
A Pan American World Airways, mais conhecida como Pan Am, foi uma das maiores e mais icônicas companhias aéreas do mundo durante grande parte do século XX. Fundada em 1927, a Pan Am se tornou símbolo de glamour, inovação e sofisticação nos céus. A empresa foi pioneira em diversas áreas da aviação comercial, sendo a primeira a operar voos transatlânticos regulares e a introduzir aeronaves a jato em rotas comerciais. Nos anos dourados da aviação, voar com a Pan Am era sinônimo de status. Suas aeronaves eram reconhecidas mundialmente, e a marca se tornou um verdadeiro ícone da cultura pop.
Tanto é que, décadas depois do encerramento de suas atividades em 1991, a Pan Am ainda desperta fascínio — e está de volta às telas. A lendária companhia aérea aparece agora no filme Quarteto Fantástico – Primeiros Passos, nova produção da Marvel que tem sido aclamada pelos fãs. A presença da Pan Am no longa funciona como uma homenagem à era de ouro da aviação e à sua forte ligação com a história americana presente na sociedade da época. Mas a Pan Am também viveu momentos marcantes fora das nuvens e do cinema — inclusive aqui no Brasil.
Uma dessas histórias envolve ninguém menos que Frank Sinatra, o astro da música internacional, e um show histórico no Rio de Janeiro. Em janeiro de 1980, Sinatra desembarcou no Brasil para se apresentar no Maracanã, em um evento que reuniria mais de 170 mil pessoas. No entanto, uma forte tempestade caiu sobre o Rio na noite do espetáculo, e o cantor, incomodado com o clima, chegou a avisar que iria embora sem subir ao palco. Foi aí que entrou em cena Roberto Medina, promotor do evento e fundador do Rock in Rio.
Temendo o cancelamento do show, Medina teve uma ideia ousada: ligou para a Pan Am e pediu que informassem ao empresário de Sinatra que o avião que o levaria de volta aos Estados Unidos havia “quebrado”. A mentira funcionou. Sinatra permaneceu, fez o show — e ao fim da apresentação, declarou que aquele havia sido o maior momento de sua carreira. A apresentação entrou para a história como um marco do entretenimento no estádio mais emblemático de todos os tempos.

Mais do que isso: aquele show de 1980 serviu como inspiração e aval para a criação do primeiro Rock in Rio, em 1985. Muitos artistas internacionais, inicialmente receosos, só assinaram contrato após o incentivo do empresário e amigo de Sinatra, que garantiu que o Brasil tinha sim estrutura para receber grandes eventos. E o resto é história: o Rock in Rio se consolidou como um dos maiores festivais de música do planeta. Assim, a Pan Am, mesmo após seu fim, continua presente em histórias extraordinárias — do universo Marvel às páginas inesquecíveis da música e do entretenimento mundial.