Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

A vida do apostador esportivo virou um inferno

Por culpa do Tigrinho, quem trabalha, estuda e se dedica nas apostas esportivas pode perder seu trabalho no Brasil

O jeito vai ser virar apostador no jogo do bicho igual ao Castorzinho da Mocidade (Foto: Instagram)

A vida do apostador esportivo virou um inferno por culpa da banalização das bets, dos cassinos online, do Tigrinho, do Tourinho, das roletas e slots no geral. E quem está pagando o pato? Justamente quem faz aposta esportiva de forma séria. É preciso entender que existe uma diferença enorme entre o apostador que coloca R$ 20 no jogo do domingo por diversão e aquele que trata a aposta esportiva como atividade profissional.

O apostador esportivo estuda bastante. Precisa criar método, construir uma banca, administrar o dinheiro, controlar o risco e ter disciplina. Precisa acompanhar jogos por horas, comparar estatísticas, analisar equipes, jogadores, competições, mercados e ainda entender que, mesmo fazendo tudo corretamente, existe um fator que ninguém consegue controlar: a sorte. Não é simplesmente entrar em um aplicativo, apertar um botão e esperar o dinheiro aparecer. Ainda tem que escolher o melhor mercado e entender o que vai dar certo para seu perfil. Eu por exemplo, me identifiquei com o mercado de chutes a gol e estou nele faz 2 anos.

Enquanto isso, tem gente sendo atraída por cassino online, Tigrinho, roleta e slot, perdendo dinheiro de maneira compulsiva e, em muitos casos, desenvolvendo problemas sérios com o jogo enquanto acaba com seu patrimônio. E é justamente essa realidade que acaba colocando todas as apostas no mesmo pacote. Só que não é a mesma coisa. O profissional das apostas esportivas precisa de estrutura financeira, psicológica e operacional. Precisa acompanhar futebol, NFL, NBA, Fórmula 1 e tantos outros esportes, estudar cada mercado e manter um método durante meses e anos. É trabalho, dedicação e gestão de risco.

Então fica a pergunta: é justo o apostador esportivo pagar pelos erros e pelo vício de quem está destruindo a própria vida em cassino, slot ou Tigrinho? Não. De jeito nenhum. E agora, com a discussão de novas medidas do governo para restringir as apostas online, existe o risco de que uma reação aos problemas dos cassinos e jogos de azar acabe atingindo também quem trabalha exclusivamente com apostas esportivas. No fim, quem sempre tratou isso com seriedade pode acabar pagando a conta pela irresponsabilidade de um mercado que foi muito além do esporte. E é uma pena que as coisas estejam caminhando nessa direção. Muitos vão perder sua principal fonte de renda, porque você pode não saber, mas aposta esportiva é um trabalho tão digno quanto outros.

O abraço dele me salvou

Como estou em mais uma semana lutando contra a ansiedade

Foto: Instagram

Essa semana, finalmente reencontrei o boy depois de tanto tempo. E bastou aquele abraço para eu me sentir bem de novo. Por alguns minutos, parecia que nada de ruim existia. Eu me senti protegida de tudo, acolhida, cuidada pelo carinho que ele sempre me dá. Fiquei ali, olhando para ele tomar seu capuccino gelado enquanto eu bebia Pepsi num copo de whisky numa padaria, que naquele momento parecia ser o lugar mais importante do mundo ao lado dele.

Andamos juntos na rua, ele segurando o presente de aniversário que eu tinha preparado. Dentro daquele presente tinha um monte de coisas escolhidas com carinho e uma carta escrita à mão, porque algumas coisas a gente ainda precisa escrever com o próprio punho para conseguir colocar para fora tudo aquilo que sente. Começou a chover e a chuva acabou interrompendo nosso encontro, que já precisaria ser curto porque ele estava com uma dor de cabeça muito forte. Mesmo assim, ele não deixou de me ver. Mesmo sentindo dor, encontrou um jeito de estar comigo. E isso diz muito sobre o carinho que existe entre nós.

No dia seguinte, porém, eu coloquei tudo a perder mais uma vez por causa de uma doença que não me deixa em paz: a ansiedade. Uma doença que invade pensamentos, destrói momentos, cria medos onde talvez não exista nada para temer e, principalmente, faz a gente machucar justamente aquilo que mais ama. Eu não quero mais viver assim. Quero me curar para salvar a mim mesma, mas também para salvar meu relacionamento com o boy mais lindo e especial do mundo. Quero salvar minha rotina, minhas amizades, meus dias e a pessoa que eu sou quando a ansiedade não está no comando.

Agora estou internada, tratando da ansiedade laranja de Divertida Mente 2 na minha cabeça. E tratando também do meu nariz, que insiste em sangrar comigo. E talvez eu ainda precise chorar muito. Talvez ainda haja dias difíceis, medo, insegurança e recaídas. Mas eu quero acreditar que este é o começo do fim dessa fase. Posso continuar sangrando e chorando, mas que seja pela última vez. Que, depois disso, eu consiga respirar fundo, enxugar as lágrimas e voltar para meus trabalhos, minha casa e meu jardim. Voltar para o cinema, para mim mesma e para quem eu amo. Voltar para o abraço dele e sorrir novamente como ele me faz.

Péricles fez o melhor show do Rock in Rio até agora

O pagodeiro, ao lado de Elton Jhon, salvou a segunda-feira. Os demais deixaram a desejar

Foto: O Globo

Se tem uma coisa que o Rock in Rio desses últimos dias ensinou é que, às vezes, é melhor fingir que nada aconteceu. Na minha opinião, os únicos shows realmente bons foram Elton John e Péricles. O resto? Você pode simplesmente apagar da memória e seguir a vida como se aquela sexta, aquele sábado e aquele domingo nunca tivessem existido.

Elton John já entra em outra categoria. É a grandeza de um artista que dispensa apresentação, o peso de uma carreira gigantesca e um repertório que atravessa gerações. Quando você coloca um artista desse tamanho no palco, não precisa inventar moda: é só deixar a história acontecer. E aconteceu.

Péricles também entregou um show que merece ser destacado, principalmente por ter cantado músicas da Motown Records. Foi daqueles momentos em que você percebe que existe repertório, existe voz e existe artista de verdade no palco. Não precisava de muito mais do que isso para funcionar — e funcionou.

Infelizmente a sexta-feira, o sábado e o domingo podem ser convenientemente esquecidos no festival desse ano. Além da chuva que fez a vida de todos que foram pra Cidade do Rock piorar. Faça de conta que o Rock in Rio começou e terminou na segunda-feira. Elton John e Péricles salvaram o festival. O resto a gente simplesmente finge que não viu.

Aproveite a Semana do Cinema

Ingressos de R$ 10 a R$ 15 reais para ver grandes filmes na telona

Foto: Arquivo Pessoal

A Semana do Cinema está chegando como uma ótima oportunidade para quem ama a experiência de assistir a um filme na telona sem precisar gastar muito. Durante o período da promoção, os ingressos custarão apenas R$ 10 durante o dia e R$ 12 à noite, tornando o cinema novamente uma opção de lazer com preço justo e acessível para o público.

E não é só o ingresso que ficará mais barato. A tradicional combinação de cinema, pipoca e refrigerante também poderá pesar menos no bolso durante a Semana do Cinema. É a chance perfeita para reunir a família, chamar os amigos ou aproveitar um filme a dois e curtir toda a experiência das telonas sem aquela preocupação com os preços.

Entre os destaques da programação estarão grandes sucessos como Homem–Aranha 4, além de Minha Melhor Amiga, produção nacional que também estará em cartaz. A variedade de títulos permite que o público escolha entre diferentes estilos e aproveite para conferir filmes que já estão fazendo sucesso ou simplesmente matar a saudade de uma boa sessão de cinema.

Para quem estava esperando uma oportunidade para voltar ao cinema, a Semana do Cinema é o momento ideal. Com ingressos a partir de R$ 10 e opções de alimentação também com preços promocionais, a campanha reforça que assistir a um filme na tela grande pode, sim, ser um programa acessível. É só escolher o filme, pegar a pipoca e aproveitar!

Após 1 ano, Grande Rio volta a ter rainha de bateria

Anitta vai reinar em Caxias, onde também é compositora do samba favorito para a escola cantar em enredo sobre Gana

Foto: Revista Quem

Após um ano de ostracismo, a Grande Rio finalmente volta a ter uma rainha de bateria. E, na minha opinião, a comunidade de Caxias pode respirar aliviada: a escola volta a ter uma verdadeira rainha de Carnaval à frente da Invocada. Anitta, que já foi rainha da Mocidade Independente, exigiu que não houvesse passagem da coroa. No máximo deve receber a faixa pelas mãos de David Brazil, num momento que marca uma nova fase para a bateria de Mestre Fafá.

E não poderia existir momento mais simbólico. O enredo da Grande Rio para 2027 é sobre Gana, sobre a força da África e sobre o Candomblé. É um enredo que carrega ancestralidade, axé, tambor, terreiro e toda essa raiz que atravessou o oceano. E Anitta tem uma ligação direta com essa temática, inclusive por ser uma religião que faz parte da sua vida. Ela não vai ter receio de cantar um samba que fale de incorporar, de axé, de tambor e de terreiro. Ela entende essa linguagem e pode levar essa energia para a avenida.

Mais do que isso: a bateria merece uma rainha presente. Uma mulher que esteja nos ensaios, que acompanhe a preparação, que esteja preocupada com o Carnaval e que viva a escola durante todo o ciclo. E Anitta ainda pode protagonizar uma história que seria especial demais: ela é uma das compositoras do samba favorito na disputa da Grande Rio. Já imaginou? Além de rainha de bateria, compositora do samba escolhido para ir à avenida?

Seria uma combinação perfeita de música, Carnaval, ancestralidade e axé. A Grande Rio tem tudo para apresentar um desfile lindo, colorido, vibrante e cheio de energia. E, depois do que aconteceu no ano passado, talvez seja exatamente disso que a escola precisava: voltar às suas raízes, se reconectar com a sua comunidade e fazer um Carnaval à altura da força de Caxias. Seria uma bela forma de se redimir — e de lembrar por que a tricolor é uma das escolas mais especiais do Carnaval carioca.

Foo Fighters no Rock in Rio fez Cássia Eller roubar a cena em 2001

Cantora havia feito o maior show de sua carreira na tarde do festival, enquanto a noite, invadiu o palco de Dave Grohl

Foto: Rolling Stone

Hoje é dia de Foo Fighters no Palco Mundo do Rock in Rio. Mas, para mim, por mais especial que seja ver Dave Grohl e sua banda novamente no festival, o show mais inesquecível do Foo Fighters no Rock in Rio aconteceu em 2001 — e teve Cássia Eller como protagonista de um daqueles momentos que só um festival como esse é capaz de proporcionar.

Naquela tarde, Cássia Eller fez um dos maiores shows de sua carreira. Era ainda um horário de sol, mas ela simplesmente tomou conta do Rock in Rio e mostrou ao Brasil inteiro a potência que era como artista. Para fechar aquela apresentação histórica, veio “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana. E a escolha tinha um motivo especial: havia sido um pedido de seu filho, Chicão, que ainda subiu ao palco para participar da música tocando percurssão. Foi o encerramento perfeito para um show que entrou para a história.

O que Cássia não sabia é que Dave Grohl estava no hotel assistindo à apresentação. Segundo ele, sua namorada o acordou e disse para que ele assistisse àquela cantora brasileira que estava interpretando uma música do Nirvana. Mais tarde, nos bastidores, os dois se encontraram. Dave então disse a Cássia: “Eu tô impressionado. A sua versão é muito melhor que a nossa!”. Ela riu e respondeu, sem acreditar: “Ah, cê está de sacanagem com minha cara!”. Mas aquele elogio dizia muito sobre o impacto que ela havia causado.

E a história ainda ganhou um capítulo maravilhoso naquela noite: Cássia invadiu o palco do Foo Fighters para cantar “Parabéns pra Você” para Dave Grohl, que fazia aniversário justamente naquele dia. Dois artistas gigantes, de mundos diferentes, se encontrando de uma maneira espontânea, divertida e absolutamente inesquecível. É por isso que, quando penso em Foo Fighters no Rock in Rio, eu não lembro apenas de um show.

Lembro de Cássia Eller cantando Nirvana, de Dave Grohl se rendendo à sua interpretação e de dois gigantes da música dividindo um daqueles momentos mágicos que fazem a história do Rock in Rio ser tão especial. Hoje tem Foo Fighters de novo. Mas 2001 continua sendo, para mim, um capítulo especial. Assista a história contada pelos membros da banda da maior artista do rock nacional no video a seguir: