Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Galvão estreia pelo SBT na vice-liderança em embate contra Craque Neto

“Galvão FC” foi bem promovido na grade da emissora e não tem gritaria como no concorrente. Continua sendo a melhor opção para as noites de segunda-feira

Foto: Reprodução

A estreia de Galvão Bueno no SBT marca um daqueles momentos que entram para a história da televisão brasileira. Depois de décadas sendo a voz oficial das grandes transmissões esportivas da Globo, Galvão começa um novo capítulo em uma emissora que respira entretenimento popular e proximidade com o público. E começou bem: vice-liderança na audiência, ficando atrás apenas da Globo, que exibia o Big Brother Brasil e um especial sobre os Mamonas Assassinas. Não é pouca coisa. É sinal claro de que o público quis ver essa nova fase.

O programa é um debate de verdade. Todo mundo fala, todo mundo é ouvido. Mesmo com o Galvão — que, como a gente sabe, adora uma boa narrativa e não economiza palavras — o formato não vira gritaria, não vira bagunça. Há organização, há respeito e há espaço para opinião. A presença de Ratinho deu um tempero especial, mostrando que o SBT soube misturar perfis diferentes sem perder o controle da mesa. É um programa que dá gosto de assistir porque tem conteúdo, mas também tem leveza.

Galvão está visivelmente feliz. E isso a gente já vinha comentando na coluna: ele precisava de novos ares. No SBT, ele parece mais solto, mais à vontade, menos engessado do que em seus últimos anos na Globo. A mudança de emissora fez bem. Ele continua sendo o grande comunicador de sempre, com a experiência de quem atravessou gerações, mas agora com um brilho diferente no olhar — aquele brilho de quem está se divertindo de novo fazendo televisão. Seu programa na Band em 2025 também foi legal, mas lá agora, no mesmo horário tem o “Apito Final” de Craque Neto como concorrente. Nesta segunda ele ficou em apenas 5º lugar na audiência.

Algo que comprova a leveza e felicidade de Galvão na nova casa, foi vê-lo participando do Passa ou Repassa, no Domingo Legal, levando tortada na cara e rindo de si mesmo. É outro Galvão. Ou melhor: talvez seja o Galvão de sempre, mas sem amarras. Ver um ícone histórico da TV se permitindo brincar, sair do pedestal e se misturar ao espírito irreverente do SBT é muito mais interessante do que acompanhá-lo preso a um formato rígido. Essa nova fase promete — e, pelo começo, será marcante. Além disso, ele continua sendo a melhor opção para as noites de segunda.

Há 30 anos, Gugu fazia o programa que mudaria sua história

Apresentador comandou a maior cobertura sobre o fatal acidente dos Mamonas Assassinas

Foto: SBT

No dia 2 de março de 1996, o Brasil acordou em choque com a morte dos integrantes do Mamonas Assassinas. E foi naquele domingo que Gugu Liberato deixou de ser apenas um apresentador de auditório popular para se tornar protagonista de um dos capítulos mais marcantes da televisão brasileira. À frente do Domingo Legal, ele transformou um programa de entretenimento em uma cobertura histórica, conduzida ao vivo, com emoção, agilidade e senso de responsabilidade.

A televisão dos anos 90 tinha dono aos domingos. Existia disputa, tensão no Ibope, guerra declarada por audiência. Mas naquele 2 de março, Gugu fez algo que poucos imaginariam: ele assumiu o papel de comunicador completo. Organizou entradas ao vivo, acionou helicóptero, mobilizou equipe e levou ao público informações em tempo real sobre o acidente na Serra da Cantareira. O resultado? 37 pontos de média e picos de 47 — um feito que até hoje ecoa como a maior audiência da história do programa e uma das maiores já registradas pelo SBT.

Mas reduzir aquele domingo a números é pequeno demais. O que Gugu fez foi entender o sentimento do país. Ele sabia que o Brasil não queria apenas chorar — queria informação, contexto, despedida. E ele entregou isso com o carisma que sempre foi sua marca registrada. Não era jornalismo tradicional, mas era comunicação pura. Era o apresentador que entrava nas casas brasileiras todos os fins de semana assumindo, ali, um papel que ia além do entretenimento. Em certo momento daquele domingo, todas as outras emissoras e veículos da imprensa foram para o estúdio de Gugu fazer a cobertura em tempo real do acidente com a banda que o Brasil mais amava na época.

Trinta anos depois da despedida dos Mamonas, falar daquele domingo na TV aberta é, inevitavelmente, falar de Gugu. Ele ajudou a moldar o formato dos programas dominicais, misturando emoção, prêmios, histórias humanas e, quando necessário, informação. Ele entendeu que domingo é ritual. É família reunida, é almoço estendido, é televisão ligada como trilha sonora da casa e banheira do Gugu pra divertir. A cobertura da morte dos Mamonas não foi apenas o maior programa de sua carreira — foi o momento em que ele mostrou que dominava o palco, a audiência e, principalmente, o coração do público.

Quando a banda foi em sua única participação no Domingo Legal, também bateu recordes de audiência (Foto: Uol)

Como vai ser o River Plate de Eduardo Coudet

Menottista articulador, substituto de Gallardo terá tarefa difícil com elenco estrelado e preguiçoso

Foto: Clarín Deportes

A chegada de Eduardo Coudet ao comando do River Plate promete inaugurar uma nova fase no clube, marcada por intensidade e protagonismo. Conhecido por seu perfil competitivo e pela obsessão por times agressivos, o treinador argentino costuma montar equipes que não esperam o jogo acontecer: elas provocam o erro do adversário. A pressão alta e a tentativa constante de recuperar a bola no campo ofensivo devem se tornar marcas registradas dessa nova etapa.

O estilo de Coudet é essencialmente ofensivo e vertical. Seus times atacam com velocidade, buscando transições rápidas e objetivas, especialmente após a recuperação da posse. A ideia é sufocar o rival, acelerar o ritmo da partida e transformar roubadas de bola em oportunidades claras de gol. Esse comportamento exige preparo físico elevado e sincronização coletiva, dois pontos que naturalmente passam a ser prioridade na rotina de treinamentos.

Taticamente, ele costuma trabalhar com estruturas como 4-1-3-2 ou 4-2-3-1, privilegiando meias próximos e atacantes móveis. A compactação entre os setores é fundamental para que a pressão funcione de forma coordenada. Além disso, Coudet valoriza jogadores dinâmicos, capazes de alternar funções e participar tanto da construção quanto da finalização das jogadas. O time tende a ser curto, intenso e constantemente ativo sem a bola.

Foto: TyC Sports

Ao mesmo tempo, embora tenha uma identidade muito clara, Coudet não é inflexível. Ele costuma adaptar detalhes do sistema às características do elenco disponível, potencializando atletas criativos ou explorando a profundidade pelos lados quando necessário. No River, a expectativa é de um futebol vibrante, competitivo e agressivo, que combine tradição ofensiva com uma dose extra de intensidade e pressão constante.

Antes de retornar agora como treinador, Coudet viveu o River dentro de campo. Revelado pelo clube, ele atuou como meia nos anos 1990 e integrou um dos períodos mais vitoriosos da história riverplatense, trabalhando principalmente sob o comando de Ramón Díaz, seu treinador mais marcante na época. Como técnico, acumulou passagens por clubes importantes como Rosario Central, Racing Club, Internacional, Celta de Vigo e Atlético Mineiro, consolidando-se como um treinador de perfil moderno e competitivo.

Agora, ele terá o enorme desafio de substituir Marcelo Gallardo, considerado o maior técnico da história do River Plate, carregando a responsabilidade de manter o clube no topo e, ao mesmo tempo, construir sua própria identidade à beira do campo. Vai ser complicado, com o atual elenco preguiçoso que o time tem.

Cara de Um, Focinho de Outro: Divertida e emocionante

Animação é bonita e traz forte mensagem da relação do ser humano com a natureza

Foto: Arquivo Pessoal

A nova animação da Pixar em parceria com a Walt Disney Pictures, Cara de um Focinho de Outro, é daquelas histórias que abraçam o coração da gente antes mesmo dos créditos subirem. Visualmente deslumbrante, com cenários naturais riquíssimos em detalhes, o filme mergulha no universo dos animais da floresta para contar uma fábula moderna sobre pertencimento, identidade e, principalmente, a relação do ser humano com a natureza. É leve, é engraçado, mas carrega uma mensagem poderosa que ecoa depois que a sessão termina.

A protagonista, Mabel, é o grande motor da narrativa. Curiosa, questionadora e cheia de energia, ela conduz o público por essa jornada sensível que mistura fantasia e reflexão. Em um dos momentos mais marcantes da trama, Mabel se transforma em uma pequena castor — uma castorzinha — e é justamente a partir dessa transformação que o filme ganha ainda mais força. Ao experimentar o mundo sob outra perspectiva, ela aprende (e ensina) sobre empatia, equilíbrio ambiental e responsabilidade coletiva.

Escolher castores como protagonistas é um acerto delicado e simbólico. São animais conhecidos por construir, transformar o ambiente e viver em comunidade — exatamente como nós. O reino animal é retratado de forma carinhosa, quase poética, tornando tudo ainda mais fofo e encantador. Mas não se engane: por trás da fofura, existe uma crítica sutil sobre como tratamos o planeta e como nossas escolhas impactam todo um ecossistema.

Eu assisti na pré-estreia e saí da sala com aquela sensação gostosa de ter visto algo especial. A estreia oficial é dia 5 de março, e vale muito a pena levar as crianças — e ir preparado para também se emocionar. “Cara de um Focinho de Outro” diverte, encanta e, no final, convida a gente a olhar para a natureza não como cenário, mas como parte essencial da nossa própria história. É Pixar sendo Pixar: entretenimento com alma. Vale o combo, com pipoca e balde!

Foto: Arquivo Pessoal

Nova contratada da Sony Music, Raphaela Santos deve consolidar carreira a nível nacional

Sucesso absoluto no Nordeste, “a Favorita” tem estilo próprio e se destaca no brega com personalidade

Foto: Instagram

A cantora Raphaela Santos está pronta para escrever um novo capítulo na música brasileira. A artista que já se consolidou como uma das vozes mais influentes do brega contemporâneo no Nordeste — acaba de assinar contrato com a Sony Music Brasil, numa assinatura que marca o início de uma fase de projeção nacional para sua carreira. A contratação é vista como um movimento estratégico pela gravadora, que quer ampliar ainda mais a presença de artistas nordestinos no cenário fonográfico do país. 

O início dessa nova etapa vem acompanhado de uma grande novidade: o lançamento da canção “Impossível”, uma parceria com a cantora Ludmilla. A faixa, que faz parte do projeto audiovisual Ao Vivo na Paraíba, chega às plataformas digitais no dia 5 de março e simboliza a união de duas potências femininas da música nacional, sinalizando que Raphaela está pronta para dialogar com públicos de diferentes regiões e estilos no Brasil. Na verdade, muitos fora do mercado nordestino já conhecem Rapha por estar em muitos eventos e programas ao lado de Wesley Safadão.

Raphaela construiu sua trajetória com muita dedicação e talento. Lapidada artisticamente em Recife, ela começou a cantar ainda criança e ganhou destaque ao integrar a banda A Favorita ainda na adolescência, gravando hits que se tornaram presença constante nas rádios do Nordeste. Seus trabalhos na carreira solo, como “Só Dá Tu”, “Pense o Que Quiser de Mim” e “Foi Logo Amor”, viralizaram nas plataformas digitais e reforçaram sua força contemporânea, conectando o brega a uma sonoridade mais evidente e popular. 

Assinar com uma gravadora do porte da Sony Music Brasil é mais do que um contrato, é a confirmação de que Raphaela Santos está pronta para romper fronteiras. Com presença de palco impactante, voz marcante e uma legião de fãs que a acompanha desde os palcos regionais até as redes sociais, ela representa uma das apostas mais promissoras da música brasileira atual, que olha muito para os talentos do Nordeste. Uma artista que já consolidou seu nome no mercado mais exigente do país, tem tudo para conquistar todo o Brasil.

Uma das grandes responsáveis pela contratação de Raphaela é Polly Ferreira. Atual A&R de sertanejo e forró na Sony Music Brasil, Polly tem visão de mercado muito ampla e apurada no Nordeste. O sertanejo também faz parte do seu trabalho, mas seu coração bate mais forte no forró, no brega e no arrocha. Foi ela quem descobriu antes de todo o Brasil fenômenos como Henry Freitas e Os Barões da Pisadinha, quando ainda trabalhava como editora na Deezer. Agora, com Raphaela fazendo parte de seu casting, conseguirá ampliar o trabalho da cantora a nível nacional.

Raphaela Santos e Polly (Foto: Instagram)

Quem é Ryan Castro, atual fenômeno de Medellín

Artista esgotou o Atanasio Girardot em menos de 3 horas, onde fará o maior show da sua carreira

Foto: Grammy 2026

Novo fenômeno de Medellín, Ryan Castro é a prova viva de que o reggaeton colombiano segue se reinventando. Nascido e criado na capital antioquenha, ele mistura o peso do reggaeton com a vibração contagiante da salsa choque, estilo que carrega a energia das ruas e das festas populares. Antes da fama, vendia comida típica em uma lanchonete — arepas, tacos e bandeja paisa, que o ajudava nas contas em casa. Três anos depois, a história mudou completamente: virou um dos maiores nomes da nova geração da música urbana colombiana.

Apadrinhado por J Balvin, ele rapidamente passou a ser apontado como o “novo Maluma” — não apenas pela origem em Medellín, mas por ser um artista completo. Ryan não é só hit de streaming; ele canta, performa, dança e domina o palco. Em abril, fará o maior show da carreira no Estádio Atanasio Girardot, com ingressos que foram esgotados em menos de três horas. Lotar o Atanasio não é para qualquer um. É praticamente um rito de passagem para quem realmente virou gigante na indústria da música na Colômbia e quer conquistar o continente. Entre seus sucessos estão “Ojalá”, “Parte y Choke” e “Dónde”.

Em dezembro de 2025, ele mostrou que não esquece de onde veio. Fez um show gratuito na Comuna 13, região que marcou sua trajetória, e também se apresentou no El Poblado, bairro onde cantava à noite antes do sucesso explodir e Bello, onde nasceu. Esses movimentos reforçam algo que vai além da música: Ryan carrega Medellín no discurso, na estética e na identidade. Ele representa essa nova geração que saiu das comunas para o mundo, mas sem romper com as próprias raízes.

E aqui entra um lado mais pessoal. Eu ouvia o Ryan no Spotify e, sinceramente, ele parecia “mais um” entre tantos nomes do reggaeton de Medellín. Até que fui a um show dele em Cartagena durante minhas férias no fim do ano passado. Ali, ao vivo, tudo mudou. Ele tem uma presença de palco imponente, luz própria, carisma natural e entrega absolutamente tudo. Não é só voz — é o conjunto da obra.

Ele é o tipo artista de verdade que só as terras colombianas consegue produzir. E em 25 de abril estarei lá novamente, no Atanasio. Dessa vez não será para ver o Atlético Nacional (time do Ryan), mas para ver o show que mudará a carreira dele de patamar. Até porque, alguns fenômenos a gente precisa ver de perto para entender que não são passageiros, mas sim, realidade que oxigeniza a música do país cafetero.

Video: Arquivo Pessoal