Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

“A Praça É Nossa” comemora 90 anos de Carlos Alberto de Nóbrega com especial

Programa vai ao ar nesta quinta-feira (12) e promete risadas com emoção

Foto: SBT

Nosso querido programa essebetista “A Praça É Nossa” está em festa! A edição desta semana exibe nesta quinta-feira (12) um especial dedicado aos 90 anos de Carlos Alberto de Nóbrega, figura central da atração e um dos maiores nomes do humor da televisão brasileira. O programa promete ser cheio de homenagens. Além dos personagens que fazem parte do elenco atual, o especial também contará com participações de personagens clássicos que voltarão apenas para celebrar a trajetória de Carlos Alberto.

A ideia é transformar o tradicional banco da Praça em um grande reencontro com a história do humor que marcou gerações de brasileiros. O momento também tem um significado especial porque, nos últimos dias, o apresentador passou por um susto com a saúde e chegou a ser hospitalizado. Felizmente, ele já recebeu alta e está em casa, recuperado. Assim, poderá comemorar os 90 anos com tranquilidade e, claro, acompanhando o especial preparado em sua homenagem.

A história da Praça também é uma história de família. Carlos Alberto de Nóbrega herdou o famoso banco do pai, Manoel de Nóbrega, um verdadeiro gênio da televisão brasileira. Foi ele quem transformou em programa uma ideia simples inspirada em uma cena observada em Buenos Aires: um homem sentado em um banco de praça que, o tempo todo, recebia a visita de pessoas diferentes para conversar. Dessa observação nasceu o formato que viria a se tornar um clássico da TV.

Carlos Alberto assumiu a missão de continuar esse legado e cumpriu o papel com perfeição ao longo das décadas. Graças a ele, A Praça É Nossa se transformou em um dos programas mais longevos da televisão brasileira. E tudo indica que essa tradição familiar ainda deve continuar, já que no futuro o comando da Praça pode passar para Marcelo de Nóbrega, filho de Carlos Alberto e diretor da atração há muitos anos. Assim, o banco mais famoso da TV segue como símbolo de uma herança que atravessa gerações — sempre com a missão de fazer o Brasil rir. 🎭📺👏

É tetra! Gusttavo Lima volta a ser Embaixador da Festa do Peão de Barretos

Único artista possível para ocupar o posto na atualidade, cantor terá seu quarto “reinado” com show duplo na edição deste ano

Foto: Instagram

A volta de Gusttavo Lima ao posto de embaixador da Festa do Peão de Barretos não é apenas um gesto simbólico ou um favor. É também um retrato muito claro do momento atual do sertanejo. Pela quarta vez no cargo, ele reafirma algo que o mercado inteiro já percebeu: hoje, não existe no gênero um artista com o mesmo peso, alcance e capacidade de mobilização popular como ele. Barretos sempre escolheu seus embaixadores olhando para quem realmente representa o tamanho da festa.

E, neste momento, não há disputa. Gusttavo segue sendo o artista mais relevante do sertanejo, aquele que domina as arenas, movimenta multidões e mantém um repertório que conversa tanto com o público antigo quanto com as novas gerações. A estrutura de seus shows, o volume de sucessos e a presença constante no topo do mercado fazem dele praticamente uma escolha natural para o posto. Além disso, a festa perdeu muito nos últimos anos sem a presença do cantor no seu line-up. E cá entre nós, o título de “Embaixador” só se tornou realmente relevante após Gusttavo fazer disso a virada de chave da própria carreira.

Se fosse para buscar outro nome com história suficiente para sustentar um cargo simbólico como esse, talvez apenas a dupla Matogrosso & Mathias, que celebra 50 anos de carreira, pudesse entrar nessa conversa. Mas aí já seria outro tipo de homenagem, muito mais ligada à tradição do que ao protagonismo atual do mercado. O fato é que o repertório recente do sertanejo e a própria dinâmica da indústria não têm produzido figuras com a mesma dimensão artística e popular.

Por isso, a presença de Gusttavo Lima seu retorno à Barretos acaba funcionando quase como um eixo em torno do qual a festa gira. Neste ano, ele promete dois momentos históricos na arena para seu quarto “reinado” na maior Festa do Peão do Brasil, com shows marcados para os dias 22 e 29 de agosto. E com uma promessa que já virou marca registrada: fazer o público amanhecer dentro da arena mais desejada do sertanejo. Em Barretos, quando se fala em espetáculo e grandeza, ainda é o verdadeiro Embaixador quem dita o ritmo.

Se quiser ter chances reais nas eleições, PSD precisa lançar Ratinho Jr para ontem

Crise do Banco Master de Vorcaro vai bater nos líderes das pequisas, Lula e Flávio Bolsonaro. Brecha para terceira via crescer é agora

Foto: Estadão SP

Caso queira ter alguma chance real de disputar a Presidência em 2026, o PSD precisa parar de hesitar e apostar logo em um nome: Ratinho Jr.. Em política, tempo é tudo — e quem demora demais para decidir acaba chegando atrasado na corrida. O partido tem hoje alguns nomes possíveis no campo de centro-direita, mas a indecisão pode custar caro.

O cenário começa a abrir uma fresta inesperada. O escândalo envolvendo o Banco Master pode respingar justamente nos dois nomes que hoje aparecem como protagonistas da polarização nacional: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Se a crise política ganhar corpo, abre-se espaço para uma alternativa fora desse duelo já conhecido que domina o debate público desde 2018.

É justamente aí que entra a possibilidade de crescimento de Ratinho Jr.. Jovem para os padrões da política nacional, governador bem avaliado no Paraná e com perfil menos ideológico, ele poderia se apresentar como um nome de renovação moderada. Mas isso exige construção de imagem nacional desde já — algo que não se faz em seis meses de campanha. Ter sangue novo ajuda muito, mas mostrar a experiência que já se tem provando capacidade para governar leva tempo ao chegar no eleitor.

O problema é que o PSD ainda parece preso em discussões internas, tentando decidir entre Ronaldo Caiado, Eduardo Leite ou o próprio Ratinho Jr.. Essa dúvida estratégica pode acabar diluindo a força de um partido que, vale lembrar, foi o que mais elegeu prefeitos nas eleições municipais de 2024, demonstrando capilaridade e presença política em todo o país.

Se existe um partido com base municipal suficiente para lançar um projeto presidencial competitivo, esse partido é o PSD. Mas para transformar estrutura em candidatura viável, será preciso abandonar a cautela excessiva. Em política, quem quer ocupar o espaço da terceira via precisa começar a caminhada antes de todo mundo — e não quando a eleição já estiver batendo à porta.

Programa de Eliana já está com cara de ser ruim

Duelo contra Domingo Legal vai complicar ainda mais a vida da apresentadora

Foto: Gshow

A guerra dos domingos na televisão brasileira sempre foi uma das mais intensas da programação. É o dia em que as emissoras apostam alto para conquistar o público que está em casa depois do almoço, procurando entretenimento leve antes do futebol ou simplesmente um programa para acompanhar em família. Neste próximo domingo, a disputa ganha um novo capítulo.

A TV Globo decidiu colocar o Big Brother Brasil às 13h para servir como impulso à estreia de Em Família com Eliana, novo programa dominical comandado pela apresentadora. A estratégia é clara: usar um produto forte para tentar alavancar uma novidade na grade. O problema é que o Em Família com Eliana já estreia com um problema sério — a impressão inicial de que é um programa morno, sem graça e engessado. Pelo que se viu da proposta, parece mais um desses formatos familiares genéricos, sem grande identidade e com uma cara de programa que já nasce datado. A proposta do dominical ainda é confusa, emvolvendo visitas à casa de famílias musicais e levando eles pro palco para um game…

Em uma faixa horária tão competitiva, começar assim é um risco enorme. Enquanto isso, o SBT chega para essa disputa com um produto que conhece muito bem o público de domingo. O Domingo Legal, comandado por Celso Portiolli, também prepara novidades. O programa ganha cenário novo e traz de volta um quadro que sempre foi sinônimo de audiência: o popular Comprar é Bom, Levar é Melhor, patrocinado pela Havan, que costuma mobilizar famílias inteiras em frente à televisão.

A Record também quer entrar nessa briga. O programa “Boom” comandado por Tom Cavalcante vem registrando bons resultados. Ou seja, novidades não faltam na programação das emissoras. Mas o domingo também é movido por hábito. E nisso o Domingo Legal leva vantagem. Para muita gente, ele já virou aquele programa conforto do início da tarde, companhia tradicional antes de começar o futebol. Eliana está de volta aos domingos, agora em outra emissora e cercada de expectativa, mas, do jeito que as coisas começam, tudo indica que Celso Portiolli ainda deve continuar soberano nessa faixa.

F1 na Globo: Parecia um velório, apesar da qualidade

Apenas Mariana Becker brilhou

Foto: Sky Sports

A estreia da Fórmula 1 na Globo neste retorno da categoria à emissora teve um gosto meio estranho para quem acompanha a categoria há anos. O GP da Austrália, que já foi naturalmente uma corrida pouco movimentada, acabou ficando ainda mais morno com uma transmissão excessivamente engessada. Nem cobertura de guerra é tão triste daquele jeito. As fofocas do caso Vorcaro/Banco Master na Globo News estavam mais divertidas durante a semana, do que a transmissão da corrida.

Faltou leveza, faltou emoção e, principalmente, faltou aquela sensação de espetáculo que sempre acompanhou as manhãs de Fórmula 1 na TV brasileira. Mesmo com a qualidade nas imagens e com boa cobertura, mostrando inclusive o pódio e bastidores pré e pós-corrida que eram cobrados pelo público, tudo pareceu um pouco chato.

A narração e os comentários pareciam presos a um tom sério demais, quase burocrático. Em vários momentos, a transmissão lembrava mais a cobertura de um telejornal ou até de uma situação de guerra do que de um evento esportivo que também é entretenimento. Fórmula 1 é tecnologia, estratégia, velocidade, mas também é paixão, narrativa e clima de espetáculo — algo que simplesmente não apareceu nessa primeira corrida.

Foto: Instagram

Quem acabou se destacando foi Mariana Becker. E não foi pouca coisa. A repórter, que já era um dos grandes trunfos das transmissões, brilhou praticamente sozinha. Continuou fazendo o excelente trabalho de sempre nos boxes e ainda estreou como comentarista, com observações inteligentes, naturais e muito bem contextualizadas. Foi quem trouxe vida a uma transmissão que, em vários momentos, parecia anestesiada.

É curioso porque a Band, com todos os seus defeitos técnicos e limitações, tratava a Fórmula 1 como entretenimento de verdade. Havia mais vibração, mais conversa, mais clima de corrida. Na Globo, pelo menos nesta estreia, tudo pareceu excessivamente protocolar. Claro que é apenas a primeira etapa da temporada e ajustes sempre acontecem.

Mas para quem passou a madrugada acordado para ver, lembrou a protocolar transmissão do carnaval de São Paulo. Era uma festa, mas sem emoção alguma. Vale aguardar as próximas transmissões para ver se a emissora encontra um tom mais leve — porque Fórmula 1 também precisa ser divertida de assistir! 🏁

Ser mulher no Brasil é um inferno

Não é apenas no futebol, como escrevi dias atrás. E não nos venha com florzinha dia 08

Foto: Reprodução

O Brasil vive uma pandemia que não apareceu em boletins epidemiológicos, mas que mata, dilacera e traumatiza todos os dias: a violência contra a mulher. Não é exagero, não é força de expressão — é uma realidade sustentada por números, manchetes e histórias que se repetem com uma crueldade quase automática. São atropelamentos propositais após discussões, são mulheres assassinadas por ex-companheiros inconformados, são estupros que acontecem à luz do dia e também dentro de casa. É uma rotina brutal que já deixou de chocar como deveria.

A cada semana, um novo caso absurdo ocupa os noticiários: mulheres perseguidas, agredidas em elevadores, mortas na frente dos filhos, queimadas, esfaqueadas, silenciadas. Muitas tinham medida protetiva. Muitas pediram ajuda. Muitas avisaram que estavam correndo risco. E mesmo assim, o desfecho foi o mesmo. O ciclo é perverso: ameaça, violência, omissão, luto. E depois, mais uma estatística. Como se a vida delas coubesse apenas em um número frio.

Quando se observa o cenário internacional, o alerta é ainda mais grave. O México aparece com frequência em rankings globais como um dos países mais perigosos para mulheres, especialmente pelos altos índices de feminicídio. Mas o Brasil parece disputar essa posição com uma constância assustadora. A sensação é de que estamos normalizando o inaceitável, como se fosse apenas “mais um caso” em um país que já se acostumou à barbárie.

É impossível não dizer com todas as letras: é um inferno ser mulher no Brasil. É viver com medo de voltar sozinha para casa, de aceitar um encontro, de terminar um relacionamento. É calcular roupa, horário, trajeto. É compartilhar localização em tempo real como estratégia de sobrevivência. É crescer aprendendo que a responsabilidade pela própria segurança é sempre sua — nunca de quem ameaça. Aí chega dia 08 de março é florzinha com adesivo: Feliz dia da mulher… Jura?

E o mais cruel é que essa pandemia não tem vacina simples. Ela exige educação, políticas públicas eficientes, punição rigorosa e, principalmente, mudança cultural profunda. Não basta indignação nas redes sociais depois de cada tragédia. É preciso romper o ciclo estrutural que permite que mulheres continuem sendo tratadas como propriedade, como alvo, como corpo disponível. Enquanto isso não acontecer, continuaremos enterrando sonhos, projetos e vidas. E continuaremos repetindo, com dor e revolta: não é normal. Não pode ser normal. Não aguentamos mais!