Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Pablo do Arrocha se doeu ao ser comparado com Léo Magalhães e perder

Foto: Internet

Um vídeo antigo do Programa do Ratinho, publicado por Dudu Purcena, reacendeu uma velha discussão que parece mexer com o coração — e com o ego — de quem viveu o auge do arrocha romântico. No video, Ratinho perguntava a sua produtora Beth Guzzo, quem cantava mais alto, Léo Magalhães ou Pablo do Arrocha. Léo estava no programa e puxou a música “Porque Homem Não Chora”, sucesso gravado por ambos cantores. Claro que isso virou combustível para o público de Dudu opinar: afinal, quem canta melhor? Com timbres parecidos e repertórios cheios de agudos emocionados, a comparação é inevitável. Mas o problema é que, dessa vez, parece que Pablo não gostou de estar no mesmo nível de análise.

Dudu Purcena, ao comentar o vídeo, disse o que muita gente pensa: a voz de Léo Magalhães é mais agradável de ouvir. E a internet, claro, comprou a briga. Parte do público ficou do lado de Dudu — mas quem mais perdeu foi o próprio Pablo, que reagiu mal à comparação e, segundo fãs, começou a bloquear perfis que comentaram sobre o assunto, inclusive bloqueando o próprio influencer sertanejo. Uma postura difícil de entender para quem é um dos maiores nomes do gênero no Nordeste e que já deveria estar acima desse tipo de disputa.

O arrocha romântico sempre viveu de emoção, de sentir na pele e na garganta as dores do amor. Mas quando o artista confunde crítica com ataque, perde o encanto. Pablo é gigante, tem história, e não precisava se deixar levar por vaidades. Ainda mais quando Léo Magalhães, com seu jeito mineiro discreto, nem se envolveu na polêmica — preferindo celebrar duas décadas de carreira marcadas por humildade, romantismo e até curiosidades, como o início da fama na pirataria, quando seus CDs eram vendidos como “Eduardo Costa Ao Vivo”.

Enquanto Léo segue sendo a trilha sonora de casais apaixonados e corações partidos, Pablo parece ter se deixado dominar pelo orgulho. E no universo do arrocha, onde a sinceridade é alma da canção, talvez seja hora de lembrar: nenhum timbre é mais bonito do que a humildade.

Os Donos do Jogo: Realidade vivida no jogo do bicho faz a série parecer um tédio

Nenhum roteiro fictício chega aos pés da vida real dos bicheiros que comandam o Rio de Janeiro e o carnaval. Melhor assistir Vale o Escrito

Foto: Netflix

A série Os Donos do Jogo, da Netflix, é bem produzida, tem um elenco competente e entrega um enredo cheio de ritmo. Mas, mesmo com tudo isso, falta algo que a faça realmente vibrar. A trama tenta mergulhar no submundo do jogo e da ambição, porém o espectador que já viu Vale o Escrito sente que está assistindo a uma versão mais polida, menos visceral e distante da intensidade da vida real.

É inegável que o roteiro busca refletir as tensões e bastidores de um universo perigoso, onde dinheiro e poder ditam as regras. Ainda assim, quando colocamos lado a lado com a realidade do jogo do bicho — que, por si só, é um capítulo à parte da história brasileira —, nenhuma ficção consegue competir. A vida real é mais crua, mais contraditória e infinitamente mais imprevisível.

Vale o Escrito, o documentário que se tornou fenômeno no Globoplay, expõe essa realidade de maneira direta, quase brutal. As declarações do delegado Vinícius George, por exemplo, são um choque à parte: ele fala do jogo do bicho com a frieza de quem conhece as entranhas do sistema, descrevendo personagens reais que superam em complexidade qualquer vilão de série. As histórias como a de Maninho — o bicheiro lendário que viveu entre o luxo, a guerra e a devoção — são de um enredo cinematográfico impossível de inventar. Cada detalhe de sua trajetória, dos confrontos com rivais às alianças improváveis, mostra o quanto o Brasil real é mais fascinante que a ficção.

Foto: O Globo

O elenco de Os Donos do Jogo brilha, especialmente nos momentos de confronto e dilema moral, mas falta o peso da verdade que Vale o Escrito escancara sem pudor. O documentário nos faz entender que o jogo do bicho não é apenas uma atividade ilegal — é uma estrutura social, política e emocional enraizada na cultura carioca. Já Os Donos do Jogo, por mais competente que seja, não tem o mesmo impacto, nem a mesma coragem de encarar as sombras de frente.

No fim, é uma boa série, mas nada marcante ou inesquecível. A ficção tenta recriar o calor da roleta da vida, mas o jogo real — esse que move paixões, fortunas e tragédias — continua imbatível, escrito nas esquinas, nos becos e nas histórias que o tempo insiste em não apagar. E outra, aqui na vida real temos a Mocidade com o Castorzinho, grande mascote do carnaval. Na série falta alguém com o brilho dele, é claro. Falta um Piruinha pra gente rir. Tudo deixa a desejar, pois nenhum roteirista conseguiria escrever algo que só a cidade do Rio e seu carnaval foram capaz de produzir.

Já pode começar a maratona de “Esqueceram de Mim”

Foto: Disney Plus

Todo fim de ano é a mesma coisa: basta o clima de Natal começar que “Esqueceram de Mim” volta ao topo dos streams — especialmente no Disney+, onde o clássico de 1990 e sua sequência direta de 1992 se tornam os queridinhos da temporada. E não é à toa: poucos filmes conseguem capturar tão bem o espírito natalino quanto as trapalhadas de Kevin McCallister (Macaulay Culkin) tentando proteger sua casa — e mais tarde um hotel em Nova York — dos ladrões mais atrapalhados do cinema.

O primeiro Esqueceram de Mim é quase uma aula de como fazer um filme de Natal sem ser piegas. Ele tem tudo: aventuras, família bagunçada, um toque de comédia, e aquela mensagem final sobre união e perdão que sempre arranca um sorriso. Já o segundo, Esqueceram de Mim 2: Perdido em Nova York, leva o mesmo encanto pra uma das cidades mais mágicas durante o Natal. A cena de Kevin no Rockefeller Center, diante da árvore gigante, é puro símbolo de fim de ano — e já virou tradição revisitar esse momento quando as festas se aproximam.

Há também algo nostálgico que faz o público voltar a esses filmes todos os anos. É como se assistir a Esqueceram de Mim fosse uma forma de ligar o modo “Natal On”: você se lembra da infância, do riso fácil, do cheirinho de ceia chegando da cozinha. A trilha sonora de John Williams é outro detalhe que contribui pra atmosfera — basta tocar as primeiras notas pra já sentir aquele clima de dezembro no ar.

Por isso, maratonar Esqueceram de Mim 1 e 2 virou quase um ritual. São filmes que ultrapassaram o tempo, resistiram às gerações e se tornaram parte da memória afetiva coletiva. No fim do ano, entre luzes piscando e filmes novos pipocando nos streamings, sempre há espaço pra rever Kevin derrotando os bandidos molhados — e lembrar que o Natal é, acima de tudo, sobre reencontros e boas risadas.

Contrato renovado e camisa nova da selección: Franco Colapinto desfila por Interlagos com gritos da torcida argentina

Foto: F1

Franco Colapinto viveu nesta sexta-feira um dos dias mais marcantes de sua jovem carreira. A Alpine confirmou oficialmente a renovação do argentino para a temporada 2026 da Fórmula 1, consolidando o piloto como uma das apostas mais promissoras da categoria. O anúncio chega em meio ao fim de semana do GP do Brasil, onde Colapinto vem roubando os holofotes não apenas pelo talento, mas também pela identificação com o público que o acompanha com bandeiras celestes nas arquibancadas de Interlagos.

Poucos meses atrás, havia dúvidas sobre seu futuro. A Alpine atravessou uma temporada irregular, e o argentino ainda busca seu primeiro ponto na F1. Mesmo assim, a equipe destacou sua evolução técnica e o impacto positivo dentro da estrutura, apostando na continuidade do projeto. Para Colapinto, a renovação é mais do que um novo contrato — é um voto de confiança, uma declaração de que seu caminho no automobilismo de elite está apenas começando.

E como se não bastasse o anúncio, Colapinto também foi visto nos boxes de Interlagos com a nova camisa da Seleção Argentina, tricampeã mundial, símbolo máximo do orgulho nacional. O gesto arrancou aplausos e gritos dos torcedores hermanos que viajaram ao Brasil para vê-lo correr. “¡Vamos, Franco!” ecoou entre as arquibancadas, mostrando que, mesmo em solo brasileiro, a paixão albiceleste se faz ouvir. O piloto respondeu com sorrisos e autógrafos, reforçando sua imagem carismática e próxima do público.

O momento é emblemático: há décadas um argentino não despertava tanto entusiasmo na Fórmula 1. Colapinto se tornou um ponto de união entre duas paixões — a velocidade e o futebol. Seu gesto de vestir a camisa da seleção no paddock brasileiro simboliza o orgulho de um país que sonha em voltar a ver seu representante subir ao pódio. E, ao mesmo tempo, mostra que a F1 pode ser também um palco de emoção, identidade e pertencimento.

Com o contrato renovado, Franco entra em 2026 com tranquilidade para crescer e mostrar todo o potencial que o levou à categoria máxima do automobilismo. Ainda falta o carro ideal, é verdade, mas sobra talento, humildade e um fator que não se compra: a conexão com o povo apaixonado por automobilismo. Em Interlagos, entre motores e bandeiras, o garoto de Pilar provou que já é muito mais do que uma promessa — é o novo orgulho da Argentina acelerando rumo ao futuro.

Como será o retorno de AC/DC no Monumental de Núñez, palco do maior álbum ao vivo da lendária banda

Foto: Clarín ARG

Há momentos na música que são quase rituais — e quando o AC/DC volta à América Latina, especialmente a Buenos Aires, é como se o rock inteiro resolvesse prestar reverência. O Monumental de Núñez, palco sagrado do futebol e da história argentina, volta a tremer com o som de “Back in Black”, e é impossível não lembrar do que aconteceu ali em 2009, quando a banda gravou o lendário Live at River Plate, o DVD que virou símbolo do poder do rock ao vivo e da devoção dos fãs hermanos. Aquele mar vermelho e preto, pulando e gritando a cada riff de Angus Young, não era só um show — era uma religião.

Quase duas décadas depois, o trovão retorna. A turnê atual marca o reencontro da banda com um público que nunca os esqueceu. Brian Johnson, de volta aos vocais após problemas auditivos, carrega a mesma energia de sempre; Angus continua o mestre do palco, girando, chutando o ar, e provando que a idade não domou o espírito rebelde do rock. É uma celebração não só da música, mas da resistência — do poder de uma banda que sobreviveu a tragédias, trocas de integrantes e ao próprio tempo, sem jamais perder a essência.

E há algo especial em fazer isso em Buenos Aires. Nenhum outro público canta como os argentinos — e o AC/DC sabe disso. O Monumental se transforma em uma usina de energia pura, onde cada acorde ecoa como um gol em final de Libertadores. Os argentinos não assistem ao show: eles fazem parte dele. E o AC/DC, que já tocou em estádios pelo mundo inteiro, parece entender que ali, naquele gramado que pertence tanto a River Plate quanto ao rock, mora um tipo de paixão que não se encontra em lugar nenhum.

O retorno ao Monumental não é apenas nostalgia — é destino. É a confirmação de que algumas lendas não envelhecem: apenas afinam suas guitarras e voltam para incendiar o planeta. E se o Live at River Plate foi o registro do passado glorioso, o que vem agora promete ser o novo capítulo de uma história que continua eletrizando gerações. Buenos Aires volta a sentir o trovão. E o mundo, mais uma vez, se curva ao poder do AC/DC. ⚡

E se você está organizando a viagem para o show no Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, aqui estão 5 excelentes opções de hospedagem próximas ao estádio, com localização conveniente para facilitar o acesso antes e depois do evento:

  • Top Rentals Montañeses
  • Sarum Hotel Design
  • FLIPHAUS Libertador 6300
  • BENS L’Hotel Palermo
  • Sofitel Buenos Aires Recoleta

Max Verstappen concedeu a melhor entrevista de sua carreira ao Pelas Pistas

Foto: Youtube Pelas Pistas

Nesta quinta (06) foi ao ar um episódio especial do melhor podcast de automobilismo do Brasil. Max Verstappen já deu muitas entrevistas ao longo da carreira, mas nenhuma com a naturalidade e espontaneidade que mostrou no podcast Pelas Pistas. O tetracampeão mundial da Fórmula 1 parecia que estava em casa — e, de certa forma, estava mesmo. Ao lado do cunhado Nelsinho Piquet, que divide a bancada do programa com Christian Fittipaldi e Thiago Alves, Verstappen se soltou como raramente faz em frente às câmeras, falando sobre bastidores, rivalidades e até momentos pessoais.

O episódio, gravado na véspera de um GP da Fórmula 1, representou um marco para o automobilismo brasileiro. O Pelas Pistas, comandado pelo narrador Thiago Alves — voz inconfundível das transmissões da Indy e do tênis na ESPN —, atingiu seu ponto mais alto desde que foi criado. Thiago tem o mérito de conduzir o papo com leveza, misturando o profissionalismo de quem entende o esporte com o carisma de quem realmente ama o que faz.

Além de Verstappen e Nelsinho, o episódio contou com a presença de Gabriel Bortoleto, reforçando o clima de integração entre gerações do automobilismo. Foi um encontro raro, entre campeões de diferentes eras, com uma energia que contagiou o público e viralizou entre fãs da Fórmula 1. O podcast é produzido pela Pod 360º e conta com a direção de Karina Chimenti, que sempre se conecta com o público nos chats do programa.

Mais do que uma simples entrevista, o que se viu foi um registro histórico: o maior piloto da atualidade falando com liberdade em um podcast brasileiro, valorizando o esporte e mostrando seu lado mais humano. Para o Pelas Pistas, é o momento de consagração de anos de trabalho sério nas principais categorias do automobilisml — e para os fãs, um episódio para guardar na memória. E dessa vez não precisou de “tamo competindo, tamo competindo”…

Assista ao episódio completo: