Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Marco Abreu é algo muito além dos violões

Foto: Instagram

Há artistas que admiramos de longe, como referências inatingíveis cujos nomes estão impressos em obras que moldam nossa relação com a música. Marco Abreu sempre foi um desses para mim. Não existe ninguém igual a ele. Cresci ouvindo, assistindo seus trabalhos e lendo seu nome nas fichas técnicas. Seu talento, sua sensibilidade musical, seu estilo único de fazer as cordas do violão tocar e seu papel na construção da sonoridade do sertanejo moderno, fazem dele um dos músicos mais brilhantes que conheço. Mas hoje, de uma forma que ainda me surpreende, posso dizer que tenho a honra de trocar ideias e conversar com ele sempre que posso. E isso é surreal para aquela criança de 2001, que o assistia em uma TV de tubo no programa do Gugu.

Marco Abreu é um nome fundamental na música brasileira, digamos que, um verdadeiro marco. Seu trabalho nos violões dos Acústicos de Bruno & Marrone gravados em 2000 e em 2001 se tornaram sinônimo de referência para qualquer músico no sertanejo. Em especial, aquele álbum histórico gravado em Uberlândia que transformou o mercado sertanejo, é apenas uma de suas muitas contribuições para a história de uma musicalidade impecável. Aliás, se você ainda chama o “Acústico do Bruno & Marrone” de “Acústico do Bruno & Marrone”, mude para “Acústico do Marco Abreu”. Ele é o dono de tudo que revolucionou o mercado ali.

Durante anos ele foi violonista e guitarrista da dupla, deixando sua marca nos melhores álbuns que Bruno & Marrone fizeram com as produções de Maluly e Dudu Borges. Sua trajetória também passa por projetos premiados, como o disco “Pra Ser Feliz”, de Daniel, produzido também por Dudu, com quem segue colaborando. Um exemplo recente dessa grande parceria é a música “Haverá Sinais”, de Jorge & Mateus com Lauana Prado. O clipe me prende não apenas pela música, mas pela oportunidade de vê-lo em cena no estúdio. Sou capaz de passar horas revivendo os arranjos que ele comanda nos dedos seja nas playlist’s, nos discos ou DVD’s.

Desde os álbuns gravados do Bruno & Marrone, ao registro de George Henrique & Rodrigo no posto de gasolina em Goiânia naquele DVD de 2011, é sempre um presente sentir aquele som inconfundível mais uma vez. Seu violão dá identidade a cada música, as quais se tornaram eternas como “Ligação Urbana”, “Feriado Nacional”, “Um Bom Perdedor”, “Inevitável”, “Grama de Quintal”, “Receita de Amar”… Cada acorde carrega um pedaço da história de Marco no sertanejo e, de alguma forma, da minha vida também. Ele é algo que vai muito além dos violões para mim. Já esteve no meu fone em momentos difíceis que superei escutando seus acordes.

Além da admiração profissional, há momentos que fazem essa conexão se tornar ainda mais especial. Como no dia em que, sabendo que sou setorista do River Plate (ARG), ele me mandou o placar de River x Atl. Mineiro na Libertadores. O time de Marcelo Gallardo perdia por 3×0, e ele brincou dizendo que a situação estava feia para mim. Ri muito como poucas vezes. Ele, fanático pelo São Paulo, não perde uma boa provocação aos rivais e sempre compartilhamos memes sobre futebol.

Certa vez, também falamos sobre outro gênio, o produtor/compositor e multi-instrumentista Piska. Marco contou que só o encontrou uma vez no estúdio Mosh, quando ele levou uma música para o Bruno. Fiquei imaginando como teria sido se esses dois talentos tivessem convivido de verdade, mesmo que em estúdios. A música brasileira certamente teria ganhado ainda mais com essa possível amizade.

Mas se existe algo de que tenho certeza, é que eu já sou uma grande privilegiada. A música me deu muito, mas ter o Marco Abreu como amigo é um presente que jamais imaginei receber um dia. Ele é a trilha sonora de muitos dos momentos que marcaram a minha vida e marcam até hoje. Agora é ainda mais especial ouvir os violões e as guitarras dele, lembrando que posso contar para o Marco, em algum momento do dia, que treinei ouvindo “Amor de Carnaval” e que lembrei dele com a camisa vermelha que o vestia no Acústico.

Talvez ele fique totalmente sem graça quando ler todas essas palavras. Ele não gosta de muitos elogios… Mas de alguma maneira, esse texto talvez sirva para que ele nunca se esqueça o quanto mexe com as pessoas através de seu dom!

Amargurado, César Augusto esquece do próprio legado em entrevista

Foto: Youtube

César Augusto é, sem sombra de dúvida, um dos maiores compositores e produtores da música sertaneja. Seu nome está gravado em álbuns icônicos, em canções que embalaram gerações e em parcerias que ajudaram a moldar o sucesso da música brasileira. No entanto, em sua mais recente entrevista, ele pareceu mais preocupado em ajustar contas com o passado do que em celebrar a grandiosidade de sua trajetória.

Foi uma conversa carregada de ressentimento, com indiretas, recados diretos e desabafos que, embora tenham seu lugar, acabaram deixando de lado algo muito mais importante: sua própria história. Ele tem todo o direito de falar o que pensa, por ser quem é. Mas o que poderia ser um registro riquíssimo de sua carreira virou um palco de mágoas ou uma sessão de terapia em Campinas, sem espaço para uma real imersão em tudo o que ele construiu.

Por exemplo, faltaram menções essenciais a nomes como Lucas Robles e Nil Bernardes, parceiros que tiveram participação ativa em sua jornada musical. O produtor Piska, figura fundamental no sertanejo, também não teve o devido reconhecimento, mencionado apenas em alguns minutos de uma resposta no início da entrevista. Assim como César Rossini, outro nome que esteve ao lado de César Augusto em momentos fundamentais de sua carreia, inclusive sendo parceiro na dupla Cesar & Cesar.

Além disso, o diálogo deixou de lado diversas composições memoráveis que mereciam uma explicação. A música “Mentira que Virou Paixão”, no disco de Leonardo em 1999, teve a gravação de todos os instrumentos pelo Piska? Por que a música repete o arranjo do início no meio? Leonardo só gravou a primeira parte e teve uma emenda? Como foi fazer a versão que foi o feat de Leonardo com Alan Jackson, “Meu grito de Amor”?

Outra música que merecia atenção era a “Felicidade, que Saudade de Você”. Por que ela é tão profunda e diferente da linguagem da época? Como foi feita? A música “Antes de Voltar pra Casa”, de quem foi a ideia de fazer um arranjo tão marcante? Ela tem uso de terça voz e ecos, isso a fez ser destaque naquele disco de 2000? Álbum considerado o melhor de Zezé di Camargo & Luciano por muitos críticos. Como foi a produção da “Tarde Demais” com Chrystian, autor da música, fazendo backing vocal no disco? A música “Irmão da Lua, Amigo das Estrelas” é muito a frente ao seu tempo, como ela foi feita na questão dos arranjos? Como a “Sonho de Amor”, uma regravação pop, entrou no repertório de Zezé e Luciano?

Esses são apenas alguns exemplos de canções que carregam a assinatura de César Augusto, seja na produção ou na composição, mas que foram ignoradas na conversa. Outro assunto que seria incrível abordar era sobre a produção do DVD de Zezé Di Camargo & Luciano Ao Vivo (2000), um marco na carreira da dupla, que sequer foi mencionada. Assim como os álbuns de 1995 (o mais vendido da dupla), de 1998 (considerado o mais conceitual de ZC&L), ou o disco Double Face que venceu o Grammy Latino em 2010. Todos esses projetos são verdadeiras referências no gênero até hoje.

Mais um ponto que merecia uma profundidade na sessão de terapia, ops, entrevista, foi seu trabalho com Eduardo Costa. A música “Anjo Protetor”, composta em parceria com o cantor, é um dos destaques dessa colaboração, mas passou despercebida. Músicas feitas por César Augusto e Cláudio Noam, como a “Eu Aposto” nem foram lembradas. E porquê não citar outras que fizeram parte, por exemplo, do disco “Pecado de Amor”, eleito por muitos o melhor trabalho de Eduardo Costa em estúdio. Parte desse repertório integrou o “Acústico” do cantor gravado no Brook’s Bar em São Paulo, que é um marco na carreira de Eduardo. O DNA das composições de César estão em muitos desses trabalhos do cantor mineiro.

O mesmo vale para clássicos como “Pare!”, que teve uma história bonita com uma fã, mas não teve detalhes do arranjo e da gravação contados. Piska também gravou todos os instrumentos nela? E a querida “Minha Estrela Perdida” – aliás, quando ele finalmente ia falar sobre essa obra, a entrevista tomou outro rumo e o assunto se perdeu. Só sabemos que a coitada levou nota 3 de um famoso cantor.

E não foi só com Zezé & Luciano e Eduardo Costa que faltou aprofundamento. Grandes discos de Gian & Giovani e Bruno & Marrone também ficaram de fora. O álbum “Cilada de Amor” (1999) e o icônico “Paixão Demais” (2000), que traz a gravação única de “Passou da Conta”, são registros importantíssimos do sertanejo e têm a marca de César Augusto, mas pouco (ou nada) foi dito sobre eles. A clássica “Agarrada em Mim”, nem preciso dizer que passou batida também. Assim como “Cansei de Namorar a Solidão”, feita para a dupla Gian & Giovani em 1993.

Outras obras que mereciam uma boa história contada para o público eram “Madrugada em meu Olhar” (ZC&L 1994), “Vem ficar Comigo” (ZC&L 1995), “Demorou Demais” (ZC&L 2000), “Alguém” (João Paulo & Daniel 1995), “Ela tem o dom de me fazer Chorar” (JP&D 1997), “Eu era Assim” (ZC&L 2002), “Diz pro meu Olhar” (ZC&L 2001) e “Loucura Demais” (Chrystian & Ralf 1993).

No fim das contas, a entrevista decepcionou por dois motivos. Faltou conhecimento e vontade por parte do host do podcast (como sempre), pois parece que ele aprendeu sobre sertanejo no Wikipédia. Mas também faltou o entrevistado olhar mais para seu grande legado na música, dentro e até mesmo fora do sertanejo, do que para os rancores do passado. Uma pena!

Fiquem aí com a “Antes de Voltar pra Casa” pra animar o dia de vocês, já que ela segue com segredos de sua produção guardados…

Mesmo sem Judite, Gottino derrota concorrência no comando do Cidade Alerta

Foto: Reprodução/Record

Um dos principais nomes do Telejornalismo nos últimos anos, Reinaldo Gottino assumiu em definitivo o comando do Cidade Alerta. E bastou uma semana para deixar claro que não veio para brincadeira. No horário mais disputado das tardes semanais, ele já se mostrou forte na briga pela audiência superando a “família Datena”. Tanto José Luiz Datena, que está no SBT; quanto Joel Datena, que assumiu o Brasil Urgente na Band com a saída do pai; foram superados por Gottino em uma semana desafiadora de fortes tempestades pelo Brasil.

Gottino, que já comandou o Cidade Alerta em outras ocasiões, retorna dessa vez após brilhar no Balanço Geral. Foi lá que ele conquistou o público com sua condução firme, seu bom humor e claro, com sua parceria inesquecível ao lado da cobra Judite na Hora da Venenosa. Muita gente reclamou bastante de sua saída do Balanço Geral assim que a notícia chegou. Agora, sem Judite, mas com a mesma energia e credibilidade, ele está à frente de um dos programas mais emblemáticos da TV brasileira no horário que todos buscam por informação.

Já nesses primeiros dias ele demonstrou ao público que manterá sua essência e que toda bagagem que ganhou no Balanço também estará presente no Cidade Alerta. Uma de suas marcas mais especiais é o abraço que dá no telespectador assim que o programa começa. Quem conhece o Gottino sabe que ele vem da “escola Marcelo Rezende” e traz no DNA aquele jornalismo popular que ouve o povo e não foge do dia a dia das ruas.

Marcelo Rezende revolucionou o formato e transformou o Cidade Alerta em um fenômeno de audiência – e, sem dúvida, estaria orgulhoso de ver seu pupilo dominando o horário e mantendo viva essa tradição. Pronto para isso Gottino sempre esteve! Mas o apresentador não é só o jornalista firme e carismático que vemos na telinha.

Quem acompanha sua trajetória, sabe que ele tem um lado apaixonado pelo futebol e outros esportes como o boxe. Palmeirense fanático e goleiro nas peladas de fim de semana, era possível que Gottino tivesse seguido a carreira no esporte, se seu caminho não fosse traçado pelo jornalismo policial e do cotidiano. Aliás, uma de suas primeiras matérias na TV foi justamente uma denúncia, contra cambistas na porta do estádio do Morumbi. E quem diria que aquele jovem repórter, que sonhava com o mundo esportivo e admirava Osmar Santos, se tornaria um dos grandes nomes do jornalismo brasileiro em outra editoria.

Seu fiel público também já se divertiu muito com ele na TV. Seja rindo das fofocas dos famosos com a Fabíola Reipert, comentando crimes com o Renato Lombardi ou cantando com a Judite enquanto dava cartão vermelho pra ela pela desafinação. Como não se lembrar ainda de quando ele encarou o desafio no Domingo Record no ano passado, perdendo mais de 20KG com reeducação alimentar e exercícios. Nem Higuaín teve tanta determinação. Aliás, eles até se encontraram uma vez:

Mas diferente do centroavante argentino, Gottino está em forma – com pernas de goleiro que fariam inveja ao Oliver Kahn – e pronto para seguir escrevendo mais um capítulo importante no jornalismo da sua emissora, que é referência nesse quesito. E depois de muitos anos acordando bem cedo, agora ele pode dormir um pouquinho a mais.

Se no futebol ele precisa defender o gol, na TV ele vai continuar defendendo o jornalismo de verdade que o fez chegar até ali. E pelo visto, está fazendo essa função com muita categoria no novo horário. Gottino ainda pode deixar saudades na hora do almoço, mas esse sentimento passa quando lembramos que depois de um dia puxado, veremos ele no fim de tarde com sua competência e jeito único de nos trazer notícias e pensamentos positivos em meio ao caos.

Personagens de ‘Vale o Escrito’ inspiram fantasias de Carnaval mais uma vez

Com o sucesso da série documental Vale o Escrito, não seria surpresa se os personagens que marcaram a série virassem inspiração para as fantasias do Carnaval 2025, assim como aconteceu em 2024. Do luxo dos bicheiros à força das milícias, passando pelo bom humor do delegado Vinícius Jorge, há material de sobra para quem quer chamar atenção na avenida ou nos blocos de rua. Vamos às ideias:

Maninho – Icônico bicheiro do Salgueiro

Se a ideia é homenagear Waldemir Paes Garcia, o Maninho, a fantasia pede um visual colorido no estilo Agostinho Carrara de A Grande Família. Maninho na verdade tem dois estilos: antes e depois de Ana Cláudia, sua mulher oficial na fase das maquininhas que foi coroada a primeira rainha de bateria do Salgueiro em 2004.

Tanto com terno bem cortado, óculos escuros e um charuto de mentira na mão, quanto vestido de amarelo gema de ovo, você estará na beca para ser o Maninho. Para dar o toque carnavalesco, que tal um blazer vermelho e dourado, nas cores do Salgueiro? Só não seja pavil curto e evite sair na mão com alguém como ele fazia.

Castor de Andrade – O Magnata do Jogo

O look de Castor de Andrade é puro luxo. Terno branco impecável, gravata colorida (verde da Mocidade ou laranja do Bangu) e muitos anéis com colares dourados. Como ele tinha grande ligação justamente com o Bangu e a Mocidade Independente de Padre Miguel, uma opção é customizar a fantasia com detalhes das cores dessas instituições. Além de carregar um “bloquinho” de cédulas cenográficas para distribuir pelo caminho com a cara dele estampada, leve um baralho para o carteado.

Piruinha – O mais carismático dos bicheiros

Para quem quer um visual mais despojado, a inspiração em Piruinha pode vir com um traje bem Zeca Pagodinho. Óculos do tamanho daqueles que o Daniel Diau usa na banda Calcinha Preta, uma regata com short colorido do Bob Esponja e chinelo das cores da Portela no pé combinavam com Piruinha. Um detalhe interessante seria um broche com os números do jogo do bicho, reforçando a origem da grana.

Recentemente, Piruinha se tornou uma lenda e nos deixou. Mas sempre será lembrado pela sua generosidade com as comunidades que convivia e pelo jeito leve de levar a vida – com samba e mulheres.

Adriano da Nóbrega – O Luca Brasi brasileiro

Ex-capitão do Bope e nome forte da milícia de Rio das Pedras, Adriano virou um dos personagens mais controversos da série. A fantasia pode misturar elementos de um uniforme tático com acessórios carnavalescos (coloque bastante acessório com brilho e strass pra não ser confundido…). O estilo do Adriano pode ser remetido ao seu período de Bope ou também de milícia, quando andava de camiseta gola polo, imitação do relógio Richard Mille e colar dourado no pescoço.

Se quiser ousar pra botar medo nos inimigos, pode pegar ainda aquele look do Luca Brasi, de O Poderoso Chefão. Quero ver alguém ter coragem de pisar no nosso pé durante o bloco com essas vestimentas de impor respeito.

Bernardo Bello – Cosplay de Abraham Lincoln

A nova geração do bicho pede uma fantasia atualizada. O visual deve incluir camisa social de marca famosa, tênis de grife e uma pochete estilizada (que virou um símbolo dos “novos milionários”). Para brincar com a referência, uma credencial da Vila Isabel fictícia de “presidente da escola/chefe do jogo” pode ser um bom acessório. O cabelo grudado e a barba para o disfarce ao gravar a série também não podem faltar. Ficou parecendo o político norte-americano…

Rogério Andrade – O Michael Corleone carioca

Ele jura não ser homem de vingança. Meses depois de um atentado que sofreu, uma porrada de gente morreu. Nosso Michael Corleone do Rio tem um estilo requintado dos veteranos. Rogério pede uma fantasia clássica de bicheiro, mas com um toque mais robusto. Terno escuro, cabelo impecável e postura de vaidoso são marcas para a fantasia de quem quer ser o patrono da Mocidade.

Talvez até uma miniatura de caça-níquel pendurada no pescoço seriam boas referências para trazer leveza ao personagem, junto com uma camiseta bem colada para mostrar que está bem malhado.

Capitão Guimarães – Do Exército ao Bicho

A farda camuflada, misturada com adereços dourados, pode representar a trajetória do Capitão Guimarães. Para completar, uma faixa de presidente do jogo do bicho com a inscrição “Rei do Jogo” daria um tom carnavalesco. O Capitão é discreto em seus looks, mas se tornou a figura mais marcante do jogo nos últimos tempos pela sua relevância na cúpula.

Anísio Abraão Davi – Comandante da Beija-Flor

Anísio pode ser representado com um look azul e branco, inspirado na Beija-Flor, mas sem perder o estilo bicheiro. Para dar um toque irreverente, um colar com números da loteria poderia ser um bom detalhe. Ou um beija-flor bem grande como muitos da escola gostam de usar. O chapéu panamá com faixa azul também não pode faltar na fantasia de Anísio. Leve rosas para distribuir fazendo referência ao enredo de 2011 da escola, que foi Roberto Carlos.

Delegado Vinícius Jorge – O melhor de Vale o Escrito

Se tem um personagem que roubou a cena em Vale o Escrito, foi o delegado Vinícius Jorge. Seu jeito irreverente de narrar os crimes virou um espetáculo à parte. A fantasia ideal? Camisa branca e acessórios que remetem ao jogo do bicho. Vale levar algo para reproduzir as frases icônicas com bom humor, como quando ele se refere ao Zé Personal: “Esse cara era um prego, um Zé Mané…”.

Qual será seu escolhido? Com tantas opções, o Carnaval 2025 promete ser um verdadeiro desfile do submundo carioca homenageando a melhor série feita sobre o assunto. Afinal, se a vida imita a arte, nada mais justo do que o jogo do bicho virar um universo de fantasias – pelo menos na folia!

Senninha faz 31 anos, com carinha de 6

Senninha é um personagem que transcende gerações e vai muito além das pistas. Criado em janeiro de 1994, poucos meses antes do trágico acidente que tirou a vida de Ayrton Senna, ele nasceu como uma homenagem ao ídolo e à sua paixão pelas crianças. Inspirado no próprio Ayrton, o Senninha representa os valores que marcaram o piloto dentro e fora das pistas: determinação, coragem, aventuras e o desejo de sempre ser o melhor, sem nunca abrir mão de seus princípios.

Completando 31 anos de vida, Senninha continua mais atual do que nunca e com o pique de 6 aninhos que o mantém com toda vitalidade. Seu canal oficial no YouTube é um espaço dedicado às crianças, com episódios novos de suas séries e divertidos joguinhos com atividades que garantem entretenimento de qualidade para a garotada. É um ambiente seguro, onde os pequenos podem aprender lições importantes de maneira leve e lúdica, enquanto se divertem com as aventuras do personagem e sua turma.

Você pode se divertir com Senninha aprontando com o cachorro Becão e passar um pouco raiva com o Braço Duro – que na minha visão é uma mistura de Dick Vigarista com Alain Prost e Schumacher. O impacto do Senninha, no entanto, não chega apenas no público infantil. Ele se tornou uma marca poderosa que está presente em brinquedos, calçados, mochilas, materiais escolares e até em itens de papelaria.

Mais do que um personagem, o Senninha é um símbolo de inspiração e carrega consigo o legado de Ayrton Senna, incentivando a busca por sonhos e a prática de valores como respeito e solidariedade. Desde a roupinha vermelha ao cabelo impecável, ele diverte a todos nós.

Senninha no seu multiverso: O atual encontrando sua primeira versão, de 1994.

A força do Senninha está em sua conexão emocional com o público. Esse equilíbrio entre nostalgia e atualidade é o que torna o personagem tão especial. Seus desenhos no canal Gloob também são atração a parte para os telespectadores. Além disso, parte da renda gerada com os produtos e iniciativas do Senninha é revertida para o Instituto Ayrton Senna, que há décadas transforma a vida de milhares de crianças e jovens por meio da educação.

Nessas 3 décadas de existência, Senninha mudou um pouco o visual e ficou ainda mais estiloso para continuar acelerando por aí. Ele é um legado vivo que continua a espalhar os ideais do maior piloto brasileiro da história, inspirando novas gerações de uma forma divertida, seja nas pistas da vida ou nas telas. Sem contar que já foi campeão do carnaval em 2014, sendo o enredo na Unidos da Tijuca. Que ele continue assim, completando ciclos por muitos anos e mantendo a energia de um garoto sonhador.

Bom, o aniversário é dele, mas quem ganha presente somos nós. Hoje tem episódio novo da série “O pilotinho do futuro”. Confere aí!

Mascote Castorzinho conquista o público a cada carnaval

Castorzinho faz homenagem à carnavalesca da Mocidade, Márcia Lage / Foto: Instagram

A Mocidade Independente de Padre Miguel sempre foi sinônimo de inovação no mundo do samba. Em 2021, a escola deu mais um passo à frente na construção de sua identidade ao apresentar um mascote que rapidamente conquistou os corações dos torcedores e sambistas: o Castorzinho. Inspirado na figura emblemática de Castor de Andrade, lendário patrono da Mocidade que fez a escola conquistar importantes títulos, o mascote estreou no Carnaval de 2022 e trouxe uma nova energia para a agremiação.

Com um visual simpático, temático com os enredos da escola e uma energia vibrante, Castorzinho rapidamente se tornou uma estrela, não apenas na Sapucaí, mas também nas redes sociais e eventos da Mocidade. Ele é um show à parte com suas interações cativantes, sempre reforçando o espírito independente e a alegria da escola da Vila Vintém. As crianças ficam apaixonadas pelo mascote quando encontram com ele. Seja posando para fotos com o público, brincando com a garotada ou regindo a bateria com Mestre Dudu, o mascote é a personificação do carisma da verde e branco. E a escola estava precisando disso fazia um tempinho.

Castorzinho fez muita gente redescobrir a admiração que tem pela Mocidade dentro e fora da avenida. Por isso o sucesso do Castorzinho vai além da fantasia. Ele simboliza uma estratégia de marketing inovadora da Mocidade, que soube utilizar o mascote para engajar torcedores de todas as idades e reforçar sua presença no universo digital. Com posts criativos e interações diretas com o público, o Castorzinho é uma ponte entre a tradição da escola e as novas gerações de apaixonados pelo Carnaval.

Um exemplo bacana foi após o carnaval de 2022, quando Castorzinho queria ter seu contrato renovado com a escola. Ele fez uma imensa campanha nas redes sociais e até plantão na porta da escola ele armou para não ficar de fora do próximo carnaval. Desde então ele sempre tem o post de contrato renovado garantido como os principais integrantes da Mocidade. Outro movimento legal de Castorzinho durante o ano, fora dos holofotes do carnaval, foram nos shows de Madonna e Bruno Mars pelo Rio de Janeiro. Castorzinho teve pôster como o da diva pop e foi visto na imensa fila para comprar os ingressos de Bruninho.

O mascote em pouco tempo se tornou mais que um personagem. Hoje ele é um verdadeiro embaixador da Mocidade, tendo direito a produtos com sua imagem como camisetas, almofadas e miniaturas. Castorzinho mostra que a história da escola segue viva, celebrando suas raízes enquanto inova e conquista cada vez mais espaço no coração dos sambistas.

Atualmente, o bicho carismático – e às vezes teimoso ao receber elogios – também tem sido usado como figurinhas nas redes. Ele tem um meme para qualquer situação. Um dos momentos mais icônicos de Castorzinho é quando o mascote se encontra com o colega do Salgueiro, o Sabiá. Os dois caem no samba e mostram um talento de dar inveja a Viviane Araújo e Fabíola Andrade.

Com todo carisma e energia que transmite, Castorzinho tem saído da bolha do carnaval e conquistado até mesmo o público que nem é tão ligado com o carnaval das escolas de samba. Eu mesma uso videos do Castorzinho para dar “bom dia” todos os dias no instagram. O mascote criado para um período de festas hoje tem sua imagem atrelada a qualquer ocasião que a Mocidade está. Seu propósito agora no samba é igual ao que a escola carrega: Ousar, emocionar, divertir e continuar fazendo história.