Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Portugal vai com força máxima para buscar Mundial inédito e consagrar Cristiano Ronaldo

Com a mesma vibe “Argentina por Messi”, geração talentosa do nosso colonizador vai lutar por CR7

Foto: El País

Portugal chega para a Copa do Mundo de 2026 vivendo um dos ciclos mais promissores de sua história, muito por conta do excelente trabalho do técnico Roberto Martínez. Logo um espanhol, conseguiu transformar a seleção portuguesa em um time mais agressivo, ofensivo e equilibrado, potencializando uma geração extremamente talentosa. Depois de anos dependendo quase exclusivamente do brilho individual de Cristiano Ronaldo, Portugal agora apresenta um futebol coletivo forte, moderno e com profundidade em praticamente todos os setores do campo. Não à toa, aparece entre as grandes favoritas ao título mundial após recentes conquistas como a Nations League.

O meio-campo português talvez seja um dos mais fortes da competição. Vitinha se consolidou como um maestro silencioso, capaz de controlar o ritmo do jogo com inteligência e qualidade absurda no passe assim como faz no P$G. João Neves, por outro lado, simboliza a intensidade dessa nova geração, um volante moderno que marca, corre e também sabe jogar. Já Pedro Neto oferece aquilo que decide partidas grandes: velocidade, drible e imprevisibilidade pelos lados do campo. É uma seleção que mistura juventude, talento e maturidade competitiva.

Mas é impossível falar de Portugal sem falar de Cristiano Ronaldo. Aos olhos do mundo, essa deve ser a última Copa do craque português, que encara o torneio quase como uma missão pessoal. Cristiano já conquistou praticamente tudo no futebol, quebrou recordes inimagináveis e se tornou o maior jogador da história de Portugal. Ainda assim, existe uma obsessão clara: levantar a taça da Copa do Mundo e colocar o nome definitivamente em um patamar quase intocável dentro da história do esporte.

A grande questão é que, desta vez, Cristiano talvez tenha ao seu redor o elenco mais completo de toda sua trajetória na seleção. Portugal não depende apenas dele como em outras épocas. Agora, existe uma equipe preparada para dividir responsabilidades e sustentar o sonho do título até o fim. E talvez seja justamente isso que torne essa geração tão perigosa: um time cheio de estrelas, mas movido por um objetivo coletivo — transformar 2026 no ano mais importante da história do futebol português.

(Convocados para a Copa)

Colômbia se divide entre ter ou não James Rodríguez na Copa do Mundo

Péssimo nos clubes, mas excelente na seleção, camisa 10 cafetero gera desconfiança por falta de ritmo de jogos

Foto: ESPN Colombia

A pré-lista de 55 nomes da seleção da Colômbia para a Copa do Mundo de 2026 colocou novamente James Rodríguez no centro de um debate que divide o país. Para muitos colombianos, o camisa 10 ainda merece mais um Mundial por tudo o que representa para a história do futebol do país. Afinal, mesmo vivendo temporadas instáveis nos clubes nos últimos anos, James continua sendo visto como um dos maiores talentos que a Colômbia já produziu, especialmente pela forma como se transforma quando veste a camisa da seleção. Há quem enxergue nele o último grande elo daquela geração que encantou o mundo em 2014 e alcançou as quartas de final no Brasil.

Por outro lado, uma parte da torcida acredita que esse ciclo já deveria ter terminado. O argumento principal é que James praticamente deixou de ter sequência em clubes importantes há cinco ou seis anos. Entre mudanças constantes de país, contratos curtos e períodos treinando sozinho, ele passou a viver muito mais da memória construída no passado do que do rendimento atual no futebol de alto nível. Ainda assim, toda vez que atua pela Colômbia, o meia parece recuperar a confiança, a liderança e o brilho técnico que desapareceram em muitos momentos da carreira desde a base do Envigado, seu surgimento no Banfield, até sua boa fase europeia após passagens por gigantes como Porto, Real Madrid e Bayern de Munique.

A discussão também passa pelo papel que James teria dentro do elenco comandado por Néstor Lorenzo. Hoje, a seleção colombiana possui uma geração mais madura e competitiva, com Luis Díaz vivendo o auge técnico e nomes como Richard Ríos ganhando espaço e protagonismo. Por isso, muitos torcedores questionam se vale a pena montar parte do time pensando em um jogador que talvez já não tenha condições físicas de suportar 90 minutos em partidas decisivas. Existe até a possibilidade de James ser utilizado mais como liderança de grupo ou opção pontual durante os jogos, enquanto Radamel Falcao García pode integrar a comissão técnica e ajudar justamente nessa transição entre gerações.

No fundo, o debate sobre James Rodríguez vai além do futebol. Ele representa a dúvida entre apostar na experiência de um ídolo histórico ou acelerar de vez a renovação pensando em uma Colômbia capaz de fazer algo maior em 2026. A torcida colombiana não quer apenas repetir campanhas dignas; quer sonhar novamente com uma seleção capaz de ir além das quartas de final e disputar espaço entre as potências do Mundial. E é justamente aí que nasce a pergunta que hoje domina o país: ainda existe espaço para James em uma seleção que já encontrou novos protagonistas? A resposta definitiva só virá quando sair a convocação oficial do DT Néstor.

Um Menottista e um Bilardista decidem o título do Apertura na Argentina

Eduardo Coudet e Ricardo Zielinski se enfrentam em duelo de tradicionais escolas do futebol argentino

Fotos: Clarín Deportes

A final do Apertura 2026 coloca frente a frente duas ideias muito diferentes de futebol argentino. De um lado, o River Plate de Eduardo Coudet, um técnico que chegou cercado de pressão para reconstruir um clube que viveu praticamente uma década sob a identidade de Marcelo Gallardo. Mesmo com aquele intervalo antes do retorno de Gallardo, o River continuou sendo associado ao estilo intenso, dominante e competitivo que marcou sua era mais vencedora. Coudet assumiu justamente a missão mais difícil possível: criar um novo River sem apagar completamente a herança deixada pelo antigo comandante. E, aos poucos, o time começa a ganhar os traços do treinador, ainda que existam ajustes técnicos importantes a serem encontrados.

O estilo de Eduardo Coudet conversa muito com a escola mais “menottista” do futebol argentino por conta de sua inspiração em Ramón Díaz. Não necessariamente no sentido ofensivo de jogo, mas na obsessão pela competitividade, pela intensidade e pela adaptação ao contexto do que faz em campo. O River atual é um time que pressiona baixo, tenta acelerar a circulação da bola e joga com muita agressividade sem ela. Ainda existe certa irregularidade, especialmente na organização defensiva e na definição do time ideal, mas o River já demonstra uma identidade em construção. E sem a pressão de disputar a Libertadores nesta temporada, já que está na Sul-Americana, o clube vê o Apertura como prioridade absoluta. Existe também um detalhe simbólico importante: Gallardo conquistou praticamente tudo pelo River, mas nunca levantou justamente o troféu do Apertura, algo que Martín Demichelis conseguiu em sua passagem pelo clube.

Do outro lado aparece o Belgrano, de Ricardo Zielinski, um técnico extremamente respeitado no futebol argentino pela capacidade de montar equipes competitivas e emocionalmente fortes. Zielinski já passou por clubes como Atlético Tucumán, Estudiantes de La Plata, Independiente, Lanús e o próprio Belgrano em outras oportunidades. Seu futebol se aproxima mais da escola “bilardista” no sentido de valorizar organização coletiva, leitura tática e inteligência emocional durante a partida mesmo colocando a defesa como principal protagonista no jogo. O Belgrano talvez não tenha o brilho técnico do River, mas compensa com entrega, disciplina e uma capacidade enorme de competir em qualquer cenário.

A campanha do Belgrano carrega também um peso simbólico dentro do futebol argentino. Durante boa parte do campeonato, o clube foi tratado como surpresa, quase como um intruso em meio aos gigantes de Buenos Aires. Mas a verdade é que a equipe de Córdoba construiu sua vaga com méritos absolutos. O time cresceu rodada após rodada, mostrou personalidade nos jogos decisivos e chega à final sem nenhum complexo de inferioridade. Existe no Belgrano uma representação muito forte do futebol do interior argentino, historicamente menosprezado pela centralização em Buenos Aires. E talvez isso transforme essa decisão em algo ainda maior para o clube e para sua torcida.

No domingo que vem, às 15h30 da tarde, no estádio Estádio Mario Alberto Kempes, a final promete ser também um choque de filosofias. O River de Coudet tentará impor intensidade, ritmo e pressão. O Belgrano de Zielinski apostará na competitividade, na concentração e na força coletiva. Mais do que uma disputa de elenco ou camisa, será uma decisão marcada pelo confronto entre duas maneiras muito argentinas de enxergar o futebol. E o Belgrano já mostrou ao longo deste Apertura que não chegou até aqui para apenas ser coadjuvante da decisão.

Algoz do River no descenso 2011, Belgrano vai para a final do Apertura após calar La Paternal

Clube de Córdoba despachou o Argentinos Jrs nos pênaltis e jogará decisão no Mário Kempes

Foto: TyC Sports

O futebol argentino adora histórias carregadas de simbolismo, e essa final do Apertura entrega exatamente isso. O Belgrano, eternizado como o algoz do rebaixamento do River Plate em 2011, volta a cruzar o caminho dos millonarios agora em um cenário completamente diferente: uma decisão de título nacional. Em Córdoba, no estádio Mario Alberto Kempes, o clima já é de mobilização total para uma partida que promete parar o país no próximo domingo, 15h30 da tarde. Para o Belgrano, é muito mais do que uma final. É a maior oportunidade esportiva da história recente do clube. Os cordobeses chegaram na decisão após o empate em 1 vs 1 terminar na disputa de pênaltis os classificando e deixando a casa do Argentinos Juniors, La Paternal, em silêncio.

O time comandado por Ricardo Zielinski chega à decisão sendo a grande surpresa da temporada. O crescimento do Belgrano ao longo do campeonato foi construído muito mais na competitividade, na entrega e na força emocional do que propriamente em um futebol vistoso. É um time extremamente bilardista, que sabe sofrer, sabe travar o jogo e não demonstra qualquer receio de enfrentar camisas pesadas. Talvez o Argentinos Jrs tivesse um repertório técnico mais refinado para encarar o River em uma final, mas o Belgrano compensou isso na raça, no sangue, suor e lágrimas que sempre marcaram sua identidade.

Do outro lado, o River Plate de Eduardo Coudet chega pressionado pela obrigação de vencer. O time tem talento, elenco e poder ofensivo para decidir partidas grandes, mas ainda apresenta problemas claros de encaixe, principalmente defensivamente. Em alguns momentos da temporada, o River mostrou fragilidade em jogos mais físicos e emocionais, justamente o tipo de cenário em que o Belgrano costuma crescer. E finais argentinas raramente são decididas apenas na parte técnica. O emocional, a atmosfera e a capacidade de suportar pressão costumam pesar tanto quanto a qualidade individual.

Por isso, a expectativa é de uma das finais mais emocionantes dos últimos anos no futebol porteño. Existe rivalidade histórica, contexto emocional, estilos completamente diferentes e uma atmosfera de decisão continental. O campeão deste semestre carregará não apenas o título nacional, mas também a sensação de representar a força do futebol argentino em um cenário internacional cada vez mais competitivo. E, para a Argentina, que segue vivendo um período dourado no futebol, fica também aquela sensação inevitável de continuidade: a de um país que já começa a sonhar até mesmo com um possível tetracampeonato mundial daqui alguns dias.

River elimina Di María no Monumental e vai para a final do Apertura

Time de Coudet espera por Belgrano ou Argentinos Jrs na decisão

Foto: TyC Sports

O River Plate está na final do Torneio Apertura 2026 do Campeonato Argentino. A equipe comandada por Eduardo Coudet eliminou o Rosario Central liderado por Ángel Di María em um jogo muito mais brigado do que bem jogado. O River apresentou um futebol feio, pouco criativo e longe de empolgar, mas aproveitou o fator casa no Monumental e venceu graças a um pênalti convertido por Facundo Colidio. No fim, valeu o resultado. E no mata-mata argentino, muitas vezes é isso que importa.

Mas, sendo justa, o Rosario Central merecia muito mais essa vaga na decisão. O time foi mais organizado em vários momentos, competiu melhor e mostrou mais vontade de jogar futebol. Só que o futebol argentino tem dessas coisas: jogo truncado, arbitragem pressionada, clima pesado, detalhe decidindo classificação. O River, mesmo sem encantar, tem camisa, peso e experiência. E agora chega em mais uma final nacional, ainda que sem convencer totalmente sua torcida.

Do outro lado, a semifinal entre Belgrano e Argentinos Juniors vai decidir o adversário da final. Na teoria, o Argentinos Juniors parece ter muito mais futebol para agregar em uma decisão. É um time mais interessante tecnicamente e que pode entregar um jogo mais competitivo contra o River. Já o Belgrano entra muito mais pela entrega e pela força emocional. Ambos podem se complicar em uma estratégia retranqueira. Enquanto isso, a Argentina segue vivendo aquele charme absurdo do outono portenho.

Buenos Aires fica ainda mais bonita nessa época do ano, com as árvores em tons amarronzados e alaranjados tomando conta das ruas. Mesmo com o frio chegando, existe uma atmosfera muito própria do futebol argentino nessa época: estádio cheio, fumaça, camisa pesada, vinho, café e o assado que segue sendo, sem exagero, o melhor do mundo. Agora os argentinos aguardam mais uma final do River, mesmo sem brilho, porque no fim das contas o que move o futebol por lá é exatamente isso: sobreviver e ganhar.

O Diabo Veste Prada 2: Melhor ver o Michael mesmo

Até Super Mario tem um roteiro mais interessante. Só o elenco salva

Foto: Arquivo Pessoal

Quase vinte anos depois, o retorno de O Diabo Veste Prada parecia aquele tipo de evento pronto para parar a internet. E parou. O hype em volta de O Diabo Veste Prada 2 foi enorme, principalmente pelo fator nostalgia. Ver pessoas indo ao cinema vestidas de Miranda Priestly, recriando looks icônicos e entrando no clima do filme acabou sendo mais divertido do que o próprio longa. O evento em torno da estreia foi muito maior do que a história entregue na tela.

O problema é que o filme não tem um roteiro empolgante. A trama é fraca, sem grandes conflitos, sem tensão e sem aquela energia que fazia o original prender do começo ao fim. Em vários momentos, o longa dispersa completamente a atenção do público. Falta moda de verdade, falta glamour, falta aquela sensação de estar vendo algo afiado, inteligente e provocador. Parece um filme feito apenas para revisitar personagens conhecidos, sem realmente construir algo interessante para eles.

E quem salva tudo é o elenco. O carisma dos atores carrega o filme nas costas o tempo inteiro. É impossível não gostar de rever aqueles personagens, principalmente pela conexão emocional criada ao longo dos anos. Só que isso sozinho não sustenta duas horas de cinema. Tem momentos em que o filme dá sono, porque simplesmente nada acontece de realmente intrigante. A sensação é que faltou coragem para criar uma história mais ousada, mais divertida e mais marcante.

No fim, valeu apenas pela nostalgia e pela experiência coletiva que o filme criou nos cinemas. Ver o público entrando na brincadeira e vivendo aquele universo da moda de novo. Mas, como filme, acaba sendo bem decepcionante. Entre os títulos em cartaz, eu ainda prefiro mil vezes Super Mario Bros. ou Michael, que conseguem entregar muito mais diversão, emoção e entretenimento pelo valor do ingresso. O Diabo Veste Prata 2 vale só o salgadinho da Americanas.