“Êta Mundo Melhor” está mais para “Êta Mundo Pior”

Sobrou até pro Burro Policarpo que foi parar – acredite – na cadeia…

Foto: Globoplay

Sinceramente, a novela oriunda de “Êta Mundo Bom” devia se chamar “Êta Mundo Pior”, porque de “melhor” não tem absolutamente nada. É uma sucessão de histórias tristes, chatas, arrastadas, que deixam a gente mais desanimado do que empolgado. Parece que os vilões resolveram fazer fila pra se dar bem enquanto o pessoal legal só sofre — e sofre com gosto! Nem a abertura salva, pois a antiga era bem melhor (nada contra a Lauana Prado que canta a versão atual).

Falando em trilha sonora, com tanta música boa de Zezé di Camargo & Luciano, foram colocar a clichê “É o Amor”?! Os personagens dessa vez também vão de mal a pior. Aquela Dona Cunegundes, então… insuportável! Conseguiu superar a si mesma em chatice e arrogância desde a última vez que a gente assistiu. É cada cena que dá vontade de mudar de canal. Outra chata é a tal da Zuma, que atormenta a vida das crianças do orfanato e do Candinho. Nem precisamos falar da maldição do vilão Ernesto e da sua amada Sandra.

Para completar o combo do absurdo, até o Burro Policarpo foi parar na cadeia essa! Gente, prenderam o burro! O verdadeiro protagonista! Que sentido tem isso? É novela, mas poxa… tem limite pro exagero. Nem o Boi Bandido passou por uma humilhação dessas em “América”. A impressão que dá é que esqueceram a leveza, o humor e a esperança que faziam parte da primeira versão, que foi lindamente inspirada em Mazzaropi.

A novela virou uma maratona de desgraças – como a perda de memória da Estela – e o telespectador fica ali, esperando um respiro que nunca vem. Êta Mundo Melhor? Nada disso. Está tudo pior mesmo. Do jeito que a coisa vai, nem o otimismo do Candinho dá conta de salvar essa história. Aí deixam as coisas boas passarem tudo corrido no último capítulo. Ah, cansamos… Que venha a reprise de “Rainha da Sucata”. E que saudades de “Garota do Momento”!

Vencedor do Grammy Latino, Xande de Pilares lança mais um álbum digno de prêmio

Projeto “Nos Braços do Povo” é um dos melhores álbuns do ano e consolida importância de Xande como artista

Foto: Reprodução

Xande de Pilares está de volta com um projeto que exala verdade, emoção e raiz: Nos Braços do Povo. O título não poderia ser mais fiel ao que ele entrega neste novo álbum — um artista consagrado que volta ao ponto de partida, ao samba puro, cercado por quem mais importa: o povo. Gravado literalmente entre as pessoas, o trabalho celebra os 30 anos de carreira de um dos maiores nomes do gênero, que já levou o samba a patamares internacionais e é dono de um Grammy Latino — prêmio mais do que merecido por sua trajetória de excelência musical.

O disco é uma viagem pela essência do samba, com regravações que ganham novas cores e sentidos na voz potente e emotiva de Xande. Cada faixa é uma aula de interpretação, ritmo e sentimento, mostrando como ele continua sendo um dos principais guardiões da tradição, sem deixar de soar atual e popular. É o tipo de projeto que une gerações, fazendo o público cantar junto, seja na roda, no bar ou em casa — porque Nos Braços do Povo é exatamente isso: o samba voltando ao seu lugar de origem, ao encontro do calor humano.

Logo na abertura, Xande presta uma homenagem emocionante a Bira Presidente, o lendário integrante do Fundo de Quintal, referência máxima para qualquer sambista. O tributo é simbólico e necessário, pois reconhece quem abriu caminhos e inspira novas gerações até hoje. É também um gesto de gratidão e respeito de um mestre para outro, um encontro de histórias que se entrelaçam dentro do coração do samba.

Com um repertório impecável e uma energia contagiante, Nos Braços do Povo, produzido por João Carlos Filho; se destaca como um dos melhores álbuns ao vivo do ano — daqueles que reafirmam por que o samba é eterno. Xande de Pilares entrega um show de autenticidade, musicalidade e carisma. Um artista no auge, celebrando sua trajetória com humildade e grandeza, nos lembrando que o samba é — e sempre será — a alma do povo brasileiro. Contudo, o projeto ainda consolida a importância de Xande como um dos maiores artistas do gênero no Brasil. Confira o DVD completo aqui:

Tron: Ares – Enfim acertaram a mão nessa franquia

Foto: Arquivo Pessoal

Depois de anos tentando encontrar o tom certo, Tron: Ares chega como o melhor filme da franquia até hoje — o que, sejamos sinceros, não era lá muito difícil. Os dois anteriores deixaram a desejar, especialmente no quesito história, e pareciam mais preocupados com o visual do que com a narrativa. Mas desta vez a Disney acertou a mão.

As cenas de ação são o grande destaque: bem coreografadas, empolgantes e visualmente impressionantes, com um uso inteligente da tecnologia e do ritmo. A história é mais coesa, com início, meio e fim bem definidos, sem aquelas pontas soltas que costumavam deixar o público perdido. O roteiro não tenta reinventar a roda, mas também não se perde em pretensões — entrega o que promete: ação e uma trama funcional.

É verdade que o filme tem alguns momentos em que o ritmo cai e o espectador pode dispersar um pouco. Mas nada que comprometa o resultado final. Tron: Ares nunca quis ser uma obra de arte digna de Oscar — e isso é ótimo. Ele sabe o que é e não tenta ser mais do que isso.

No fim das contas, o saldo é positivo. Tron: Ares é divertido, bem resolvido e visualmente incrível. Cumpre o papel de entreter e resgatar o interesse na franquia. Vale a pena assistir — e, se possível, comprar o combo no cinema, porque a experiência na tela grande faz toda a diferença. Mas se não quiser gastar muito, também vale os salgadinhos da Americanas!

O refrigerante que te faz desinchar e te livra da cara de baiacu

Tá inchada parecendo um baiacu? 😩 Cansada sem ter feito nada? O culpado pode estar na sua geladeira — e não é o bolo de ontem. É o refrigerante comum, cheio de açúcar e químicos, que promete refrescar, mas só te deixa mais lenta, estufada e sem energia. Desinche com um sabor inesquecível.

Foi pra virar esse jogo que nasceu o PODDI, o refrigerante prebiótico natural que te faz desinchar, regula o intestino e ainda te dá aquela sensação deliciosa de leveza. 🍋 É saudável, refrescante e tem sabor de refrigerante de verdade — só que sem culpa.

Enquanto os outros te estufam, o PODDI trabalha por dentro, ajudando seu corpo a eliminar toxinas e acelerando o metabolismo. É como trocar a sujeira por energia. E o melhor: é sem açúcar, sem corantes artificiais e cheio de vida.

💣 PODDI é o refrigerante saudável que o seu corpo pediu — o único que cuida de você enquanto mata a vontade de algo gelado e gostoso. Ideal pra quem vai brindar o próprio bem-estar — com leveza e atitude de ser diferente. Tenha logo o seu!

Algoz de Minotouro, Ryan Bader rouba a cena em “Coração de Lutador”

Bader interpreta brilhantemente Mark Coleman, outro gigante do MMA e melhor amigo de Mark Kerr

Foto: MMA Magazine

Ele é um dos nomes mais reconhecido no mundo do MMA. Ryan Bader foi um grande atleta, mas em Coração de Lutador ele surpreende como ator. No filme, o ex-lutador interpreta Mark Coleman — entregando uma atuação autêntica, cheia de presença e verdade. Nas cenas ao lado de Dwayne “The Rock” Johnson, dá até pra acreditar que ele atua há anos. Ele não está apenas interpretando um lutador: ele é um lutador que parece ter nascido para o papel.

A carreira de Bader no MMA é repleta de conquistas. Exímio wrestler, ele brilhou no UFC e depois no Bellator, onde se consagrou como um dos maiores nomes de sua geração. Entre suas vitórias mais marcantes estão os triunfos sobre o brasileiro Antônio Rogério Nogueira, o Minotouro, a quem venceu duas vezes, e também sobre o brasileiro Vinny Magalhães, especialista em jiu-jítsu e finalizações. Essas vitórias consolidaram sua força no cenário internacional e reforçaram sua conexão com o público brasileiro.

Com esse histórico, não é de se estranhar que sua interpretação de Mark Coleman tenha tanta naturalidade. Ryan Bader não parece um lutador tentando atuar — ele parece um ator experiente que mergulhou de corpo e alma no personagem. As cenas de luta são intensas e realistas, e os momentos dramáticos têm peso emocional. É impressionante como ele consegue se destacar mesmo dividindo a tela com uma estrela do porte de The Rock.

Vale a pena assistir Coração de Lutador não apenas por The Rock em seu papel mais desafiador, mas também por Ryan Bader ter se desafiado como ator. Ele é o típico coadjuvante que rouba a cena e poderia até ser indicado ao Oscar. Sua atuação é impecável, forte e convincente, mostrando que o talento dentro do octógono pode, sim, se traduzir perfeitamente nas telas do cinema. Além de tudo, ele também é lindo!

Coração de Lutador: Roteiro fora do ringue é chatíssimo, mas nostalgia do Pride 2000 compensa

The Rock encarnou muito bem Mark Kerr, pode chegar ao Oscar, mas passa longe de atuação digna do prêmio

Foto: Arquivo pessoal

Acabei de ver Coração de Lutador e confesso que saí com a sensação de que o filme poderia ter entregue muito mais. A história de Mark Kerr é rica, intensa e cheia de altos e baixos, mas o roteiro aqui acaba sendo arrastado demais, sem nenhuma virada realmente impactante que prenda o espectador. O filme gira em torno de Kerr, como era de se esperar, mas não emociona como poderia — falta intensidade dramática, falta aquele momento que faça o público segurar a respiração e sair da sessão com o coração acelerado.

O que realmente dá um “up” na experiência são as cenas de luta. Nessa parte me emocionei. A forma como o estilo de Mark Kerr é retratado faz justiça ao que ele representou no MMA dos anos 2000: um lutador revolucionário, que marcou época e ajudou a moldar a identidade do esporte. Nessas sequências, o filme ganha energia e consegue traduzir o impacto que ele teve dentro do octógono e do ringue no Pride 2000, algo que até hoje é lembrado pelos fãs.

Dwayne “The Rock” Johnson entrega uma atuação interessante, diferente do que costumamos ver dele (até que enfim), e se esforça para dar peso a um personagem tão complexo. Mas, para ser digna de Oscar, faltou alguma coisa. Faltou aquele brilho que diferencia uma boa performance de uma atuação inesquecível. Ele merece elogios pela dedicação e pela transformação que passou, mas não é o suficiente para colocá-lo entre os grandes desta temporada. Quem rouba a cena no filme é Ryan Bader, que interpreta Mark Coleman.

No fim, Coração de Lutador fica no meio do caminho. Não é um filme ruim, mas também não é marcante. Tem boas lutas, boas ideias e uma história que poderia ser arrebatadora, mas a execução deixa a desejar. Saí da sala com a impressão de que a vida de Mark Kerr merecia um filme mais vibrante, mais emocionante, e que realmente honrasse tudo o que ele representou para o MMA. Vale o ingresso, mas sem o combo de pipoca e refri. Passe na Americanas e compre os salgadinhos.