Autor: Opina Babi

Jornalista | Social Media, 31 anos.

Legado de Preta Gil vai além do carnaval de rua do RJ, pois fez muitos brasileiros cuidarem melhor do intestino

Câncer de colorretal, enfrentado pela artista, é o terceiro que mais mata no país

Foto: Instagram

Assisti ao documentário “Preta: Eu não ando só”, no Globoplay. O legado de Preta Gil vai muito além da música, da televisão ou da revolução que ajudou a promover no carnaval de rua do Rio de Janeiro. Ao longo da carreira, ela se tornou um símbolo de liberdade, representatividade e alegria, conquistando milhões de brasileiros com sua autenticidade. Mas foi em um dos momentos mais difíceis de sua vida que ela deixou uma das contribuições mais importantes para a saúde pública: transformar sua luta contra o câncer colorretal em um alerta para todo o país.

Ao compartilhar cada etapa do tratamento de forma transparente, Preta fez com que milhares de pessoas passassem a prestar mais atenção aos sinais do próprio corpo. O câncer colorretal no Top3 entre os que mais matam no Brasil, mas, quando descoberto precocemente, as chances de tratamento e cura aumentam significativamente. Sua coragem ajudou a quebrar tabus sobre um tema que muitos evitavam discutir, incentivando exames preventivos e consultas médicas diante de sintomas que antes eram frequentemente ignorados.

Essa conscientização também levou muitas pessoas a entenderem melhor a importância do intestino para a saúde. Não é por acaso que ele costuma ser chamado de “segundo cérebro” do corpo humano, devido à forte ligação com o sistema nervoso e ao papel essencial na imunidade, na absorção de nutrientes e no equilíbrio do organismo. Cuidar da saúde intestinal é cuidar da qualidade de vida, e Preta Gil contribuiu para que esse assunto deixasse de ser negligenciado.

Por isso, seu legado permanecerá vivo não apenas nos palcos, nos trios elétricos e na cultura brasileira, mas também na vida de pessoas que decidiram procurar um médico, realizar exames preventivos ou mudar seus hábitos após conhecerem sua história. Preta mostrou que a coragem de compartilhar uma batalha pessoal pode salvar vidas. E talvez essa seja uma de suas maiores heranças para o Brasil.

João Carreiro & Capataz: Diretor de DVD nunca lançado pela dupla conta o que aconteceu com o ‘Ao Vivo em Cuiabá’

Projeto foi gravado para consolidar a carreira de JC&C, mas separação interrompeu um caminho promissor

Foto: Blognejo

O lendário DVD “Ao Vivo em Cuiabá”, gravado por João Carreiro & Capataz e produzido musicalmente por Zé Renato Mioto, em 2013, tornou-se um dos maiores mistérios da história da música sertaneja. Naquele momento, a dupla vivia o auge da carreira e caminhava para se consolidar como a maior representante do chamado sertanejo bruto, movimento do qual foi pioneira e grande inspiração para a atual geração. Com os maiores cachês do país, principalmente nos rodeios e nas cidades do interior, João Carreiro & Capataz estavam no boom da popularidade quando a inesperada separação colocou um ponto final naquele ciclo.

Após o fim da dupla, João Carreiro precisou se afastar para tratar uma forte depressão. Sua volta aos palcos aconteceu apenas em 2014, em uma participação no DVD de Fiduma & Jeca. No mesmo período, Capataz seguiu sua trajetória ao lado de Carreiro, formando a dupla Carreiro & Capataz. Enquanto cada um reconstruía sua carreira, o destino do grandioso DVD gravado em Cuiabá permanecia uma incógnita, alimentando a curiosidade dos fãs por mais de uma década, especialmente após a morte de João Carreiro.

A resposta, infelizmente, é tão triste quanto definitiva. Segundo Jacques Junior, diretor do projeto — o mesmo responsável pelo primeiro DVD da dupla, “Bruto, Rústico e Sistemático”, gravado em Maringá em 2009 —, o material foi perdido. Na época, as gravações eram armazenadas em HDs que, com o passar dos anos, acabaram se deteriorando. Jacques chegou a armazenar as imagens – que estavam sem o áudio devido à questão de produção musical – por muitos anos. Quando ainda existia a possibilidade de guardar ou recuperar esse conteúdo, o então empresário da dupla, Léo, foi procurado e teria pedido que o material fosse descartado, encerrando qualquer chance de que aquele registro chegasse ao público. O diretor do DVD revelou os bastidores em entrevista ao Tem Base Podcast.

Jacques ainda comentou que não se lembra de ter mandado os arquivos pra alguém antes de perder de vez o material. Hoje, o “Ao Vivo em Cuiabá” permanece apenas na memória de quem esteve presente naquela noite e de pouquíssimas pessoas que conseguiram assistir às imagens antes de desaparecerem para sempre. Entre elas está Marcão Blognejo, que acompanhou a trajetória de João Carreiro & Capataz desde o início e teve a oportunidade de ver a gravação ao lado de Jacques Junior. Para todos os outros fãs, restou apenas a imaginação. Um capítulo importante da história do sertanejo e da carreira brilhante de João Carreiro que, infelizmente, jamais poderá ser revivido.

O repertório do Ao Vivo em Cuiabá foi:

1. Volta pro meu coração 

2. Oi nóis Traveis 

3. Ela é muito boa/ Tá bagunçado, mas tem gerência/ Campo Grande Cuiabá/Judiação 

4. Prefácio 

5. Audácia Pura (samba) 

6. Lampião/ Cada um com seus problemas/ Do jeito que eu penso/ Não toca em minha vitrola Lágrimas de Crocodilo/ Prefiro os Tubarões

7. Disgramô o Goiás (inédita) 

8. Preta/ Papel Branco

9. Viola e Cantador/ Casinha Verde/ Maldade de um falso amor/ Se é amor não tem nada que apague

10. Primeiro brinquedo 

11. O que essa moça fez aqui 

12. É pra cabá 

13. Sete Sentidos 

14. Melhor do Brasil/ O que será que nóis não tem/ Mangueira

15. Cadê

16. Cemo porque cemo

17. Bom Demais / Faculdade da Pinga/ Xique Bacanizado 

18. Tudo em nome do poder

19. Tributo Raul Seixas: Aluga-se/ Trem das Sete/ Rock das Aranha (Fonte: Uol Música)

Gallardo e Simeone são os favoritos para lugar de Scaloni na seleção argentina

Além da dupla formada na escola Vicente López, Pochettino e Pablo Aimar correm por fora como opções da AFA

Fotos: TyC Sports

Se Lionel Scaloni realmente decidir encerrar seu ciclo na seleção argentina ao fim deste ano, a AFA terá uma das decisões mais importantes das últimas décadas. O treinador deixaria um legado gigantesco, com 4 títulos e uma identidade de jogo consolidada, além de um grupo que voltou a colocar a Argentina entre as maiores potências do futebol mundial. A missão de escolher o sucessor seria delicada, pois não se trata apenas de encontrar um bom técnico, mas alguém capaz de manter uma geração vencedora e iniciar uma renovação pensando em 2030.

Hoje, os dois nomes mais fortes são Marcelo Gallardo e Diego Simeone. Gallardo, que recentemente recusou uma proposta para comandar a seleção uruguaia, é muito bem visto por integrantes da comissão técnica de Scaloni e por pessoas ligadas ao atual projeto da seleção. Seu perfil moderno, a capacidade de montar equipes competitivas e a experiência em grandes decisões fazem dele um candidato extremamente forte para dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos últimos anos.

Do outro lado está Diego Simeone, que conta com grande prestígio dentro da AFA e, principalmente, junto ao presidente Claudio “Chiqui” Tapia. Além da relação próxima entre ambos, Simeone representa como poucos a essência mais competitiva do futebol argentino, muito ligada ao bilardismo. Treinar a seleção argentina sempre foi um dos grandes sonhos de sua carreira, ao lado do desejo de um dia conquistar a Libertadores pelo Estudiantes. Assumir a Albiceleste seria a oportunidade de buscar também o maior objetivo possível: conquistar uma Copa do Mundo como treinador.

Correndo por fora aparece Mauricio Pochettino. Depois do excelente trabalho realizado no último Mundial, mostrou mais uma vez sua capacidade de construir equipes competitivas mesmo partindo praticamente do zero. Seu estilo mistura conceitos do bielsismo com um menottismo mais equilibrado, valorizando intensidade, organização e protagonismo com a bola. É um técnico que reúne experiência internacional e uma filosofia que conversa bem com a identidade histórica do futebol argentino.

Caso nenhuma dessas opções se concretize, um nome ganha força internamente: Pablo Aimar. Integrante da comissão técnica de Scaloni desde o início do projeto, ele conhece profundamente o elenco, a estrutura da AFA e a cultura criada ao longo desse ciclo vitorioso. Diferentemente de Scaloni, que assumiu uma seleção desorganizada após a era Sampaoli, Aimar encontraria uma casa pronta, organizada e vencedora. Seja com Gallardo, Simeone, Pochettino ou Aimar, a Argentina teria quatro alternativas de peso para dar sequência ao trabalho que pode marcar o fim da histórica era de Lionel Scaloni.

“Homem-Aranha: Um Novo Dia” promete roteiro valente e protagonista mais maduro

Promo do filme já está a todo vapor com promessa de rápido bilhão nas bilheterias

Foto: Sony Pictures

O badalado Homem-Aranha: Um Novo Dia tem tudo para ser o melhor filme da trilogia estrelada por Tom Holland. O personagem finalmente chega a um momento de maturidade, deixando para trás aquele adolescente bobo com a voz fina que ficava repetindo “Senhor Xtarqui, Senhor Xtarqui”. Agora, Peter Parker parece pronto para carregar a história nas costas, enfrentando desafios maiores e mostrando uma evolução que muitos fãs esperavam desde sua primeira aparição no Universo Cinematográfico da Marvel.

A expectativa também é enorme para as cenas de ação. Tudo indica que Um Novo Dia entregará as melhores lutas já vistas com esta versão do Homem-Aranha, explorando um herói mais experiente, estratégico e confiante. Além disso, o filme servirá como uma importante ponte para o próximo longa dos Vingadores, conectando sua história aos acontecimentos do multiverso e preparando o terreno para o que está por vir.

Justamente por isso, muita gente acredita que Homem-Aranha: Um Novo Dia pode acabar sendo até superior ao próximo filme Vingadores: Doomsday. Enquanto um longa da equipe costuma dividir o protagonismo entre dezenas de personagens e equilibrar inúmeras tramas ao mesmo tempo, o novo filme do ‘Miranha’ promete um roteiro mais enxuto, focado e emocional, permitindo que Peter Parker brilhe do começo ao fim sem perder espaço em meio ao enorme elenco.

Falta apenas uma semana para vermos um dos super-heróis mais populares e queridos da história voltar às telonas. A expectativa é gigantesca, a pré-venda já registra sessões lotadas em diversos lugares, e tudo indica que o filme alcançará a marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias. Se confirmar todo esse potencial, Homem-Aranha: Um Novo Dia não será apenas um dos maiores sucessos do ano, mas poderá se consolidar como o principal filme da cultura pop de 2026. Garanta seu ingresso e o combo do cinema, com copo e balde personalizados.

Pochettino foi o melhor técnico argentino na Copa; Bielsa o pior, como sempre

Seis treinadores da escola porteña marcaram a trajetória de suas seleções no Mundial 2026

Foto: Telemundo Deportes

Os técnicos argentinos voltaram a mostrar sua força nesta Copa do Mundo, mas cada um deixou uma impressão diferente. Para mim, dos seis que estavam na competição, o grande destaque foi Mauricio Pochettino. O trabalho realizado com os Estados Unidos foi diferenciado e merece enorme reconhecimento. Pegou uma seleção que historicamente nunca teve grande tradição e conseguiu transformá-la em um time competitivo, organizado e que até incorporou um pouco da catimba latina, algo impensável há alguns anos. Foi, sem dúvida, o treinador argentino que mais valorizou seu trabalho neste Mundial.

Na segunda posição coloco Lionel Scaloni. Chegar a uma segunda final consecutiva de Copa do Mundo é um feito reservado a pouquíssimos técnicos. Ele repetiu o que Carlos Bilardo havia conseguido décadas atrás, em 1990; e manteve a Argentina entre as maiores potências do planeta. Independentemente do resultado da decisão, consolidou um ciclo histórico para a seleção argentina.

O terceiro lugar fica com Gustavo Alfaro. Eliminar a Alemanha foi uma demonstração clara da identidade que ele consegue dar às suas equipes: organização, disciplina tática e um sistema defensivo extremamente sólido. Logo atrás aparece Sebastián Beccacece. Mesmo enfrentando turbulências no Equador, conseguiu uma vitória marcante sobre a Alemanha e deixou o cargo de maneira digna, sendo eliminado pelos anfitriões, o México, após uma campanha que mostrou evolução da equipe.

Na reta final do ranking está Néstor Lorenzo. A Colômbia tinha elenco para produzir muito mais, mas o treinador nunca conseguiu assumir o controle do vestiário. Acabou se rendendo à dependência de James Rodríguez e deixou no banco jogadores que poderiam dar muito mais intensidade e dinamismo ao time.

Em último lugar, Marcelo Bielsa. Novamente, sua passagem por uma Copa termina de forma decepcionante. O Uruguai jamais conseguiu atuar como uma equipe de verdade, e a relação desgastada entre elenco e treinador ficou evidente durante o torneio. A melancolia da campanha contrastou com os tempos do Maestro Tabárez, quando a Celeste tinha identidade, união e competitividade. Em geral, os técnicos argentinos seguem seus princípios e continuarão dominantes no mercado da bola.

Argentina e Colômbia precisam se reformular para 2030

Copa do Mundo mostrou o quanto as duas seleções devem aprender a viver sem seus camisas 10 daqui pra frente

Foto: TyC Sports

A Copa do Mundo de 2026 deixou um recado muito claro para Argentina e Colômbia: é hora de iniciar uma grande reformulação. Pensando em 2030, não faz sentido imaginar que as duas seleções chegarão competitivas mantendo praticamente a mesma base. O ciclo mudou, o futebol mudou e, principalmente, os protagonistas também estão mudando. Por coincidência, ambas foram as finalistas da última Copa América, sendo as seleções do continente que também foram mais longe no Mundial deste ano.

No caso da Argentina, o maior desafio será aprender a viver sem Lionel Messi. Nenhum jogador será capaz de substituí-lo individualmente, porque isso simplesmente não existe. O caminho será construir uma equipe com novas lideranças, uma identidade coletiva forte e dar espaço para uma geração que já começa a aparecer. Alguns nomes mais jovens da atual seleção devem permanecer, mas boa parte do elenco precisará ser renovada para que a equipe chegue forte ao próximo Mundial.

A Colômbia vive uma situação semelhante. James Rodríguez foi o grande símbolo de uma geração histórica, mas o futebol colombiano precisa olhar para frente. É hora de deixar de depender do camisa 10 e montar uma seleção pensando no futuro, aproveitando alguns atletas que ainda podem contribuir, mas abrindo espaço para novos protagonistas. Permanecer preso ao passado pode custar mais um ciclo perdido.

Na minha visão, cerca de 70% do elenco das duas seleções precisa ser renovado até 2030. Não significa descartar toda a experiência, mas entender que um novo ciclo exige novas ideias, novas lideranças e jogadores fisicamente preparados para disputar uma Copa do Mundo em alto nível. Argentina e Colômbia têm talento de sobra nas categorias de base. Agora, falta coragem para iniciar essa transição antes que seja tarde demais.