Boca Juniors precisa salvar a temporada seguindo vivo na Libertadores

Time do presidente Riquelme tem duas semanas para decidir se o ano ainda vai prestar ou não

Foto: TyC Sports

O Boca Juniors chega nas duas últimas rodadas da fase de grupos da Libertadores pressionado e vivendo um dos momentos mais preocupantes dos últimos anos. No Grupo D ao lado de Universidad Católica, Cruzeiro e Barcelona de Guayaquil – com apenas seis pontos conquistados – o time argentino praticamente transformou os próximos jogos em decisões. Para seguir vivo no torneio continental, o Boca precisa vencer os dois compromissos restantes e ainda torcer por combinações de resultados. A situação é delicada para um clube acostumado ao protagonismo sul-americano, mas que hoje transmite muito mais insegurança do que confiança dentro de campo.

O elenco até possui nomes importantes, e o principal deles é Leandro Paredes. Campeão do Mundo com a Argentina, o volante é a grande referência técnica e emocional da equipe, mas também vive um problema importante neste momento decisivo: está pendurado com cartões amarelos. Qualquer deslize pode tirar justamente seu jogador mais experiente de uma possível partida decisiva. E em um time que já apresenta enorme dificuldade de criação, organização e personalidade, perder Paredes seria praticamente um desastre para um Boca que parece perdido taticamente. Além dele, Laurato Blaco e A. Costa também estão por um fio.

O trabalho do técnico Claudio Úbeda também vem sendo bastante questionado. O Boca se tornou um time apático, previsível e sem intensidade, muito distante da identidade histórica que sempre marcou o clube. Nem mesmo La Bombonera tem conseguido empurrar a equipe como antes. Eliminado do Apertura pelo Huracán, o clube agora concentra todas as forças na Libertadores, justamente porque já não tem outra prioridade no semestre. E talvez isso seja a única notícia minimamente positiva para um elenco que precisa acordar imediatamente para não transformar 2026 em um fracasso ainda maior.

As próximas duas semanas podem definir completamente o rumo da temporada xeneize. O Boca ainda luta para decidir se continuará vivo na Libertadores, se ao menos cairá para a Sul-Americana ou se ficará sem competições continentais no restante do ano, disputando apenas o Clausura, pois até da Copa Argentina o time já saiu. Mais do que resultados, o clube precisa aproveitar a pausa da Copa do Mundo para reorganizar ideias, ajustar o elenco sem depender de Paredes e Merentiel, para reencontrar um padrão de jogo minimamente competitivo. Porque, hoje, o Boca parece um time sem alma, sem confiança e sem futebol.

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