Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

3 meses para o Carnaval de São Paulo: O que esperar de cada escola

Foto: Liga SP

Faltam três meses para o Carnaval de São Paulo — e o clima já está aquecido nos tamborins. No Grupo Especial, as 14 escolas chegaram com narrativas que mais parecem convites para reflexão do que simples festa. Por exemplo, a Mocidade Unida da Mooca vai desfilar com o enredo “GÈLÈDÉS – Agbará Obinrin”, que exalta a força das mulheres negras brasileiras. Já a Colorado do Brás aposta em “A Bruxa está solta! Senhoras do saber renascem na Colorado”, tema de liberdade, ancestralidade e poder feminino. São discursos que vão para além do samba-alegria — são convites a pensar juntos.

Em outro vértice desse universo criativo, a Dragões da Real traz “Guerreiras Icamiabas: Uma Lendária História de Força e Resistência”, tema que conecta mitologia indígena amazônica, mulheres guerreiras e natureza em um só grito na avenida. Enquanto isso, a Acadêmicos do Tatuapé vai acreditar na terra como palco de luta com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar – Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra!”, operando a ponte entre natureza, direito à terra e combate à desigualdade. É Carnaval com conteúdo — e é exatamente isso que faz a festa crescer.

A reflexão se estende na atual campeã: a Rosas de Ouro aposta no astral com “Escrito nas Estrelas”, um mergulho no universo da astrologia, dos cosmos, dos sinais que a humanidade sempre buscou nos céus. Já a Camisa Verde e Branco vem com um enredo sobre os caminhos de Exu, de energia, fé e ancestralidade, simbolizando um olhar moderno para entidades tradicionais e para as lutas sociais que se sustentam na espiritualidade. Esse mix — de mitologia, cosmos, ancestralidade, política — deixa claro: o Grupo Especial de 2026 quer mexer com a alma tanto quanto com os tambores.

A Mocidade Alegre chega forte em 2026 com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, uma homenagem potente que exalta a mulher negra, sua força ancestral e sua presença legítima no samba-enredo. Já a Gaviões da Fiel optou por Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã, tema que se lança como um grito de resistência, valorizando as falas dos povos originários, o legado cultural que resiste no tempo e a busca por um amanhã que reconheça essa ancestralidade.

Então, aqui no Opina Babi, minha previsão é a seguinte: vamos viver um Carnaval onde cada escola vai carregar no samba não só brilho e plumas, mas também identidade e voz. Faltam 90 dias, e se o recado que essas sinopses já entregaram for uma pista, o espetáculo de 2026 vai entrar para história — porque vai refletir o Brasil profundo, pulsante e plural. Prepare-se, porque o Anhembi vai se iluminar sob 14 narrativas que são mais que desfile, são histórias no livro aberto da avenida.

O Diabo Veste Prada 2: Teaser já é melhor que todos os filmes de 2025

Filme que fez muita gente escolher a profissão (eu, por exemplo), promete sequência triunfal

Foto: Clarín

O Diabo Veste Prada 2 finalmente deu as caras — e bastou um minuto de teaser para atropelar, sem piedade, praticamente todo o cinema de 2025, que segue cumprindo tabela com uma das temporadas mais fracas dos últimos anos. É impressionante como um simples gostinho já trouxe mais personalidade, elegância, nostalgia e poder do que dezenas de estreias que tentaram, mas não entregaram absolutamente nada. Quando Meryl Streep aparece… meu amor, é o cinema lembrando para a gente quem manda.

Esse retorno de Miranda Priestly e Andy Sachs não é só sobre continuar uma história: é sobre recuperar um brilho que Hollywood parece ter esquecido no fundo da gaveta. A química das duas é do tipo que não se replica, não se força e não se substitui. No teaser, dá para sentir o peso do reencontro, aquele choque entre passado e presente que só funciona quando os personagens se tornaram ícones culturais por mérito puro — e não por marketing.

E aí entra 2026, já abrindo o ano com a promessa de um abril histórico. O Diabo Veste Prada 2 tem tudo para ser não apenas uma continuação, mas uma experiência que o público está implorando há anos: charme, humor ácido, moda que transforma o olhar e um roteiro que conversa com o mundo atual, onde o digital engoliu o glamour clássico. O teaser indica exatamente isso — uma ponte entre eras, com Miranda ainda reinando e Andy mais madura, pronta para enfrentar velhos demônios e novos dilemas.

Se esse primeiro minuto já fez o cinema levantar das cinzas como uma fênix usando Chanel, imagina o que vem pela frente. Em abril de 2026, o mundo volta a parar para ver a mulher que não tem tempo para incompetência. E nós, claro, estaremos na primeira fila — café na mão, casaco no braço, e aquele sorriso cúmplice de quem sabe que o diabo finalmente voltou à moda. Um filme que se tornou clássico para os amantes da moda e do jornalismo que até mesmo tiveram suas profissões escolhidas por ele, promete um retorno triunfal.

Pablo do Arrocha se doeu ao ser comparado com Léo Magalhães e perder

Foto: Internet

Um vídeo antigo do Programa do Ratinho, publicado por Dudu Purcena, reacendeu uma velha discussão que parece mexer com o coração — e com o ego — de quem viveu o auge do arrocha romântico. No video, Ratinho perguntava a sua produtora Beth Guzzo, quem cantava mais alto, Léo Magalhães ou Pablo do Arrocha. Léo estava no programa e puxou a música “Porque Homem Não Chora”, sucesso gravado por ambos cantores. Claro que isso virou combustível para o público de Dudu opinar: afinal, quem canta melhor? Com timbres parecidos e repertórios cheios de agudos emocionados, a comparação é inevitável. Mas o problema é que, dessa vez, parece que Pablo não gostou de estar no mesmo nível de análise.

Dudu Purcena, ao comentar o vídeo, disse o que muita gente pensa: a voz de Léo Magalhães é mais agradável de ouvir. E a internet, claro, comprou a briga. Parte do público ficou do lado de Dudu — mas quem mais perdeu foi o próprio Pablo, que reagiu mal à comparação e, segundo fãs, começou a bloquear perfis que comentaram sobre o assunto, inclusive bloqueando o próprio influencer sertanejo. Uma postura difícil de entender para quem é um dos maiores nomes do gênero no Nordeste e que já deveria estar acima desse tipo de disputa.

O arrocha romântico sempre viveu de emoção, de sentir na pele e na garganta as dores do amor. Mas quando o artista confunde crítica com ataque, perde o encanto. Pablo é gigante, tem história, e não precisava se deixar levar por vaidades. Ainda mais quando Léo Magalhães, com seu jeito mineiro discreto, nem se envolveu na polêmica — preferindo celebrar duas décadas de carreira marcadas por humildade, romantismo e até curiosidades, como o início da fama na pirataria, quando seus CDs eram vendidos como “Eduardo Costa Ao Vivo”.

Enquanto Léo segue sendo a trilha sonora de casais apaixonados e corações partidos, Pablo parece ter se deixado dominar pelo orgulho. E no universo do arrocha, onde a sinceridade é alma da canção, talvez seja hora de lembrar: nenhum timbre é mais bonito do que a humildade.

Os Donos do Jogo: Realidade vivida no jogo do bicho faz a série parecer um tédio

Nenhum roteiro fictício chega aos pés da vida real dos bicheiros que comandam o Rio de Janeiro e o carnaval. Melhor assistir Vale o Escrito

Foto: Netflix

A série Os Donos do Jogo, da Netflix, é bem produzida, tem um elenco competente e entrega um enredo cheio de ritmo. Mas, mesmo com tudo isso, falta algo que a faça realmente vibrar. A trama tenta mergulhar no submundo do jogo e da ambição, porém o espectador que já viu Vale o Escrito sente que está assistindo a uma versão mais polida, menos visceral e distante da intensidade da vida real.

É inegável que o roteiro busca refletir as tensões e bastidores de um universo perigoso, onde dinheiro e poder ditam as regras. Ainda assim, quando colocamos lado a lado com a realidade do jogo do bicho — que, por si só, é um capítulo à parte da história brasileira —, nenhuma ficção consegue competir. A vida real é mais crua, mais contraditória e infinitamente mais imprevisível.

Vale o Escrito, o documentário que se tornou fenômeno no Globoplay, expõe essa realidade de maneira direta, quase brutal. As declarações do delegado Vinícius George, por exemplo, são um choque à parte: ele fala do jogo do bicho com a frieza de quem conhece as entranhas do sistema, descrevendo personagens reais que superam em complexidade qualquer vilão de série. As histórias como a de Maninho — o bicheiro lendário que viveu entre o luxo, a guerra e a devoção — são de um enredo cinematográfico impossível de inventar. Cada detalhe de sua trajetória, dos confrontos com rivais às alianças improváveis, mostra o quanto o Brasil real é mais fascinante que a ficção.

Foto: O Globo

O elenco de Os Donos do Jogo brilha, especialmente nos momentos de confronto e dilema moral, mas falta o peso da verdade que Vale o Escrito escancara sem pudor. O documentário nos faz entender que o jogo do bicho não é apenas uma atividade ilegal — é uma estrutura social, política e emocional enraizada na cultura carioca. Já Os Donos do Jogo, por mais competente que seja, não tem o mesmo impacto, nem a mesma coragem de encarar as sombras de frente.

No fim, é uma boa série, mas nada marcante ou inesquecível. A ficção tenta recriar o calor da roleta da vida, mas o jogo real — esse que move paixões, fortunas e tragédias — continua imbatível, escrito nas esquinas, nos becos e nas histórias que o tempo insiste em não apagar. E outra, aqui na vida real temos a Mocidade com o Castorzinho, grande mascote do carnaval. Na série falta alguém com o brilho dele, é claro. Falta um Piruinha pra gente rir. Tudo deixa a desejar, pois nenhum roteirista conseguiria escrever algo que só a cidade do Rio e seu carnaval foram capaz de produzir.

Já pode começar a maratona de “Esqueceram de Mim”

Foto: Disney Plus

Todo fim de ano é a mesma coisa: basta o clima de Natal começar que “Esqueceram de Mim” volta ao topo dos streams — especialmente no Disney+, onde o clássico de 1990 e sua sequência direta de 1992 se tornam os queridinhos da temporada. E não é à toa: poucos filmes conseguem capturar tão bem o espírito natalino quanto as trapalhadas de Kevin McCallister (Macaulay Culkin) tentando proteger sua casa — e mais tarde um hotel em Nova York — dos ladrões mais atrapalhados do cinema.

O primeiro Esqueceram de Mim é quase uma aula de como fazer um filme de Natal sem ser piegas. Ele tem tudo: aventuras, família bagunçada, um toque de comédia, e aquela mensagem final sobre união e perdão que sempre arranca um sorriso. Já o segundo, Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York, leva o mesmo encanto pra uma das cidades mais mágicas durante o Natal. A cena de Kevin no Rockefeller Center, diante da árvore gigante, é puro símbolo de fim de ano — e já virou tradição revisitar esse momento quando as festas se aproximam.

Há também algo nostálgico que faz o público voltar a esses filmes todos os anos. É como se assistir a Esqueceram de Mim fosse uma forma de ligar o modo “Natal On”: você se lembra da infância, do riso fácil, do cheirinho de ceia chegando da cozinha. A trilha sonora de John Williams é outro detalhe que contribui pra atmosfera — basta tocar as primeiras notas pra já sentir aquele clima de dezembro no ar.

Por isso, maratonar Esqueceram de Mim 1 e 2 virou quase um ritual. São filmes que ultrapassaram o tempo, resistiram às gerações e se tornaram parte da memória afetiva coletiva. No fim do ano, entre luzes piscando e filmes novos pipocando nos streamings, sempre há espaço pra rever Kevin derrotando os bandidos molhados — e lembrar que o Natal é, acima de tudo, sobre reencontros e boas risadas.

Contrato renovado e camisa nova da selección: Franco Colapinto desfila por Interlagos com gritos da torcida argentina

Foto: F1

Franco Colapinto viveu nesta sexta-feira um dos dias mais marcantes de sua jovem carreira. A Alpine confirmou oficialmente a renovação do argentino para a temporada 2026 da Fórmula 1, consolidando o piloto como uma das apostas mais promissoras da categoria. O anúncio chega em meio ao fim de semana do GP do Brasil, onde Colapinto vem roubando os holofotes não apenas pelo talento, mas também pela identificação com o público que o acompanha com bandeiras celestes nas arquibancadas de Interlagos.

Poucos meses atrás, havia dúvidas sobre seu futuro. A Alpine atravessou uma temporada irregular, e o argentino ainda busca seu primeiro ponto na F1. Mesmo assim, a equipe destacou sua evolução técnica e o impacto positivo dentro da estrutura, apostando na continuidade do projeto. Para Colapinto, a renovação é mais do que um novo contrato — é um voto de confiança, uma declaração de que seu caminho no automobilismo de elite está apenas começando.

E como se não bastasse o anúncio, Colapinto também foi visto nos boxes de Interlagos com a nova camisa da Seleção Argentina, tricampeã mundial, símbolo máximo do orgulho nacional. O gesto arrancou aplausos e gritos dos torcedores hermanos que viajaram ao Brasil para vê-lo correr. “¡Vamos, Franco!” ecoou entre as arquibancadas, mostrando que, mesmo em solo brasileiro, a paixão albiceleste se faz ouvir. O piloto respondeu com sorrisos e autógrafos, reforçando sua imagem carismática e próxima do público.

O momento é emblemático: há décadas um argentino não despertava tanto entusiasmo na Fórmula 1. Colapinto se tornou um ponto de união entre duas paixões — a velocidade e o futebol. Seu gesto de vestir a camisa da seleção no paddock brasileiro simboliza o orgulho de um país que sonha em voltar a ver seu representante subir ao pódio. E, ao mesmo tempo, mostra que a F1 pode ser também um palco de emoção, identidade e pertencimento.

Com o contrato renovado, Franco entra em 2026 com tranquilidade para crescer e mostrar todo o potencial que o levou à categoria máxima do automobilismo. Ainda falta o carro ideal, é verdade, mas sobra talento, humildade e um fator que não se compra: a conexão com o povo apaixonado por automobilismo. Em Interlagos, entre motores e bandeiras, o garoto de Pilar provou que já é muito mais do que uma promessa — é o novo orgulho da Argentina acelerando rumo ao futuro.