2ª noite no Carnaval do Rio: Beija-Flor coloca mão na taça, Vila Isabel diverte Sapucaí e Salgueiro decepciona como sempre

Foto: Carnavalize

Mais quatro escolas desfilaram na segunda noite do carnaval carioca na Marquês de Sapucaí. Cada uma trazendo sua interpretação única da cultura brasileira e até mesmo internacional. Vamos aos destaques!

Unidos da Tijuca: Surpreendeu e fez seu melhor desfile em anos

A escola tijucana abriu os desfiles com “Logun-Edé: Santo Menino Que Velho Respeita”, celebrando o orixá filho de Oxum e Oxóssi. O povo do Borel em minutos de desfile se mostrou melhor que as quatro escolas da noite anterior. Os tijucanos destacaram a dualidade entre caça e pesca, exaltando as cores azul e amarelo, presentes tanto na entidade quanto na agremiação. O brilho no desfile ficou por conta do carro de som na voz de Ito Melodia e um samba bem cantado por toda Sapucaí. Bateria de Mestre Casagrande deve gabaritar. A Tijuca conseguiu surpreender, mesmo com erros técnicos e fez seu melhor desfile dos últimos anos;

Beija-Flor de Nilópolis: Riscou o chão da avenida e deu a Neguinho da Beija-Flor uma despedida à altura

A poderosa agremiação prestou uma emocionante homenagem a Laíla, lendário diretor de carnaval, com o enredo “Laíla de todos os santos, Laíla de todos os Sambas”. O desfile explorou sua trajetória e influência no samba, destacando sua relação com a religiosidade e relembrando momentos marcantes de sua história no Carnaval. A apresentação foi considerada a melhor da noite, encantando o público com sua riqueza cultural e visual. A bateria e o carro de som pareciam gravados em estúdio de tanta perfeição. Mestres Rodney e Plínio deram aula de como reger uma bateria;

Acadêmicos do Salgueiro: Pegou o público cansado após a avalanche da escola anterior e decepcionou mais uma vez

A escola do coração de Maninho Garcia trouxe “Salgueiro de Corpo Fechado”, um enredo que abordou a busca pela proteção espiritual. Gastou todo dinheiro no abre-alas e esqueceu o resto da escola. Infelizmente não apresentou inovações significativas, mantendo-se dentro de uma fórmula já conhecida tentando buscar aquele “Malandro Batuqueiro” de 2016 que também não rendeu o que o salgueirense sonhava. Vai passar mais um ano sem título, sendo o último há 16 anos com o “Tambor”;

Unidos de Vila Isabel: Não prometeu nada e entregou tudo com temática diferente

A comunidade de Noel Rosa encerrou a noite de desfiles com “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”, brincando com as assombrações que permeiam o imaginário popular. O desfile trouxe personagens marcantes das histórias contadas ao longo das gerações, explorando o medo do desconhecido e o mistério das histórias assombradas. As alegorias deram um banho em concorrentes badaladas do pré-carnaval apresentando a excelente plástica que a escola costuma entrega. Vila veio forte e divertida, sem pressão e com um enredo diferente – dando sossego pra Xangô que está trabalhando na escala 6×1 no carnaval carioca este ano;

Essa segunda noite foi marcada pela riqueza dos desfiles e com escolas se reconectando com suas essências. O destaque ficou mesmo com o grande desenvolvimento da Beija-Flor, que emocionou o público com sua homenagem a Laíla e se colocou como principal favorita ao título até o momento.

O carnaval do Rio terá sua última noite de desfiles nessa terça-feira e terá seu encerramento com o enredo em homenagem a Milton Nascimento feito pela Portela. Grande Rio pode ser a única capaz de tirar o título da Beija-Flor. A escola de Caxias desfila com o enredo paraense e se despede da rainha Paolla Oliveira nesta noite.

Desfilam no último dia do carnaval carioca:

  1. Mocidade Independente
  2. Paraíso do Tuiuti
  3. Grande Rio
  4. Portela

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