Trump pelo menos cumpre tudo o que prometeu no discurso de posse

Em meio à políticos que nunca cumprem promessas, o presidente laranja passa por cima de todos para realizar o que quer

Foto: X (ex-twitter)

Donald Trump voltou à Casa Branca com um discurso de posse que soou menos como promessa e mais como aviso no ano passado. O republicano deixou claro que não pretendia perder tempo entre o palanque e a prática, e as primeiras medidas confirmaram isso. Ao retomar a agenda energética, Trump voltou a mirar diretamente a Venezuela, sinalizando interesse em reativar acordos ligados ao petróleo venezuelano — um movimento pragmático, controverso e totalmente alinhado ao seu histórico de colocar a economia americana acima de qualquer constrangimento diplomático.

Outro ponto central do discurso foi o novo “tarifaço”. Trump reforçou a política protecionista, prometendo tarifas mais duras sobre produtos estrangeiros para proteger a indústria local. A lógica é simples: quem quiser vender para os Estados Unidos, vai pagar mais caro. Para aliados, isso soa como pressão; para adversários, como ameaça. Para a base trumpista, é apenas coerência. Ele voltou a defender que o comércio internacional precisa “favorecer o trabalhador americano”, mesmo que isso signifique tensionar relações históricas.

No cenário geopolítico, Trump também deixou claro que não pretende adotar um papel neutro no Oriente Médio. A promessa de intervenção direta nas negociações entre Israel e Palestina resgata a postura intervencionista de seu primeiro mandato, quando abandonou o discurso diplomático tradicional e apostou em decisões unilaterais. Para críticos, isso pode incendiar ainda mais a região; para apoiadores, é liderança firme em um conflito que se arrasta há décadas.

Já na questão migratória, Trump foi fiel ao personagem que o levou ao poder. Deportação em massa, endurecimento de fronteiras e tolerância zero com imigração ilegal voltaram ao centro do debate. Não há sutileza nem meia-palavra: a promessa é cumprir a lei com rigor máximo. Gostem ou não, Trump governa como discursou — e discursou como sempre foi. Dá pra dizer sem medo: ele não está improvisando. Está apenas executando o roteiro que nunca escondeu.

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