Di María comanda Rosario Central no mata-mata do Campeonato Argentino

Vivendo o sonho de seu retorno triunfal ao time do coração, craque mostra que é sim o Top 3 da história na terra de Messi

Foto: TyC Sports

O Rosario Central segue embalado no mata-mata do Campeonato Argentino e venceu o Independiente por 3 a 1 em uma atuação que mostrou muito mais do que talento. Mostrou personalidade. O time saiu atrás no placar, mas buscou a virada com gols de Ángel Di María, Cantizano e Verón, confirmando a classificação e incendiando o Gigante de Arroyito mais uma vez. E quando o jogo apertou, apareceu ele: Di María. O camisa 11 chamou a responsabilidade, empatou a partida ainda no fim do primeiro tempo e liderou emocionalmente um time que parece acreditar muito no próprio destino.

Di María está vivendo uma das fases mais bonitas da carreira. Talvez não pela explosão física de antigamente, mas pela conexão emocional com o futebol. Jogando no clube do coração, com a braçadeira de capitão, ele parece leve, feliz e completamente entregue ao Rosário Central. Para muita gente, inclusive para mim, Ángel Di María já está no top 3 da história do futebol argentino. Acima dele, só Messi e Maradona — e aí cada um escolhe sua ordem. “Dimagia” tem algo que poucos tiveram: protagonismo em geração campeã, gols decisivos, carreira gigantesca na Europa e agora esse retorno quase poético ao clube onde tudo começou.

Esse Rosario Central também carrega muito da identidade que Miguel Ángel Russo deixou antes de sua saída. É um time competitivo, intenso, emocionalmente forte e que sabe sofrer. Existe ali uma mistura curiosa entre o pragmatismo do bilardismo e momentos de futebol mais ofensivo e associativo nas linhas Lavolpianas aplicadas pelo técnico Jorge Almirón. Não é um time preso a um único modelo. Ele sabe pressionar, sabe atacar espaço, sabe jogar com o coração argentino que transforma mata-mata em guerra emocional. E quando você junta isso com um líder técnico como Di María, o Rosario Central vira um adversário perigosíssimo.

A sensação é que o Central chegou no momento certo da temporada. Embalado, confiante e com um estádio pulsando junto. Em mata-mata argentino, isso pesa demais. O time pode, sim, chegar a mais uma final. E se isso acontecer, vai ter muito da genialidade de Di María, mas também muito do espírito coletivo construído nos últimos anos. O time da cidade abençoada do futebol porteño voltou a ser aquela equipe chata, competitiva e apaixonante que ninguém gosta de enfrentar quando o campeonato entra na fase decisiva.

Comente aqui: