Categoria: Carnaval

Nem tudo são rosas na apuração: Mancha Verde e Tucuruvi não mereciam rebaixamento

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O Carnaval de São Paulo de 2025 trouxe resultados que surpreenderam e geraram debates acalorados entre os amantes do samba. O mérito do título da Rosas de Ouro foi celebrado com mais alegria do que deveria, justamente pelo restante do julgamento não fazer nenhum sentido. Dentre as decisões mais controversas, destacam-se os rebaixamentos das escolas Acadêmicos do Tucuruvi e Mancha Verde, que não mereciam tal destino. Inclusive, a Tucuruvi era favorita ao título junto com Rosas e Gaviões da Fiel.

A Acadêmicos do Tucuruvi, conhecida por sua tradição e desfiles consistentes, apresentou um enredo que encantou o público e a crítica. Sua performance foi elogiada pela criatividade e pela qualidade técnica, o que torna seu rebaixamento uma decisão difícil de compreender. A escola entrou e saiu da avenida ovacionada, fazendo um desfile com a temática que o Salgueiro, por exemplo, teve no ano passado no Rio e não conseguiu entregar o que a Tucuruvi entregou.

A Mancha Verde, vencedora dos carnavais de 2019 e 2022, também foi surpreendentemente rebaixada. A escola trouxe para o Anhembi um desfile rico em diversos quesitos, mantendo o alto nível que a consagrou nos últimos anos. No enquanto, para muitos a escola passou fria na avenida. Nem por isso ela deveria ter sido tão penalizada, pois tiveram escolas bem piores que ela. Seu afastamento do Grupo Especial deixou muitos perplexos, considerando sua trajetória recente de sucesso.

Por outro lado, o retorno do Camisa Verde e Branco ao Desfile das Campeãs também gerou discussões. Embora seja uma escola de grande importância histórica, alguns acreditam que sua apresentação não foi suficiente para garantir tal posição, levantando questionamentos sobre os critérios de avaliação adotados. Vale lembrar que a escola passou por diversas dificuldades neste ano e muitos integrantes desfilaram chorando, imaginando que a Camisa estava se despedindo da elite do Carnaval paulistano.

Já a ausência da Dragões da Real no Desfile das Campeãs foi outra surpresa. A escola, que nos anos anteriores vinha alcançando posições de destaque e brigando por títulos, apresentou um desfile que, na opinião de muitos, merecia estar entre os melhores. A escola era também cotada para o título. Sua exclusão do grupo das campeãs foi recebida com desapontamento por parte de seus seguidores. Apesar de que, seu enredo e seu samba foram considerados abstratos em um desfile que não empolgou tanto quanto nos anos anteriores.

Por fim, a colocação da Império de Casa Verde também foi alvo de críticas. Conhecida por desfiles grandiosos e bem executados, a escola não alcançou a posição que muitos acreditavam ser justa, considerando a qualidade de sua apresentação. O que pode ter pesado no julgamento foi o enredo confuso que a Casa Verde apresentou. Mas ela foi superior a Colorado do Brás, por exemplo, que ficou à sua frente.

Contudo, esses resultados ressaltam a subjetividade presente nas avaliações e a complexidade do julgamento em desfiles de escolas de samba. As divergências entre público, crítica e jurados são naturais, mas é essencial que haja transparência e critérios claros para que o espetáculo continue a evoluir e encantar a todos.

Voltam nas campeãs: Rosas de Ouro, Tatuapé, Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre e Camisa Verde & Branco.

Confira a classificação final do Grupo Especial de São Paulo:

Rosas de Ouro brilhou no amanhecer do Anhembi e leva título após 15 anos

Foto: Carnavalize

A Roseira está em festa! Após 15 anos de espera, a Sociedade Rosas de Ouro voltou ao topo do Carnaval paulistano, conquistando seu oitavo título com um desfile impecável e emocionante. A escola apostou alto, literalmente, com um enredo que mergulhava no universo das apostas e dos jogos. Pelo jeito, a jogada se mostrou certeira. Desde os primeiros minutos na avenida, a Rosas deixou claro que estava na disputa para vencer.

Com um desfile luxuoso e uma narrativa envolvente, a escola explorou o fascínio dos jogos ao longo da história, passando por cassinos glamourosos, cartas de tarô e até superstições populares que fazem parte do imaginário coletivo. O desenvolvimento do enredo foi um verdadeiro jogo de mestre, equilibrando criatividade e grandiosidade em alegorias e fantasias que impressionaram o público e os jurados.

No quesito Evolução, a Rosas de Ouro apostou na ousadia, no canto da comunidade e ganhou justamente com as últimas notas lidas na Evolução. O desfile fluiu com perfeição, sem buracos ou correria, mostrando um conjunto harmônico e bem ensaiado. A bateria, sob o comando de Mestre Rafa, deu um verdadeiro show. Com bossas criativas, um andamento pulsante e uma conexão incrível com o samba, o “Ritmo Puro” foi um dos pontos altos do desfile, provando que a Roseira tem uma das melhores baterias do Carnaval de São Paulo. A bateria teve ainda um motivo maior para ter feito sua performance impecável, em homenagem ao diretor Bitão, que faleceu em janeiro. Ele com certeza estava ali presente com seus companheiros ritmistas de alguma forma.

Carlos Júnior, intérprete da escola, também brilhou como nunca. Com sua voz potente e carisma de sobra, ele conduziu o samba-enredo com maestria, fazendo a arquibancada cantar do início ao fim. Sua voz fez o samba ganhar o tom emotivo que precisava para conquistar o favoritismo ao título. A sintonia entre o carro de som e a bateria foi perfeita, garantindo uma apresentação envolvente e cheia de energia. Quando a Rosas passou, não teve quem ficasse parado e emocionado com tantas lembranças que a escola levou para a avenida, como no carro dos brinquedos e desenhos animados da infância de todos nós.

Se nas casas de apostas a Rosas não era a grande favorita antes dos desfiles, na avenida ela virou o jogo e surpreendeu até os mais céticos. Algumas concorrentes chegaram fortes na disputa, mas, quando a última nota foi lida na apuração, não havia dúvidas: a Roseira merecia essa taça. As comunidades da Brasilândia e da Freguesia do Ó explodiram de emoção ao ver o título finalmente voltar para casa.

A conquista de 2025 entra para a história da escola e do Carnaval de São Paulo. Desde 2010, quando levou o título com o enredo sobre o Cacau e o Chocolate, a Rosas de Ouro vinha batendo na trave, sempre entre as grandes, mas sem conseguir alcançar o topo. Passou por altos e baixos nos últimos anos. Agora, depois de 15 anos de espera, a agremiação mostra que soube se reinventar sem perder sua identidade e mostrando a essência de ser Roseira desfilando no amanhecer do Anhembi com o azul e rosa. Como diz o samba de 2009, ela pintou nossos corações com suas cores.

A Roseira apostou, jogou, deu seu all win e venceu com todos os méritos o Carnaval 2025. E, se o Carnaval é um jogo de emoção, arte e paixão, a Rosas de Ouro mostrou que sabe jogar como ninguém. O troféu está em ótimas mãos e a festa está só começando para a escola comanda pela presidente Angelina Basílio. Parabéns, Rosas de Ouro!

‘Barcelona’ do samba gabarita mais um ano e deveria mudar o nome para ‘Real Madrid’

Foto: Reprodução/Instagram

Mais uma vez, a bateria da Império de Casa Verde mostrou por que é um patrimônio do Carnaval de São Paulo. Na apuração desta terça-feira (4), o quesito foi gabaritado sem sustos, consolidando a supremacia do time de ritmistas comandado por Mestre Zoinho. O famoso apelido da bateria da Império sempre foi “Barcelona do Samba”, mas convenhamos: está na hora de atualizar. Afinal, o Barcelona já não assusta ninguém há um bom tempo, enquanto o Real Madrid segue empilhando títulos e dominando o futebol mundial.

E é exatamente isso que a bateria da Império faz no Carnaval paulistano — mostra domínio absoluto. Se a referência futebolística for para o lado da supremacia, não tem discussão: agora é “Real Madrid do Samba”. Se a bateria sobe de patamar, seu comandante também. Mestre Zoinho pode muito bem atender por um novo apelido: Carlo Ancelotti. Assim como o técnico italiano, ele lidera um time vitorioso, que sabe a receita do sucesso e que, quando chega na avenida, não tem pra ninguém.

Neste ano a bateria da Casa Verde veio de Coringa, referência ao vilão do Batman no enredo que a escola propôs na brincadeira com fábulas e quadrinhos. O samba cresceu muito na avenida por conta, principalmente, do grande desempenho da Barcelona em seu papel. A verdade é uma só: no quesito bateria, a escola Império de Casa Verde joga em outro nível. E em mais um Carnaval, não foi diferente.

Ainda sobre Mestre Zoinho, ele está à frente da bateria da Império de Casa Verde desde 2004.  Portanto, completou em 2025 seus 21 anos no comando dos ritmistas mais afinados de São Paulo. Durante sua liderança, a escola conquistou três títulos no Grupo Especial: em 2005, 2006 e 2016. E raramente recebe uma nota abaixo das 4 notas 10 em cada apuração. No Rio de Janeiro, Mestre Zoinho também desfila em baterias consagradas como ritmista. Nesse ano ele esteve na Unidos da Tijuca e na Vila Isabel.

2ª noite no Carnaval do Rio: Beija-Flor coloca mão na taça, Vila Isabel diverte Sapucaí e Salgueiro decepciona como sempre

Foto: Carnavalize

Mais quatro escolas desfilaram na segunda noite do carnaval carioca na Marquês de Sapucaí. Cada uma trazendo sua interpretação única da cultura brasileira e até mesmo internacional. Vamos aos destaques!

Unidos da Tijuca: Surpreendeu e fez seu melhor desfile em anos

A escola tijucana abriu os desfiles com “Logun-Edé: Santo Menino Que Velho Respeita”, celebrando o orixá filho de Oxum e Oxóssi. O povo do Borel em minutos de desfile se mostrou melhor que as quatro escolas da noite anterior. Os tijucanos destacaram a dualidade entre caça e pesca, exaltando as cores azul e amarelo, presentes tanto na entidade quanto na agremiação. O brilho no desfile ficou por conta do carro de som na voz de Ito Melodia e um samba bem cantado por toda Sapucaí. Bateria de Mestre Casagrande deve gabaritar. A Tijuca conseguiu surpreender, mesmo com erros técnicos e fez seu melhor desfile dos últimos anos;

Beija-Flor de Nilópolis: Riscou o chão da avenida e deu a Neguinho da Beija-Flor uma despedida à altura

A poderosa agremiação prestou uma emocionante homenagem a Laíla, lendário diretor de carnaval, com o enredo “Laíla de todos os santos, Laíla de todos os Sambas”. O desfile explorou sua trajetória e influência no samba, destacando sua relação com a religiosidade e relembrando momentos marcantes de sua história no Carnaval. A apresentação foi considerada a melhor da noite, encantando o público com sua riqueza cultural e visual. A bateria e o carro de som pareciam gravados em estúdio de tanta perfeição. Mestres Rodney e Plínio deram aula de como reger uma bateria;

Acadêmicos do Salgueiro: Pegou o público cansado após a avalanche da escola anterior e decepcionou mais uma vez

A escola do coração de Maninho Garcia trouxe “Salgueiro de Corpo Fechado”, um enredo que abordou a busca pela proteção espiritual. Gastou todo dinheiro no abre-alas e esqueceu o resto da escola. Infelizmente não apresentou inovações significativas, mantendo-se dentro de uma fórmula já conhecida tentando buscar aquele “Malandro Batuqueiro” de 2016 que também não rendeu o que o salgueirense sonhava. Vai passar mais um ano sem título, sendo o último há 16 anos com o “Tambor”;

Unidos de Vila Isabel: Não prometeu nada e entregou tudo com temática diferente

A comunidade de Noel Rosa encerrou a noite de desfiles com “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”, brincando com as assombrações que permeiam o imaginário popular. O desfile trouxe personagens marcantes das histórias contadas ao longo das gerações, explorando o medo do desconhecido e o mistério das histórias assombradas. As alegorias deram um banho em concorrentes badaladas do pré-carnaval apresentando a excelente plástica que a escola costuma entrega. Vila veio forte e divertida, sem pressão e com um enredo diferente – dando sossego pra Xangô que está trabalhando na escala 6×1 no carnaval carioca este ano;

Essa segunda noite foi marcada pela riqueza dos desfiles e com escolas se reconectando com suas essências. O destaque ficou mesmo com o grande desenvolvimento da Beija-Flor, que emocionou o público com sua homenagem a Laíla e se colocou como principal favorita ao título até o momento.

O carnaval do Rio terá sua última noite de desfiles nessa terça-feira e terá seu encerramento com o enredo em homenagem a Milton Nascimento feito pela Portela. Grande Rio pode ser a única capaz de tirar o título da Beija-Flor. A escola de Caxias desfila com o enredo paraense e se despede da rainha Paolla Oliveira nesta noite.

Desfilam no último dia do carnaval carioca:

  1. Mocidade Independente
  2. Paraíso do Tuiuti
  3. Grande Rio
  4. Portela

Beija-Flor deve fazer hoje o desfile mais importante de sua história

Foto: O Globo

A Beija-Flor de Nilópolis, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, escolheu para o Carnaval de 2025 um enredo em homenagem a Laíla, lendário diretor de carnaval da agremiação, falecido em 2021. Conhecido por sua dedicação, felling e talento, Laíla foi fundamental na construção da identidade e do sucesso da escola ao longo de décadas. Sua influência na Beija-Flor é inegável, tornando este enredo uma justa celebração de sua memória e contribuição para o mundo do samba.

Laíla ingressou na Beija-Flor na década de 1970, período em que a escola buscava se firmar entre as grandes do carnaval carioca. Ao lado do carnavalesco Joãosinho Trinta, Laíla implementou inovações que revolucionaram os desfiles, como a introdução de alegorias grandiosas e fantasias luxuosas. Essa parceria rendeu à escola títulos importantes, destacando-se os campeonatos de 1976, 1977 e 1978. Ele esteve em 13 dos 14 títulos da escola. A homenagem a Laíla no enredo de 2025 ressalta sua importância não apenas para a Beija-Flor, mas para a história do carnaval como um todo.

A escolha desse enredo também reflete o reconhecimento da escola pela dedicação de Laíla ao longo de sua trajetória, recebendo as glórias que não teve em sua despedida na escola quando saiu da agremiação após o título de 2018. Sua liderança e visão artística foram essenciais para consolidar a Beija-Flor como uma potência do samba, influenciando gerações de sambistas e profissionais do carnaval. Ao celebrar sua história, a escola reforça valores de gratidão e respeito por aqueles que contribuíram para seu legado.

Este desfile tem potencial para se tornar um dos maiores já realizados pela Beija-Flor na Marquês de Sapucaí. A expectativa é que a escola apresente um espetáculo grandioso, repleto de referências às inovações e conquistas de Laíla. A comunidade de Nilópolis e os amantes do samba aguardam ansiosos por um desfile que una a tradição e a modernidade, características marcantes do trabalho de Laíla na carreira.

A homenagem ao lendário diretor também serve como inspiração para as novas gerações de carnavalescos e sambistas. Ao revisitar sua trajetória, a Beija-Flor destaca a importância da paixão pelo samba e do compromisso com a cultura popular brasileira. Este enredo é um convite para que todos conheçam e valorizem a história de um dos maiores nomes do carnaval.

Assim, o desfile de 2025 da Beija-Flor promete ser um marco na história da escola e do carnaval carioca. Ao reverenciar Laíla, a agremiação não apenas presta tributo a um de seus principais pilares, mas também reafirma seu compromisso com a excelência e a inovação no samba. Este será, sem dúvida, um momento inesquecível para a comunidade nilopolitana e para todos os apreciadores do carnaval. Sem contar na despedida emocionante que promete Neguinho da Beija-Flor em seu último carnaval como intérprete da escola. E para quem acredita, se Laíla estiver presente em espírito, ninguém ganhará da comunidade de Nilópolis – como ele mesmo dizia.

1ª noite no Carnaval do Rio: Mangueira coloca favoritas no bolso, UPM brilha e Viradouro desfila burocrática

Foto: Carnavalize

Na primeira noite de desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, quatro agremiações encantaram o público com enredos ricos e apresentações marcantes. Vamos aos destaques!

Unidos de Padre Miguel: Muito forte no que se propôs e ligou o sinal de alerta pra quem desfila com o regulamento embaixo do braço

Abrindo a noite, a Unidos de Padre Miguel trouxe o enredo “Iá Nassô: A Mãe dos Orixás”, uma homenagem a Iá Nassô, uma das fundadoras do Candomblé da Barroquinha, que deu origem à Casa Branca do Engenho Velho. A escola destacou a importância dessa figura na preservação e disseminação das tradições afro-brasileiras, com alegorias e fantasias que exaltavam a cultura e a religiosidade de matriz africana. Desfilou com muita beleza e ligou o sinal de alerta para escolas que nos últimos anos fazem o básico pra não serem rebaixadas. A UPM se mostra candidata para permanecer no Grupo Especial, não só pelo investimento financeiro, mas também pela força de sua comunidade que cantou do início ao fim. O intérprete Bruno Ribas mostrou também que está em uma grande fase da carreira no comando do carro de som do ‘Boi Vermelho’;

Imperatriz Leopoldinense: A mais técnica da noite, mas sem aura de campeã

Em seguida, a Imperatriz Leopoldinense apresentou o enredo “Oxalá no Reino de Oyó”, baseado em um itã que narra a visita de Oxalá ao reino de Xangô. A escola explorou a mitologia iorubá, trazendo para a avenida a riqueza das lendas e a simbologia dos orixás, com destaque para a relação entre Oxalá e Xangô. Fez um desfile digno de receber chuvas de notas 10. Faltou apenas aquele “molho” que a consagraria como grande favorita ao título. Vai brigar no topo, mas pode ser derrotada justamente por não ter tido “aura” de campeã. Leandro Vieira, carnavalesco da escola, continua sendo um dos melhores artistas revelados no carnaval carioca nesses últimos tempos;

Unidos do Viradouro: Desfilou com uma carga emocional que mais a atrapalhou do que ajudou

Terceira escola a desfilar, a Unidos do Viradouro, apresentou o enredo “Malunguinho – o Mensageiro de Três Mundos”. A narrativa abordou a figura de Malunguinho, uma falange espiritual afro-ameríndia presente nos terreiros de Catimbó, Toré e Umbanda, inspirada na figura de João Batista, o último líder do Quilombo do Catucá. A escola destacou a resistência e a espiritualidade presentes na cultura afro-brasileira. Lutando para defender seu título, Viradouro entrou como grande favorita, mas fez um desfile burocrático que não lembrou nem de longe o de 2024. A carga emocional que a escola carregava parece ter atrapalhado sua evolução. Tecnicamente continua com muita beleza no trabalho de seu carnavalesco, o craque Tarcísio Zanon;

Estação Primeira de Mangueira: A que mais brincou de ser escola de samba de verdade na avenida

Encerrando a noite, a Estação Primeira de Mangueira trouxe o enredo “Da Pequena África à Nova Geração: A Mangueira Conta Sua História”. A escola ressaltou a influência dos povos batus para a formação cultural do Rio de Janeiro e do Brasil. Mostrou que realmente é a dona das multidões como canta seu samba, mas teve problemas técnicos que podem a prejudicar em um julgamento acirrado. No entanto, foi a única que desfilou sem pressão e brincou na avenida provando sua essência em ser uma gigante do carnaval carioca. Destaque ainda para a estreia do seu carnalesco, Sidnei França, nome já consolidado no carnaval de São Paulo e atualmente fazendo grande trabalho no Vai-Vai.

Cada escola, com sua singularidade, proporcionou ao público uma grande noite, celebrando a diversidade e a riqueza da cultura brasileira através de enredos que exaltam nossas raízes e tradições. Mas a campeã carioca ainda não desfilou na Sapucaí.

Entram na avenida nesta segunda-feira:

  1. Unidos da Tijuca
  2. Beija-Flor de Nilópolis
  3. Salgueiro
  4. Vila Isabel