Arlindo Cruz foi enredo em vida por duas escolas de samba, no Rio e em São Paulo

X-9 Paulistana fez desfile histórico no Anhembi com samba composto por Arlindinho

Foto/Reprod: O Globo

O samba perdeu hoje um de seus maiores mestres. Arlindo Cruz partiu, mas deixa um legado inestimável para a música e para a cultura brasileira. Um artista que viveu para o samba e, raridade entre os grandes, foi celebrado como enredo de escolas de samba ainda em vida — e não apenas uma, mas duas vezes.

A primeira homenagem veio em 2019, no Carnaval de São Paulo, pela X-9 Paulistana. O enredo ganhou ainda mais significado por ter o samba assinado por Arlindinho, filho de Arlindo. A escola foi a penúltima a entrar na avenida naquela noite de sexta para sábado, num amanhecer mágico que marcou a história do Anhembi. A X-9 e a família do cantor não mediu esforços para levá-lo à avenida: organizaram toda a logística para que ele chegasse de avião e pudesse viver aquele momento. E ele viveu intensamente. Visivelmente emocionado, sentiu a energia pulsante do Anhembi — na cidade onde começou sua trajetória como sambista. Foi, sem dúvida, um dos desfiles mais bonitos daquele carnaval.

Quatro anos depois, em 2023, veio a segunda homenagem, desta vez na escola do coração: o Império Serrano. Arlindinho, por escolha própria, não participou da composição do samva, deixando que a comunidade expressasse sua própria forma de celebrar o pai. Mais uma vez, Arlindo foi levado à avenida, agora na Marquês de Sapucaí, para viver um sonho de vida: ser enredo na verde e branco imperial. A emoção tomou conta, e o desfile ficou marcado na memória de quem ama o samba.

Apesar disso, o Império foi rebaixado naquele ano — uma decisão contestada por muitos, já que outras agremiações tiveram desempenhos muito mais fracos. Por coincidência, a Império desfilou naquele dia junto com a Portela e a Grande Rio (esta que tinha como enredo Zeca Pagodinho), proporcionando um domingo inesquecível na avenida para o carnaval carioca.

Arlindo Cruz foi o sambista perfeito: compositor, intérprete poeta, ícone. Viveu para o samba e, com a mesma grandeza, viveu para ver o samba contar a sua própria história. Em vida, sentiu o calor da arquibancada e o abraço da avenida — no Anhembi e na Sapucaí. Hoje, o samba chora, mas também celebra o privilégio de ter convivido com um mestre que soube transformar vida em melodia, e melodia em eternidade.

Tudo que já sabemos sobre Homem-Aranha: Um Novo Dia

Filme deve ser o grande lançamento de 2026 que abrirá a porta para “Vingadores: Doomsday

Foto: Sony Pictures

A produção de Homem-Aranha: Brand New Day (Um Novo Dia), tem tudo para ser o grande evento cinematográfico de 2026. Marcado para estrear no meio do ano, durante as férias de julho, o longa vem cercado de expectativas altíssimas — tanto pelos fãs da Marvel quanto pelo grande público. A produção, que já está em ritmo acelerado de gravações, promete ser o “filme bilhão” da temporada, abrindo caminho para o aguardado encerramento da saga dos Vingadores: Doomsday, previsto para dezembro. Ou seja: Brand New Day será o aquecimento perfeito para o clímax do universo Marvel.

Um dos grandes destaques já divulgados oficialmente pela Sony é o novo uniforme do herói. A nova roupa do Homem-Aranha chamou atenção nas redes sociais essa semana, com um visual que remete aos quadrinhos clássicos, mas com detalhes tecnológicos inéditos — misturando o tradicional azul e vermelho com toques modernos que deixam claro o amadurecimento do personagem vivido por Tom Holland. A reação dos fãs foi imediata, com elogios ao design que equilibra nostalgia e inovação. Importante esse amadurecimento, pois ninguém aguentava mais ele com aquele jeito adolescente dizendo: “Sinhô Xtark, Sinhô Xtark”…

As imagens de bastidores que já circulam mostram cenas de ação empolgantes sendo gravadas nas ruas de Nova York, com cabos, dublês e explosões em pleno funcionamento. Tudo indica que a nova aventura vai apostar em um equilíbrio entre o drama pessoal de Peter Parker e sequências épicas que só o Homem-Aranha sabe entregar. E, claro, os rumores sobre possíveis participações especiais — como outros personagens do universo Marvel e até vilões clássicos — só aumentam a curiosidade.

Tom Holland retorna mais uma vez no papel que o consagrou como um dos queridinhos da nova geração. Desde sua estreia no MCU, o ator conquistou o público com sua mistura de carisma, juventude e emoção. Ele já declarou em entrevistas que Brand New Day será um ponto de virada para o personagem, prometendo uma história mais intensa e com escolhas difíceis para Peter Parker. Tudo indica que o tom do filme será mais maduro, mas ainda fiel ao espírito leve e divertido que tornou o herói tão popular.

Faltando um ano para sua estreia, Homem-Aranha: Brand New Day tem todos os ingredientes para dominar a bilheteria mundial. Será o blockbuster que reúne fãs antigos e novos, e uma peça-chave na fase atual do Universo Cinematográfico da Marvel que está se reconstruindo. Se depender da expectativa, da força do personagem e do momento estratégico do lançamento, o caminho para o sucesso já está pavimentado.

Britney Spears está perdendo oportunidade de fazer uma turnê milionária e histórica

Público que cresceu acompanhando a cantora faria loucuras por um show da “princesa do pop

Foto: Televisa Entreteniment

Ícone revolucionário do pop, Britney Spears poderia estar protagonizando uma das maiores viradas da indústria musical. Depois de anos de silêncio forçado e batalhas pessoais expostas, ela tem em mãos algo que poucos artistas possuem: uma legião de fãs que cresceu com sua música e ainda sonha com seu retorno triunfal aos palcos. Um anúncio no intervalo do Super Bowl, evento que consagra lendas, seria o palco ideal para marcar esse renascimento. Britney não só tem nome, história e hits — ela tem o poder de transformar nostalgia em histeria coletiva.

Uma turnê pelas Américas — começando pelos Estados Unidos e passando com força pelo Brasil, México, Argentina e outros países que sempre a acolheram — teria tudo para ser um dos eventos mais lucrativos e emocionantes da década. O público dos anos 2000 está disposto a tudo: viajar, gastar, acampar por dias, simplesmente para vê-la cantar “… Baby One More Time”, “Crazy” ou “Toxic” ao vivo. Enquanto outros nomes pop se esforçam para construir um legado, Britney já tem o dela pronto — só falta reacender o palco.

Britney Spears não é apenas uma cantora; ela é um fenômeno cultural que mexeu com a indústria nos anos 2000. Desde sua estreia, se tornou um símbolo da virada do milênio, ditou moda, comportamento e quebrou recordes. A sonoridade que ela e Max Martin criaram juntos definiu o que seria o pop moderno — e moldou carreiras de nomes como Katy Perry, Taylor Swift e tantos outros. Canções como “Oops!… I Did It Again”, “Stronger”, “Overprotected” e “Piece of Me” ainda soam atuais, intensas e carregadas de identidade. Poucos artistas têm um repertório tão forte e reconhecível.

Max Martin, produtor sueco responsável por incontáveis hits globais, ajudou a construir o som de Britney. A química entre os dois era absurda. Ele entregava bases explosivas, e ela devolvia com vocais icônicos, danças coreografadas e presença cênica inconfundível. Juntos, pavimentaram o caminho para o que viria a ser o pop nos anos seguintes. Enquanto o mundo observa o declínio ou reinvenção de tantas estrelas, Britney ainda é um nome de impacto imediato — um relâmpago que nunca se apaga.

No fundo, Britney não precisa provar mais nada. Mas, se quiser, ela pode fazer história mais uma vez. Seu retorno não seria só uma celebração pessoal, mas um evento cultural de escala global. Está tudo pronto: o público, os hits, a estrutura. Só falta ela dizer “sim”. E quando isso acontecer, o mundo vai parar — como sempre parou para ouvir Britney Spears. Se não for no Super Bowl, quem sabe em Copacabana!

Pan Am, empresa aérea que aparece em ‘Quarteto Fantástico – Primeiros Passos’, tem história entre Frank Sinatra e Roberto Medina

Foto: BBC Arquivos

A Pan American World Airways, mais conhecida como Pan Am, foi uma das maiores e mais icônicas companhias aéreas do mundo durante grande parte do século XX. Fundada em 1927, a Pan Am se tornou símbolo de glamour, inovação e sofisticação nos céus. A empresa foi pioneira em diversas áreas da aviação comercial, sendo a primeira a operar voos transatlânticos regulares e a introduzir aeronaves a jato em rotas comerciais. Nos anos dourados da aviação, voar com a Pan Am era sinônimo de status. Suas aeronaves eram reconhecidas mundialmente, e a marca se tornou um verdadeiro ícone da cultura pop.

Tanto é que, décadas depois do encerramento de suas atividades em 1991, a Pan Am ainda desperta fascínio — e está de volta às telas. A lendária companhia aérea aparece agora no filme Quarteto Fantástico – Primeiros Passos, nova produção da Marvel que tem sido aclamada pelos fãs. A presença da Pan Am no longa funciona como uma homenagem à era de ouro da aviação e à sua forte ligação com a história americana presente na sociedade da época. Mas a Pan Am também viveu momentos marcantes fora das nuvens e do cinema — inclusive aqui no Brasil.

Uma dessas histórias envolve ninguém menos que Frank Sinatra, o astro da música internacional, e um show histórico no Rio de Janeiro. Em janeiro de 1980, Sinatra desembarcou no Brasil para se apresentar no Maracanã, em um evento que reuniria mais de 170 mil pessoas. No entanto, uma forte tempestade caiu sobre o Rio na noite do espetáculo, e o cantor, incomodado com o clima, chegou a avisar que iria embora sem subir ao palco. Foi aí que entrou em cena Roberto Medina, promotor do evento e fundador do Rock in Rio.

Temendo o cancelamento do show, Medina teve uma ideia ousada: ligou para a Pan Am e pediu que informassem ao empresário de Sinatra que o avião que o levaria de volta aos Estados Unidos havia “quebrado”. A mentira funcionou. Sinatra permaneceu, fez o show — e ao fim da apresentação, declarou que aquele havia sido o maior momento de sua carreira. A apresentação entrou para a história como um marco do entretenimento no estádio mais emblemático de todos os tempos.

Foto: O Globo

Mais do que isso: aquele show de 1980 serviu como inspiração e aval para a criação do primeiro Rock in Rio, em 1985. Muitos artistas internacionais, inicialmente receosos, só assinaram contrato após o incentivo do empresário e amigo de Sinatra, que garantiu que o Brasil tinha sim estrutura para receber grandes eventos. E o resto é história: o Rock in Rio se consolidou como um dos maiores festivais de música do planeta. Assim, a Pan Am, mesmo após seu fim, continua presente em histórias extraordinárias — do universo Marvel às páginas inesquecíveis da música e do entretenimento mundial.

Chef de Alto Nível: Mirou no MasterChef, acertou em A Fazenda da Record

Foto: Globoplay

O programa “Chef de Alto Nível”, apresentado por Ana Maria Braga, tinha tudo para ser um respiro interessante na programação. Três grandes chefs, talentos inquestionáveis, reunidos em um formato que prometia revelar novos nomes da gastronomia e proporcionar entretenimento com que gosta desse formato. Mas o que se vê, episódio após episódio, é apenas gritaria, confusão e humilhação gratuita.

A proposta parece ter mirado no sucesso do MasterChef da Band, mas o tiro saiu completamente pela culatra. O resultado lembra mais uma mistura de A Fazenda da Record com No Limite da própria Globo – e isso não é um elogio. Falta leveza, falta carisma, falta alma na cozinha. O que sobra é estresse e incômodo para o público. É como se o programa tivesse esquecido que estamos falando de comida, sensibilidade e paixão pela cozinha – e não de um ringue onde os participantes são testados até o limite emocional.

O pior é que tudo isso vem embrulhado num clima que não combina em nada com o horário e com o público que acompanha Ana Maria há tantos anos. Quem é que quer encerrar o dia ouvindo gritos, ofensas e gente sendo colocada no chão, emocionalmente falando? Ninguém tem mais paciência para isso. Muitos telespectadores comentaram nas redes que sofrem até gatilhos, pois já passaram por situações ruins parecidas com as mostradas no programa. Imagina o brasileiro que trabalha o dia todo e liga a TV para se distrair à noite, vai curtir vendo isso? Melhor ficar no Youtube assistindo o Ei Nerd contando as fofocas da Marvel.

O formato do reality globista, além de cansativo, está completamente saturado. A fórmula da competição com humilhação já não empolga, não surpreende e, definitivamente, não entretém ninguém. “Chef de Alto Nível” tinha o nome, os jurados e a apresentadora para fazer algo realmente especial. Mas, no fim, entregou apenas mais do mesmo – com menos empatia e mais barulho no ouvido de quem tenta assistir. A televisão brasileira merece mais do que isso no horário nobre. E o público também!

Quarteto Fantástico – Primeiros Passos: Há tempos um filme da Marvel não era aplaudido nas sessões

Desde Deadpool & Wolverine, público não aclamava um filme do UCM como agora

Foto: Arquivo Pessoal

Ontem, finalmente, um filme do Universo Marvel voltou a ser aclamado. Após erros e desconfianças em recentes produções, o quarteto de heróis entregou tudo que nem estava prometendo aos fãs do cinema e da editora vermelha. Assisti à pré-estreia de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, e a reação do público foi unânime: aplausos. Não aqueles tímidos de cortesia, mas uma salva de palmas genuína, empolgada, que começou antes mesmo da importante cena pós-créditos.

Era algo que a gente não via há tempo. Este ano, nenhum dos lançamentos conseguiu provocar essa comoção. Kraven, da parceria Marvel/Sony, passou despercebido. Capitão América 4 e Thunderbolts* também não conseguiram entregar o impacto que se esperava. Restava uma esperança. E ela tinha nome: Quarteto Fantástico. A responsabilidade era enorme — reviver uma das equipes mais importantes da Marvel com o peso de anos de expectativas frustradas.

E o que aconteceu foi surpreendente. O filme funciona muito bem. Ele não só acerta, como emociona, diverte e impressiona. É claro que muito se deve ao elenco, que traz química, carisma e muita ação. Desde Deadpool & Wolverine, há exato 1 ano de sua estreia, não se via o público respondendo com aplausos um filme da Marvelquem não amou ver Dogpool, fofíssima, roubando a cena e se tornando protagonista ao lado de Ryan Reynolds e Hugh Jackman.

Foto: Televisa Cinema

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos proporciona exatamente isso que o público buscou há tempos: um novo começo do UCM, com novos fanservices e novas histórias para vivermos. Um filme que honra o legado de Stan Lee e aponta para onde a Marvel pode — e deve — caminhar a partir de agora. O Quarteto que nos fez levantar da cadeira e bater palmas, calou às críticas se consolidando como a estreia do ano.