Repensando a vida em uma semana ruim

Desabafo pessoal no fim de semana!

Foto: Arquivo pessoal

A última semana me atravessou de muitas maneiras. Fiquei doente, perdi o voo para o jogo do Flamengo e, no meio de tantos imprevistos, comecei a repensar tudo aquilo que tenho sentido. Estou sofrendo, não posso negar. Mas também estou tentando entender que nada na vida acontece como a gente sonha — e que, às vezes, até sonhar com pouco custa caro para quem carrega o signo mais pesado do zoodíaco: escorpião.

Continuo lutando contra uma infecção na garganta. Meu nariz reagiu mal à gripe. Continuo também apaixonada pelo meu boy – aquele que não é meu, mas eu o chamo mesmo assim. Ele quer paz… Eu queria companhia. Só que, neste momento das nossas vidas, ele não pode ser isso para mim. Às vezes me pergunto se ele tem vergonha de mim. Não estou me sentindo bonita, engordei e minha autoestima está machucada. Mas estou em tratamento e espero, aos poucos, voltar a me olhar com mais carinho — não apenas para melhorar por fora, mas para me reencontrar.

No fim, preciso entender que meu amado está num momento turbulento da vida depois de perder o fiel escudeiro Krypto. Não posso ser egoísta querendo ir ao cinema ou comer espetinho enquanto ele trabalha e tem mil problemas para resolver nesse horrível agosto. Meus problemas do lado dos dele chegam a ser ridículos. Tem razão de querer paz. Falando em cinema, estou com saudade de sair pra almoçar e ver um filme. No entanto prometi que não irei mais ao meu restaurante favorito e terei que encarar outro lugar. Faz parte de deixar o boy em paz… Bom, tem dois que ainda não vi e provavelmente perdei eles em cartaz (O Fim da Rua e Patrulha Canina).

Queria também rever o Homem-Aranha, mas sozinha não vou encarar aquele filme chatinho de novo. No meio de tudo isso, voltei a estudar o mercado financeiro e deixei meus bilhetes de apostas com meu mentor. Talvez seja uma tentativa de retomar meus projetos e lembrar que ainda existem partes de mim que não dependem da minha ansiedade. Quero me reconectar comigo mesma, embora ultimamente eu me sinta dominada por esse caralho de crise.

Faltam dois meses e alguns dias para o meu aniversário de 33 anos. Por enquanto, estou gastando o dinheiro do bolo com remédios e terapia. Não é exatamente a celebração que imaginei, mas talvez seja uma forma diferente de cuidar da pessoa que chegará aos 33. São Jorge me guiará, da lua e na rua!

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