Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Repensando a vida em uma semana ruim

Desabafo pessoal no fim de semana!

Foto: Arquivo pessoal

A última semana me atravessou de muitas maneiras. Fiquei doente, perdi o voo para o jogo do Flamengo e, no meio de tantos imprevistos, comecei a repensar tudo aquilo que tenho sentido. Estou sofrendo, não posso negar. Mas também estou tentando entender que nada na vida acontece como a gente sonha — e que, às vezes, até sonhar com pouco custa caro para quem carrega o signo mais pesado do zoodíaco: escorpião.

Continuo lutando contra uma infecção na garganta. Meu nariz reagiu mal à gripe. Continuo também apaixonada pelo meu boy – aquele que não é meu, mas eu o chamo mesmo assim. Ele quer paz… Eu queria companhia. Só que, neste momento das nossas vidas, ele não pode ser isso para mim. Às vezes me pergunto se ele tem vergonha de mim. Não estou me sentindo bonita, engordei e minha autoestima está machucada. Mas estou em tratamento e espero, aos poucos, voltar a me olhar com mais carinho — não apenas para melhorar por fora, mas para me reencontrar.

No fim, preciso entender que meu amado está num momento turbulento da vida depois de perder o fiel escudeiro Krypto. Não posso ser egoísta querendo ir ao cinema ou comer espetinho enquanto ele trabalha e tem mil problemas para resolver nesse horrível agosto. Meus problemas do lado dos dele chegam a ser ridículos. Tem razão de querer paz. Falando em cinema, estou com saudade de sair pra almoçar e ver um filme. No entanto prometi que não irei mais ao meu restaurante favorito e terei que encarar outro lugar. Faz parte de deixar o boy em paz… Bom, tem dois que ainda não vi e provavelmente perdei eles em cartaz (O Fim da Rua e Patrulha Canina).

Queria também rever o Homem-Aranha, mas sozinha não vou encarar aquele filme chatinho de novo. No meio de tudo isso, voltei a estudar o mercado financeiro e deixei meus bilhetes de apostas com meu mentor. Talvez seja uma tentativa de retomar meus projetos e lembrar que ainda existem partes de mim que não dependem da minha ansiedade. Quero me reconectar comigo mesma, embora ultimamente eu me sinta dominada por esse caralho de crise.

Faltam dois meses e alguns dias para o meu aniversário de 33 anos. Por enquanto, estou gastando o dinheiro do bolo com remédios e terapia. Não é exatamente a celebração que imaginei, mas talvez seja uma forma diferente de cuidar da pessoa que chegará aos 33. São Jorge me guiará, da lua e na rua!

De La Plata para Minas: Eduardo Domínguez faz trabalho eficiente no Atlético MG

Foto: TyC Sports

Eduardo Domínguez é um daqueles treinadores argentinos que tornam difícil separar o homem da escola de futebol que o formou. E, no caso dele, a pergunta é inevitável: afinal, Domínguez é menottista ou bilardista? A resposta mais justa é que ele está muito mais próximo do bilardismo, embora não seja um bilardista ortodoxo. Sua passagem pelo Estudiantes de La Plata — clube historicamente associado à linhagem de Osvaldo Zubeldía, Carlos Bilardo e Alejandro Sabella — ajudou a consolidar uma identidade baseada em organização, competitividade, estudo do adversário, bola parada, ocupação racional dos espaços e, sobretudo, capacidade de sobreviver aos diferentes momentos de uma partida. Não por acaso, Domínguez terminou sua passagem pelo Estudiantes com cinco títulos e como o segundo treinador mais vencedor da história do clube, atrás apenas de Zubeldía.

Mas seria injusto reduzir Domínguez a um simples discípulo de Bilardo. Ele pertence a uma geração que absorveu diferentes escolas e transformou o futebol argentino em algo mais híbrido. Há nele princípios que lembram o bilardismo — a preparação minuciosa, a importância da estrutura defensiva, a competitividade e a valorização das jogadas de bola parada —, mas também existe uma preocupação maior com a construção do jogo e com a utilização da posse de bola. É um treinador pragmático: não acredita que exista uma única maneira de jogar. Seu futebol procura controlar o contexto da partida e encontrar a melhor solução para cada adversário. Foi justamente essa combinação de organização e capacidade de adaptação que fez seu trabalho no Estudiantes ganhar tanto prestígio. Em 163 partidas pelo clube, foram 72 vitórias, 49 empates e 42 derrotas, com 54,19% de aproveitamento.

No Atlético Mineiro, Domínguez chegou em fevereiro de 2026, depois de uma passagem extremamente vitoriosa pelo Estudiantes, assinando contrato até dezembro de 2027. O começo, porém, esteve longe de ser perfeito. O Galo terminou o Campeonato Mineiro como vice-campeão e teve dificuldades importantes no início do Brasileirão. Em junho, após 24 partidas em todas as competições, o argentino acumulava 11 vitórias, três empates e dez derrotas, exatamente 50% de aproveitamento. No Campeonato Brasileiro, naquele momento, eram sete vitórias, três empates e oito derrotas.

O interessante é que Domínguez não abandonou suas convicções quando os resultados demoraram a aparecer. Aos poucos, o Atlético foi adquirindo justamente aquilo que caracteriza seus trabalhos: organização, força competitiva e capacidade de crescer durante a temporada. Em agosto, a transformação ficou evidente. O Galo chegou a nove partidas consecutivas sem perder depois da vitória por 3 a 0 sobre o Grêmio, resultado que levou a equipe aos 32 pontos e à oitava colocação do Brasileirão. Poucos dias depois, veio outro capítulo importante: o Atlético empatou por 2 a 2 com o Red Bull Bragantino, depois de vencer o jogo de ida por 1 a 0, e garantiu vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana.

É justamente aí que Eduardo Domínguez começa a parecer cada vez mais com aquilo que o futebol argentino historicamente produziu de melhor: um treinador que entende que competir também é uma forma de jogar. Ele não é Menotti, porque não coloca a estética e a liberdade ofensiva acima de tudo; tampouco é Bilardo, porque não transforma a estratégia em uma ciência fechada e absoluta. Domínguez é, talvez, um bilardista moderno, influenciado pela tradição do Estudiantes, mas atualizado para um futebol em que a flexibilidade tática é tão importante quanto a disciplina.

E talvez seja essa a grande chave para entender o atual Atlético Mineiro. Domínguez não chegou ao Brasil para inventar uma nova escola. Chegou para recuperar uma velha ideia argentina: um time precisa saber jogar, mas antes precisa saber competir. E, depois de um início irregular, o Galo começa a mostrar justamente essa característica. O Atlético de Domínguez ainda pode evoluir muito, mas já existe uma identidade. E identidade, para um treinador argentino, costuma ser o primeiro passo para construir algo que dure.

Filme do ano, “A Odisseia” já faturou 1.3 bi e segue favorito ao Oscar

Salas IMAX tem sessões esgotadas até setembro

Foto: Arquivo pessoal

A Odisseia, novo épico dirigido por Christopher Nolan, continua fazendo história nos cinemas. O filme já ultrapassou a impressionante marca de US$ 1,3 bilhão em bilheteria mundial, consolidando-se como um dos grandes fenômenos cinematográficos de 2026. O longa já um dos favoritos para levar o Oscar em diversas categorias.

Do total, aproximadamente US$ 508,8 milhões vieram dos Estados Unidos e Canadá, enquanto os mercados internacionais já somam cerca de US$ 789,4 milhões. O longa, que teve um orçamento estimado em US$ 250 milhões, ainda permanece em cartaz em diversos mercados e pode aumentar ainda mais essa marca.

O desempenho também colocou A Odisseia em uma posição especial na carreira de Nolan. O filme se tornou a maior bilheteria da carreira do diretor, superando seus trabalhos anteriores e mostrando a força que uma grande produção cinematográfica ainda pode ter nas salas de cinema. O filme vale o combo no cinema.

Mais do que números, o resultado representa uma vitória para o cinema de espetáculo. Com uma história baseada na clássica epopeia de Homero, grandes estrelas, cenas grandiosas e a assinatura de Christopher Nolan, A Odisseia conseguiu transformar uma obra milenar em um dos acontecimentos cinematográficos do ano — e a sua jornada nas bilheterias ainda não terminou.

Pisei na bola, e agora, o que fazer?

Desabafo amoroso

Foto: Arquivo pessoal

Me apaixonei por uma pessoa maravilhosa há pouco mais de um ano. E ele me conquistou como nenhuma outra pessoa havia conquistado. Nesse tempo, já vivemos bastante coisa juntos. Momentos lindos, outros difíceis, muitas risadas, alguns choros de tristeza e muita diversão. Olhando para trás, preciso admitir que muitas das coisas ruins partiram de mim.

Talvez porque eu tenha criado, dentro da minha cabeça, um relacionamento que não existia da mesma forma para os dois. Começamos como “crush premium” (amizade colorida) e nossa relação foi se aproximando cada vez mais. Acabei que fiz planos, criei expectativas, imaginei muita coisa. Jurei para mim mesma que aquilo tinha um nome, até perceber que esse relacionamento existia apenas para mim. Mas essa parte eu já consegui digerir.

Existe outra coisa que me dói admitir: eu acho ele bonito demais para mim. Isso me alimenta inseguranças que, muitas vezes, acabam virando cobranças, ciúmes, medo e comportamentos dos quais depois me arrependo demais. Sei que não é justo colocar sobre outra pessoa o peso das inseguranças que eu mesma carrego. Ele não merece isso. Nesse fim de semana o decepcionei por algumas atitudes.

E novamente pisei na bola outra vez, como diz a música da Wanessa Camargo. E agora, o que fazer? Talvez essa seja a parte mais difícil de amar: entender que gostar de alguém, não significa que essa pessoa esteja vivendo a mesma história que você. Um boy bonito e independente não se apega a sentimentos como nós, emotivas que se derretem só pelo “bom dia” no whatsapp. Nessas horas precisamos repensar, fazer terapia e torcer para que as coisas se ajeitem. Não vai ser fácil reconquistar ele, mas tentarei enquanto puder. Só queria fazer ele feliz como me faz, não sei se conseguirei. Enfim, um desabafo.

Estrelas caninas: Quem são os dogs que roubaram a cena no cinema

Tem anti-herói e fiel escudeiro que espera o dono por 20 anos

Foto: Reprodução

Nos últimos três anos, o cinema ganhou uma verdadeira constelação de estrelas de quatro patas. Em 2024, foi a vez de Dogpool roubar a cena em Deadpool & Wolverine. Com aquele jeitinho doce, caótica de língua pra fora e, ao mesmo tempo, irresistivelmente fofa, ela conquistou o público e provou que um cachorro também pode ser um dos grandes destaques de um filme de super-heróis.

Em 2025, quem brilhou foi Krypto, o fiel companheiro do Superman. O cãozinho kryptoniano trouxe uma dose extra de humor, carinho e emoção para a história, mostrando que até mesmo um super-herói precisa de um melhor amigo de quatro patas. E agora, em 2026, Krypto retornou em Supergirl, mantendo sua posição como um dos cachorros mais queridos do cinema recente.

Mas 2026 ainda reservou espaço para outro grande personagem canino: Argos, em A Odisseia, de Christopher Nolan. O cachorro é uma figura fundamental na história de Odisseu e representa uma das relações mais bonitas e emocionantes da obra. Sua presença no filme reforça como os cães conseguem transmitir sentimentos e criar momentos marcantes mesmo sem precisar de muitas palavras. E ele espera Odisseu voltar de Troia por 20 anos.

Dogpool, Krypto e Argos mostram que a força canina está em alta no cinema. Cada um, à sua maneira, conseguiu conquistar o público e deixar sua respectiva produção ainda mais especial. Afinal, pode ter herói, vilão, deuses, monstros e grandes batalhas… mas coloque um cachorro no meio e, de repente, tudo fica um pouquinho mais fofo. 🐶🎬❤️

Dinossauros estreiam em dose dupla no cinema

De suspense à diversão com Patrulha Canina, os gigantes pré-históricos estão em alta nas telonas

Se 2026 não trouxe um novo Jurassic Park para os fãs dos dinossauros, o cinema resolveu compensar de um jeito bem curioso. A partir desta quinta-feira, 13 de agosto, chegam às telonas dois filmes com dinossauros, mas com propostas completamente diferentes. Já adianto que ambos valem o combo do cinema.

De um lado, “O Fim da Rua”, um suspense que coloca os dinossauros em uma história muito mais sombria e cheia de tensão. É para quem gosta daquela sensação de perigo, perseguição e, claro, de ver essas criaturas pré-históricas causando problemas. Neste longa teremos a diva Anne Hathaway como protagonista. Vai correr dos dinossauros depois de esperar o marido por 20 anos na Odisseia.

Do outro, temos “Patrulha Canina: Uma Aventura Dino”, que leva os dinossauros para o universo infantil da querida franquia Patrulha Canina. Uma aventura mais divertida, colorida e família, perfeita para os pequenos que também são apaixonados pelos gigantes do passado.

Ou seja: não tem Jurassic Park, mas tem dinossauro para todos os gostos! 🍿 De um lado, suspense e tensão; do outro, aventura e diversão. Dois filmes, dois públicos e o mesmo ingrediente principal: os dinossauros. Então, para quem estava sentindo falta de ver essas criaturas gigantes dominando as telonas, a partir dessa semana o cinema tem uma boa dose de pré-história para oferecer. Agora é escolher: você prefere fugir dos dinossauros ou se aventurar com eles? 😂🦖