Galvão estreia pelo SBT na vice-liderança em embate contra Craque Neto

“Galvão FC” foi bem promovido na grade da emissora e não tem gritaria como no concorrente. Continua sendo a melhor opção para as noites de segunda-feira

Foto: Reprodução

A estreia de Galvão Bueno no SBT marca um daqueles momentos que entram para a história da televisão brasileira. Depois de décadas sendo a voz oficial das grandes transmissões esportivas da Globo, Galvão começa um novo capítulo em uma emissora que respira entretenimento popular e proximidade com o público. E começou bem: vice-liderança na audiência, ficando atrás apenas da Globo, que exibia o Big Brother Brasil e um especial sobre os Mamonas Assassinas. Não é pouca coisa. É sinal claro de que o público quis ver essa nova fase.

O programa é um debate de verdade. Todo mundo fala, todo mundo é ouvido. Mesmo com o Galvão — que, como a gente sabe, adora uma boa narrativa e não economiza palavras — o formato não vira gritaria, não vira bagunça. Há organização, há respeito e há espaço para opinião. A presença de Ratinho deu um tempero especial, mostrando que o SBT soube misturar perfis diferentes sem perder o controle da mesa. É um programa que dá gosto de assistir porque tem conteúdo, mas também tem leveza.

Galvão está visivelmente feliz. E isso a gente já vinha comentando na coluna: ele precisava de novos ares. No SBT, ele parece mais solto, mais à vontade, menos engessado do que em seus últimos anos na Globo. A mudança de emissora fez bem. Ele continua sendo o grande comunicador de sempre, com a experiência de quem atravessou gerações, mas agora com um brilho diferente no olhar — aquele brilho de quem está se divertindo de novo fazendo televisão. Seu programa na Band em 2025 também foi legal, mas lá agora, no mesmo horário tem o “Apito Final” de Craque Neto como concorrente. Nesta segunda ele ficou em apenas 5º lugar na audiência.

Algo que comprova a leveza e felicidade de Galvão na nova casa, foi vê-lo participando do Passa ou Repassa, no Domingo Legal, levando tortada na cara e rindo de si mesmo. É outro Galvão. Ou melhor: talvez seja o Galvão de sempre, mas sem amarras. Ver um ícone histórico da TV se permitindo brincar, sair do pedestal e se misturar ao espírito irreverente do SBT é muito mais interessante do que acompanhá-lo preso a um formato rígido. Essa nova fase promete — e, pelo começo, será marcante. Além disso, ele continua sendo a melhor opção para as noites de segunda.

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