funciona porque Bernthal entrega uma presença absurda em cena. Cada olhar dele passa sofrimento, tensão e fúria. É aquele tipo de atuação em que você acredita completamente no personagem. Muita gente já associa automaticamente o Justiceiro ao ator, porque hoje é impossível imaginar outro Frank Castle em live-action.  

Mesmo sendo um especial mais curto, ele funciona quase como um encerramento emocional da jornada iniciada lá atrás na série do Justiceiro e também como uma ponte para o futuro da Marvel. A produção claramente prepara terreno para a participação do personagem em Homem-Aranha: Um Novo Dia, trazendo essa atmosfera mais sombria e pé no chão que combina demais com o núcleo de rua da Marvel. É praticamente um “aquecimento” para ver Frank Castle dividindo espaço com o Homem-Aranha nos cinemas.  

No fim, O Justiceiro: Uma Última Morte é exatamente o que os fãs queriam: violento, emocional, intenso e extremamente fiel ao espírito do personagem. Pode até ser um especial curto, mas deixa um impacto enorme. E principalmente: prova mais uma vez que Jon Bernthal não apenas interpreta o Justiceiro. Ele é o Justiceiro, assim como Robert Downey Jr é Tony Stark.

Ninguém aguenta mais a reprise de Avenida Brasil

Era melhor ter reprisado o Boi Bandido…

Foto: Reprodução

Chegou a hora de falar uma verdade que muita gente já percebeu faz tempo: ninguém aguenta mais ver Avenida Brasil sendo reprisada. A novela foi um fenômeno? Foi. Marcou época? Sem dúvidas. Mas tudo que é exageradamente explorado começa a cansar. E é exatamente isso que aconteceu. A Globo insiste em colocar a novela de volta como se ainda existisse aquele mesmo impacto de 2012, mas o público claramente já saturou. O Ibope baixo não aparece por acaso. Não é falta de qualidade, é desgaste mesmo.

E também existe outro problema: a novela virou meme o tempo inteiro. Toda gritaria da Carminha, toda sagacidade da Nina, toda cara do Tufão já foi transformada em figurinha, vídeo de TikTok, montagem no X e piada de internet. A imagem da novela foi sendo consumida até o limite. Quando reprisaram durante a pandemia, ainda existia um fator nostalgia recente, uma vontade de rever aquele clássico preso dentro de casa. Mas agora? De novo? Pouca gente tem paciência para assistir tudo outra vez, principalmente o começo da trama, que é lento e demora para engrenar. Na real é que a novela só explode mesmo quando começa a vingança da Nina.

E por mais icônica que seja a Carminha — porque convenhamos, ela praticamente carrega a novela nas costas — nem isso está sendo suficiente para despertar interesse. O público já sabe todas as falas, todos os barracos e todos os acontecimentos importantes. Não existe mais surpresa. E aí ainda aparece conversa de fazer “Avenida Brasil 2”, algo que sinceramente ninguém pediu. Algumas histórias funcionam justamente porque terminam no auge. Ficar insistindo em sequência e reprise eterna só desgasta ainda mais uma obra que já foi gigante. Pior do que essa ideia é aquela de fazer um filme de A Viagem

Enquanto isso, existe um monte de novela esquecida que renderia reprises muito mais interessantes. América, por exemplo, nunca teve uma exibição de destaque à tarde e até hoje desperta curiosidade do público. E sejamos sinceros? Tem muita gente preferindo rever o Boi Bandido – verdadeiro protagonista da trama – do que assistir o Tufão sendo corno pela milésima vez. Chega uma hora que nem a nostalgia salva mais do cansaço para o público.

A Nobreza do Amor: Núcleo de Barro Preto carrega novela nas costas, enquanto reino de Batanga é uma chatisse

Horário das Seis exige leveza para público que está exausto chegando em casa. A novela só proporciona metade disso

Foto: Gshow

Tem novela que conquista pelo conjunto da obra. A Nobreza do Amor é exatamente isso: um acerto cheio de charme, com personagens que funcionam e uma história que sabe prender. Não é daquelas tramas que dependem de um grande acontecimento a cada capítulo — ela vai te ganhando no detalhe, no diálogo bem escrito, na construção de relações que fazem sentido. E quando você percebe, já está completamente envolvido. Nessa novela isso funciona no núcleo nordestino de Barro Preto.

Mas como nem tudo são flores, o tal do reino de Batanga consegue ser um teste de paciência. Toda vez que a novela corta pra esse núcleo, parece que o ritmo dá uma freada brusca. Falta carisma, falta humor, falta algo interessante, falta aquela faísca que faz o público querer continuar ali. Não chega a estragar a experiência, mas dá aquela sensação de “tá, já pode voltar ao que importa”. Além de tudo lá ser muito escuro no cenário e ter um ar sombrio com o vilão atormentando todos.

Parece que tudo o que importa mesmo é Barro Preto. Esse núcleo é o coração pulsante da novela. É onde a história anda, onde os personagens têm vida, onde o humor aparece na medida certa. Tem química, tem timing, tem aquela energia que faz você assistir sorrindo — ou pelo menos interessado. É ali que A Nobreza do Amor encontra sua melhor versão, sem esforço. Enquanto na novela das 7h o público tem um mocinho bunda mole como o tal do João Raul, o protagonista Tonho é um exemplo do que toda mulher sonha em ter ao seu lado. Ele só exalta a beleza e força da princesa protagonista Alika/Lúcia.

No fim das contas, é uma novela que vale a pena acompanhar, mesmo com seus tropeços pontuais. Porque quando acerta — e acerta bastante — ela entrega exatamente o que o público quer: entretenimento de qualidade, com personagens marcantes e uma trama que te faz voltar no dia seguinte. Se desse pra diminuir Batanga e aumentar Barro Preto, aí sim a gente estaria falando de um fenômeno sem ressalvas. Esse horário das Seis precisa de uma novela tranquila e divertida para o povo que chega em casa exausto de sua rotina. Ninguém merece ver conflitos de um reino que não vão agregar em nada na vida de quem assiste.

Carol Minhoto relata como a fé foi determinante para passar por demissão na TV Gazeta

Brilhando atualmente na Rede Brasil com o “Beleza e Vida”, a apresentadora contou detalhes de tudo o que passou no fim de 2025

Foto: Instagram @carol_minhoto

Minha apresentadora escorpiana favorita não passaria o feriado apenas aproveitando o Grande Hotel Senac. Enquanto estava tomando seu sol, ela contou detalhes de como foi a fatídica semana de sua demissão na ex-emissora. A trajetória de Carol Minhoto nos últimos meses parece roteiro louco de televisão — daqueles que misturam tensão, queda e uma virada que ninguém conseguiria ignorar. Demitida da TV Gazeta em dezembro do ano passado, em uma decisão que pegou público e bastidores de surpresa, ela finalmente abriu o coração neste fim de semana e revelou os bastidores desse momento delicado. Sua demissão estava sendo articulada meses antes de se oficializar. A apresentora, no entanto, não imaginava que realmente aquilo iria acontecer e seguiu sendo dedicada e muito profissional até seu último dia na antiga emissora.

Mais do que detalhes profissionais, o que chamou atenção foi a forma como ela encarou tudo: com , sensibilidade e uma conexão espiritual que guiou cada passo do processo. No relato, Carol contou que já sentia sinais de que algo estava por vir, especialmente em suas orações para Virgem Maria. Segundo ela, houve uma espécie de preparo emocional e espiritual antes da notícia oficialmente chegar até ela, inclusive com a oportunidade de saber da demissão dias antes. Esse meio tempo, que poderia ser apenas um detalhe, se tornou um capítulo importante: permitiu que ela se despedisse com dignidade do público que a acompanhava no programa “Você Bonita” e também organizasse internamente tudo o que precisava para dar os próximos passos na carreira.

E o que parecia um fim virou recomeço em questão de dias. Logo após sua saída, Carol já articulava sua chegada à Rede Brasil, onde hoje comanda o “Beleza e Vida”. O programa mantém a essência do que ela construiu ao longo de duas décadas, mas agora com uma sensação de liberdade criativa e valorização que salta aos olhos. Em um cenário onde poucos conseguem sustentar um programa diário com conteúdo relevante, leve e informativo, Carol prova que não só consegue — como eleva o nível. Saúde, bem-estar, entretenimento e beleza seguem sendo tratados com a naturalidade de quem domina o formato como ninguém.

No fim das contas, a história de Carol Minhoto vai além da televisão. É sobre , sobre entender que nem sempre o que parece perda é realmente perda, e sobre confiar em algo maior — seja em Jesus Cristo, na intercessão dos santos ou na força espiritual que cada um carrega. Cada pessoa encontra seu caminho: para alguns, como eu, é São Jorge; para Carol, foi Maria. O fato é que, quando a gente olha de fora, fica claro que 2026 já começou abençoado para ela. E talvez essa seja a maior prova de que os planos de Deus, no tempo certo, sempre surpreendem e superam nossos próprios planos.

Da banheira do Gugu para o mundo: Shakira fará maior show de sua carreira em Copacabana

Considerada maior artista colombiana do pop, cantora vai levar seu país e todo um continente para apresentação histórica

Foto: El Tiempo

O show de Shakira em Copacabana promete ser mais do que uma apresentação: é um marco histórico na carreira de uma artista que ajudou a redesenhar o mapa da música latina no mundo. Em um dos cenários mais simbólicos do planeta, diante de uma multidão que deve transformar a orla em um espetáculo à parte, Shakira celebra não só sua trajetória, mas a força de uma cultura que por muito tempo buscou seu espaço global. Ao lado de nomes como Ricky Martin, ela foi pioneira em abrir portas para que o som latino deixasse de ser regional e se tornasse universal.

A história de Shakira se entrelaça diretamente com a de Colômbia. Quando iniciou sua carreira internacional, o país enfrentava desafios profundos e carregava uma imagem distante do que representa hoje. Com o tempo, ambos passaram por um processo de reconstrução simbólica: a Colômbia se reposicionou no cenário global, e Shakira se consolidou como uma das maiores artistas do planeta. Há quase uma narrativa paralela entre artista e nação — duas trajetórias que renasceram das cinzas e encontraram no mundo um palco para reescrever suas histórias. Hoje, ela é mais do que cantora: é uma embaixadora cultural, que carrega em cada performance a energia de Barranquilla e a diversidade de todo o seu país.

Essa conexão com o Brasil, aliás, vem de muito antes dos grandes palcos globais. No início da carreira internacional, Shakira passou por programas icônicos da televisão brasileira, marcando presença nos palcos de Domingão do Faustão, comandado por Faustão, além das atrações de Gugu Liberato e Hebe Camargo. No SBT ela chegou a ser jurada da banheira do Gugu e cantar músicas em português da banda Raimundos. Foi ali, diante do público brasileiro, que “la loba” começou a construir uma relação afetiva com o país, muito antes de se tornar o fenômeno global que conhecemos hoje.

Esse show também reacende uma discussão importante: a relação musical entre Brasil e Colômbia. Embora os colombianos tenham se destacado com enorme força dentro do reggaeton e da música latina contemporânea, ainda existe um espaço pouco explorado no diálogo com o mercado brasileiro. Artistas do país cafetero têm potencial de sobra — e nomes como Maluma e Carlos Vives, ao lado da própria Shakira, formam um trio de gigantes que poderiam ser ainda mais abraçados por aqui. Há uma conexão cultural latente entre os países, mas que ainda não se traduz totalmente em trocas musicais proporcionais à sua riqueza.

No palco de Copacabana, o repertório escolhido reforça essa trajetória de sucesso, reunindo hits que marcaram gerações. Pode até faltar uma ou outra faixa querida — como “Te Dejo Madrid”, que foge um pouco do clima de celebração praiana —, mas a energia será compensada por clássicos e colaborações icônicas, como “Chantaje” e “Me Enanoré” – além de clássicos que embalaram novelas e Copas do Mundo. Mais do que um show, o que se verá é um manifesto: a consagração de uma artista que representa um país, um idioma e uma cultura inteira, em um dos palcos mais emblemáticos do mundo.